16 fevereiro 2004

O esperranço é o último q corre

¿Alguém aí acredita q as eleições existem pra promover a democracia? HAHAHAHAHAHA Quêisso, gente. Eleição é só um caça-níqueis pra publicitário, dono de gráfica, fabricante de brinde, montador de palco e entregador de papel. Tem nada a ver com democracia, não. É só mais um negócio cuja razão de ser é financiar férias na Europa, casas na praia e arroz, feijão & mistura. Eu nunca vi; mas aposto q, qdo vem chegando uma eleição, as agências enviam aos candidatos prospectos alardeando seus serviços. Eleições deviam ser a cada 10 anos. Melhor: 20. Assim encheria menos o saco e não viraria essa indústria sazonal q não produz nada.

Em 1989, durante a primeira candidatura do Lula à presidência, o Dr Plausível encontrou uma amiga petista no metrô. A petista estava cheia daquela esperança ranheta característica de toda pessoa politizada q não compactua com o status quo. Dizia ela q já era hora de mudar. Nosso equidistante luminar concordou - quem já leu o I Ching sabe q é sempre hora de mudar; até mesmo parar de mudar é uma mudança. Mas pro douto senhor, partido no poder é q nem carcaça de cachorro podre na estrada: em vida, corria em suas veias o sangue das idéias, ideologias e ideais - ou seja, todas essas pataquadas hipoplausibiléticas; depois de eleito, vira uma gosma fedenta no asfalto q é bom nem chegar perto, mas q com o tempo vai se achatando. No fim, a chuva leva.

Em política, o Dr Plausível discorda e duvida de tudo, e portanto sempre está com a razão. Percebendo o esperranço da amiga, ele contou uma anedota q resume sua posição: Num vagão de trem, uma senhora diz a um senhor, “Cavalheiro, poderia abrir a janela? Se ficar fechada, vou morrer sufocada.” O cavalheiro abre a janela. Logo em seguida, outra senhora diz ao mesmo senhor, “Cavalheiro, poderia fechar a janela? Se ficar aberta, vou morrer de frio.” O cavalheiro fecha a janela. Após alguns minutos, a primeira senhora volta a pedir ao senhor que abra a janela, e ele abre; a segunda pede que feche, e ele fecha, &c. A situação vai ficando enfadonha, até que uma criança que está ali tentando ler sua revista se levanta e sugere, “Faz assim: abre a janela até esta dama morrer de frio, depois fecha até esta outra morrer sufocada, e aí a gente pode viajar em paz.” Política é assim. A cada dois anos é aquela encheção de saco, nhénhénhé pra cá, nhénhénhé pra lá, e o resto do país, q só quer fazer uma viagem tranqüila, tem q ficar aturando. Melhor dar uma chance pra todo partido. Os outros partidos já morreram no frio da incompetência, e agora é a vez do PT morrer sufocado. A criança foi até educada: eu teria jogado as damas pela janela. Nem precisa dizer q nosso estável doutor perdeu a amiga.

O PT, eleito, se transformou em tudo q sempre quis ser: um partido político brasileiro no poder, ou seja, um partido político, um partido brasileiro, um partido no poder (se é q isso existe) e tem agora sua chancezinha de aplicar sua própria versão de incompetência. Lenta e gradualmente, quem estava esperrançoso já vai vendo q cachorro atropelado fede, não importa a raça. Agora agüenta a inhaca.

Ao fim do mandato do Lula – um rapaz até q bem intencionado – não vai faltar quem cite as últimas palavras de um livro do George Orwell: "e olhavam de homem pra porco e de porco pra homem, e novamente de homem pra porco, e já não sabiam qual era o homem, qual era o porco". É triste mas é verdade.

12 comentários:

BiaBerna disse...

Dr. Plausível, uma consulta daqui pra aí, pró plausabilidades, oquêi?, sem paga, certo?, mas sábia, ê? Estou de chegada.
1. Como é que o cidadão-plus Celso Furtado "esperançou"? Quero dizer, estudioso como pouquíssimos, lidador de infinitude de situações paradigmáticas, como é que CF abriu mão por completo, de uma exigência mínima a respeito de domínios paradigmáticos de época?
2. O dr. P. está a atinar? Após várias décadas de agruras&amarguras, como pôde CF se aventurar com um roceiro-sem-estudo, no cumprimento de tarefas gigantescas?
3. Afinal, CF trabalhou com JK, esse sim um paradigmático (nada a ver com pragmático, bléghóurth!). E CF sabia que o Estado estava a arruinar. Pois então como "esperançou" com um bronco-dos-quintos?
4. Vai-que-é-tua dr. P., plausabilidades na cabeça, joga o jogo!

