22 novembro 2012

A esperança como negócio (5)

Veja o vídeo abaixo. O título é uma jaca podre e o vídeo é mais de uma hora dum velhinho falando sobre números; mas vai ficando melhor (ie, pior) do meio pro fim.

Uma das frase memorável: "A agricultura de hoje é o uso da terra pra converter petróleo em comida."

[Infelizmente o vídeo sumiu do YouTube. Sorry. Si voltar, volto à lincar.]

Podem citar as previsão (by H.Rosling et al) de q a população mundial estabilizar-se-á nos 9 bilhão à partir de 2050, qdo o crescimento econômico convencerá os casalzinho apaixonado à sonhar com dois filhos em vez de oito. Mas a questão q nosso extripante doutor coloca é q, MESMO com a população estável, o lance legal não é sobreviver, né, mas *viver bem*; si com sete bilhões já é um cocô, imagina com nove.

Note q nosso humanista não é alarmista nem dá trela pra crentes em trágicos colapso. A civilização é um fenômeno orgânico, e todo fen. org. é lento e gradual. O q não é lento nem gradual é as crise do capitalismo e da democracia: o cap. e a dem. só se adaptam ä base de porrada. Portanto, tem muita crise ä frente, viu.

Mas leitor deste blogue pode aprender uma coisa: qdo as crise dos próximo 20 ou 30 anos se avizinharem, em vez de vc entrar em pânico, gritar "¡AI DE MIM! ¿COMO VOU SOBREVIVER?" e sair por aí em passeatas, tumultos, guerrilhas e hecatombes, vc pode apenas olhar pro teto, soltar o queixo, resmungar "Ôô saco." e passar a crise lendo gibi em casa ou na roça.

E aqui surge o problema principal, a hipoplausibilose galopante no cerne da civilização: ¿Como assim, ler gibi, doutor? Bilhões e bilhões de coisas pra ler e ¿vou ler logo gibi?

É só uma metáfora, leitor. Note uma coisa interessante sobre tudo q já foi escrito, gravado e filmado sobre a face da Terra: um cidadão q nasça agora e viva 90 anos pode passar todo dia de sua vida inteira lendo, ouvindo e vendo apenas a literatura, música e filmografia produzidas ANTES de ele ter nascido, sem jamais repetir um livro, um cd ou um filme e, aos 90, em seu leito de morte, gabar-se não só por ser uma das pessoa mais culta em toda a história da civilização mas tbm por ter gozado a vida como poucas pessoa jamais gozaram. De onde surge, portanto, a pergunta: ¿por quê cargas d’água ainda se produz tanto livro, música e filme? E ¿que catso tem isso à ver com a demografia, o esgotamento de recursos e o insaciável câncer humano carcomendo o planeta?

19 comentários:

Neanderthal disse...

Excelente vídeo. "The dismal science". Gostei da parte em que algumas soluções apresentadas para determinados problemas acabam gerando problemas piores e vice versa.

Não está no vídeo, mas, segundo estudos, em NY, há 30 anos, a legalização do aborto foi uma influência benéfica na queda da criminalidade.

Na India, há 20 anos, fizeram uma campanha para reduzir o número de filhos de cada casal. Em um outdoor, havia uma família com 8 filhos, pobre e suja. No outro, uma família rica com 2 filhos, uma casa bonita e um carro. Os indianos olhavam aquilo e apontavam para a família rica dizendo: "coitados, só tem 2 filhos."

Ofereceram um aparelho de som portátil para quem fizesse vasectomia, mas quando aparecia alguém com um desses, o resto do pessoal só tirava sarro. Ninguém queria ser pego com um som desses.

Na Europa, tiveram que incentivar as pessoas a ter mais filhos, já que o sistema de previdência estava falindo devido a muitos aposentados e à falta de jovens trabalhadores que pagam "INSS".

Realmente, "crescimento" não é a solução para nada. "Desenvolvimento" é o que precisa ser o objetivo.

Anônimo disse...

