16 janeiro 2012

Direitos da manada

Vc tá sossegado em casa fazendo algo construtivo tal como matar baratas ou devorar um filé, e aí alguém toca a campainha com a fofoca do bairro: virando a esquina mora uma mulher q, segundo cálculos, estimativas e chutes, nos último oito ano matou 30 mil cães e gatos. ¿Quê faz vc, então?

¡¡¡CLARO!!!

Se junta à uma manifestação em frente ä casa da mulher pra rezar um pai-nosso e uma ave-maria pros animal morto.

http://www.youtube.com/watch?v=xJInlL2JzOY

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Pô, ¿esse pessoal não tem religião? HAHAHAHAHAHA

Tbm é de se perguntar por quê uma manada ignara tem apenas duas reação padrão perante os ato dum indivíduo: ou endeusa ou acoima. Acho q a última vez em q nosso emundante doutor entrou numa situação sem saber exatamente de quê se tratava foi qdo saiu do ventre de sua mãe.

Nosso eufuístico humanista –q …ãã… já leu Disgrace do Coetzee– sabe q um ato horrendo pode ter as mais nobre motivação: pode-se fazer um zoo-massacre por compaixão.

É por causa de ironias como essa q existe aqui na Terra um sistema judiciário muito mais, digamos, realista do q o suposto judiciário divino.

9 comentários:

Rafs disse...

Ah, Dr,

É bem mais confortável e fácil simplesmente seguir os outros e nem pensar no que tá fazendo. Brasileiro é mestre nisso. Claro que não só brasileiro, mas aqui a coisa parece ser mais engraçada e ridícula.

Isso me lembrou um pensamento que tive outro dia. No brasilês não existe uma espressão equivalente a "food for thought". Mesmo que seja simples a tradução, não é algo utilizado. Isso indica o quanto brasileiro gosta de pensar.

Cocs disse...

existe expressão pra "food for thought" sim, quando lembrar eu volto aqui e escrevo

tralfamadorian disse...

Claro que tem: "That gives food for thought" => "Isso dá o que pensar"

Camelo disse...

Essas pessoas (de mãos dadas em oração) ficariam muito surpresas em saber q a crença q professam vem de uma longa tradição de sacrifícios de animais e humanos. O antigo testamento está repleto de pedidos de sacrifício de animais (pedidos feitos por deus), e o novo culmina num sacrifício humano. A igreja católica celebra esse sacrifício todo domingo pedindo aos fiéis q comam o corpo e bebam o sangue de um ser humano. E segundo a própria igreja, essa celebração não é um ritual simbólico, é pra valê mesmo!!! É o q a igreja chama de transubstanciação: a transformação real do pão e do vinho no corpo e no sangue de Jesus. Por isso, não entendo pq essas pessoas estão protestando contra o sacrifício de animais quando a crença q professam está fundamentada nesse tipo de sacrifício.
É no mínimo estranho q a senhora (q matou os animais) tenha sido acusada de estar envolvida em rituais satânicos. Isso não faz sentido. Pelo q eu sei, em nenhum lugar da bíblia o diabo pede q seja feito sacrifício de animais em seu nome. Quem pede esse tipo de coisa é deus.

Pracimademoá disse...

"nos último oito ano matou 30 mil cães e gatos"

Hem???

Desculpe, mas o certo não é "nos último oito ano matou 30 mil cão e gato"?

Haja rebeldia para desprezar até a gramática que você mesmo inventou.

Permafrost disse...

Demoá,
Então. A gramática aí é a seguinte: em qqer sintagma nominal plural, apenas a primeira palavra declinável é pluralizada:

dois carros azul
os dois carro azul

Maria Isabel disse...