PZumarán disse...

PZumarán
Vou fazer um-dois-três tumém:
1: Acho q a elite brasileira (à qual de certa forma tanto eu como vc pertencemos, tenho certeza, pelo menos na categoria 'intelecto') está carregando demais nas pitadas platônicas e pitacos plutômanos qdo pensa no Lula.

2: Note q, desde Jânio Quadros, a eleição do Lula foi a q mais se aproximou de um ideal democrático. Explico:
2.1: Um ano antes das eleições de Collor e FHC, pode-se dizer q o Brasil como um todo não os conhecia.
2.1.1: Garanto q *eu* nunca tinha ouvido falar do Collor antes da cara de demente dele aparecer na tv alguns meses antes da eleição.
2.1.1a: A eleição do Collor foi descaradamente manipulada pela Globo.
2.1.2: Eu só já havia ouvido falar do FHC porque substituí um guitarrista num comício dele pra prefeito de SPaulo (perdeu pro Jânio).
2.1.2a: A eleição do FHC foi resultado de uma maquinação da elite financeira pra fazer algum plano econômico dar certo.
2.2: Todo o Brasil já conhecia o Lula, ou seja, o Lula era mais identificável q o Serra.
2.3: O embate entre os dois pareceu limpo e justo.

3: Num processo genuinamente democrático, quem ganha eleição não é o candidato q atende aos quesitos postulados por Platão: sábio, culto, inteligente, desinteresseiro, &c. Não. Quem ganha é um cidadão médio.

Corolário: O Lula (em quem nunca votei, digo de passagem) é o cidadão médio brasileiro. O Lula é a cara do Brasil, quer vc goste ou não. O Brasil é um país ignorante, atrasado, improvisado e pobre. O fato de vc (e o resto da elite) detestá-lo tem mais a ver com a idéia q vc faz de si mesma, com a imagem de um merecimento idealizado, do q com as possibilidades reais à sua volta. É como viver num deserto e crer-se merecedor de um oásis. Deserto é deserto e oásis é oásis. A transformação de um no outro é um processo orgânico e, portanto, é um processo lento.

¿É uma merda? É. Mas console-se com a certeza de q nada acontece q não esteja dentro do possível.

Se o povão não evolui, o país não evolui e o Lula é uma (uma!) maneira de estimular o povão a crescer. O Celso Furtado deve ter visto algo parecido com isso no Lula, não sei. Eu vejo.

Veja também estes textos:
http://drplausivel.blogspot.com/2004/02/alis.html Aliás, http://drplausivel.blogspot.com/2004/03/democrasso.html Democrasso.

PS.: Preciso dizer q estou honrado por vc aparecer por aqui. Sempre leio seus comentários alhures e gosto deles em especial, por fazer com o português o q advogo aqui no Dr Plausível: liberdade, cada um com seu estilo, chega de pasteurização.

BiaBerna disse...

I) Pontos nos is.
1. Há uma única elite/BRA, grau palusível em homogeneidade: curso superior, do-canudo, que chegou-lá. Hoje/2004 há quase 4 milhões de estudantes; um milhão ingressa na elite anualmente.
Há evidente "n" parcelas: sub-elite rural, sub-elite empresarial, sub-elite sindical, sub-elite política, sub-elite do crime, sub-elite eclesiática, sub-elite desportiva, sub-elite estatal. E o Brasil está com população em duas parcelas: na-elite e fora-da-elite, relação mais ou menos de 40/120 milhões.
2. Eu comecei a votar com FHC/1994, mas a história está aí para conjecturar e compor teses. Eis uma boazinhas:
- GV/1930 dispunha de paradigmas avançados
- GV/1950 assimilou os paradigmas da época
- JQ/1961 atravessou os paradigmas da época
- JG/1964 queimou os paradigmas que herdara
- CS/1968 pragmatizou os paradigmas da época
- JS/1985 saiu com lanterna à procura de paradigmas
- CM/1988 gtripudiou sobre paradigmas
- FC/1990 "mauriciou" paradigmas
- FHC/1995 engatou em paradigmas
- FHC/1999 engripou os paradigmas
- LILS/2003 falsificou paradigmas
3. Já dá para perceber que tudo gira em torno de situações paradigmáticas, a elite e suas sub-elites existem a partir de seus paradigmas, é só bancar situação paradigmática... está elite. A minoria dos gays, no que se assegurar de paradigmas de senso comum (reconhecidos), estará uma nova sub-elite.

BiaBerna disse...

