Ontem fez aniversário um gordaço inchado careca espaçoso cascão sujo grosso feio mal-humorado cínico e peidorrento. Prestaram-lhe homenagem as traças q se fartam bebendo o suor viscoso q lhe escorre dos poros. Dá pra desconfiar, ¿não dá?
Quem se alimenta do suor de São Paulo vive dizendo q ama a cidade. O gozado é q esses são justamente os paulistanos q mais tempo passam fora dela: têm casas na praia, férias na Europa. Citando as virtudes de SPaulo, falam na verdade do primeiro mundo: ¿onde mais no Brasil pode-se passear por Picasso, almoçar uma trufa, ver um Truffaut, admirar um guerreiro de Xi'an, conversar com Ray Charles, ouvir Stravinsky, jantar um sushi, tudo da melhor qualidade, tudo no mesmo dia? Esse pessoal não gosta de SPaulo. Gosta é de achar q está em outro lugar.
No outro lado estão os q odeiam SPaulo porque são eles os q suam seu suor. Soltam o verbo reclamando da "exclusão" social, das desigualdades e o escambau a quatro desta cidade, como se ela tivesse q ser diferente do resto do Brasil. Ou pior, como se SPaulo devesse ser o carro-chefe, o modelo pro resto. ¡Tenha a santa! A turgidez desta cidade é a mais clara evidência de q o Brasil inteiro não tem se mostrado uma proposta viável. SPaulo cresce como um tumor absorvendo o povo q não se deu bem no resto do país, pessoas vindas de regiões de onde nunca teriam saído se de lá não houvessem sido excluídas em primeiro lugar. SPaulo é antes de mais nada o entumescimento dum tipo de inclusão social: aqui é onde vai parar o jovem sem perspectivas de Aracupirangonhó, aquele lugar onde não há exposições, restaurantes, hotéis, teatros, cinemas ou livrarias onde ele pudesse começar a vida como porteiro.
Então deixem de besteira ufanista ou idealista. Deve-se falar de SPaulo como os ingleses falam do tempo: está ruim, vai ficar pior e nada se pode fazer em contra, além de abandoná-la às traças.
26 janeiro 2004
23 janeiro 2004
As glórias da sorte
Vendo nosso epifânico doutor verter lágrimas extasiadas ao ouvir a inenarrável perfeição e insopitável precisão de “O Futebol” do Chico Buarque, qqer pessoa acharia q o futebol está em seu sangue, q seus membros ardem pela seiva redentora da vitória.
Ilusão treda. O Dr Plausível não torce pra time de nenhum bairro, cidade, país ou planeta. Jamais se verá nosso equilibrado humanista fazendo auê em arquibancada, babando na frente da tv ou soltando rojão toda vez q um assalariado de uniforme colocar uma bola num lugar improvável.
Dia desses, passando sem querer por um canal de esportes, ouviu o locutor se empanturrar de emoção e falar na glória do time vencedor. Quê? Glória?... ¡¿GLÓRIA?! O Dr Plausível ergueu a testa e sorriu.
Mas ¡que gente exagerada, não? Pois vejam só.
Fazer mais pontos q o time adversário pode ser fácil ou difícil. Ganhar fácil não pode ser chamado de ‘glória’. Vendo um time dar de, sei lá, dez a zero, aquele mundo de gente chorando de alegria ¿está festejando o quê? ¿Que glória pode haver em ganhar de lavada dum time mais fraco? A torcida festeja é a sorte de o adversário, dessa vez, não ter juntado um time de brutamontes q lhes quebre as canelas e os deixe na lama. Admitam.
No outro extremo, tão as ‘vitórias’ difíceis, qdo não se sabe o placar final até o último segundo − tipo numa partida de vôlei: depois de dezenas de match-points pra lá e pra cá, até o torcedor mais roxo fica meio entediado e se perguntando qdo é q vai acabar o chove-não-molha. A verdadeira dimensão da glória fica evidente: num jogo difícil, vence o time q tem a sorte de fazer dois pontos seguidos primeiro; ou, em jogos por tempo, vence aquele q tem a sorte de tar com mais pontos no momento do apito final. ¿Isso lá é glória, catso?
Tem um pessoal aí q não sei, viu. Quer se descabelar, descabele-se. Quer espargir a muxiba, esparja. Mas manera nos termos, aí ô. Como já disse o Tom Stoppard, “Don't clap too loudly. This is a very old world.”
Ilusão treda. O Dr Plausível não torce pra time de nenhum bairro, cidade, país ou planeta. Jamais se verá nosso equilibrado humanista fazendo auê em arquibancada, babando na frente da tv ou soltando rojão toda vez q um assalariado de uniforme colocar uma bola num lugar improvável.
Dia desses, passando sem querer por um canal de esportes, ouviu o locutor se empanturrar de emoção e falar na glória do time vencedor. Quê? Glória?... ¡¿GLÓRIA?! O Dr Plausível ergueu a testa e sorriu.
Mas ¡que gente exagerada, não? Pois vejam só.
Fazer mais pontos q o time adversário pode ser fácil ou difícil. Ganhar fácil não pode ser chamado de ‘glória’. Vendo um time dar de, sei lá, dez a zero, aquele mundo de gente chorando de alegria ¿está festejando o quê? ¿Que glória pode haver em ganhar de lavada dum time mais fraco? A torcida festeja é a sorte de o adversário, dessa vez, não ter juntado um time de brutamontes q lhes quebre as canelas e os deixe na lama. Admitam.
No outro extremo, tão as ‘vitórias’ difíceis, qdo não se sabe o placar final até o último segundo − tipo numa partida de vôlei: depois de dezenas de match-points pra lá e pra cá, até o torcedor mais roxo fica meio entediado e se perguntando qdo é q vai acabar o chove-não-molha. A verdadeira dimensão da glória fica evidente: num jogo difícil, vence o time q tem a sorte de fazer dois pontos seguidos primeiro; ou, em jogos por tempo, vence aquele q tem a sorte de tar com mais pontos no momento do apito final. ¿Isso lá é glória, catso?
Tem um pessoal aí q não sei, viu. Quer se descabelar, descabele-se. Quer espargir a muxiba, esparja. Mas manera nos termos, aí ô. Como já disse o Tom Stoppard, “Don't clap too loudly. This is a very old world.”
17 janeiro 2004
Foto digital
Começo a pensar q não sou boa companhia pro Dr Plausível. Dia desses, levei-lhe as primeiras páginas de alguns jornais brasileiros pra diagnóstico e tratamento. Foi só apontar a foto do piloto apontando o dedo, e nosso excepcional especialista repimpou-se de gargalhadas, tossiu, engasgou, espirrou, tudo ao mesmo tempo. Só se acalmou lendo gibi.
E não era pra menos. O piloto foi detido por desacatar a PF com um gesto obceno, e no dia seguinte ¡a foto do delito me aparece estampada nos jornais de todo o país! HAHAHAHAHAHAHAHA ¡Q estrambotice! Pois sendo este um episódio momentaneamente importante nas relações entre o Brasil e os EUA, ¿será q ninguém se tocou de q a publicação do gesto obceno implica em q ele não é tão ofensivo assim? Se o piloto tivesse abaixado as calças, revelando uma ereção do dito cujo do qual o dedo é apenas símbolo, ¿a foto do evento teria sido publicada assim mesmo? Então!
A decisão do juiz brasileiro foi galhardamente apoiada pelo Dr Plausível. À parte a inegável justiça, o aspecto da coisa q o convenceu foi a promessa de alegres momentos vendo o noticiário. E não deu outra: permitir q o piloto emoldure a foto e a pendure na sala de visitas foi de longe a idéia mais hilariante q a PF já teve em toda sua história. Sem falar q perdeu uma bela chance. Se tivesse mantido a foto em sigilo, o efeito da acusação teria sido maior: todo o mundo imaginaria algo pior do q o q de fato aconteceu. Ver a 'prova' foi quase um anti-clímax. Fora q alguém já vai ter a idéia de entrar no Brasil vestindo camiseta com a foto do babaca estampada.
Por uma módica fortuna, o Dr Plausível ministrará cursos de Plausibilidade I, II e III também prà PF.
E não era pra menos. O piloto foi detido por desacatar a PF com um gesto obceno, e no dia seguinte ¡a foto do delito me aparece estampada nos jornais de todo o país! HAHAHAHAHAHAHAHA ¡Q estrambotice! Pois sendo este um episódio momentaneamente importante nas relações entre o Brasil e os EUA, ¿será q ninguém se tocou de q a publicação do gesto obceno implica em q ele não é tão ofensivo assim? Se o piloto tivesse abaixado as calças, revelando uma ereção do dito cujo do qual o dedo é apenas símbolo, ¿a foto do evento teria sido publicada assim mesmo? Então!
A decisão do juiz brasileiro foi galhardamente apoiada pelo Dr Plausível. À parte a inegável justiça, o aspecto da coisa q o convenceu foi a promessa de alegres momentos vendo o noticiário. E não deu outra: permitir q o piloto emoldure a foto e a pendure na sala de visitas foi de longe a idéia mais hilariante q a PF já teve em toda sua história. Sem falar q perdeu uma bela chance. Se tivesse mantido a foto em sigilo, o efeito da acusação teria sido maior: todo o mundo imaginaria algo pior do q o q de fato aconteceu. Ver a 'prova' foi quase um anti-clímax. Fora q alguém já vai ter a idéia de entrar no Brasil vestindo camiseta com a foto do babaca estampada.
Por uma módica fortuna, o Dr Plausível ministrará cursos de Plausibilidade I, II e III também prà PF.
15 janeiro 2004
Pague-se o pagão
Os canais religiosos de tv são muito vulneráveis a epidemias de hipoplausibilose. Têm tantos problemas q nenhum plano de saúde saudável se arriscaria a segurá-los. E muito embora seu emotivo coração se apiade diariamente, o Dr Plausível nem se mete. Os programas passam e o doutor nem ladra.
