30 julho 2011

Coca, caca e crica

Os intestino de nosso empolgante doutor funcionam q é uma maravilha: evacua com regularidade estonteante e ¿por quê não dizer? invejável. Como talvez não poderia deixar de ser prum esterqueiro tão expedito, ele é tbm um edaz leitor de qqer chorumela q lhe passe frente aos olho. Claro q tem preferências. Sesdia, terminou de ler Elephants On Acid (and Other Bizarre Experiments) dum tal de Alex Boese, com leituras exclusivamente na cerâmica –aliás muito à propósito, já q na introdução o próprio autor diz q seu livro é "a toilet reader's guide to science".

Uma das pesquisa relatada no livro é dum certo Read Montague, publicada na revista Neuron como "Neural Correlates of Behavioral Preferences for Culturally Familiar Drinks". O cara foi lá checar por que cargas d'água mais gente prefere Coca do q Pepsi se as duas bebida são indistinguível. Vc dá pruns bebente um copo de Coca e outro de Pepsi… e eles não conseguem dizer qual é qual. Vc dá dois copos de Coca, com um deles marcado como Coca e o outro sem rótulo… e os bebente preferem a Coca do copo marcado. (?!?) Vc dá os mesmo dois copos de Coca, com um deles dizendo q é Pepsi e o outro sem rótulo… e os bebente têm dificuldade pra decidir qual dos dois eles preferem. Catso, tem algum efeito aí q não tem NADA à ver com a bebida em si.

Aí o Montague fez ressonância magnética nos bebente, dando-lhes Coca ou Pepsi, mas na verdade misturando as bebida. Qdo bebiam olhando pro logotipo da Pepsi, o cérebro reagia normalmente; mas qdo bebiam olhando pro da Coca, o cérebro se iluminava q nem queima de fogos.

A conclusão foi q, mormente em gente imbecil, uma mera logomarca pode alterar a percepção gustativa. Aiaiaiai. No primeiro teste, se vc pergunta por quê os bebente preferem o copo marcado como Coca, eles invariàvelmente respondem q o sabor é melhor, embora ambos copos tenham Coca, ou ambos Pepsi. ¿Não é de matar?

Mas nosso humanista é bem eclético: não só a leitura o entretém ao entregar o sorete. Ele tbm pensa na vida, nos paciente, &c –e chega äs vez à pensar em religião. (Não se veja aí qqer indireta sobre o valor de religião: garanto q, enquanto cagam, os crente pensam em Deus com muito mais freqüência do q o doutor –aliás, qto mais devoto o crente, tanto mais momentos de sua vida ele deve passar pensando em Deus, não? Nesse cusito, digo, nesse quesito, perto dos crente obstinado, estatìsticamente as reflexão sanitário-religiosa do doutor são uma titica.)

Na cabeça do doutor, os pensamento vão aparecendo um atrás do outro numa profusão q alguns chamariam de diarréica. Por exemplo: essa pesquisa foi feita por um cientista da Baylor College of Medicine; a Baylor fica em Houston; Houston fica no Texas; Texas lembra fanático cristão… e pimba: o doutor finalmente descobriu o qualoporquê do cristianismo ser uma religião incongruamente tão bem sucedida qto a Cocacola, ou mais. Siga o raciocínio doutoral.

Pq não pode ser pelas qualidade intrínseca do cristianismo, né? Mìsticamente, essa religião é, digamos, o primo pobre do judaísmo; os dez mandamento são uma cópia escrachada de trechos do Livro dos Morto, escrito pelos egípcio cinco séculos antes de Moisés; diz coisas q os filósofo grego já diziam 600 anos antes de Paulo de Tarso; muitas passagem do Novo Testamento parecem, francamente, precursoras idólatra e desconexa de revistas de fofoca, &c &c &c. Além disso, a grandecìssimérrima maioria dos q se dizem cristão de carteirinha conhecem apenas a superfície polida do dogma todo. Ou seja, a consistência interna do dogma (e ãã não é muita) não pode ser a razão do sucesso do cristianismo: ele tem q ter uma explicação mais plausível do q a q parte de seus ãã "ensinamento".