II) Mais pontos nos is.
1. Caráter democrático sempre houve cá/BRA, mesmo quando os eleitores eram escancaradamente cabresteados, mesmo quando se dava "um voto, um prato de comida". Desde 1950 até hoje, tal caráter avançou deveras, em apuros e, tudo indica que haverá muito mais, seja no processo padrão, no espírito nacional, nas performances individuais. Considera-se que os trâmites por-debaixo-dos-panos, por-detrás-das-cortinas e, trampas&sacanagens, tudo isso tenderá a cair nos bloqueios de interditose , desaparecerá.

II) PZ: "todo Brasil já conhecia o Lula..."
1. Considera-se que a parcela 39% de eleitores/2002. sim conhecia o candidato que se propôs interditar! Porém a parcela 61% que delegou a autoridade maior federal, essa sim não o conhecia! Foi a típica situação paradigmática "Tocador de flauta", de cativar e manipular, a ratalhada (população de 'ratos')..
2. Ocorre que há "n" conhecimentos: em vale-tudo, em velório, em arquibancada/palanque, na equipe, com compromisso, pelo currículo, na consistência de propostas; há graus variados para os plausíveis, os verossímeis e, os sustentáveis.
3. No entanto, no evento pleito-eleitoral/BRA/2002, uma parcela considerável da população rasgou-a-fantasia, ou devido que deu bobeira, ou decorrente de frustrações insuportáveis. O fato é que simploriamente optou por esperançamentos, ter esperanças deu o tom e som do compromisso do cidadão para com a nação.
4. Arre! A "esperança" não banca situação paradigmática nem-nos-quintos, esperança é coisa do bom senso, egoístico, do individualíssimo! Com isso quer-se dizer que houve o disseminar pela nação inteira, o espírito mui-doidão de "55 milhões cada um por si". Uma loucura coletiva, sinaliza até para situação de peste!

BiaBerna disse...

IV) PZ: "... processo genuinamente democrático..."
1. Isso daí, PZ vai encontrar lá no lado escuro da Lua! (rarará...)
2. Êi PZ, a Democracia com "D", começou para nós do Ocidente, há mais ou menos 2400 anos atrás. E não está pronta-da-silva, não! Ao passar de mão-em-mão, pelas gerações e épocas, a democracia pode estar figurada como uma coisa-peça maleável, flexível, elástica, dúctil, forjável, laminável, lavável...

V) PZ: "... Lula... é o cidadão médio brasileiro. O Lula é a cara do Brasil..."
1. Não de nunca! PZ erra feio! Coisa de mente, mal dita!
2. O patamarizar "baixo, médio, cimo" envolve inúmeras abordagens: bairro que reside, padrão familiar, meios de locomoção, modo de entretenimento, saída-no-feriadão, modalidade de férias, condições de trabalho, dispor de planos futuros...
3. Êi PZ, está obsoleto distinguir faixas na população, pelo habitual viver&conviver! Na época atual, tudo propende para abordagens paradigmáticas: quais os paradigmas que vigem na mente, enquanto em tomadas de decisões.
4. Lula sem-estudo, não estudou propositadamente, de maneira a se facilitar o "cativar" do espírito de brasileiros - e o conseguiu! Mas Lula necessitou inventar os seus próprios paradigmas, via o bom senso (egoístico), exclusivos seus, irreconhecíveis para todos demais companheiros e "cativados".
5. Ocorre que neste final de 2004, Lula está à beira de um colapso absoluto, pois não dispõe dos paradigmas à sua volta, e ninguém acolhe os seus exclusivos paradigmas. Lula está com os dias contados, típica morte-anunciada!
6. Indivíduo des-paradigmatizado, BRA tem na história:
- D. Pedro I, indesejado no Brasil
- D. Pedro II, varrido do Brasil
- GV, agosto de 1954
- JQ, agosto de 1961
- JG, 31/03/1964, banido
- FC, 29/12/1992, condenado
- ? ? ?, ? ? ?, ? ? ?
7. Evidente que não está-se aqui para dar uma de "cassandra" a predizer, mas que há indícios fortes, há sim, por todos os cantos, caminhos e, sítios...

BiaBerna disse...