Mas pelamãedoguarda!, alguém tem q encaminhar o dj da igreja Universal até um cantinho escuro e dar-lhe um belo piripapo no pé do ouvido. Pois nesse canal, nem bem um pastor termina de exorcisar um demônio, dar graças a Deus e conclamar os devotos a louvar Jesus, lá vem o dj e tasca "o fortuna" do Carmina Burana na vitrola. HAHAHAHA que ridículo...
¡Parece até q esse pessoal não lê jornal! Pois ¿como é q um programa q se diz religioso não dá uma pesquisadinha no q diz a letra do fundo musical? Êêê, dj! Acorda! O CB é todinho composto encima de poemas profanos, odes em louvor ao jogo, à gula e à bebida, referências a rituais pagãos, esse tipo de coisa. Na certa, o cara ouviu aquele coral todo e achou divino, qdo na verdade a mensagem da letra é algo como "a sorte e o azar regem esta vida detestável, aguçando a pobreza e dissolvendo o poder". Pois então. ¿De q adianta rezar, se a própria trilha sonora diz q não adianta nada? HAHAHAHAHA cada coisa...
Digam se eu não tenho razão: ¿o Dr Plausível não deveria receber um alto salário?
Mas pelamãedoguarda!, alguém tem q encaminhar o dj da igreja Universal até um cantinho escuro e dar-lhe um belo piripapo no pé do ouvido. Pois nesse canal, nem bem um pastor termina de exorcisar um demônio, dar graças a Deus e conclamar os devotos a louvar Jesus, lá vem o dj e tasca "o fortuna" do Carmina Burana na vitrola. HAHAHAHA que ridículo...
¡Parece até q esse pessoal não lê jornal! Pois ¿como é q um programa q se diz religioso não dá uma pesquisadinha no q diz a letra do fundo musical? Êêê, dj! Acorda! O CB é todinho composto encima de poemas profanos, odes em louvor ao jogo, à gula e à bebida, referências a rituais pagãos, esse tipo de coisa. Na certa, o cara ouviu aquele coral todo e achou divino, qdo na verdade a mensagem da letra é algo como "a sorte e o azar regem esta vida detestável, aguçando a pobreza e dissolvendo o poder". Pois então. ¿De q adianta rezar, se a própria trilha sonora diz q não adianta nada? HAHAHAHAHA cada coisa...
Digam se eu não tenho razão: ¿o Dr Plausível não deveria receber um alto salário?
09 janeiro 2004
The Church Snow Ball Igreja
Apesar de o Dr Plausivel dizer q vive no melhor dos tempos possíveis, temo por sua saúde. Algum dia vai explodir de tanto rir. Pra ele, a raça humana está pouco a pouco mutando de Homo sapiens pra Homo insipiens. É simplesmente estupefaciente o número de humoristas q proliferam como coelhos enviagrados.
Dia desses, subiu ao palco dum programa de auditório uma ex-coelhinha da Playboy vestindo metade dos seios pra fora, anunciando q agora é casta pois se converteu à (pasmem) Igreja Bola de Neve Church.
[silêncio]
hmm
Segundo a nova adepta, é uma igreja q "atrai principalmente surfistas", sediada no Alto da Lapa.
hmm
[pausa]
ãã...
[silêncio]
Deixa eu me recompor.
¿Por onde começo?
Observem os sintomas:
- não é só uma igreja: é uma igreja "church"
- atrai surfistas e se chama "Bola de Neve"
- atrai surfistas e está sediada no Planalto Paulista
É direito de cada um crer no q lhe der na telha e nosso estrondoso doutor está longe de ser idiota a ponto de se meter com a crença alheia. Por ele, vc pode seguir qqer fé: pode até acreditar piamente q o universo foi criado pelo Sílvio Santos e é atualmente governado por um besouro gigante perneta q mora em Moçambique; vc tem toda a liberdade até de criar uma igreja e abrir uma poupança no BankBoston com o lucro, mas ¡¡pelamordizeus, põe um nome plausível nessa igreja!!
(nota: Antigamente os cultos inventados procuravam dar um ar de respeitabilidade assumindo termos científicos. Hoje se consegue isso facilmente enxertando uma palavra inglesa. Mas ¡q coisa, não?)
Se ninguém achar a vacina contra o febehipoapá, alguém algum dia vai ter a brilhante idéia de criar o Templo Cristo na Crista da Onda Temple, atraindo principalmente alpinistas e sediado no Pantanal Matogrossense.
¡Ó nua nomenclatura! ¡Ó praia de palavras!
Dia desses, subiu ao palco dum programa de auditório uma ex-coelhinha da Playboy vestindo metade dos seios pra fora, anunciando q agora é casta pois se converteu à (pasmem) Igreja Bola de Neve Church.
[silêncio]
hmm
Segundo a nova adepta, é uma igreja q "atrai principalmente surfistas", sediada no Alto da Lapa.
hmm
[pausa]
ãã...
[silêncio]
Deixa eu me recompor.
¿Por onde começo?
Observem os sintomas:
- não é só uma igreja: é uma igreja "church"
- atrai surfistas e se chama "Bola de Neve"
- atrai surfistas e está sediada no Planalto Paulista
É direito de cada um crer no q lhe der na telha e nosso estrondoso doutor está longe de ser idiota a ponto de se meter com a crença alheia. Por ele, vc pode seguir qqer fé: pode até acreditar piamente q o universo foi criado pelo Sílvio Santos e é atualmente governado por um besouro gigante perneta q mora em Moçambique; vc tem toda a liberdade até de criar uma igreja e abrir uma poupança no BankBoston com o lucro, mas ¡¡pelamordizeus, põe um nome plausível nessa igreja!!
(nota: Antigamente os cultos inventados procuravam dar um ar de respeitabilidade assumindo termos científicos. Hoje se consegue isso facilmente enxertando uma palavra inglesa. Mas ¡q coisa, não?)
Se ninguém achar a vacina contra o febehipoapá, alguém algum dia vai ter a brilhante idéia de criar o Templo Cristo na Crista da Onda Temple, atraindo principalmente alpinistas e sediado no Pantanal Matogrossense.
¡Ó nua nomenclatura! ¡Ó praia de palavras!
05 janeiro 2004
O golpe baixo do salto alto
e o truque sujo da cara limpa
¿Já viram coisa mais imbecil do q roupa? Vira e mexe aparece algum 'especialista' em moda com uma teoria xoxa sobre roupas: q é uma identidade grupal, q é uma expressão da personalidade, do momento emocional, do escambau a quatro. Pfffrrr... qta besteira. Eles falam dos vários usos do vestuário; mas 'uso' é um termo muito geral: igualmente pode-se 'usar' uma camisa pra enforcar um jacaré, ou uma meia pra coar café. Essa conversa mole de q roupa protege do frio e do calor tbm não convence: os aborígines da Terra do Fogo, aquele lugar frio como a peste, andavam nus. O Dr Plausível é q sabe das coisas: as roupas não existem pra tapar. Existem pra tapear.
Todo bicho usa alguma tapeação visual pra conseguir uma trepadinha. Os humanos - esses bichos pelados e sem penas, monocromáticos e sem graça -, usam apetrechos pra tapear o sexo oposto: roupas e navalhas.
Vejam o salto alto, por exemplo. ¿Já assistiram a uma mulher 'vestindo' um salto alto? Ela escala os sapatos, primeiro um, depois o outro, e de repente ela toda se eleva cinco ou dez centímetros mais perto do teto. Muita gente acredita q as mulheres usam salto alto pra competir entre si, ou pra igualar-se aos homens, mas essa explicação não esclarece nada. O salto alto é na verdade uma estratégia pra deixar a vagina mais acessível ao pênis por trás, tanto por erguer a vagina alguns centímetros como por arrebitar as nádegas. Note como o salto alto fica melhor qdo a mulher usa saia do q qdo usa calças. Óbvio: a saia é outra estratégia pro mesmo fim. O desejo precisa duma visualização do coito como objetivo. O colorido e as formas da roupa atraem o olhar como penas coloridas, mas escondem o corpo. A visualisação do coito é então facilitada se a mulher usa saia e salto alto e o homem usa calças: a vagina aponta pra baixo e é só levantar a saia; o pênis aponta pra cima e é só abaixar as calças.
Já o homem tapeia a mulher qdo faz a barba. Fica se esforçando pra conseguir, ainda q temporariamente, aquela pele de mancebo transbordando testosterona e vertendo esperma pelos poros. ¡Q espetáculo deprimente! Toda a tecnologia das navalhas, barbeadores e cremes, todo o 'esforço' de marketing, todas as horas e horas perdidas na frente do espelho estão aí apenas pra ajudar o homem a enganar, ludibriar e conseguir umas trepadinhas. Pois mulher q se lembra de seus malhos de adolescente não vai querer pele q pinica nos lábios e nos lábios.
Mas ¿q é q nosso evocativo doutor acha de implausível em tudo isso? Ora, ¿e precisa dizer? Qdo qqer botijão fica sexy encima de dois tocos e qdo qqer vassoura rejuvenece depois duma navalha, ¿q tipo de aberração resultará daqui alguns milhões de anos? ¡Mulheres cada vez mais gordas e baixinhas precisando de saltos cada vez mais altos e homens cada vez mais barbudos precisando de barbeações cada vez mais freqüentes! ¿Será esse o destino da raça humana? ¡Q vergonha!
¡¡E isso q eu nem falei de depilação e maquiagem!!
Todo bicho usa alguma tapeação visual pra conseguir uma trepadinha. Os humanos - esses bichos pelados e sem penas, monocromáticos e sem graça -, usam apetrechos pra tapear o sexo oposto: roupas e navalhas.
