21 novembro 2004

As meia muié

Ei, ¿já viram essas muié emancipada, liberal, intelectualizada, &c q ficam tirando sarro, escrachando e arranhando as feministas? ¡¡HAHAHAHAHA!! ¡Coisa mais implausível, sô!

Nosso embevecente Dr Plausível não é um feminista contumaz. Mas nem é preciso ter faro pro vírus da hipoplausibilose pra sacar q absolutamente toda mulher ocidental de hoje tem muito q agradecer às feministas de ontem. A mulher ocidental de hoje pode votar, pode ter qqer emprego, pode ter propriedades, pode herdar e deixar herdeiros, pode fazer faculdade, &c &c, coisas q 150, 100 ou até 50 anos atrás eram reservadas às pessoas com duas bolas entre as pernas; e isso tudo só foi conseguido porque muita feminista teve q lamber sabão. Ajudou q houve progresso tecnológico, é verdade, mas se aquelas feministas não tivessem fincado o pé, hoje haveria carros, computadores, foguetes, micro-ondas e o escambau, mas as mulheres ainda não poderiam votar, ter empregos e propriedades, não poderiam herdar ou deixar herdeiros, nem fazer faculdade, &c &c. Ou ¿vcs acham q os homens iam dar tudo assim de mão beijada? Quem acha q sim está precisando se consultar com o Dr Plausível. ¡¡HAHAHAHA!!

Mas então ¿por que é q essas meia muié escracham as feminista? ¡Gente mais mal-agradecida! É exatamente como se os negros de repente dessem de xingar os abolicionistas. E as muié pensam q o trabalho das feministas já acabou, q já deu, q já tá bom. Como se, pros negros, já tivesse acabado o racismo. Êita. E aí ficam fazendo pouco, esculachando, chamando as feministas de mal-amadas, dando uma de q sabem mais. Êê, acorda!! Muita mulher q hoje escreve contra as feministas só sabe soletrar porque houve feministas q insistiram pra q ela aprendesse. Se depender dessas emancipetes, a mulher de amanhã não vai ter muito q agradecer às feministas de hoje. Porque ¡vai atrapalhar assim lá na casa do caralho! (Ops!)

24 comentários:

Josie disse...

Pra falar a verdade, eu nunca tinha pensado nada a respeito das atuais feministas... Mas todo o crédito pela emancipação feminina não é só delas. Teve homens que colaboraram para tal feito, ou pelo menos, deram um pouco mais espaço devido tanta "encheção de saco" e tb pela própria evolução da concepção de sociedade (puxa, falei difícil agora).
Agora, falando como representante de classe das que não têm bolas entre as pernas, ser feminista deve ser a coisa mais chata que há. Não sei pq sempre acreditei que elas eram um bando de muié-macho... Juro que não sei... Enfim, viva aos nossos antepassados...

placeba disse...

Deixa eu ver se entendi bem, Josie: quem faz a sociedade evoluir e o mundo andar são os homens e as mulheres-que-estão-mais-pra-homens, é isso? E vendo pelo seu comentário, você não é nem uma coisa nem outra, correto? E portanto pode-se concluir que não se deve esperar muito da sua pessoa, não é verdade?

Essa descrença de fundo d'alma nas capacidades do próprio sexo é o que mais me admira nas mulheres que têm "horroooor!" ao feminismo.

PZumarán disse...

Josie, a evolução social não é tão espontânea: alguém precisa encher o saco. O relativo sucesso do feminismo até agora tem muito a ver com o desenvolvimento da imprensa e a divulgação dos problemas da mulher; e isso só poderia ter acontecido porque as feministas de ontem ficaram enchendo o saco pra q a mulher também tivesse educação completa.

Ser feminista não deve ser nada chato; chato deve ser ficar agüentando calada. E se vc analisar de onde vem as opiniões q vc tem sobre ser mulher, tenho certeza de q trocentas delas se originaram das feministas de ontem, por exemplo:

.Não há nada de anormal em uma mulher q faz carreira política ou empresarial.
.Mulher tem direito a propriedade.
.Matar a filha q se desvirginou ou a esposa q traiu não é uma defesa da "honra" do pai ou do marido.
.Não há nada de errado em andar sem sutiã.
e por aí vai.

Feminista às vezes só parece 'muié-macho' porque não fica quietinha num canto enquanto os homens mandam e desmandam. Aliás, sou casado com uma feminista roxa e ela é mulher de cabo a rabo. E recomendo a todo solteiro querendo casar q se concentre nas feministas.

smart shade of blue disse...

O que eu sei é que algumas dessas pós-feministas aí de quem você está falando escracham tanto, mas tanto, as conquistas feministas, que chegam ao ponto de fazer pouco do voto, e na verdade, nem votam. O que, fazendo justiça, é, em última análise, excelente.