Sr. Camelo, a doutrina da transubstanciação da igreja católica se deve à falta de compreensão da Palavra como um todo. Jesus também disse: "Eu sou o caminho" (e nem por isso ele é um caminho, uma estrada), "Eu sou a LUZ do mundo" (e nem por isso fica piscando na escuridão. Jesus também disse "Eu sou a porta" (e nem por isso tem maçaneta e dobradiças). Da mesma forma deve ser entendido quando diz "Isto é o meu corpo" e "Isto é o meu sangue". São comparações metafóricas. Comer o pão e beber o vinho deve ser feito como uma cerimônia memorial ao sacrifício de Jesus na cruz. Cerimonias memorias eram empregadas para manter viva na memória fatos significativos, na falta de fotos, filmes ou monumentos que hoje cumprem esse papel! Quanto aos animais mortos em sacríficio: Deus estabeleceu uma maneira para que, no caso de pecado, o homem pudesse ser perdoado ao invés de ser castigado ele mesmo. Um animal deveria derramar o sangue em seu lugar. Nesse caso nada do animal poderia ser comido (já que era considerado impuro por levar sobre si o pecado do homem).As outras ofertas de animais (Ofertas Pacíficas) serviam de alimento ao sacerdote e à sua família, assim como aquela costela que você assa aos domingos ou o bife acebolado do teu almoço. O sacrifício de animais também serviu como prenunciação da morte sacrificial de Jesus, que derramou seu próprio sangue para que nossos pecados sejam perdoados (de quem se identifique com isso, lógico). Em nossa cultura é uma coisa difícil de entender mas não na cultura da região onde viviam os hebreus. Isso não era motivo de escândalo, pois povos vizinhos matavam não só animais mas também crianças para obter favores de seus deuses.

Permafrost disse...

Isabel,

"povos vizinhos matavam não só animais mas também crianças para obter favores de seus deuses"

¿Povos vizinhos? HAHAHAHAHA

É engraçado como os cristãos (e os judeus, os muçulmanos, os tungas, os bunfas, os quaquarinos) tiram o corpo fora qdo seu deus é acusado de agir desumanamente.

O sacrifício abortado (!) de Abraão indica q quem inventou essa história não achava o pedido do deus hebreu esquisito ou fora dum padrão prévio. O autor da história escreveu isso com a clara intenção de mudar esse padrão prévio. E (¿como vc pode ter se esquecido disto?) há sim algumas passagens da Bíblia em q o deus hebreu ordena o extermínio de crianças, mulheres e outros seres inocentes só pq adoram à outro deus (tipo Baal ou sei lá o quê).

Por outro lado, nada do q vc diz aí contradiz o q disse o Camelo: sim, tua religião tem no cerne a prática de sacrifício de animais. A crucificação de Jesus tem no cerne a prática de sacrifícios sangrentos. Então é sim um sintoma de hipoplausibilose galopante identificar o sacrifício de animais com algum culto satânico.

Sobre "Jesus derramar seu próprio sangue pra que nossos pecados fossem perdoados", é melhor eu nem começar. O embaralho mental q pode produzir uma idéia tão cheia de contradições e buracos só pode ser coisa de povos primitivos e ignorantes. A diferença principal entre os abraâmicos e os tupis (por exemplo) é q os tupis não tinham escrita. Me espanta q não haja cristãos dançando em volta de fogueiras, embora haja os q dancem perante o crucifixo.

Digo e repito: enquanto os cristãos não renegarem totalmente o antigo testamento (e vários aspectos do novo), não há como a moral inteligente levá-los à serio.

Camelo disse...

Oi Maria Isabel,
Essa "falta de compreensão da Palavra" é uma coisa típica entre religiosos. Existem no mundo milhares de diferentes denominações cristãs que se acusam mutuamente de não compreender a "Palavra" contida na bíblia. E essas diferentes denominações cristãs não somente têm diferentes pontos de vista sobre este aspecto da eucaristia, mas também têm diferentes pontos de vista sobre vários aspectos da bíblia. E todas estão piamente convencidas de que SUA interpretação da bíblia é a CORRETA.

Mesmo que os religiosos se esforcem em amenizar e tornar mais palatável as barbaridades indigestas contidas na bíblia, o texto bíblico é claro e categórico: deus pede o sacrifício de animais e humanos. E a razão por trás desses sacrifícios torna o ato da matança ainda mais imoral e abominável: livrar-se de seus pecados (de sua responsabilidade moral) depositando esses pecados em outros e os sacrificando. E essa prática hedionda está no cerne do cristianismo.

Que tipo de “deus de bondade e sabedoria” respeitaria e endossaria uma “cultura regional” que pratica o sacrifício de animais, a escravidão, a matança dos ímpios, o genocídio, a submissão da mulher e tantas outras práticas moralmente repugnantes? Será que esse deus teria realmente uma mensagem moral para transmitir à humanidade?

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