Vejam o salto alto, por exemplo. ¿Já assistiram a uma mulher 'vestindo' um salto alto? Ela escala os sapatos, primeiro um, depois o outro, e de repente ela toda se eleva cinco ou dez centímetros mais perto do teto. Muita gente acredita q as mulheres usam salto alto pra competir entre si, ou pra igualar-se aos homens, mas essa explicação não esclarece nada. O salto alto é na verdade uma estratégia pra deixar a vagina mais acessível ao pênis por trás, tanto por erguer a vagina alguns centímetros como por arrebitar as nádegas. Note como o salto alto fica melhor qdo a mulher usa saia do q qdo usa calças. Óbvio: a saia é outra estratégia pro mesmo fim. O desejo precisa duma visualização do coito como objetivo. O colorido e as formas da roupa atraem o olhar como penas coloridas, mas escondem o corpo. A visualisação do coito é então facilitada se a mulher usa saia e salto alto e o homem usa calças: a vagina aponta pra baixo e é só levantar a saia; o pênis aponta pra cima e é só abaixar as calças.
Já o homem tapeia a mulher qdo faz a barba. Fica se esforçando pra conseguir, ainda q temporariamente, aquela pele de mancebo transbordando testosterona e vertendo esperma pelos poros. ¡Q espetáculo deprimente! Toda a tecnologia das navalhas, barbeadores e cremes, todo o 'esforço' de marketing, todas as horas e horas perdidas na frente do espelho estão aí apenas pra ajudar o homem a enganar, ludibriar e conseguir umas trepadinhas. Pois mulher q se lembra de seus malhos de adolescente não vai querer pele q pinica nos lábios e nos lábios.
Mas ¿q é q nosso evocativo doutor acha de implausível em tudo isso? Ora, ¿e precisa dizer? Qdo qqer botijão fica sexy encima de dois tocos e qdo qqer vassoura rejuvenece depois duma navalha, ¿q tipo de aberração resultará daqui alguns milhões de anos? ¡Mulheres cada vez mais gordas e baixinhas precisando de saltos cada vez mais altos e homens cada vez mais barbudos precisando de barbeações cada vez mais freqüentes! ¿Será esse o destino da raça humana? ¡Q vergonha!
¡¡E isso q eu nem falei de depilação e maquiagem!!
03 janeiro 2004
O Senhor dos Escarcéis
Muita gente diz q Dr Plausível é bitolado e atrasado, e às vezes até dá pra entender por quê. Vejam só: a trilogia do Senhor dos Anéis já está quase virando uma série, e apenas agora é q ele se dispôs a enfrentar as três longas horas do primeiro filme, não sem reclamar em altos brados na locadora. E não deu outra. Três horas de chatice entrecortada de acochambraduras implausíveis.
Filme de aventura é sempre um saco: vc sabe desde o começo q durante as próximas três horas, o herói pode cair num rio de lava, pode-lhe até cair um piano na cabeça, q absolutamente nada vai lhe causar qqer dano físico, emocional ou intelectual duradouro: ele vai continuar ileso como qdo sua digníssima mãe o pariu, vai continuar senhor de si e vai aprender rigorosamente nada sobre coisa alguma q seja de qqer utilidade seja pra ele ou pra nós.
Pois digam-me uma coisa: se um demônio gigante cuspindo fogo por todos os poros está em teu encalço já há alguns minutos, e vc sabe q algumas palavras enérgicas podem dissuadi-lo de devorar vc e teus amigos, ¿vc esperaria até estar no meio duma ponte de pedra sem corrimão acima dum precipício infinito pra virar-se pra ele e usar todo seu poder de persuasão? E depois q metade da ponte cai, levando o demônio, e vc fica pendurado na borda, ¿vc não esperaria q teus amigos (¡q vc acaba de salvar!) dessem um jeito de puxar vc pra cima com algum truque dentre os milhares ao alcance de quem anda por aí levando pianadas na cabeça? ¡Ora façam-me o favor!
¡E são três horas... não: NOVE horas desse tipo de coisa...!
Filme de aventura é sempre um saco: vc sabe desde o começo q durante as próximas três horas, o herói pode cair num rio de lava, pode-lhe até cair um piano na cabeça, q absolutamente nada vai lhe causar qqer dano físico, emocional ou intelectual duradouro: ele vai continuar ileso como qdo sua digníssima mãe o pariu, vai continuar senhor de si e vai aprender rigorosamente nada sobre coisa alguma q seja de qqer utilidade seja pra ele ou pra nós.
Pois digam-me uma coisa: se um demônio gigante cuspindo fogo por todos os poros está em teu encalço já há alguns minutos, e vc sabe q algumas palavras enérgicas podem dissuadi-lo de devorar vc e teus amigos, ¿vc esperaria até estar no meio duma ponte de pedra sem corrimão acima dum precipício infinito pra virar-se pra ele e usar todo seu poder de persuasão? E depois q metade da ponte cai, levando o demônio, e vc fica pendurado na borda, ¿vc não esperaria q teus amigos (¡q vc acaba de salvar!) dessem um jeito de puxar vc pra cima com algum truque dentre os milhares ao alcance de quem anda por aí levando pianadas na cabeça? ¡Ora façam-me o favor!
¡E são três horas... não: NOVE horas desse tipo de coisa...!
30 dezembro 2003
Tristeza de aleijadING
¡Cada idéia de jirico!
Existe um acordo tácito entre os anunciantes e o público pedestre: anúncio fica ao nível dos olhos ou acima da cabeça; assim, quem não quer poluir a vista só precisa olhar o chão q pisa. ¿E não é q agora algum paralítico mental resolveu pintar anúncios direto nas calçadas? Nas esquinas mais civilizadas, o meio-fio tem aqueles rebaixos pra cadeiras de rodas. Agora a prefeitura loteou esse espaço no chão pra anúncios, o q é um despautério mesmo q seja só nos arredores da Paulista e só prà São Silvestre. O Dr Plausível viu alguns da Sul América ING: ou seja, algum paraplógico numa companhia de seguros achou q pintar um anúncio ali, como dizendo 'nós mantemos esta área', seria bom prà imagem da firma. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA E logo uma firma de seguros... ¡Q mau gosto!
O desespero mercadológico torna o organismo muito vulnerável a infecções oportunistas de hipoplausibilose. E convenhamos, tem q estar muito desesperado pra se rebaixar a pintar anúncios no chão. A mensagem q passa é q a Sul América ING, assim como os demais anunciantes rasteiros (se os houver), está tão necessitada de novos clientes q não se importa de encher o saco dos pedestres a cada esquina com a idéia prepóstera de q todo ãã... usuário de rodo-assento deveria estar agradecido a ela por sinalizar os acessos q todo o mundo já sabe onde estão. Sem falar no insulto implícito em supostamente pedir reconhecimento por implementar um direito. HAHAHAHA
¡Tem gente q não pensa, sô! Pois ¿vc faria seguro numa firma q apregoa um raciocínio tosco? Bastou esse anúncio pra conseguir minha antipatia eterna contra toda e qqer empresa q emporcalhe o chão com sua marca, e aposto q estou longe de ser o único a detestar esse truque chão. Já nosso equânime doutor, de tanto rir teve q ser levado às pressas em rodo-assento até sua biblioteca, onde foi se acalmando lendo Darwin.
Mas, ¡ô sarjeta safada!, parece q o Dr Plausível não gargalha tão alto assim.
Existe um acordo tácito entre os anunciantes e o público pedestre: anúncio fica ao nível dos olhos ou acima da cabeça; assim, quem não quer poluir a vista só precisa olhar o chão q pisa. ¿E não é q agora algum paralítico mental resolveu pintar anúncios direto nas calçadas? Nas esquinas mais civilizadas, o meio-fio tem aqueles rebaixos pra cadeiras de rodas. Agora a prefeitura loteou esse espaço no chão pra anúncios, o q é um despautério mesmo q seja só nos arredores da Paulista e só prà São Silvestre. O Dr Plausível viu alguns da Sul América ING: ou seja, algum paraplógico numa companhia de seguros achou q pintar um anúncio ali, como dizendo 'nós mantemos esta área', seria bom prà imagem da firma. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA E logo uma firma de seguros... ¡Q mau gosto!
O desespero mercadológico torna o organismo muito vulnerável a infecções oportunistas de hipoplausibilose. E convenhamos, tem q estar muito desesperado pra se rebaixar a pintar anúncios no chão. A mensagem q passa é q a Sul América ING, assim como os demais anunciantes rasteiros (se os houver), está tão necessitada de novos clientes q não se importa de encher o saco dos pedestres a cada esquina com a idéia prepóstera de q todo ãã... usuário de rodo-assento deveria estar agradecido a ela por sinalizar os acessos q todo o mundo já sabe onde estão. Sem falar no insulto implícito em supostamente pedir reconhecimento por implementar um direito. HAHAHAHA
¡Tem gente q não pensa, sô! Pois ¿vc faria seguro numa firma q apregoa um raciocínio tosco? Bastou esse anúncio pra conseguir minha antipatia eterna contra toda e qqer empresa q emporcalhe o chão com sua marca, e aposto q estou longe de ser o único a detestar esse truque chão. Já nosso equânime doutor, de tanto rir teve q ser levado às pressas em rodo-assento até sua biblioteca, onde foi se acalmando lendo Darwin.
Mas, ¡ô sarjeta safada!, parece q o Dr Plausível não gargalha tão alto assim.
23 dezembro 2003
Um Natal Trágico
Nosso emocionável Dr Plausível verte copiosas lágrimas qdo lê, ouve ou vê um conto de Natal redondinho, fofinho e totalmente inútil. É um espetáculo edificante examinar esse eminente exegeta enxugando da epiderme os eflúvios embevecidos. ¡Qta grandeza! ¡Qto sentimento!
Mas Natal tbm é qdo muito roteirista de filme se dá mal, e aí o estudado doutor chora mesmo mas é de rir. O cara quer bolar um enredo novo pruma estória velha e acaba se enredando todo.