Nelson Moraes disse...

Lembro de um grafite dos anos 70: "Ontem suffragette, hoje chacrete". Juro.

Artur disse...

A hipoplausibilose é insidiosa. Domina todos os tecidos acometidos da doença da moda: o politicamente INcorreto, caricato e especular.

PZumarán disse...

shade: Ah, mas eu queria tanto q elas votassem...

nelson: E ainda tem gente q acha isso um pogréssio.

artur: Só se for moda há 5 mil anos, segundo cálculo do Dr Plausível, usando papel carbono 14. A afirmação está no artigo inicial http://drplausivel.blogspot.com/2003/06/hipoplausibilose-e-morte.html deste blog.

BiaBerna disse...

I) Está a parecer pouco plausível, o que Dr. Plausível razoabiliza. Eu ainda nunca deparei-me com modos "... Muita mulher q hoje escreve contra as feministas...". Diga daí DrP, algumas identidades, para sair dessa coisa de diz-que-diz do amigo-do-amigo-do-amigo-do-amigo-meu! Quem, quando, onde, o quê? Enquanto DrP fica num chove-não-molha, vai-se sugerir um quadro legal.
1. Trecho do Evangelho de Mateus: "Jesus diz aos seus discípulos: '... antes do dilúvio, todos comiam, bebiam, casavam, até o dia que Noé entrou na arca... na vinda do Filho do Homem... dois homens estarão no campo, um será levado e outro deixado; duas mulheres estarão moendo no moinho: uma só será levada...'..."
2. Conforme os relatos na história da atualidade, o elemento feminino inventou atividades de lidar com a terra, tratos à domesticação de animais, fabricos de instrumental caseiro. Isso tudo no decorrer dos 40 mil anos de SapiensSapiens. O relato bíblico de Noé, a mensagem de Cristo e, o expresso na história, servem neste comentário, para assegurar ao gênero feminino o status de "construtor da civilização".
3. A Vó, junto a sua prole no domingo, sempre tem seu momento de glória: relatar o que assistiu no GloboRural, no primeiro horário da manhã. Pois neste domingo, ela relata que no Rio Grande do Norte, um grupo exclusivamente feminino, dispos de um curso para construção de cisternas. E foi mostrado em 30min as etapas: cavar terra numa circunferência de 4m de diâmetro, profundidade de 1m50; fazer chapas para paredes, concretagem, revestimento, altura da cisterna de 3m. Enfim, um construído completo, pelos padrões da engenharia.
4. Eis então tem-se: a) mulheres moendo, b) mulheres domesticando, cultivando, fabricando, c) mulheres construindo. E isso tudo em paralelo com gerar, criar filhos. Que caminhãozão, pra tanta-areia, hein gente?

II) DrP: "... mulher ocidental de hoje tem muito q agradecer às feministas de ontem."
1. Eis que DrP estaria num trocaletras? Que negócio é esse de "agradecer"? Quem agradecer a quem? Em 40 mil anos, 4 gerações por ano, geração que não acaba mais! A "mulher ocidental" está por todos os séculos e milênios.
2. Na atualidade, o elemento masculino está a esgotar talvez o que seja seu último cartucho do cinismo-sexual: a exposição da nudez feminina. Nas estandes de mídia, sempre há uma parede reservada para dezenas de publicações assim&assado.
3. "Feminista" atualmente está todo feminino que colabora para acelerar, levar à exaustão, qualquer sentido de unilateralidade. Esteja no fronte-da-sexualidade, esteja no fronte-do-conhecimento.

PZumarán disse...

I)Ok, só pra citar duas ou três, lá vai:
a. Camille Paglia, q escreve livros aberamente anti-feministas - esquecendo o seu fundamental débito com elas;
b. Adélia Prado, q escreve e profere comentários abertamente anti-feministas, esquecendo o mesmo;
c. Aliás, existe um movimento feminino anti-feminista chamado de "backlash", après o livro Backlash, the Undeclared War Against Women de Susan Faludi;
d. Vc mesma entrou várias vezes no blog da Miss Veen. ¿Nunca notou ali um despeito pelas feministas? Há poucos dias, a Colorina, outra vunderbloga, escreveu q as mulheres deviam ser impedidas de votar ("nas próximas eleições, quero ser impedida de votar, por incapacidade de gênero"). Leia tbm os comentários anti-feministas de mulheres nos vunderblogues, de macacas do Soares Silva, &c. ("joguei o mouse atrás do armário e gritei num gesto de horror quando vi de longe a palavra "feminista", mas passou, passou.")