Que inveja, doutor! Queria eu poder achar que passar a vida lendo é gozar a vida como poucos antes gozaram. Vc que é feliz, doutor! Literatura é um divertimento tão barato, diversificado e acessível! Mas, só muito raramente, eu acho que literatura não seja perda de tempo. Nem me lembro da última vez que eu achei isso... Na verdade eu já parei a busca há muito. Toda trama me parece óbvia, os dilemas dos personagens forjados e a cabeça dos escritores muito louca (ou muito mentirosa, para atingir um determinado público que viaja com as falsas viagens deles). Minha modesta vidinha pessoal é muito mais interessante e inusitada que qualquer novela. Quando eu era mais novo eu ainda gostava de ir ao cinema, mas logo descobri que estava sendo só mais uma peça na indústria cinematográfica... cinema, gibi é tudo uma idiotice. Mas feliz de quem não acha isso. Como disse, que inveja!

Neanderthal disse...

Anônimo: concordo que a grande maioria da literatura não "chega lá", mas isso não significa que não haja coisas lá fora que valham a pena. Sem dúvida, todas as artes são superficialmente inúteis, mas analisando mais a fundo, elas tem uma utilidade importante. Tanto a música, quanto as artes plásticas, a literatura, o cinema etc.. são capazes de "excitar" o cérebro e desenvolver novas conexões.

Por exemplo: obviamente, para muitas pessoas, não será o axé, ou o pagode, ou os "sucessos" atuais ("Ai Se Eu Te Pego...") que irão "excitar" o cérebro, mas, ao mesmo tempo, para a maioria, o jazz está "fora do alcance", ou seja, a pessoa não "entende" o porque daquela melodia, ritmo ou harmonia. Cada um precisa encontrar o tipo de música que lhe atende.

Da mesma forma, se você ficar tentando ler determinados tipos de livros populares, talvez não encontre algo que satisfaça - bem provavelmente poderiam ser chamados de "Michel Telós" da literatura, mas talvez você precise encontrar o "Miles Davis" da literatura. Alguém que seja capaz de surpreender um cérebro mais avançado. Eu por exemplo gosto do Tom Wolfe e do William Golding. Livros de ficção, como "A Fogueira das Vaidades", "O Senhor das Moscas", "Os Herdeiros" são suficientemente interessantes para mim e não possuem o eruditismo de alguns outros autores melhor avaliados do ponto de vista acadêmico. Mas já tive que ler muito lixo, ou pelo menos experimentar, e já abandonei muitos livros no meio do caminho.

Permafrost disse...

Nôni,
Pareceu q eu tava falando de livros e filmes apenas de ficção, mas ‘livros’ engloba tudo: enciclopédias, tratados de matemática, livros de receitas, qqer coisa. A questão ali é saber si já dá, ie, si uma pessoa comum realmente precisa de tanta novidade diária na já vastodôndica biblioteca humana. E caso a resposta seja ‘sim’, surge a pergunta ¿por quê esse afã por produzir e consumir novidade? ¿Há relação entre esse afã, o fetiche do crescimento econômico e a obesidade mórbida?

Acho tbm q vc tá com uma impressão errada de nosso doutor. Ele não é um leitor assíduo de ficção; só é um leitor um pouco mais atento. E mesmo q lesse muito, não faria sentido invejá-lo, pois toda pessoa tem seu histórico de leituras único e distinto. Até mesmo o cidadão imaginado ali (o cara q passaria 90 anos lendo tudo q já havia sido produzido até antes de ele nascer) teria seu próprio e desinvejável histórico de leituras. A questão não é o q vc lê ou qto vc lê, mas o q vc aprende lendo, vossas sacada; e vc aprendeu isso q vc disse aí: toda trama parece óbvia, os dilema dos personagem parecem forjado, vossa vida é mais interessante e inusitada do q qualquer novela, &c.

Anônimo disse...