Tem um filme por aí chamado Um Natal Mágico (One Magic Christmas), q precisa o qto antes ser levado pra tratamento, mesmo q esperneie e ameace se matar. A trama enrascada e resumida é assim: mulher casada, mãe de casalzinho, não gosta do Natal, não diz 'feliz Natal', acha tudo uma babaquice; um anjo é enviado pra fazer a mulher gostar; o método q escolhe é causar a morte do marido e dos filhos; o anjo (q aliás tem todo o jeito de pedófilo...) ressuscita os filhos e só traz de volta o marido depois q a mãe admite ter gostado do Natal qdo criança e então entra na festa.
A hilariante lógica é inescapável: ou vc gosta do Natal ou vem um anjo levar embora seus entes queridos. Mas ¡que maquiavelismo vergonhoso, hem? ¿Isso lá é espírito natalino q se preze? O ridículo é q, com toda a roupagem algodão-doce do filme, muita gente nem deve perceber q o anjo age descaradamente de má-fé.
É a versão pérfida daquela piada do bode:
Roceiro reclama ao vigário q o ambiente familiar vai muito mal.
Vigário: Faça isto: deixe seu bode viver na sala.
Dias depois, se encontram.
Vigário: ¿Pôs o bode na sala?
Roceiro: Pus.
Vigário: ¿Como vai a família agora?
Roceiro: ¡Muito pior! Todo mundo brigando. Ninguém agüenta mais.
Vigário: Tira o bode da sala.
Dias depois, se encontram novamente.
Vigário: ¿Tirou o bode da sala?
Roceiro: Tirei.
Vigário: ¿E como vai a família?
Roceiro: ¡Agora tá uma maravilha!
Roteirista muito carola sempre acha q não precisa ser plausível, pois ¿Deus não escreve certo por linhas tortas? Mas peraí! Deus não seria tão safado.
Êitcha.
Mas Natal tbm é qdo muito roteirista de filme se dá mal, e aí o estudado doutor chora mesmo mas é de rir. O cara quer bolar um enredo novo pruma estória velha e acaba se enredando todo.
Tem um filme por aí chamado Um Natal Mágico (One Magic Christmas), q precisa o qto antes ser levado pra tratamento, mesmo q esperneie e ameace se matar. A trama enrascada e resumida é assim: mulher casada, mãe de casalzinho, não gosta do Natal, não diz 'feliz Natal', acha tudo uma babaquice; um anjo é enviado pra fazer a mulher gostar; o método q escolhe é causar a morte do marido e dos filhos; o anjo (q aliás tem todo o jeito de pedófilo...) ressuscita os filhos e só traz de volta o marido depois q a mãe admite ter gostado do Natal qdo criança e então entra na festa.
A hilariante lógica é inescapável: ou vc gosta do Natal ou vem um anjo levar embora seus entes queridos. Mas ¡que maquiavelismo vergonhoso, hem? ¿Isso lá é espírito natalino q se preze? O ridículo é q, com toda a roupagem algodão-doce do filme, muita gente nem deve perceber q o anjo age descaradamente de má-fé.
É a versão pérfida daquela piada do bode:
Roceiro reclama ao vigário q o ambiente familiar vai muito mal.
Vigário: Faça isto: deixe seu bode viver na sala.
Dias depois, se encontram.
Vigário: ¿Pôs o bode na sala?
Roceiro: Pus.
Vigário: ¿Como vai a família agora?
Roceiro: ¡Muito pior! Todo mundo brigando. Ninguém agüenta mais.
Vigário: Tira o bode da sala.
Dias depois, se encontram novamente.
Vigário: ¿Tirou o bode da sala?
Roceiro: Tirei.
Vigário: ¿E como vai a família?
Roceiro: ¡Agora tá uma maravilha!
Roteirista muito carola sempre acha q não precisa ser plausível, pois ¿Deus não escreve certo por linhas tortas? Mas peraí! Deus não seria tão safado.
Êitcha.
21 dezembro 2003
Vc vai estar lendo isto:
Uma das crenças mais implausíveis é a de q alguém fala ou escreve errado neste vasto mundo. Ninguém fala errado. Mesmo "falar errado" já foi considerado 'errado', pois o 'correto' seria "falar erradamente". Ridículo.
Uma das críticas comuns de uns anos pra cá tem sido contra o chamado 'gerundismo'. Qdo ouve uma atendente dizer "Vou estar pedindo pro senhor estar ligando pra otro número", muita gente indignada jura de pé junto q a frase só pode estar saindo da boca de pessoa pouco "estudada", vítima de processos mentais confusos e estropiados, querendo empolar as palavras e se dando mal. ¡Qta empáfia! É uma crença tão errada qto a de q a língua deve-se aprender na escola.
O Dr Plausível também é dos q xingam esse uso do gerúndio, q virou gramática-jargão de telemarketing. Porém o estentóreo doutor não xinga porque considere que "vou estar pedindo pro senhor estar ligando" esteja 'errado': xinga porque isso é exatamente o que a atendente quer dizer, e ¡o diz muito bem!
Ela diz "vou estar pedindo" porque, nestes dias de terceirização e massificação, o q ela sente é q 'atender' não é o q ela 'faz', mas o q ela 'está fazendo'; ou seja, não está engajada numa profissão, está é marcando presença num emprego até q surja outro mais compensador. Além disso, a qqer momento ela pode ser inexplicavelmente despedida. Tudo é passageiro e instável. Ela então utiliza o gerúndio pra desvincular seu amor-próprio de seus atos profissionais. Se existe algo errado nisso, é q o foco da atenção dela está longe de ser o coitado do Dr Plausível, q só ligou porque precisava. A mensagem q passa é "olha, vou ignorar minhas próprias preocupações por uns segundos pra fingir interesse por teu caso". A atendente é duma sinceridade desconcertante, utilizando a gramática com uma eficiência espantosa pra 'dizer sem estar dizendo', num artifício subconsciente pra insultar quem liga e ao mesmo tempo ludibriar os controles da chefia.
Por outro lado, ela diz "o senhor estar ligando" porque espera q nosso evoluído humanista realize algo (neste caso "ligar") q pra ela nada mais é q uma rotina previamente estabelecida num fluxograma q lhe foi enfiado goela abaixo por seu empregador. O fato é q o Dr Plausível está longe de encarar sua ligação como rotina, pois só ligou porque está engajado na tentativa de resolver um problema. A atendente sabe conjugar mas não sabe atender. Não se trata de má gramática, mas dum serviço ruim, o serviço prestado por alguém q não vê a hora de ir embora.
Pois é. Quem faz pouco da capacidade gramática de qqer ser humano devia pensar melhor no q diz.
(Como introdução ao tamanho da coisa, o Dr Plausível recomenda aos indignados o livro Preconceito Lingüístico, de Marcos Bagno.)
Uma das críticas comuns de uns anos pra cá tem sido contra o chamado 'gerundismo'. Qdo ouve uma atendente dizer "Vou estar pedindo pro senhor estar ligando pra otro número", muita gente indignada jura de pé junto q a frase só pode estar saindo da boca de pessoa pouco "estudada", vítima de processos mentais confusos e estropiados, querendo empolar as palavras e se dando mal. ¡Qta empáfia! É uma crença tão errada qto a de q a língua deve-se aprender na escola.
O Dr Plausível também é dos q xingam esse uso do gerúndio, q virou gramática-jargão de telemarketing. Porém o estentóreo doutor não xinga porque considere que "vou estar pedindo pro senhor estar ligando" esteja 'errado': xinga porque isso é exatamente o que a atendente quer dizer, e ¡o diz muito bem!
Ela diz "vou estar pedindo" porque, nestes dias de terceirização e massificação, o q ela sente é q 'atender' não é o q ela 'faz', mas o q ela 'está fazendo'; ou seja, não está engajada numa profissão, está é marcando presença num emprego até q surja outro mais compensador. Além disso, a qqer momento ela pode ser inexplicavelmente despedida. Tudo é passageiro e instável. Ela então utiliza o gerúndio pra desvincular seu amor-próprio de seus atos profissionais. Se existe algo errado nisso, é q o foco da atenção dela está longe de ser o coitado do Dr Plausível, q só ligou porque precisava. A mensagem q passa é "olha, vou ignorar minhas próprias preocupações por uns segundos pra fingir interesse por teu caso". A atendente é duma sinceridade desconcertante, utilizando a gramática com uma eficiência espantosa pra 'dizer sem estar dizendo', num artifício subconsciente pra insultar quem liga e ao mesmo tempo ludibriar os controles da chefia.
Por outro lado, ela diz "o senhor estar ligando" porque espera q nosso evoluído humanista realize algo (neste caso "ligar") q pra ela nada mais é q uma rotina previamente estabelecida num fluxograma q lhe foi enfiado goela abaixo por seu empregador. O fato é q o Dr Plausível está longe de encarar sua ligação como rotina, pois só ligou porque está engajado na tentativa de resolver um problema. A atendente sabe conjugar mas não sabe atender. Não se trata de má gramática, mas dum serviço ruim, o serviço prestado por alguém q não vê a hora de ir embora.
Pois é. Quem faz pouco da capacidade gramática de qqer ser humano devia pensar melhor no q diz.
(Como introdução ao tamanho da coisa, o Dr Plausível recomenda aos indignados o livro Preconceito Lingüístico, de Marcos Bagno.)
17 dezembro 2003
Ai q dólar na cachólar
¡Ô santa pataca!
Na tv qqer idéia de jumento sem tutano pode dar tutu. Há alguns meses, além dos erros de tradução, de compreensão e de bom-senso, as legendas vem trazendo uma novidade q poderia dar algum tutu pro Dr Plausível se alguém se dignasse a levar o paciente a sua clínica. Algum funcionário bem-intencionado porém insufferably patronising de alguma firma de tradução achou esta pérola: ¿Por que não converter toda moeda pro dólar, já q todo mundo sabe qto ele vale? Genial! O cara fala "15 libras" e a legenda diz US$26, e assim por diante. ¡Q ótimo, tudo mastigadinho! É só converter pra reais e pronto. Assim nenhum brasileiro vai ficar sem saber qto custa um isqueiro na Inglaterra, um jantar no Japão, ou um terreno na Turquia. Mas ¿por que dólar? Ué, ¿quem é q precisa saber q sequer existe uma moeda chamada "leu"? ¡Põe tudo em dólar! ¿Não é a moeda de gente sofisticada?