Observe bem o comentário da Josie logo acima. Sem perceber, ela (uma mulher, note-se) colocou ali trocentos postulados das anti-feministas:
a. o crédito pela emancipação não é só das feministas; o q elas conseguiram foi porque os homens colaboraram "dando" mais espaço;
b. os homens só deram espaço porque as feministas, seguindo a natureza feminina, "encheram o saco";
c. a evolução da sociedade iria inevitável e naturalmente levar à emancipação da mulher; não precisava nenhuma feminista ter "enchido o saco";
d. ser feminista deve ser chatíssimo;
e. muito provavelmente as pessoas q lutaram e lutam pela igualdade q beneficia a própria Josie são todas "um bando de muié-macho";
f. e viva aos nossos antepassados - não às nossas antepassadas, nem às atuais;
g. note também q permeia todo o comentário a noção de q a "emancipação" da mulher já está completa.

I.1. Convenhamos, é difícil acatar uma crítica ao Dr Plausível q cita ¡a arca de Noé!

I.2. Ok q essas coisas podem ter sido "inventadas" por mulheres. Mas a igualdade q essa crença presume ¿se verifica no status legal da mulher ao longo da história?

Assim como vc faz, a mulher é citada como co-adjuvante na história. Geralmente o texto q pretende ser "politicamente correto" não consegue ser mais q condescendente - tipo começando frases com "A mulher, também, ...

I.3. Vc só pode estar brincando ao achar q "vó relatando GloboRural" e "mulheres cavando cisternas" indica emancipação da mulher.

I.4. Ok, mas então ¿cadê a paridade salarial? ¿cadê o respeito devido a candidatas a cargos políticos, q são sempre julgadas a priori ou pela roupa q vestem ou pela qualidade do marido ou por outros atributos femininos q nada têm a ver com o cargo pautado?

II.1. Vc geralmente parece bastante culta. Espanta seu descrédito e talvez desconhecimento das mudanças q aconteceram nos últimos 2 séculos qto ao status legal da mulher, mudanças q ocorreram *apenas* como conseqüência das pressões feministas. ¿Sabe por que o dia da mulher é 8 de março?

II.2. Quê? Se é q entendi, digo isto: ainda há centenas de cartuchos de cinismo-sexual rolando por aí q estão longe de se esgotar.

II.3. Este ítem está incompreensível. ¿Acelerar qqer sentido de unilateralidade? Vc bebeu? ;-)

BiaBerna disse...

I) PZ: "... Convenhamos, é difícil acatar uma crítica ao Dr Plausível q cita a arca de Noé!"
1. O texto bíblico não deve estar levado literalmente, tudo está a figurar situações paradigmáticas. O que importa nos Velho testamento é o registro boca-a-boca, geração-a-geração, por todas as épocas. Destacou-se que "as mulheres trabalhavam na moedura dos grãos". Evidente que elas aperfeiçoaram os mecanismos, os ferramentais.
2. Para domesticar os bichos e, para fabricar utensílios, as mulheres deram espertos tratos à cachola!

II) PZ: "... a igualdade nessas inventividades reflete no status legal da mulher ao longo da história?"
1. Certamente! Os homens empreenderam em fronteiras e guerras! As mulheres assumiram encargos de retaguarda; com os homens ausentes, as mulheres assegurar atividades aldeãs! Sem presença do masculino, necessariamente surgiu administrar pelo feminino.

III) PZ: "... como vc faz, a mulher é citada como co-adjuvante na história."
1. Não de não! PZ com leitura obliterada ou, de mente parca! PZ é quem escolhe!
2. Sendo o elemento feminino o único que traz à vida um novo ser, evidente que só isso, já dá metade de participação! Ao lidar com os tratos domésticos, isso corrobora a metade participativa.
3. Para os 40 mil do SapiensSapiens, houve dezenas de milhares de gerações, e uma infinitude de épocas. Pois sempre houve algum alternar, ora o masculino co-adjuvante, ora o feminino co-adjuvante.
4. Durante a Segunda Guerra, foi a força de trabalho feminina/EUA, que permitiu fabricar centenas de milhares de aviões, centenas de milhares de blindados, centenas de milhares de embarcações marítimas... Para milhões de homens irem para o fronte de guerra.
5. No ano de 2004, há turmas de graduação/BRA, na medicina com 55% do feminino, na administração 40%, na advocacia 70%.

IV) PZ: "... Vc só pode estar brincando ao achar q 'vó relatando GloboRural e mulheres cavando cisternas' indica emancipação da mulher."
1. Olha aí, PZ, nada de bola-nas-costas! Nunca de nunca que falou-se em "emancipação", pois nunca considerou-se relevante tal questão "emancipar já!", pois se trata de algo extirpado ao longo de épocas.
2. A "Vó" se interessa pelo assunto d'OGloboRural e, faz anotações e, depois comenta para familiares. O relato sobre as mulheres a construir cisternas é deveras emocionante, uai! Só não vê quem não quer!