E sentado numa privada, o doutor descobriu: o cristianismo conseguiu esse ibope todo pq conta com o q é simplesmente a melhor e mais eficiente logomarca, o mais simples emblema de toda a história da humanidade: o crucifixo. Trocentos mil artista gráfico devem ter a maior inveja do crucifixo. É a coisa mais simples do mundo: vc amarra um pauzinho curtinho num pauzinho compridinho, finca a esculturinha em pé no chão e pimba: uma marca inconfundível, o crucifixo. Ao mesmo tempo em q estiliza a figura humana, colocá-lo em pé lhe dá um vigor, uma virilidade fàcilmente associável à uma simbologia de poder –e convenhamos, vai, a masculinidade de Cristo é um atributo quatrocentas vezes mais importante pro cristianismo do q sua divindade: fosse uma mulher "filha de Deus" dizendo aquelas coisa toda, derramando sangue pra salvar a humanidade, ninguém lhe daria atenção, diriam q tava menstruada, aquela doida pendurada num pau.

Depois q aquele povo desértico tropeçou na idéia de usar o crucifixo como logomarca, a coisa se alastrou como sangue em acidente. Vc tá lá no meio do deserto, tua mãe morre de pneumoconiose, vc enterra na areia, finca dois pauzinhos em cima do túmulo e tá pronta a mensagem: "aqui jaz um ser humano deitado de alma em pé". ¿Como é q um judeu faria isso, tadinho? Teria q pegar seis pauzinhos, entrelaçá-los num desenho complexo e… ¿pra dizer o quê? ¿"Aqui jaz um ser humano cuja alma transcende a perfeição do triângulo equilátero entrelaçado em sua própria imagem espelhada formando juntos a inter-imiscuída estrela-guia de nosso povo"? É muito prä cabeça, meu. Pra entender a estrela de Davi, vc tem q *pensar*, catso. Já o crucifixo, qqer patso semi-letrado com QI de ameba entende de prima. Compare:


E a logomarca dos muçulmano, então? Uma lua em quarto-crescente com uma estrela no meio. É muito confuso: ¿É um quarto-crescente, ou um quarto-minguante? E ¿quê tem a lua à ver com a alma? E ¿que catso tá fazendo uma estrela *dentro* da meia-lua? Isso sem falar de símbolos muçulmano tal como esse aqui, ó:


Pô, não há pauzinho q resolva.

E tem tbm a simbologia mística do taoismo:


pretendendo simbolizar *todas* as possibilidade do universo em combinações digital entre yin e yang, o pauzinho inteiro e o pauzinho cortado, formando 8 trigramas, 64 hexagramas, todas inter-relação entre o passivo e o ativo, entre o céu e a terra, entre o masculino e o feminino… êi, calma lá: tá ficando complexo; tem q prestar atenção, pô. Além disso, tem cheiro de pluralidade, e povão não quer isso, não; povão quer é culpar, discriminar, delimitar, se sentir yang o tempo todo.

Amarra dois pauzinho aí, e pronto.

E foi assim. Não deve ser coincidência q, num país novo-rico como os Euá, tenham dado tão certo o cinema, a Cocacola, o cristianismo e tantos outro produto vendido com a imagem de gente fingindo felicidade. Mas ¿quem é o Dr Plausível pra desmerecer os efeito das logomarca? Não há a menor dúvida de q o cinema, a Cocacola e o cristianismo realmente trazem momentos de alegria à seus consumidor –uma ressonância magnética provaria isso até ao mais cético pesquisador. Mas como diz o Alex Boese, referindo-se ä desavença entre amantes de refrigerante e seus crítico: são como duas espécie, só q uma tem mais cáries do q a outra.

10 comentários:

Arthur disse...

Eu tenho que discordar do caso do Islam. Considero a meia lua bem simples(Ela nem sempre é usada com a estrela).

Se a sua teoria sobre a simplicidade dos símbolos estiver certa, o crescimento absurdamente rápido do Islam deveria ser evidencia de um simbolo simples, não?