Só q aparece então um novo problema. ¿Como é q o leitor da legenda vai saber qual era a taxa de câmbio na data em q a tradução foi feita? Qdo ouviu a descrição do caso, nosso esclarecido doutor tardou a controlar as gargalhadas mas achou a resposta óbvia: fazer referência ao câmbio vigente na data da tradução. Uma legenda corriqueira seria:
original: That's fifteen pounds, guv'nor.
legenda: São US$26 (JAN 2003, venda), governador.
Aí quem se interessasse só precisaria consultar os jornais pra ver qual foi a taxa de câmbio média pra venda do dólar em janeiro de 2003, e pronto. Uma outra solução seria conectar as legendas a uma base de dados dinâmica de modo q o número q aparece na tela variasse automaticamente de acordo com o câmbio na data de exibição do programa, e aí já legendar em reais mesmo. Genial! Sofisticadíssimo!
Que nada. Coisa de quem se acha.
Na tv qqer idéia de jumento sem tutano pode dar tutu. Há alguns meses, além dos erros de tradução, de compreensão e de bom-senso, as legendas vem trazendo uma novidade q poderia dar algum tutu pro Dr Plausível se alguém se dignasse a levar o paciente a sua clínica. Algum funcionário bem-intencionado porém insufferably patronising de alguma firma de tradução achou esta pérola: ¿Por que não converter toda moeda pro dólar, já q todo mundo sabe qto ele vale? Genial! O cara fala "15 libras" e a legenda diz US$26, e assim por diante. ¡Q ótimo, tudo mastigadinho! É só converter pra reais e pronto. Assim nenhum brasileiro vai ficar sem saber qto custa um isqueiro na Inglaterra, um jantar no Japão, ou um terreno na Turquia. Mas ¿por que dólar? Ué, ¿quem é q precisa saber q sequer existe uma moeda chamada "leu"? ¡Põe tudo em dólar! ¿Não é a moeda de gente sofisticada?
Só q aparece então um novo problema. ¿Como é q o leitor da legenda vai saber qual era a taxa de câmbio na data em q a tradução foi feita? Qdo ouviu a descrição do caso, nosso esclarecido doutor tardou a controlar as gargalhadas mas achou a resposta óbvia: fazer referência ao câmbio vigente na data da tradução. Uma legenda corriqueira seria:
original: That's fifteen pounds, guv'nor.
legenda: São US$26 (JAN 2003, venda), governador.
Aí quem se interessasse só precisaria consultar os jornais pra ver qual foi a taxa de câmbio média pra venda do dólar em janeiro de 2003, e pronto. Uma outra solução seria conectar as legendas a uma base de dados dinâmica de modo q o número q aparece na tela variasse automaticamente de acordo com o câmbio na data de exibição do programa, e aí já legendar em reais mesmo. Genial! Sofisticadíssimo!
Que nada. Coisa de quem se acha.
13 dezembro 2003
De MOrth
Ai meus calos.
Quem já viu o programa Saia Justa sabe q de todas as sandices, as maiores são ditas por aquela q fica mais à esquerda na tela. A vizinhança toda começa a rir qdo ouve nosso egrégio Dr Plausível se escarcalhando no chão de ouvir as lorpas incoerências dessa moça. Mas embora a terceira da esquerda prà direita geralmente diga, ainda q empoladamente, umas coisas até q interessantes, às vezes também se deixa levar pela necessidade de não ficar quieta. Foi assim qdo as quatro discutiam o caso do semi-troglodita q, seguindo apenas seus instintos, matou o casalzinho naquele matagal. (Aliás, o Dr Plausível se abstém de comentar toda a celeuma q se seguiu já q, convenhamos, não é muito plausível a possibilidade de evitar tragédias resultantes de ignorar recomendações cujo intuito era justamente evitá-las. Pois então.)
E ¿não é q essa outra também conseguiu fazer toda a vizinhança rir por tabela? Deu pra se enfezar com a coitada da mãe do menor assassino, argumentando q se notou desde cedo q o pirralho não era muito normal, ¿por q foi q não o levou a um psicólogo, meudeusdocéu? ¡Podia até ter sido um psicólogo da prefeitura!
Mas ¡êêê, acorda, Orth! ¿Nunca viu pobreza e ignorância? ¿Não viu a choça em q eles moravam no meio do nada? ¿Não viu q a mãe mal sabe articular uma frase inteligível com mais de dez palavras? ¡Té parece q aquela semi-troglodita q nunca teve chance de nada teria tido a chance de pausar seus afazeres pra meditar! "Oh, vejo evidências de q meu rebento é portador de algum distúrbio emocional... Certamente poderei contar com auxílio profissional gratuito neste mesmo município. Um diagnóstico correto seguido de tratamento adequado deverá evitar q ele venha a perpetuar alguma cagada." (Bom, pelo menos UMA dessas palavras ela deve conhecer...)
O maior abismo entre a artista burguesa e a mãe desse menino é aquele entre o q uma é capaz de dizer e o q a outra é capaz de entender, e vice-versa.
(Só um parêntese impertinente: ¿vcs já perceberam q nesse programa todos os sobrenomes se originam de países do norte da Europa: Young, Lee, Orth, Waldvogel? Hmm...)
Quem já viu o programa Saia Justa sabe q de todas as sandices, as maiores são ditas por aquela q fica mais à esquerda na tela. A vizinhança toda começa a rir qdo ouve nosso egrégio Dr Plausível se escarcalhando no chão de ouvir as lorpas incoerências dessa moça. Mas embora a terceira da esquerda prà direita geralmente diga, ainda q empoladamente, umas coisas até q interessantes, às vezes também se deixa levar pela necessidade de não ficar quieta. Foi assim qdo as quatro discutiam o caso do semi-troglodita q, seguindo apenas seus instintos, matou o casalzinho naquele matagal. (Aliás, o Dr Plausível se abstém de comentar toda a celeuma q se seguiu já q, convenhamos, não é muito plausível a possibilidade de evitar tragédias resultantes de ignorar recomendações cujo intuito era justamente evitá-las. Pois então.)
E ¿não é q essa outra também conseguiu fazer toda a vizinhança rir por tabela? Deu pra se enfezar com a coitada da mãe do menor assassino, argumentando q se notou desde cedo q o pirralho não era muito normal, ¿por q foi q não o levou a um psicólogo, meudeusdocéu? ¡Podia até ter sido um psicólogo da prefeitura!
Mas ¡êêê, acorda, Orth! ¿Nunca viu pobreza e ignorância? ¿Não viu a choça em q eles moravam no meio do nada? ¿Não viu q a mãe mal sabe articular uma frase inteligível com mais de dez palavras? ¡Té parece q aquela semi-troglodita q nunca teve chance de nada teria tido a chance de pausar seus afazeres pra meditar! "Oh, vejo evidências de q meu rebento é portador de algum distúrbio emocional... Certamente poderei contar com auxílio profissional gratuito neste mesmo município. Um diagnóstico correto seguido de tratamento adequado deverá evitar q ele venha a perpetuar alguma cagada." (Bom, pelo menos UMA dessas palavras ela deve conhecer...)
O maior abismo entre a artista burguesa e a mãe desse menino é aquele entre o q uma é capaz de dizer e o q a outra é capaz de entender, e vice-versa.
(Só um parêntese impertinente: ¿vcs já perceberam q nesse programa todos os sobrenomes se originam de países do norte da Europa: Young, Lee, Orth, Waldvogel? Hmm...)
Os meia-roda
Muita gente acha o Dr Plausível retardado, mas pra mim é um privilegiado: é uma das poucas pessoas neste vasto mundo q caem na gargalhada lendo dicionário. Dia desses quase vomitou as tripas de tanto rir ao deparar-se com a indesculpável omissão da palavra 'bicicletaria' em quatro dos dicionários mais vendidos – o Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis, o Novo Aurélio Século XXI, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. ¡Êitcha inguinorança cabo da pexte! Tem gente q não se emenda, né?
Além de 'bicicleta', entre o Michaelis e o Aurélio encontramos, no máximo:
bicicletário s: lugar onde se guardam bicicletas
bicicleteiro s: [GO] bicicletista
bicicletista s: pessoa que anda de bicicleta; ciclista
¿Não é de matar de rir? Uma palavra q qqer brasileiro entenderia e produziria sem o menor problema simplesmente não é reconhecida por pessoas q faturam uma nota preta arvorando-se de árbitros da língua. Sem falar da gargalhável afetação em glosar 'bicicleteiro' apenas como um regionalismo de Goiás pra 'ciclista'.
¡Ó grandíloquo guidão da língua! ¡Ó senil selim semi-analfa!
Agora, a coisa q fez nosso efusivo doutor rir até lhe rebentarem as ilhargas foi lembrar o motivo q o levou a procurar uma palavra tão prosaica no asinino pai dos burros. É q uma certa firma de legendagem de filmes, sediada nos EUA, só aceita traduções com palavras incluídas no Aurélio, sem choro nem vela. Se a palavra não consta (tal como, digamos, 'sentimentalóide'), a tradução é devolvida com a palavra criminosa marcada 'this word does not exist'. Agora digam-me, se 'bike shop' não é 'bicicletaria', ¿então o q é? ¿chope de bico?
Não deve ser à toa q proliferam as bike shops no Brasil, pois muito brasileiro ao confirmar q 'bicicletaria' não consta nos léxicos vai dizer, "¡Olha só, 'bicicletaria' não existe!" HAHAHAHA Cartazes às dezenas de milhares estão na verdade em branco.
Mas o mais esputantemente engraçado é perceber q essa omissão em tantos dicionários não pode ser coincidência, e q portanto os dicionaristas copiam irrefletidamente os verbetes de outros dicionários. Como evidência, veja o caso do verbete "Dord" , q se originou dum erro de compilação e foi depois reproduzido por vários outros dicionários.