V) PZ: "... cadê a paridade salarial?, cadê o respeito devido a candidatas a cargos políticos..."
1. Repete-se. No âmbito da graduação universitária, feminino está a ombrear com o masculino. Enquanto tal "tratorar" persistir, sei não, PZ! (rarará rarará...)

VI) PZ: "... mudanças nos últimos 2 séculos qto ao status legal da mulher... ocorreram apenas como conseqüência das pressões feministas"
1. Em 1789, o feminino pegou-junto, idem 1848.
2. O masculino está com um negativo everéstico. Primeira e Segunda Guerras. E de lá até hoje/2004, hecatombes masculinas! A criminalidade/BRA está praticamente coisa do masculino.
3. Tudo indica que o feminino instaurará um Princípio de Juizo Humano, para prevenir conflitos.

VII) PZ: "... ainda há centenas de cartuchos de cinismo-sexual rolando por aí q estão longe de se esgotar."
1. Tudo indica haver um chegar no fundo, quanto ao degradar papel feminino na coletividade.

PZumarán disse...

mmm, acho q vc está entendendo o feminismo tudo errado. ¿As mulheres sempre trabalharam e sempre foram essenciais prà civilização? Sim. Mas não é esse o ponto.

O ponto é: antes do feminismo, mulher não podia votar, não podia ter propriedade, não podia controlar sua capacidade reprodutora (leia sobre Margaret Sanger, por exemplo), e principalmente não podia ter a educação completa de sua escolha. Até apenas duas décadas atrás, em inúmeros países, homem q assassinasse ou aleijasse a esposa por adultério tinha a pena atenuada por se tratar de 'defesa da honra' - coisa vedada à esposa q matava ou aleijava o marido pelo mesmo motivo; e por aí vai.

Hoje mesmo ainda há trocentas outras desvantagens, pequenas e grandes, q as feministas conseguiriam anular ou diminuir se não houvesse tanta mulher atrapalhando, influenciada pela imagem "muié-macho, gritalhona, sacal" promovida por todas as mídias.

A hipoplausibilose faz com q a mulher não-feminista aproveite tudo qto foi conquistado a duras penas pelas feministas de ontem e ao mesmo tempo denigra as de hoje, q a duras penas vão conquistando coisas q as mulheres de amanhã vão aproveitar.

E não tergiverse, por favor: teu nível de informação neste assunto ainda parece muito baixo, comparado ao nível em outros assuntos.

BiaBerna disse...

I) PZ: "... hmmm, acho q vc está entendendo o feminismo tudo errado: 'As mulheres sempre trabalharam e sempre foram essenciais prà civilização'. Sim. Mas não é esse o ponto."
1. Um momentito, PZ! Para nós cá/Ocidente, nada é do "ser", tudo está do "estar". Oquêi, né? Então adiante!
2. Nos finais do século XIX, as meninas em Portugal só podiam receber ensino equivalente à sexta série da atualidade. Pois elas deviam aprender os afazeres domésticos, e praticar. Foi coisa da época o interditar de tal secularidade, já em tempo do republicanismo.
3. Já no tempo das "bruxas e feiticeiras" da Idade Média, o elemento feminino estava a confrontar, com os meios plausíveis, para modificar favoravelmente, o status-quo vigente na coletividade. Ou seja, há mais de meio milênio que o feminino "não sai da briga, nem por uma boiada".
4. Quando colocou-se "mulher a moer, homem no caçar" e, "mulher a construir cisterna", "mulher a montar máquinas de guerra", o intento foi para firmar situação paradigmática de que "masculino e feminino, todo mundo faz de tudo um bocado, quando urge".
5. Detalhe do "quando urge" é que são elas! Houve acelerados variados, ora por contextos ora por circunstâncias, sempre, o tempo todo, cá conosco do Ocidente!

II) PZ: "... E não tergiverse... nível de informação neste assunto ainda parece muito baixo... "
1. Mas que desplante! O assunto envolve história, e não meramente informação! Para abordar há o recorrer obrigatório, aos relatos das épocas! Não está nada de exclusividade de atualidade, de época, de século! A história pode ser vista como ininterrupto contrapor de circunstancialidades e contextualidades.
2. Para ilustrar:
- séc. XIX, guerra no Sul, tropa exclusiva de negros,
- fazendeiros cederam para o comando revoltoso,
- promessa de liberdade aos indivíduos combatentes,
- após conflitos: sobreviventes e suas familias livres,
- governo indenizaria os fazendeiros proprietários,
- um acordo entre comandos imperiais e revoltosos,
- dizimaram propositadamente força que sobrevivera,
- o intento principal foi de evitar a indenização,
- secundariamente, evitar negros libertos a perambular.
3. PZ... capice? Tudo como se parrece com jogueio entre circunstãncias e contextos.