Pela ordem.
Neanderthal, eu frequento blogs para ver se descubro algo interessante no meio desse monte de inutilidade que se produz. Tem uns três dias que eu descobri um sujeito chamado Rogério Skylab, que já está aí há muito tempo e eu não conhecia, por causa da "música" "Fátima Bernardes: Experiência". Fazia muito tempo que eu não via algo tão interessante. Procure no youtube - não é só a música, o clip ajuda. É o tipo da coisa capaz de "excitar" o cérebro. Depois vc diz. Vou ver se acho os livros que vc indicou.

A propósito, eu sou mais um para quem jazz diz muito pouco. Acho, em regra, uma chatura só e não descobri ainda ao que veio. Uma ou outra melodia se salva, mas aquelas brincadeiras com saxofone são um pé no saco. Eu mudo logo o canal, a estação, a página. Eu também achava toda e qualquer poesia uma bobagem até que uma amiga me provou o contrário com um livro da Cecília Meirelles. Pode ser que eu ainda não tenha ouvido as melodias certas nos dias certos. Vamos ver.

Doutor, ah sim! Entendi! Já eu sou dos que acham que a literatura científica não tem como deixar de ser produzida. A literatura ficcional, por sua vez, me faz muito menos falta e já podia ter parado. Eu admiro pessoas como o doutor: vêem uma porcaria de filme e lêem uma porcaria de livro até o fim para depois desancá-los com profundidade e elegância. É uma, mas não é a minha. Eu leio a primeira página e digo: que m****! E vou procurar outra coisa pra fazer. Ler blogs, por exemplo. O seu, por exemplo, que de vez em quando tem umas coisas muito interessantes. Obrigado (pelas coisas interessantes)! E veja que vc também, com ou sem afã, está produzindo novidades.

Oncotô? disse...

Duro é falar que gosta de novelas e as pessoas pensarem que falo das telenovelas (aaaaagh!), não do gênero literário, ou que gosto de romance, e algumas pessoas expelirem que têm preferência por aventura...

Ou então ficar com vergonha de abrir um livro dentro do ônibus (digamos, um "Dictionary of Mathematics Terms") porque as pessoas começam a ver um ser alienígena entre elas fazendo uma coisa estranha (ler, for fuckin' christ sakes!) e ainda por cima com uma coisa estranha (dicionário de matemática, em inglês ainda, óia que arrogância!)

É isso: as pessoas preferem entreter-se do que instruir-se.

Mas a Matemática é Mínima:
Mad (magazine) < alan Moore < thomas Mann
Michel teló < Miles davis < Maurice ravel

O Dr. ret(r)orificou: "¿por quê cargas d’água ainda se produz tanto livro, música e filme?" Ás vezes tenho ideias artísticas (versos e haicais, temas de ficção, designs para esculturas, projetos arquitetônicos, melodias e partituras, tudo enredo) mas penso no "vanitas vanitatum omnia vanitas" e no "nihil novi sub sole" e fico deprimido...

Anônimo disse...

Nossa, esse Oncotô é o cúmulo do fariseu -- aquele que se ilustra e depois fica com vergonhazinha do que PENSAM OS OUTROS da ilustração dele! QUÁ QUÁ QUÁÁÁÁ

Oncotô? disse...

Pra aumentar mais meu farisaísmo e a comicidade: lembrei-me de uma citação atribuída a não sei quem (acho que o Blasé Pascal, não tenho certeza): "Plus je connais les hommes et plus j'aime mon chien."*

*No original, pra aumentar a falsa erudição.**
**Afinal de contas, o tempo que poderia estar aprendendo francês é o que desperdiço considerando o que os outros vão pensar, como quando fico escolhendo e passando a roupa que vou usar ao sair de casa, pentear os cabelos (enquanto os tenho), correr pra não chegar atrasado a alguma reunião ou encontro (usando desodorante para peles supertranspirantes - ! - pra disfarçar o fudum por ter corrido), usar garfo e faca quando seria mais prático e rápido usar as mãos mesmo (lavadas, é claro), não soltar peidos em público e responder a sei-lá-quem sei-lá-por-quê.***
***Mas quando tiver dinheiro o suficiente, mudar-me-ei para uma casa no meio do mato, sem contato com a civilização. Até lá, terei que praticar a honrosa arte da hipocrisia e do farisaísmo. Fazer o quê?