Além de 'bicicleta', entre o Michaelis e o Aurélio encontramos, no máximo:
bicicletário s: lugar onde se guardam bicicletas
bicicleteiro s: [GO] bicicletista
bicicletista s: pessoa que anda de bicicleta; ciclista
¿Não é de matar de rir? Uma palavra q qqer brasileiro entenderia e produziria sem o menor problema simplesmente não é reconhecida por pessoas q faturam uma nota preta arvorando-se de árbitros da língua. Sem falar da gargalhável afetação em glosar 'bicicleteiro' apenas como um regionalismo de Goiás pra 'ciclista'.
¡Ó grandíloquo guidão da língua! ¡Ó senil selim semi-analfa!
Agora, a coisa q fez nosso efusivo doutor rir até lhe rebentarem as ilhargas foi lembrar o motivo q o levou a procurar uma palavra tão prosaica no asinino pai dos burros. É q uma certa firma de legendagem de filmes, sediada nos EUA, só aceita traduções com palavras incluídas no Aurélio, sem choro nem vela. Se a palavra não consta (tal como, digamos, 'sentimentalóide'), a tradução é devolvida com a palavra criminosa marcada 'this word does not exist'. Agora digam-me, se 'bike shop' não é 'bicicletaria', ¿então o q é? ¿chope de bico?
Não deve ser à toa q proliferam as bike shops no Brasil, pois muito brasileiro ao confirmar q 'bicicletaria' não consta nos léxicos vai dizer, "¡Olha só, 'bicicletaria' não existe!" HAHAHAHA Cartazes às dezenas de milhares estão na verdade em branco.
Mas o mais esputantemente engraçado é perceber q essa omissão em tantos dicionários não pode ser coincidência, e q portanto os dicionaristas copiam irrefletidamente os verbetes de outros dicionários. Como evidência, veja o caso do verbete "Dord" , q se originou dum erro de compilação e foi depois reproduzido por vários outros dicionários.
10 dezembro 2003
Barbárie humanum est
O Dr Plausível às vezes se deleita com esses noticiários do final da tarde em q um apresentador de pé finge indignação com cara de promotor com diarréia. Olho morto fixo na câmara e a matraca no automático, esses ratinhettes ganham a vida duvidando da humanidade alheia: "Esse sujeito não é mais um ser humano. ¡É um MONSTRO!" Alguns estão aí há anos, dia após dia dando 'notícias' como "filhinho de papai taca fogo em mendigo; pai estupra filha de dois anos; mãe mantém filho em gaiola, dando só água com farinha; drogado espanca a avó; ex-namorado degola a empregada da ex-namorada; motorista bêbado atropela dois irmãos de 4 e 6 anos; vizinhança lincha motorista". Monstros todos, é claro.
Mas ¡q idealização mais implausível! Alguém precisa dar uma cutucada no ombro desses matracas e dizer, "Ôô acorda, meu. O ser humano é isso aí mesmo. Monstro é coisa de filme." ¿Será q, após anos a fio regurgitando as atrocidades alheias, ainda não sacaram q o atroz também está no repertório do humano?
Aliás, se o Dr Plausível os tratasse, esses espantalhos estariam é dando risada a cada vez q alguém lhes trouxesse uma atrocidade de bandeja – pois ¿não é disso q vivem?
O Dr Plausível lembra das boas risadas de outrora qdo havia um programa jornalístico implausivelmente chamado Vamos sair da crise. HAHAHA ¿Como acreditar sequer numa palavra dita no programa, se o nome dele já fingia q seu objetivo era a própria extinção? Se tivesse a audiência e os anunciantes dos papa-sangue, ainda hoje estaríamos vendo o Vamos sair da crise – comendo pipoca inflacionada e bebendo guaraná cada vez mais aguado.
Êitcha. Esse pessoal parece q não tem senso de direção...
Mas ¡q idealização mais implausível! Alguém precisa dar uma cutucada no ombro desses matracas e dizer, "Ôô acorda, meu. O ser humano é isso aí mesmo. Monstro é coisa de filme." ¿Será q, após anos a fio regurgitando as atrocidades alheias, ainda não sacaram q o atroz também está no repertório do humano?
Aliás, se o Dr Plausível os tratasse, esses espantalhos estariam é dando risada a cada vez q alguém lhes trouxesse uma atrocidade de bandeja – pois ¿não é disso q vivem?
O Dr Plausível lembra das boas risadas de outrora qdo havia um programa jornalístico implausivelmente chamado Vamos sair da crise. HAHAHA ¿Como acreditar sequer numa palavra dita no programa, se o nome dele já fingia q seu objetivo era a própria extinção? Se tivesse a audiência e os anunciantes dos papa-sangue, ainda hoje estaríamos vendo o Vamos sair da crise – comendo pipoca inflacionada e bebendo guaraná cada vez mais aguado.
Êitcha. Esse pessoal parece q não tem senso de direção...
02 novembro 2003
Ingrêis é essenciar
Nestes tempos sacrificados, ecoa garbosa por todo o Brasil uma frase destinada a erguer dos recônditos e pútridos lamaçais da ignorância as almas desgastadas dos herdeiros de Cabral; uma frase, um refrão, um lema, um moto por todos entoado, cuja mera repetição consegue curar, empolgar e encher de esperança o coração brasílico: "O inglês é essencial."
Essencial, quédizê, pra ganhá uns trocado fazeno pose de inteligente chupano a produção intelectual dos otro. No Brasil, o público monoglota mal suspeita q uma das principais características da imprensa brasileira é a enorme porcentagem de frases, parágrafos ou até artigos inteiros pseudo-autorados por brasileiros mas na realidade traduzidos do inglês (principalmente; mas tb do espanhol e do francês), jamais mencionando-se a fonte original, claro. Por exemplo, grande parte da produção de Paulo Francis, um dos jornalistas mais ãã... célebres da história da imprensa brasileira, foi chupada e (mal) traduzida dos vários jornais q lia diariamente: além de parágrafos e parágrafos obviamente traduzidos, nos artigos assinados por ele tb notava-se uma clara diferença estilística entre as partes sobre assuntos brasileiros e aquelas sobre assuntos estrangeiros - evidência de q as duas não eram farinha do mesmo saco. E isso não acontece só na imprensa, obviamente. Tb a produção ãã... "acadêmica" brasileira chupa descaradamente. Eu já ouvi em primeira mão da secretária dum pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) q as "pesquisas" dele eram na verdade peneiradas por ela na internet. Da chupação no mundo dos negócios, melhor eu nem falar.
Mas qdo o mundo acadêmico e a imprensa se juntam pra ganhá uns trocado, sai de baixo. Li hoje no caderno Mais da Folha um artigo sobre o cientista inglês Robert Hooke, pseudo-escrito por um físico professor da UFRJ. Mesmo sem conhecer o original, é fácil ver q grande parte do artigo foi chupado do inglês. ¿Como é q eu sei? Entre várias outras evidências menores, veja estas frases:
"[...] muito pálido e magérrimo, cabelos longos e malcuidados escorrendo pela face, seu aspecto só era atenuado pelos vivazes e grandes olhos castanhos."
"A relação entre Newton e Hooke oscilou entre silêncio obsequioso, escaramuças leves e disputas pesadas."
"Newton gastou semanas para responder e mostrou toda a sua capacidade argumentativa e também suas garras."
"[...] a contribuição de Hooke foi bem mais importante do que Newton estava preparado para admitir."
"Pesquisadores [...] têm mostrado que Hooke chegou a essas idéias não apenas por adivinhação ou intuição [...]"
Q vergonha, ¿não? Dá pra ver nitidamente o inglês por trás das "escolhas" de palavras, das linhas de raciocínio, dos tempos verbais. Logicamente, o artigo não tem bibliografia.
E os trocado q o professô ganhô fôro surripiado dos borso docê.
Essencial, quédizê, pra ganhá uns trocado fazeno pose de inteligente chupano a produção intelectual dos otro. No Brasil, o público monoglota mal suspeita q uma das principais características da imprensa brasileira é a enorme porcentagem de frases, parágrafos ou até artigos inteiros pseudo-autorados por brasileiros mas na realidade traduzidos do inglês (principalmente; mas tb do espanhol e do francês), jamais mencionando-se a fonte original, claro. Por exemplo, grande parte da produção de Paulo Francis, um dos jornalistas mais ãã... célebres da história da imprensa brasileira, foi chupada e (mal) traduzida dos vários jornais q lia diariamente: além de parágrafos e parágrafos obviamente traduzidos, nos artigos assinados por ele tb notava-se uma clara diferença estilística entre as partes sobre assuntos brasileiros e aquelas sobre assuntos estrangeiros - evidência de q as duas não eram farinha do mesmo saco. E isso não acontece só na imprensa, obviamente. Tb a produção ãã... "acadêmica" brasileira chupa descaradamente. Eu já ouvi em primeira mão da secretária dum pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) q as "pesquisas" dele eram na verdade peneiradas por ela na internet. Da chupação no mundo dos negócios, melhor eu nem falar.
Mas qdo o mundo acadêmico e a imprensa se juntam pra ganhá uns trocado, sai de baixo. Li hoje no caderno Mais da Folha um artigo sobre o cientista inglês Robert Hooke, pseudo-escrito por um físico professor da UFRJ. Mesmo sem conhecer o original, é fácil ver q grande parte do artigo foi chupado do inglês. ¿Como é q eu sei? Entre várias outras evidências menores, veja estas frases:
"[...] muito pálido e magérrimo, cabelos longos e malcuidados escorrendo pela face, seu aspecto só era atenuado pelos vivazes e grandes olhos castanhos."
"A relação entre Newton e Hooke oscilou entre silêncio obsequioso, escaramuças leves e disputas pesadas."
"Newton gastou semanas para responder e mostrou toda a sua capacidade argumentativa e também suas garras."