PZumarán disse...

1.
PZ: ... não é esse o ponto.
BB: ... nada é do "ser", tudo está do "estar".

Vc parece estar encachafurdada demais nas tuas próprias elipses pra dar a devida atenção a elipses mais corriqueiras. Observe:

Não é esse o ponto = não é esse o ponto q *está* em questão.

2.
Contrariamente a muita gente, acho teu estilo bem digerível. Difícil é entender o q é afinal q vc acha q essas avalanches de dados, seqüenciais ou não, têm a ver com o tema em questão.

Acho q frases como
"Feminista" atualmente está todo feminino q colabora para levar à exaustão qqr sentido de unilateralidade, esteja no fronte-da-sexualidade, esteja no fronte-do-conhecimento. apesar de fazer sentido, estão longínquas de supor um entendimento do q é o feminismo.

¿Mulher sempre co-laborou, sempre fez "a sua parte"? Claro. Tbm sempre houve escravidão, e há escravidão até entre insetos; mas e daí? ¿Em q é q esse dado ajuda a acabar com, digamos, o costume no Paquistão de jogar ácido na cara de moça solteira q desvirgina (muito mais grave q, mas no mesmo espírito de coisas q ainda se fazem no Brasil)?

3.
O assunto envolve história, e não meramente informação.
Sorry. O assunto envolve história se vc quiser estudá-lo academicamente. Mas envolve quase exclusivamente *informação* se vc quiser entender as questões q ainda hoje estão irresolvidas. Perambular as camadas etéreas acadêmicas não ajuda em nada a entender essas questões. Só uns exemplos comuns, no Brasil mesmo:

-neurocirurgiã perfeitamente competente se vê constrangida a perguntar a paciente se ele/ela tem alguma objeção a ser operado por mulher;
-direito da mulher de decidir q seu próprio corpo não vai incubar anencéfalo é barrado por um bando de homens empolados;
-advogada é enviada a uma firma cuidar de um caso; ao voltar descobre q cliente ligou a seu chefe pedindo advogado homem "pois a doutora é muito competente, mas o pessoal aqui é meio conservador, sabe como é";
-ao descer de ônibus lotado, mulher descobre borrifos de esperma no traseiro da saia; ao dar parte, delegado ri.

Esse tipo de coisa tem pouco a ver com revista de mulher pelada, mutirão feminino pra aparecer em tv, e contos pra socializar mocinhas em aula de história. Tem a ver com o corpo-a-corpo, mente-a-mente no dia-a-dia entre homem e mulher: quem-faz-o-quê, quem-paga-o-quê.

E o Dr Plausível racha o bico de rir de mulher q não sabe como chegou aonde está. É triste mas é verdade. Então vai se informar.

Pracimademoá disse...

Eu não queria avacalhar com a discussão nem nada, mas a Bia disse que "sendo o elemento feminino o único que traz à vida um novo ser..."

Já vi esse argumento um monte de vezes, mas não me canso. Rio às bandeiras despregadas, como Dr. Plausível, sempre que o vejo novamente.

Tem que tirar muito zero em biologia pra acreditar numa aberração dessas. Onde será que elas ouviram falar de mulher que gera vida sem nenhuma contribuição masculina? Mesmo que se faça inseminação, de onde elas acham que vem o material inseminado?

Quem diz isso deve acreditar também na teoria da geração espontânea, e achar que PASTEUR é aquela coisa que a gente come com CARNER, QUEIJOR e PALMITOR.

Sabe o que parece? Parece uma tentativa desesperada de se encontrar alguma forma, umazinha que seja, de atestar superioridade da mulher sobre o homem. Alguma gênia, algum dia, saiu-se com essa tirada, um monte de amebas ouviram, acharam que fazia sentido e saíram repetindo a pérola por aí.

Se eu fosse mulher, ficaria constrangida de ver essa idéia imbecil ser repetida com tanta freqüência.

placeba disse...

Eu sou mulher e fico constrangida em ver essa idéia repetida com tanta freqüência. Não só pelo motivo que você colocou, mas porque entra naquela categoria de beatificar a mulher-mãe - e dá-lhe santas-mãezinhas, a mãe-terra, a deusa-mãe, a bruxa-sábia, e outras pieguices. É engraçado ver tanta gente creditando uma superioridade espiritual-metafísica à mulher pelo simples fato de ficar prenhe, quando, ao meu ver, é justamente o fato de ficar prenhe que a coloca e sempre colocou em posição de inferioridade na prática.

E é um argumento-picareta, muito conveniente pra se manter tudo como está. Afinal, pra que uma mulher precisa se preocupar com picuinhas de trabalho, salário, educação, sair em paz na rua, se seu grande papel na vida (soam harpas) está além do mundano (pululam coraçõezinhos), é o dom divino (salve, salve) de gerar vidas e zelar pelas novas almas?