I) PZ: "... CF deve ter visto algo assim... não sei, eu vejo...".
1. PZ a jogar a toalha, ainda nos inicialmentes? Que feio! Plausível em quê?, quanto?, pra quem? (rarará...)
2. Êi PZ, o paradigma para CF está no seguinte mote: ""o diabo é sábio por ser diabo, mas é mais sábio por ser velho". CF esteve reconhecidamente um sábio! Pelo caminho trilhado, CF atingiu o cimo, da sabedoria plena. Como é que indivíduo sábio se permite "esperançar"? Passar por véio-gagá, isso CF não se prestava. Mas então por que CF foi apostar numa situação sem-paradigmas?
3. Acontece que CF foi tomado de um cansaço-de-viver, pois estava a sofrer atrozmente, devido doença incurável. Mas eis então onde CF falhou abusivamente: disponibilizou-se para o "cativar" da massa populacional, pelos marqueteiros do Lula.
4. CF um sábio, decidira-se largar de mão o senso crítico, que fôra seu principal instrumento de raciocinar. E sem o senso crítico, CF se tornava um elemento manipulável, útil pra encantamentos. Evidente que tão somente para falseamentos.
5. CF deveria ter-se interdito completamente seus manifestares, no pleito de 2002/BRA. Mas não, CF aceitou envolvimentos por encantos, cantos-de-cisne! Evidente que seus estados de ânimo, serviram para encantar massas... Na revista Carta Capital de Out/2004, aparece "... discípulos de Furtado à beira da frustração".
6. O quanto de dano do momento atual/2004 estaria de responsa do CF e discípulos, devido sua estupidificação pelo esperançar? Só-Deus-sabe, né JZ?

BiaBerna disse...

Ô PZ, tem uma tua que não dá para deixar passar.
I) PZ: "... quesitos postulados por Platão..."
1. Alerta-se PZ que o livro República de Platão, não tem quase nada de socrático, tem tudo a ver com os idealisticos de Platão, após suas andanças de vida. Daqui passa-se uma sugestão: não perca tempo a ler República, de proveito secundário!
2. De Platão, privilegiar textos que colocam Sócrates no centro dos debates: Górgias, Laques, Fédon, Banquete, Teeteto, Ménon, Apologia, Lísias...

II) PZ: "... resto da elite, detestá-lo tem mais a ver com a idéia..."
1. Tsc tsc tsc! Cáspites! Que viajada, PZ!
2. Reparar FSP, 23/11/04: "... cardeal dom Paulo Evaristo Arns... em entrevista: "O Lula continua a mesma pessoa bondosa de sempre. Mas não estava preparado para ser presidente da República, então entrega tudo para aqueles que parecem estar preparados..."
Reparar PZ, que o cardeal cai na mesma vala-comum de CF: sábios mas imprudentes, soberbos, bestializados.
3. Que PZ saia dessa saia-curta, manda ver, daí! (rarará...)

BiaBerna disse...

Como é que é, PZ? Tomou chá-de-sumiço?

PZumarán disse...

Sorry. Estou no meio de uma tradução. Qdo terminar, eu volto e te aviso por email.

PZumarán disse...

I)
1."há quase 4 milhões de estudantes; um milhão ingressa na elite anualmente"
mmmnnnnnnão
Formar-se na facu não é passaporte pra entrar na elite. É, antes, uma confirmação de já estar na elite. Isso qdo se fala de elite=dinheiro; porque elite=intelecto, a maior parte desse milhão ainda vai ter q fazer muita pós-graduação em Raciocínio Básico I e II.
2. Ok.
3. Nada a declarar

II)
1. Concordo, exceto a última palavra (desaparecerá).

III)
1. Usei "conhecia o Lula", mas logo qualifiquei com 'conhecido' ≈ 'identificável'. Dizer q os q não votaram no Lula eram os q realmente o conheciam é retórica. O medo duartino era o proverbial "medo do desconhecido".
2. Ok.
3. É verdade. E é uma ironia do português q 'esperança' venha de 'esperar' (hope) e esta tenha tbm o outro sentido (wait) e ainda o outro (expect).
4. Não foi "mui-doidão". O Lula não teria sido eleito se a parcela moderada não tivesse pesado as coisas e se decidido por ele, ao ver q ele coneguia alianças com dirigentes mais moderados. A vocação esquerdista do Brasil (da maior parte do mundo, na verdade) geralmente não se concretiza por falta de líderes q convençam os moderados. O Lula foi (e talvez continue sendo) isso.

IV)
1. Ok.
2. A concepção de democracia na Grécia antiga era muuuito diferente da de hoje. Dizer q a de hoje se afigura "maleável, flexível, elástica" &c pouco significa. Acho q o adjetivo certo prà democracia é 'expandível'. A democracia sempre foi (e infelizmente sempre será) expandível. Digo "infelizmente" porque se é possível expandi-la, é porque ainda não é completa.