"[...] a contribuição de Hooke foi bem mais importante do que Newton estava preparado para admitir."
"Pesquisadores [...] têm mostrado que Hooke chegou a essas idéias não apenas por adivinhação ou intuição [...]"
Q vergonha, ¿não? Dá pra ver nitidamente o inglês por trás das "escolhas" de palavras, das linhas de raciocínio, dos tempos verbais. Logicamente, o artigo não tem bibliografia.
E os trocado q o professô ganhô fôro surripiado dos borso docê.
22 outubro 2003
Tratamento de resíduos
Se vc tiver oportunidade de perder um filme chamado Tratamento de choque (Anger management), ¡não deixe de perder! - a menos q vc queira gastar o fundo das calças de tanto virar daqui pra lá na poltrona do cinema... Perca esse filme mesmo q passe daqui a três décadas na tv numa noite chuvosa no único canal q pegue num hotelzinho do interior. Totalmente reprovado pelo Dr Plausível. ¡Que bosta de enredo! Não vou nem perder meu tempo e o teu fazendo uma sinopse. E é daqueles tão implausíveis q passado um terço vc já desconfia de q todos os personagens estão mancomunados, como de fato estão. Dãã...
Amargamente arrependido de contribuir prà conta bancária de todos os envolvidos na produção e exibição do filme, é melhor eu parar por aqui antes q alguém me processe e eu venha a contribuir ainda mais.
Amargamente arrependido de contribuir prà conta bancária de todos os envolvidos na produção e exibição do filme, é melhor eu parar por aqui antes q alguém me processe e eu venha a contribuir ainda mais.
25 setembro 2003
Inda lembro...
Não só de diagnósticos sombrios vive o Dr Plausível. Tb tece elogios. E por falar em cinzentas porcentagens (veja entrada abaixo), lembrei-me q entre os vários escritos de JLBorges q nosso escorado e estimulante doutor já consagrou com o Prêmio Plausível da Década, figura o conto "Funes, el memorioso", no qual Borges, muito antes dum trôpego qqer dizer q lastimavelmente só usamos 10% de nossos cérebros, meditou sobre as conseqüências plausíveis de usarmos mais neurônios q o normal. Funes é um cara q nunca esquece absolutamente nada e por isso não consegue dormir. Ele está permanentemente consciente de 100% de suas memórias e vê-se obrigado a passar a vida num quarto escuro pra não acumular mais memórias e enlouquecer.
Diga a verdade, leitor, ¿vc não sentiu o impacto q causa um sequitur perfeitamente plausível? ¿Não é muito melhor q ficar impingindo babaquices no tadinho do cerebrinho?
Diga a verdade, leitor, ¿vc não sentiu o impacto q causa um sequitur perfeitamente plausível? ¿Não é muito melhor q ficar impingindo babaquices no tadinho do cerebrinho?
24 setembro 2003
Sua cabeça animal
Vira e mexe vem um enTVistado qqer com a cachola entupida de pseudo-fatos regurgitar a pseudo-informação de q os humanos não estamos fazendo jus a nosso destino pois só usamos 10% da capacidade do cérebro, e o enTVistado fala com aquela entonação de "¿Tá vendo?". Ou seja, num tom absurdamente sem sentido, dá um dado completamente inútil promovendo uma interpretação totalmente errada.
Aí, no caderno Mais vem mais um neurocientista corretamente atacar essa idéia, mas pelos motivos errados, falando de 'custo energético' e fazendo piadinhas pseudo-politizadas. Ou seja, o cara refutou uma idéia idiota com um argumento deficiente.
Qdo ouve esse 'dado' e suas refutações, o Dr Plausível pensa "¿Será q ninguém usa o cérebro neste mundo?", e faz questão de realmente usar apenas 1% de seu mediano cérebro pra raciocinar e demonstrar a total implausibilidade dessa crença. ¡Vc tbm pode! Me diga aí, quem está lendo isto agora, VOCÊ aí, neste exato momento ¿qtos quilos vc está carregando com os braços? ¿qdo foi a última vez q vc carregou 10kg? ¿e 5kg? Eu posso dizer por mim: neste exato momento estou carregando um total de 0kg e a última vez q carreguei 10kg foi... foi... ãã... ¡cacilda, não lembro! Mas, se precisar, posso carregar uns 50kg durante alguns minutos; numa emergência, posso carregar até uns 100kg ou mais durante alguns segundos, como já tive q fazer. E consigo, e vc tbm consegue, pq o corpo todo é super-dimensionado, inclusive o cérebro. E ¡só poderia ser assim! A capacidade total só é usada em emergências, e nenhuma vida é uma seqüência ininterrupta de emergências. Mas há emergências, e todo organismo sub-dimensionado se estrepa.
Da primeira vez em q o Dr Plausível ouviu q a maior parte do tempo usamos 'apenas' 10% do cérebro, exclamou "¡¿Tudo isso?!" e caiu na gargalhada. Pois pense bem: ¡Usar 30% do cérebro 'a maior parte do tempo' é receita certa de esquizofrenia! Use 60% durante algumas horas e vc já vai estar com um pé na cova. Só se usa 100% por alguns milésimos de segundo qdo se está, por exemplo, prestes a ser atropelado por uma jamanta desembestada; daí é q vêm os relatos de pessoas q vêem 'a vida passar diante dos olhos': claro, o cérebro procura em sua experiência uma saída rápida pra um perigo iminente. No restante da vida, uns 2% já bastam pra ser feliz, próspero, saudável e ganhar no xadrez.
Da próxima vez q alguém soltar esse peido cerebral, vc já pode cantarolar "¡Doutor PlausÍÍÍÍvééél!"
Aí, no caderno Mais vem mais um neurocientista corretamente atacar essa idéia, mas pelos motivos errados, falando de 'custo energético' e fazendo piadinhas pseudo-politizadas. Ou seja, o cara refutou uma idéia idiota com um argumento deficiente.
Qdo ouve esse 'dado' e suas refutações, o Dr Plausível pensa "¿Será q ninguém usa o cérebro neste mundo?", e faz questão de realmente usar apenas 1% de seu mediano cérebro pra raciocinar e demonstrar a total implausibilidade dessa crença. ¡Vc tbm pode! Me diga aí, quem está lendo isto agora, VOCÊ aí, neste exato momento ¿qtos quilos vc está carregando com os braços? ¿qdo foi a última vez q vc carregou 10kg? ¿e 5kg? Eu posso dizer por mim: neste exato momento estou carregando um total de 0kg e a última vez q carreguei 10kg foi... foi... ãã... ¡cacilda, não lembro! Mas, se precisar, posso carregar uns 50kg durante alguns minutos; numa emergência, posso carregar até uns 100kg ou mais durante alguns segundos, como já tive q fazer. E consigo, e vc tbm consegue, pq o corpo todo é super-dimensionado, inclusive o cérebro. E ¡só poderia ser assim! A capacidade total só é usada em emergências, e nenhuma vida é uma seqüência ininterrupta de emergências. Mas há emergências, e todo organismo sub-dimensionado se estrepa.
Da primeira vez em q o Dr Plausível ouviu q a maior parte do tempo usamos 'apenas' 10% do cérebro, exclamou "¡¿Tudo isso?!" e caiu na gargalhada. Pois pense bem: ¡Usar 30% do cérebro 'a maior parte do tempo' é receita certa de esquizofrenia! Use 60% durante algumas horas e vc já vai estar com um pé na cova. Só se usa 100% por alguns milésimos de segundo qdo se está, por exemplo, prestes a ser atropelado por uma jamanta desembestada; daí é q vêm os relatos de pessoas q vêem 'a vida passar diante dos olhos': claro, o cérebro procura em sua experiência uma saída rápida pra um perigo iminente. No restante da vida, uns 2% já bastam pra ser feliz, próspero, saudável e ganhar no xadrez.
Da próxima vez q alguém soltar esse peido cerebral, vc já pode cantarolar "¡Doutor PlausÍÍÍÍvééél!"
18 setembro 2003
Olha o casto
O Dr Plausível é notoriamente avesso a discussões sobre religião, haja visto q muita gente já foi degolada, enforcada, fuzilada, extorquida e já teve blogues exterminados por levantar o pirex da plausibilidade. Mas qdo se trata de usar o aparato legal em defesa duma religião, nosso envergadoiro doutor não deixa de curvar-se às sonoras gargalhadas. O bom de ser agnóstico são as gargalhadas. Pois eis q um editor gaúcho, em vez de ser ridicularizado por cretinice, foi condenado a dois anos de serviços comunitários por escrever e publicar livros anti-semitas.
¿Sinceridade? Não vejo onde está o problema. O q o cara fez é o equivalente lógico de escrever um livro/artigo/&c expressando sua mais profunda convicção de q a girafa descende do elefante e q, por conseguinte, toda pessoa de pescoço comprido deveria arder eternamente no fogo do inferno. Como não há, nem provavelmente jamais haverá, qualquer mecanismo legal q autorize pôr em prática o q ele prega, os pescoçudos deveriam limitar-se a escrever outros livros/artigos/&c condenando o sujeito a arder eternamente no fogo do inferno, e nada mais.
Ainda q eu ache duma tremenda babaquice q um tapado qqer isole um determinado grupo religioso e registre prà posteridade sua opinião pessoal sobre o mesmo, tb acho q não há como aceitar a opinião segundo a qual o holocausto e outras perseguições devem outorgar aos judeus imunidade vitalícia e oficial contra a possibilidade de ser alvo de preconceitos babacas. Aliás, o fato de q ninguém ainda propôs uma "solução final" contra os pescoçudos deveria ser um argumento em favor de protegê-los mais do q aos judeus, visto q a probabilidade de estes voltarem a ser perseguidos sistematicamente é menor q a de qqer outro grupo vir a sê-lo (inclusive pescoçudos, como não?).