Apesar que tenho que concordar que os símbolos caligrafias muçulmanos são bem complexos. Apesar de não saber quanto eles são usados, nem para que exatamente.

Permafrost disse...

Arthur,
Ah, mas essa é só a explicação pro sucesso do cristianismo. A pro do islam, o doutor ainda não achou.

Dada a mentalidade supersticiosa necessàriamente associada à religiosidade simplória, muita aparição fortuita do crucifixo é vista como simbólica –vide o q aconteceu com algumas viga no World Trade Center:

http://en.wikipedia.org/wiki/World_Trade_Center_cross

À julgar pelas interpretação dos crica, acho q os muça e outros crente devem ter lá suas aparição fortuita de símbolos. Mas os crica me parecem particularmente afoitos pra enxergar mensagem onde só tem ruído.

Claro q existem cricas inteligente e sofisticado. Mas, assim como o pogréssio é construído nas costa da maioria pobre, uma religião é disseminada nas costa da maioria simplória, sobre quem uma logomarca exerce um facínio desmedido.

Neanderthal disse...

Hitler que o diga.

Esse negócio do blind test me lembrou da época da faculdade, em que, na matéria de análise de mercado, fizemos como trabalho de grupo o blind test das cervejas. Cerca de 100 alunos experimentaram 3 cervejas, devidamente geladas, sem saber qual era qual.Se me lembro bem, eram a Brahma, a Antártica e a Kaiser. Antes de beber, responderam umas 3 ou 4 perguntas, como: qual a sua cerveja predileta? Qual a que você menos gosta? Por que? Etc... Nenhum dos alunos acertou as 3 cervejas. A maioria preferiu uma que nem era a predileta e nem a que menos gostava, mas muitos escolheram essa última. Teve até um que respondeu da seguinte forma: qual você mais gostou? Essa Nr 2 aqui. Qual marca que você acha que é? Acho que é a Antártica. por que? Porque é a cerveja que menos gosto . . . . ou seja, admitindo a derrota em distinguir as cervejas.
Só uma pessoa acertou as 3: o professor. hehehehe.

Permafrost disse...

Derthal,
HAHAHAHAHA O cara q respondeu aquilo pode ter raciocinado "pô, se tão testando isso, deve ser pq bebo a marca errada".

¿Conhece o teste "Bíblia ou Corão"? Aposto q a grande maioria dos crica, muça e juba q não lêem seus livro sagrado têm dificuldade em distinguir um do outro:

http://bibleorqurangame.blogspot.com/

Raf disse...

"povão quer é (...) se sentir yang o tempo todo."

O povão só não percebe as doenças que isso causa. Se o povão percebesse que o yin faz parte (de forma indissociável do yang) e parasse de brigar com ele, talvez as coisas fossem menos tumultuadas. Mas, como diz o doutor: esperança zero.

Arthur disse...

Parece que diferente do que os demógrafos acreditavam a religião organizada vai sobreviver a ausência da crença em deus:

http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-14417362

Permafrost disse...

Arthur,
Legal, o linque. Como de costume, os holandês fazendo as coisa do jeito singular deles, e inovando. Poucos país são tão civilizado.

Arthur Golgo Lucas disse...

[off topic]
Essa tá pra ti: http://arthur.bio.br/2011/08/02/drogas/proposta-de-criterios-para-intervencao-e-tutela-temporaria-de-usuarios-de-drogas/comment-page-1#comment-151777 :-)

Anônimo disse...

um comentário "retardado": há uma lenda urbana que diz que a pepsi leva ácido cítrico e a coca ácido fosfórico. Logo não é pra terem o mesmo gosto. Eu sou um que acho que distingo pepsi só pelo cheiro de quando a garrafa é aberta. Quando houver uma oportunidade - acho que nunca (pra vender pepsi o local não pode ter coca) - vou fazer o teste.

Permafrost disse...

Acho q vou fazer o teste tbm: comprar no supermercado, deixar na geladeira dois dia (präs duas ficar na mesma tempertatura) e fazer um teste cego.

Postar um comentário

consulte o doutor