Não tenho paciência.

BiaBerna disse...

I) Colocou-se assim: "... feminino o único que traz à vida um novo ser... já dá metade de participação! No lidar domésticos corrobora metade participativa."
1. Isso daí quer dizer que metade da participação do feminino, no ombrear com o masculino, já está feita! Ao natural o feminino tem metade de participação!
Só metade, daí que falta a outra metade. Na metade faltante é que há a ferveção de séculos e milênios.

II) PZ: "costume no Paquistão de jogar ácido na cara de moça solteira q desvirgina..."
1. Em Portugal, no final do séc. XIX as meninas só podiam estudar até a sexta série! E mudou! A Turquia ainda não foi aceita na UE devido algumas leis ignóbeis para o Ocidente. Vai mudar! No Iraque, democracia prosperará, em duas décadas estará na UE! Mudará! E no mundo muçulmano, tudo vai demorar muito mais, mas de fora do Ocidente!
2. O que importa para nós ocidentais, é como tudo muda no Ocidente e, como avançam sobre Oriente.

III) PZ: "... neurocirurgiã se vê constrangida... incubar anencéfalo é barrado... advogada preterida... mulher descobre borrifos..."
1. Isso daí são casos, circunstâncias. Evidente que é só questão de tempo, anos no Ocidente, para reduzir até virar exceção.
2. Porém, não é com citar de casos que se argumenta, PZ! Olha lá, ô pá! Caso é caso, nada de colocar como humanidade! O casos a pipocar aqui, ali, acolá, sempre a tender pra declínios, no Ocidente.
3. No final de 2004, na maioria de fac/BRA, em todos os cursos, graduação com feminino presente entre 40% a 60%. Cá conosco do Ocidente, o ombro-a-ombro, de fato e de direto, masculino e feminino, está a crescer aceleradamente.

IV) PZ: "... mulher que gera vida sem nenhuma contribuição masculina?..."
1. Pra quê isso daí? Tô fora! Desatino de PZ?

V) PZ: "... assunto envolve história se estudar academicamente... informação se vc quiser entender as questões q ainda hoje estão irresolvidas."
1. Sem essa, PZ! Visar desqualificar com pecha de acadêmico? Não mesmo! Porém sem o recorrer à história, tudo vira chutometria, achismo e opiniático, bravatear. Tudo indica que PZ ignora regrinha da TI, pois então reparar:
- enquanto na recepção, considerar tudo Dados
- enquanto na emissão, colocar sempre Informações
- nunca receptar em modo de Informações
- nunca emitir em forma de Dados.
Isso está a dizer que pro indivíduo, a matéria lida, vista, ouvida, e observada, deverá estar receptada modo Dados e, após o processar de raciocínio, aí sim haverá informação do indivíduo. Exemplifica-se: o conteúdo do jornal/ revista/ televisivo, tudo Dados e, somente após raciocinar haverá Informações, sempre exclusivas do indivíduo - que poderá externar.
2. Em trabalho de laboratório, há um processar de Dados em equipe, de conjunto e, as Informações são do coletivas..
3. Os ensinos Fundamental, Médio e Superior, disponibilizam à mente infinitude de paradigmas-Dados. O profissional compõe as suasinformações a partir de paradigmas-Dados. O profissional externa sempre Informações.

BiaBerna disse...

I) Pracimademoá: "... disse que 'sendo o elemento feminino o único que traz à vida um novo ser...'..."
1. Isso daí ô PCDM, dá ao feminino, ao natural, metade de participação! Porém a outra metade, para ombrear masculino e feminino... aí o furo é mais embaixo.
2. Deu para entender, PCDM? O fato do feminino gerar-bebê não é argumento para coisa alguma! Pois está coisa da mãe-Natureza! No entanto, o feminino na parcweria com o masculino, tem metade reconhecida compulsoriamente pelo masculino. Mas, mas de mas, na outra metade, o feminino levava
de 10 a zero, e agora/2004 a coisa está mais prum equilíbrio e, é só mais tempo no Ocidente, para ficar parceira taco a taco.

II) PCDM: "... vi esse argumento um monte de vezes..."
1. O evento que permite que o parceiro feminino assuma o papel de mãe, de gerar bebê, não está argumento em lugar algum, pois está um fato da Natureza. Não te deixa enrolar com essa malandrice, PCDM!

III) PCDM: "... Rio às bandeiras despregadas, como Dr. Plausível..."
1. Sugere-se que PCDM pare de "rir ás bandeiras" pois o Dr.Plausível está em apuros mis! O Sol está aficar preto pro lado do DrP!

BiaBerna disse...