Outraliás, o mais justo seria q eu (por exemplo) pudesse processar uma religião inteira, ou todas elas, por pública e sistematicamente insultar minha alma. O mundo está abarrotado de livros, artigos e declarações q abertamente pretendem desabonar minha alma (segundo esses mesmos escritos, meu mais valioso bem), e por associação o restante de mim, insinuando q estou condenado ao fogo do inferno apenas pq não visito regularmente um agente a mando de Roma e a ele admito atos condenados por esses mesmos livros, ou então pq as mitocôndrias de minha mãe não descendem das da mulher de Abraão (presume-se q o judaísmo se difunde pelas mitocôndrias), ou pq duas ou três vezes ao dia não consulto uma bússola antes de enfiar a cara no chão e resmungar elogios a Alá. Entre essas três religiões, o judaísmo é a q insulta minha alma mais sistematicamente: o cristão e o muçulmano apenas requerem q eu me converta pra q deixem de me ofender; mas pro judeu eu não fui escolhido por seu Deus e ponto final: mesmo q eu me converta ao judaísmo, minha alma sempre será de segunda. Eu considero isso sufficient grounds pra processar o judaísmo por insulting my soul ou insoulting, termo criado por este q vos escreve pra ajudar o Brasil a passar à frente dos EUA em matéria de invencionices legais com finalidades lucrosas.
Se alguém pensar em me chamar de anti-semita, já vou dizendo q anti-semita é a vó, pq não sou de pisar em meus próprios calos. Tenho três sobrenomes: um judaico, outro europeu e outro árabe. Ou seja, dois deles são de origem semita. So there.
¿Sinceridade? Não vejo onde está o problema. O q o cara fez é o equivalente lógico de escrever um livro/artigo/&c expressando sua mais profunda convicção de q a girafa descende do elefante e q, por conseguinte, toda pessoa de pescoço comprido deveria arder eternamente no fogo do inferno. Como não há, nem provavelmente jamais haverá, qualquer mecanismo legal q autorize pôr em prática o q ele prega, os pescoçudos deveriam limitar-se a escrever outros livros/artigos/&c condenando o sujeito a arder eternamente no fogo do inferno, e nada mais.
Ainda q eu ache duma tremenda babaquice q um tapado qqer isole um determinado grupo religioso e registre prà posteridade sua opinião pessoal sobre o mesmo, tb acho q não há como aceitar a opinião segundo a qual o holocausto e outras perseguições devem outorgar aos judeus imunidade vitalícia e oficial contra a possibilidade de ser alvo de preconceitos babacas. Aliás, o fato de q ninguém ainda propôs uma "solução final" contra os pescoçudos deveria ser um argumento em favor de protegê-los mais do q aos judeus, visto q a probabilidade de estes voltarem a ser perseguidos sistematicamente é menor q a de qqer outro grupo vir a sê-lo (inclusive pescoçudos, como não?).
Outraliás, o mais justo seria q eu (por exemplo) pudesse processar uma religião inteira, ou todas elas, por pública e sistematicamente insultar minha alma. O mundo está abarrotado de livros, artigos e declarações q abertamente pretendem desabonar minha alma (segundo esses mesmos escritos, meu mais valioso bem), e por associação o restante de mim, insinuando q estou condenado ao fogo do inferno apenas pq não visito regularmente um agente a mando de Roma e a ele admito atos condenados por esses mesmos livros, ou então pq as mitocôndrias de minha mãe não descendem das da mulher de Abraão (presume-se q o judaísmo se difunde pelas mitocôndrias), ou pq duas ou três vezes ao dia não consulto uma bússola antes de enfiar a cara no chão e resmungar elogios a Alá. Entre essas três religiões, o judaísmo é a q insulta minha alma mais sistematicamente: o cristão e o muçulmano apenas requerem q eu me converta pra q deixem de me ofender; mas pro judeu eu não fui escolhido por seu Deus e ponto final: mesmo q eu me converta ao judaísmo, minha alma sempre será de segunda. Eu considero isso sufficient grounds pra processar o judaísmo por insulting my soul ou insoulting, termo criado por este q vos escreve pra ajudar o Brasil a passar à frente dos EUA em matéria de invencionices legais com finalidades lucrosas.
Se alguém pensar em me chamar de anti-semita, já vou dizendo q anti-semita é a vó, pq não sou de pisar em meus próprios calos. Tenho três sobrenomes: um judaico, outro europeu e outro árabe. Ou seja, dois deles são de origem semita. So there.
15 setembro 2003
[Inserir título imbecil]
Título nacional de filme estrangeiro é caso de internação nas Clínicas Dr Plausível.
Ontem fiquei olhando tv -- e pra quem disser q o "certo" é "assistir" ou "ver" tv ou qqer outra variante em voga entre os dogmáticos profissionais, digo q o q eu fiz ontem foi "olhar" tv e estatele-se quem não entender a distinção. Digo pois q estava olhando tv, qdo um filme q apenas começara me chamou um pouco mais a atenção e então passei a assisti-lo. Era uma comédia romântica com um cara q tem um tumor no cérebro, hhhh é traído pela mulher, decide viajar pra fazer uma operação, é roubado por uma bela malandra pfff q tem um casal de filhos ilegítimos e q deve uma grana a um mafioso, gngnhhhpff faz amizade com os filhos dela, é perseguido pelos mafiosos, sempre se safa na base do papo e da sorte e, hhhuhuhh é claro, conquista a malandra e os filhos. Final feliz. brpfgñgp Nada q comprometa ninguém, à parte dumas escorregadas na legendagem.
Muito bem. ¿E daí? Daí q no Brasil gng o filme foi chamado de... "Vítima da sedução" QUÁ-QUÁ-QUÁ-HH-HAHHA-nhããããã. ¡VÍTIMA DA SEDUÇÃO! ¿Sabe aquelas gargalhadas q sobem lá do intestino grosso? Pois foram essas.
O título original era "Beautiful Joe", sendo "Joe" o nome do tumorado e "Beautiful Joe" o apelido dum matador profissional com quem o Joe é confundido. Mas alguém da reprodutora brasileira achou por bem chamar o filme de "Vítima da sedução".
¡Vítima da sedução! Não tem absolutamente nada a ver com o filme. ¿De onde é q esse pessoal tira essas coisas, meu santo? É como chamar "A bela adormecida" de "Corrupção Fatal". Nada a ver. Mas ¿por quê, minha santa, por quê? ¿Q tipo de raciocínio torto está por trás desses títulos pseudo-interessantes? ¿Será pra atrair público? ¿Jura? Há quem diga q se trata de encontrar "o título q mais reflete o potencial de mercado do filme, não necessariamente aquele q reflete o enredo". Mas ¿pra quê toda essa dramaticidade, esse pega-pra-capar no mercado brasileiro, q nem é tão competitivo q justifique tanta emoção a priori nos títulos? Pois acho esse raciocínio da mesma inteligência tosca de quem implica com coisas como "olhar tv", ¿ora pois não?
Deve existir na internet algum site com um 'gerador de títulos' brasileiros. É só achar várias combinações usando palavras como sedução, fatal, corrupção, crime, grito, rebelde &c ¿Alguém aí conhece?
Vítima da sedução... ¡Cacilda!
(Só falta chegar outro imbecil e dizer, "¡Não tem nada a ver mas vc não esqueceu!" Dãã...)
Ontem fiquei olhando tv -- e pra quem disser q o "certo" é "assistir" ou "ver" tv ou qqer outra variante em voga entre os dogmáticos profissionais, digo q o q eu fiz ontem foi "olhar" tv e estatele-se quem não entender a distinção. Digo pois q estava olhando tv, qdo um filme q apenas começara me chamou um pouco mais a atenção e então passei a assisti-lo. Era uma comédia romântica com um cara q tem um tumor no cérebro, hhhh é traído pela mulher, decide viajar pra fazer uma operação, é roubado por uma bela malandra pfff q tem um casal de filhos ilegítimos e q deve uma grana a um mafioso, gngnhhhpff faz amizade com os filhos dela, é perseguido pelos mafiosos, sempre se safa na base do papo e da sorte e, hhhuhuhh é claro, conquista a malandra e os filhos. Final feliz. brpfgñgp Nada q comprometa ninguém, à parte dumas escorregadas na legendagem.
Muito bem. ¿E daí? Daí q no Brasil gng o filme foi chamado de... "Vítima da sedução" QUÁ-QUÁ-QUÁ-HH-HAHHA-nhããããã. ¡VÍTIMA DA SEDUÇÃO! ¿Sabe aquelas gargalhadas q sobem lá do intestino grosso? Pois foram essas.
O título original era "Beautiful Joe", sendo "Joe" o nome do tumorado e "Beautiful Joe" o apelido dum matador profissional com quem o Joe é confundido. Mas alguém da reprodutora brasileira achou por bem chamar o filme de "Vítima da sedução".
¡Vítima da sedução! Não tem absolutamente nada a ver com o filme. ¿De onde é q esse pessoal tira essas coisas, meu santo? É como chamar "A bela adormecida" de "Corrupção Fatal". Nada a ver. Mas ¿por quê, minha santa, por quê? ¿Q tipo de raciocínio torto está por trás desses títulos pseudo-interessantes? ¿Será pra atrair público? ¿Jura? Há quem diga q se trata de encontrar "o título q mais reflete o potencial de mercado do filme, não necessariamente aquele q reflete o enredo". Mas ¿pra quê toda essa dramaticidade, esse pega-pra-capar no mercado brasileiro, q nem é tão competitivo q justifique tanta emoção a priori nos títulos? Pois acho esse raciocínio da mesma inteligência tosca de quem implica com coisas como "olhar tv", ¿ora pois não?
Deve existir na internet algum site com um 'gerador de títulos' brasileiros. É só achar várias combinações usando palavras como sedução, fatal, corrupção, crime, grito, rebelde &c ¿Alguém aí conhece?
Vítima da sedução... ¡Cacilda!
(Só falta chegar outro imbecil e dizer, "¡Não tem nada a ver mas vc não esqueceu!" Dãã...)
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