V)
1. "Não de nunca! PZ erra feio!" Tsc tsc... ¡Sim de sempre! ¡PZ acerta em cheio! Vc prefere dizer q errei porque teria vergonha se acreditasse q acertei.
2. Tergiversando. Vc sabe muito bem o q eu quis dizer c/ "a cara do Brasil".
3. Eu não estou distiguindo "faixas da população"; vc é q está. Qdo digo q o Lula é a cara do Brasil, quero dizer q ele representa um amálgama, um apanhado-geral do q é o brasileiro. ¿Não gostas de generalizações? Q pena. Bem-vinda ao mundo.
4. Sorry, não houve nenhum "propositadamente" na incultura do rapaz. Isso é o tipo de coisa q se diz a posteriori, after the fact. Sim, vejo o q vc diz sobre Lula inventar seus próprios paradigmas. Mas isso não é necessariamente ruim: ¿será ele um visionário incompreendido? ¿De q serve um vis. inc. para seus contemporâneos? Mas eu não quero um tempo bom pra mim só, quero também um futuro bom pros netos, se os tiver.
5. Vide V.4
6. Bem-vinda ao terceiro mundo.
7. Q pena.
------
Aceito o q vc diz sobre o Celso Furtado.

PZumarán disse...

Devo dizer q acho o seu estilo divertidíssimo: fala de fatos apenas, mas vê neles interligações às vezes insólitas q saltam aos olhos (como fazia o João Cabral de Mello Neto), tal como qdo diz "está elite" em lugar do mais comum porém menos preciso "é elite". É evidência do q eu sempre digo: tudo é uma questão de vocabulário.

¿Já leu Contingency, Irony and Solidarity de Richard Rorty? Leia.

BiaBerna disse...

1. Evidente que além da graduação, há outras entradas na elite. Foi dito que há elite-do-jaleco, elite-rural, elite-militar, elite-da-contravenção, elite-industrial, elite-burocrática, elite-política, elite-de-toga...
2. Há comprovantes de estar-elite: patrimônio, influencias, volume de atividades, repercussões institucionais, presença midiática, saber reconhecido, interesses vitais. Um dos comprovantes de estar-elite, não é dado pelo ingressar no ensino superior, mas sim pelo canudo-de-saída. Está errado adotar leitura de elite-dinheiro, elite-intelecto, elite-influências... Interdita exercícios de raciocínio.
3. Evidente que "desaparecerá" está um absoluto errado! Mas todos percebem que é só assegurar o processo votar-votar-votar... que a democracia aprimora.
4. Os que rejeitaram Lula/2002 -39%-, também formavam massa populacional com "n" justificativas. Reparar porém que já houvera interditos de 1989/94/98. Em 2002 uma parcela considerável do 39% conhecia sim de sim, Lula&Turma. Pois Lula&Seus não mudara nada de nadinha, no transcurso de mais de década!
5. Houve doideira coletiva, sim! Foi escancarado que LulaGrrr/2001 se transformou em LulaMééé/2002, para "cativar", "cooptar". E na Carta aos Brasileiros/Jun/2002, foi escancarado que o LulaVerso se transformara em LulaReverso.
Mas a parcela anti-Lula não deu bola: sem-estudo é sem-estudo, independente da feição do momento.
6. A parcela pró-Lula se consolidou, pois ignorou o transformismo de Lula! Daí que surgiu a esperança de que LulaLá iria rasgar Carta, retornaria ao Verso, tiraria pele Mééé, e reassumiria seu estilo Grrrrr. Doideira pura, sô!
7. Está muiloco "democracia expandível", pois ainda ocorrerão muitos equívocos, exageros, excessos, faltas, mal feitos. A Carta/1988 deverá futuramente ser mutilada de fio a pavio. Pois não sugere estilo à nação. Sem estilo, nem vassoura varre!
8. "Infelizmente democracia..." está babaquice!
9. "Lula cara da nação". A cearense-prefeita/2004 falou que nos palanques que ela participaria, nada de dupla-sertaneja. Em 2002, o palco da dupla era muito mais pomposo que o de Lula&Turba, e o pleito era para autoridade-mor federal!
10. Reparar que 39% -de brasileiros-, já interditara Lula em anos anteriores. Não é pouca coisa 39% da população eleitoral!
11. Entre 1989 e 2002 Lula deveria ter tirado um supletivo, e ingressado numa faculdade de fim-de-semana, um diploma de graduação era coisa obrigatória para a ambição em jogo. No seu círculo de convívio houve sim pressão para que Lula se aplicasse algumas horas, em atividades pró intelectivos. Foi decisão pessoal, exclusivamente de Lula o não estudar! Foi jogada calculada de Lula se manter sem-estudo.

Postar um comentário

consulte o doutor