I) Placeba: "... fico constrangida em ver essa idéia repetida com tanta freqüência."
1. Não esquenta, P.! Desde que o ser humano se reconhece por gente como a gente, o elemento feminino sempre compôs parceria com o masculino, metadamente (pela metade). Era metade-feminino e metade-masculino, cada qual com as tarefas de sua metade. Foi nos últimos milênios que os afazeres do masculino desequilibraram a relação, ficou o feminino na rabeira relativo ao masculino; a relação modificou para status 1/0,5 favorável ao masculino.
[nota: evidente que está-se a figurar]
2. Porém, agora/2004/Ocidente, já pode-se imaginar que a relação estaria 1/0,9 e que tenderia para 1/1 nalgumas décadas.

II) P.: "... beatificar mulher-mãe, santas-mãezinhas, a mãe-terra, a deusa-mãe, a bruxa-sábia..."
1. Isso daí não é argumento para nada, a mulher banca o papel de mãe, decorrente da Natureza. Mas não vai P. visar o suprimir de metáforas! A Terra-mãe está expressar em boa medida, deusa-mãe veio lá dos tempos primordiais gregos. Não sobrecarrega nem prejudica, pô, ó pá, P.!

III) P.: "superioridade espiritual-metafísica à mulher pelo simples fato de ficar prenhe..."
1. De minha parte nunca presenciei tal manifestar.

IV) P.: "... ficar prenhe que a coloca e sempre colocou em posição de inferioridade na prática."
1. Errado isso aí, P.! Erradérrimo! Relativo à mulher, o gerar e criar de filho, nunca de nunca que lhe conferiu status de inferioridade! Sobrecarga sim, mas nada a ver com inferioridade.
2. O masculino sobrecarrega o feminino, devido suas performances em afazeres. Poré,. é só o feminino pegar-junto, que logo há equilíbrio na parceria, e as diferenciações desanuviam.
3. Cá conosco do Ocidente, tudo ruma para um equilíbrio deverasmente pra todo o sempre.

placeba disse...

É, o Dr Plausível está em apuros mesmo, porque deixou a Bia Berna pensar que o blog é dela. Sei até que ele perdeu preciosas gargalhadas nesse meio-tempo. Eu diria que o sol já empreteceu por essas bandas.
(e ao meu comentário de 3 frases segue-se uma resposta de 60 linhas da Bia, dizendo o mesmo que já disse nas outras 600)

BiaBerna disse...

I) Placeba: "3 frases... 60 linhas... 600 linhas..."
Êi P., manja esta da Veja, 01/12/04: "A canadense Irshad Manji, 36 anos, é muçulmana, feminista, jornalista e homossexual...
Veja - Como seria possível melhorar a situação das mulheres no mundo muçulmano?
Irshad - O melhor caminho é a educação. Quando se educa um menino, educa-se apenas aquele menino. Quando se educa uma menina, educa-se a família inteira... quando as mulheres têm permissão para aprender, tornam-se capazes de interpretar as ambigüidades do Corão sobre os direitos delas. Assim, podem dispensar os conselhos dos mulás, que, aliás, nunca mencionam direito algum. A participação feminina é vital para tirar o Islã do atoleiro em que ele se encontra.
Veja - O Corão condena as mulheres à posição submissa ou isso é um tema aberto a interpretações?
Irshad - Diferentemente da Bíblia, o Corão não diz que Adão foi criado antes de Eva. Portanto, não há base para alegar a superioridade masculina. Na verdade, o Corão manda honrar a figura da mãe. O problema é que apenas algumas linhas adiante dá uma guinada com a afirmação de que os homens foram criados superiores às mulheres... É curioso que são exatamente as passagens negativas existentes no Corão que influenciam as leis no mundo muçulmano."

II) O recado é també procê PZ! Fora do Ocidente da gente, ou seja pra-lá-de-Bagdá, o atrito entre feminino e masculino ainda está nos primeiramentes. Porém cá conosco, de-Bagdá-pra-cá, dá para dizer que está-se em variados graus, quanto ao aproximar de finalmentes.

PZumarán disse...

11:23:55:
I) metade da participação do feminino já está feita
O feminismo não quer dar mais trabalho às mulheres. O feminismo quer respeito e participação nos lucros. A mulher sempre foi e ainda é mais pobre q o homem.

II) Sua esperança ingênua é tocante. Vc parece achar q as coisas mudam sozinhas, como por encanto. Cai na real. Como eu disse no texto, se as feministas de ontem "não tivessem fincado o pé, hoje haveria carros, computadores, foguetes, micro-ondas e o escambau" igualzinho e "as mulheres ainda não poderiam votar, ter empregos e propriedades, não poderiam herdar ou deixar herdeiros, nem fazer faculdade, &c &c. Ou ¿vcs acham q os homens iam dar tudo assim de mão beijada? Quem acha q sim está precisando se consultar com o Dr Plausível."