___


O que diminui (ou não) minha depressão (não fisiológica, só modo de dizer) é que todos nós morreremos um dia; a humanidade e seus bilhões de abortos falhados se extinguirá, nem que leve alguns milhões de anos.

(O antiprofeta) Alegremo-nos! Macaquemos uns dos outros, pois o tempo é escasso! Façamos como João Gostoso:
"Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado."

Neanderthal disse...

Na questão de música, pessoalmente gosto disso:
http://www.youtube.com/watch?v=R0KgjQEiME4

E disso:
http://www.youtube.com/watch?v=VaH2Pm_8Sr4

E disso:
http://www.youtube.com/watch?v=n9T06UfP1S0

Certos tipos de jazz estão além da minha capacidade, ou parecem conter um virtuosismo desnecessário. Geralmente prefiro jazz com guitarra e sem muitas extrapolações, como isso:
http://www.youtube.com/watch?v=tsBattSytqg


Atualmente estou lendo um Thomas Mann, A Montanha Mágica, mas é um livro um pouco denso.

Oncotô: entendo essa sensação ao ler no ônibus. Como a grande maioria não lê, parece que fica uma certa censura no olhar, como quem diz: "ler é para os fracos". Vivemos em um país onde a educação não é valorizada, por questões históricas.

Todo artista, em algum momento, questiona a sua própria criação ou mesmo a sua existência. Suponho que "faz parte" de ter um cérebro humano e poder justamente questionar qualquer coisa.

Oncotô? disse...

Neanderthal, cê tem bom gosto; rock (principalmente dos anos 1960/70) tem muita coisa legal. Já fui mais aficionado por rock, jazz e blues; hoje minha paixão principal é a chamada "música erudita" (termo, acho, criado por Mario de Andrade, mas pode ser "música clássica" mesmo, menos pedante). Ia colocar um monte de linques que acho interessantes, mas talvez ficaria enfadonho. Vou deixar só dois que valem a pena (sorry, Doutor!):

Brahms, quinteto para piano op.34, Scherzo ("puro" hard rock!)
http://www.youtube.com/watch?v=S6tg--zA62c

Ravel, Concerto para piano em G maior, Presto ("puro" jazz!)
http://www.youtube.com/watch?v=Jz6mnWjaiqQ

(A Martha Argerich era bem bonita quando jovem...)


Sobre meu primeiro comentário, acho que se tivesse acrescentado ao meu "ficar com vergonha" um "alheia", que é na verdade o que sinto, ou deixado o comentário mais impessoal, não teria gerado o bafafá do anônimo-procurando-pêlo-em-ovo; enfim... Lembrou a postagem anterior do Dr. sobre um filme e o poder potencializador dos rótulos/substantivos (lembrei de um conto do J. L. Borges, mas deixa pra um comentário posterior...).

Anônimo disse...

Pessoal, não existe apenas um único "anônimo" escrevendo aqui. Embora isso seja meio óbvio, não quero ser confundido. Eu sou o "Nôni", o legítimo... mas tem outros falsificados por aí. Pensem nisso antes de quererem se aborrecer comigo.

Neanderthal disse...

Ocontô: conhece isso?

http://www.youtube.com/watch?v=I8gRv0J8EyI

Obs.: foi o próprio Doutor que levantou o tema sobre arte, no caso gibi, ou seja lá o que for, então não acho que devemos pedir desculpas por dar exemplos do que consideramos interessante apreciar enquanto aguardamos a superpopulação, mas, por cordialidade, fica aqui meu pedido de licença.

Oncotô? disse...

Neanderthal, tou sem o som apropriado (é, além de melômano, sou audiófilo, só pra complicar minha própria vida...). Pelo que ouvi no sonzinho fuleira do PC aqui, não é ruim, mas achei meio... enfadonho, sendo sincero - e olha que gosto bastante de coisas avant-garde; mas sei lá... A coisa toda é subjetiva, então em outro tempo, espaço, com outras condições audiófilas (e fisiológicas) mais propícias talvez minha opinião seja diferente de agora em que ouvi - diferente do agora em que estou escrevendo, do agora que meu comentário está sendo lido, do agora de uma outra ouvida, do agora da superpopulação etc.