III) isso daí são casos, circunstâncias
Sim, casos e circunstâncias q se repetem milhares de vezes *todo santo dia*. Assim como são casos todos os assassinatos e espancamentos diários de mulheres e são circunstâncias todas as leis cretinas q impedem toda e cada mulher de controlar sua reprodutividade.

11:50:50:
o fato do feminino gerar-bebê não é argumento para coisa alguma
É usado como argumento sim - pra justificar menor salário prà mulher, pra tentar pasteurizar a infinita variedade de mulheres num só molde, pra descartar pretensões não-maternais de indivíduas, pra rejeitar aproximações amorosas, pra encarecer planos de saúde, &c &c &c

...

A gargalhada do Dr Plausível vai diretamente a mulheres como vc, q apesar de gozar de todas as benesses conquistadas a duras penas pelas feministas de ontem, preferem negar tudo e permanecer mal-informadas, além de recusar-se a contribuir ativa e pessoalmente pra esse progresso em q vc tanto acredita.

Este é meu comentário final sobre o assunto. Por favor, tenha a última palavra, e já basta. Tenho mais o q fazer.

Entre aqui pra dar risada. Pois se o Dr Plausível cai na gargalhada é porque trata-se de algo ridículo, e se vc discordar, é de vc q ele vai dar risada.

BiaBerna disse...

I) "Dr Plausível cai na gargalhada... vai dar risada... "
Ô DrP, a mim não afeta isso daí, tanto faz como tanto fez, pode cair na gaitada que nem te ligo!

II) PZ: "O feminismo não quer dar mais trabalho às mulheres... quer respeito e participação nos lucros."
Tem louco pra tudo, uai! Esse feminismo que PZ se gruda como se craca fosse, sei lá em qual toca se entoca! Sei não, disso aí! Eu consigo acompanhar é o continuado ocupar de postos de trabalho, até então exclusivos ao clube-do-Bolinha.

III) PZ: "A mulher sempre foi e ainda é mais pobre q o homem."
E isso é lá coisa de levar em conta? Podes gargalhar PZ, mas podes crer, estás a endoidar, só!

IV) PZ: "... Sua esperança ingênua... parece achar q as coisas mudam sozinhas, como por encanto."
Nunca de nunca, cara-pálida! sempre de sempre que coloco a história na jogada, citei caso de meninas em Portugal, o texto de Veja sobre mundo muçulmano. Nada muda por si! A ciência continua a encontrar elos-perdidos para a Teoria da Evolução! Ingenuidade campeia é nos rir, daí!

V) PZ: "... acham q os homens iam dar tudo assim de mão beijada?"
Nem se considera essa coisa de "homens dar tudo". Durante a Segunda Guerra, os homens foram para os frontes, e as mulheres aos milhões ficaram a montar máquinas de guerra! Foi necessidade, nada de coisa dada, tudo na obriga!

VI) PZ: "... leis cretinas q impedem..."
Mas cá no Ocidente, quanto já foi abolido! Agora mesmo na Turquia coisas abomináveis estão a cair, para o país ingressar na UE. E no Iraque, praticamente todas as práticas ocidentais serão assimiladas. A cretinice vigente sempre obsoletiza!

VII) PZ: "... gerar-bebê... é usado como argumento sim - pra justificar menor salário prà mulher..."
Peraaíôseu! Quer dizer então que não se trata de argumento utilizado pelo feminino, oquêi? Assim tá tudo bem! Agora, se o masculino se vale de tal fato da natureza para oprimir, isso vai cair com o tempo, está insustentável, a ciência dá um jeito nisso!

VIII) PZ: "... A gargalhada do Dr Plausível vai diretamente a mulheres... apesar das benesses conquistadas a duras penas pelas feministas..."
Podes rir que não me afeta, não pensa não! Há sim movimentos reivindicatórios que forcejam mudanças, ao longo de anos, décadas e épocas. Porém há contingências de mundo que explodem com mudanças. As guerras sempre aceleram mudanças. Os avanços científicos também.

IX) PZ: "... meu comentário final... Tenho mais o q fazer."
Tudo bem, mas não ainda nem saiu-se da linha de partida, não conta com o ovo da galinha, não! PZ perde por WO, que bobeada!

Neanderthal disse...

"Nesta seção, 50% de participação feminina certamente já esta está feita!!!!"

Acho que a questão colocada pelo PZ é a distribuição do "Pu-dê", não da carga de trabalho, doméstico, operário ou agrário, nem da contribuição científica ou flosófica da mulher.

Rafs disse...

"PZ perde por WO, que bobeada!"

Não sabia que criança acompanhava o blog.

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