As desculpas, é coisa de família...


Anônimo (ou "Nôni" - ?), com o aumento inevitável da população durante as próximas décadas, a tendência é que o nº de falsificados por aí só aumente. E minha vontade de morar no meio do mato também; pena que minha renda não siga a mesma proporção...

Anônimo disse...

Eu sempre fico desconcertado com a diversidade de gosto das pessoas! Não gostei de nenhuma das indicações do youtube que fizeram nos comentários desse post, embora as três primeiras do Neanderthal sejam "do meu tempo" e a cara da minha geração. Mas eu não sou a cara da minha geração e vou mostrar como gosto é como nariz, cada um tem o seu:

http://www.youtube.com/watch?v=4_jv7uD7C0g

Essa versão é mais arrastada (e mais comprida) da que eu tenho em mp3, mas dá pra ter uma idéia do que é a música)... A intérprete começa a cantar por volta de 4 minutos. Essa choradeira árabe é a clara origem do fado e do flamenco, gêneros que me dizem muito.

Nôni, o legítimo.

BTW, Oncotô,
1)partilho seu gosto pelo mato.
2)nas próximas décadas é bem provável que eu já tenha desembarcado - podem me falsificar à vontade.

Anônimo disse...

Se não tiverem paciência, vejam a ária que começa aos 17 minutos. Se não gostarem podem desistir.

Neanderthal disse...

Gostei desse Tony Musayek das antigas. Alias, tudo que tenha ritmos caprichados. Vou comprar um Derbak como auto-presente de Natal.

Permafrost disse...

Oncotô,
O quinteto de Brahms deixa à desejar. Brahms não era um bom melodista, apesar de alguns lampejo bom. Esse quinteto parece q tá querendo ser outra coisa –um concerto pra orquestra completa– mas Brahms parece ter visto q os tema não valiam o esforço.

Já Argerich é estupidificante, pra dizer o mínimo. Tem umas gravações do Prokofiev 3 q ¡PUTA Q PARIU!

Nôni(s),
Aconselho à dar-se um apelido qqer: Mesa, Torque, qqer coisa. Não é pra vc(s) sentir(em) uma identificação com o apelido; é pros outro identificarem vc(s).

Juntando roque, jazz e cantos do sudoeste asiático/oriente médio, tem isso aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=wCweFfcV7Xo

E quem não gostar disso, certamente é pq não tá entendendo nada. Eu mesmo não entendo nada, mas gosto –pra de vez em qdo.

Oncotô? disse...

Permafrost (médium do Doutor? ...),
com'assim Brahms não era um bom melodista? Tá certo, não chega a ser um Beethoven ou um Bach, mas... é Brahms. Últimas chances, hein? (Se não conhecer a música e tiver paciência.)

Tragische Ouvertüre ("Abertura Trágica") (se quiser, pode ir até os 11:25 mais ou menos - com atenção, dá pra ouvir "Carinhoso" do Pixinguinha!):

http://www.youtube.com/watch?v=TNzaGjo1sNk

Ou esse (Baladas para piano - não sei por quê, me vem o termo "lânguido" quando ouço esta interpretação):

http://www.youtube.com/watch?v=b189Rn4H1oo


A Argerich, pra mim, é a intérprete definitiva de quase qualquer coisa do Ravel. E o concerto pra piano #3 do Prokô é... épico! Um de meus favoritos. Mas veja só: certa vez assisti o concerto #2 dele na Sala S. Paulo, pianista renomada internacionalmente e tal: achei uma chatice tediosamente chata (!). Ô vontade de ter ido embora no 1o. mov.! Às vezes não me entendo, definitivamente...

Oncotô? disse...

O tema do Pixinguinha fica mais claro aos ~12:35 com o clarinete.

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