24 novembro 2015

Retardos inglobos


Um dos sintoma da hipoplausibilose é qdo a ignorância se junta ä burrice e ä preguiça, e *mesmo assim* o infectado protubera seus miolo pela boca.

Isso não acontece com vacinados. Qdo, por exemplo, um tradutor vacinado ignora a existência duma palavra ou expressão, sua inteligência o avisa q, pelo q vem sendo dito, aquilo q ele entendeu não faz sentido semântico ou gramático, ou é incaracterístico, e portanto provàvelmente tem algo ali q ele ignora. Ele então se empenha até descobrir o q é.

Mas aí um dos maior diretor cinematográfico do mundo é entrevistado no noticiário mais respeitado da maior rede televisiva do Brasil, q supostamente detém um diploma de vacinada, e tem os melhor repórter e os melhor tradutor e intérprete à seu dispor.

Aí o diretor diz:
«My opinion hasn’t changed one iota.»

E aí o tradutor interpreta:
“Minha opinião não mudou qdo eu fiquei velho.”

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

¿Qtas outra sandice deve ter interpretado esse tradutor provàvelmente bem pago da maior rede televisiva do Brasil? ¿À qtas outra sandice vc deve ser exposto diàriamente por não conhecer os original?

Aliás, nem precisa ter havido um original, né?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

http://globoplay.globo.com/v/4629427/

21 novembro 2015

As lição da apologética cristã

Interpretação bíblica dos relato de hoje:

Daqui à 2 mil anos, após a 3ª guerra mundial, a destruição de quase toda a cultura da humanidade, a lenta reconstrução da civilização &c, alguém vai descobrir nalguma ruína algum livro ou jornal de 2015 afirmando q “a vaca leiteira foi pro brejo depois q um eminente pau-mandado virou leão-de-chácara em Brasília.”

Vão interpretar q os antigo (ou seja, nós) tinham o costume de erguer um enorme tronco numa chácara da mais importante metrópole da antigüidade, e à ele pediam favores. Tanto pediram q o tronco irritou-se e transformou-se num leão, e este levou a vaca produtora de todo alimento da humanidade ä lama da ignomínia. E é por isso q, no ano 4.000, ainda há tanta desgraça e tanta injustiça e tanta indecência e tanta maldade.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

22 outubro 2015

O figo e a figa

Breve história de todo benefício ou privilégio:

A primeira geração conquista um figo.
A segunda ganha uma figueira.
A terceira exige o figueiral.

31 julho 2015

O bordão da Valdirene

Não sei si vcs sabem, mas nosso epistrófico doutor acha a maior graça de bate-boca político. Pq, pô, né? Si um cacho de jacas cair num fosso de víboras, elas terão uma discussão mais inteligente sobre as causa e conseqüência da jacagate do q ouve-se em qqer foro político de humanos.

Olha esta aqui, dum tal de Arnaldo Jabordão da Valdirene:

«O Brasil pode tar ä beira dum colapso econômico, talvez irreversível.»

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

É verdade. O cara disse isso mesmo. Tem até um vídeo com ele mesmo dizendo isso, aparentemente na maior sinça.

Q um cara seja pago pra dizer isso, até vai, né, pois emprego tem uma variedade q não acaba mais neste planeta. Vejam só, tem até um cara q desentope privada enfiando a mão. Mas uma coisa é vc ver uma comédia e dar risada; outra, é sair ACREDITANDO naquilo tudo. Pq, pô, né? Hipoplausivirol é tarja preta, mas não é tão caro.

Interpretar frase não é difícil. Basta vc prestar atenção no q as palavra significam. Vejam:

«O Brasil pode…» Pode q sim, mas tbm pode q não. Quem diz ‘pode’ ao falar do futuro, é pq não sabe bulhufas de quê tá falando. Dizer ‘pode’ é dizer ‘quase talvez’: “Meu nariz pode ter sido implantado por uma raça microscópica de alienígenas numa operação intra-uterina.” Pode, ué. ¿Quem sabe?

«…pode tar ä beira…» O mundo todo tá o tempo todo ä beira de algo. Então ¿qual é a novidade qdo um país PODE tar ä beira de algo? ¿Quem é q se expõe ao ridículo dizendo “meu nariz pode tar ä beira dum espirro”?

«…ä beira dum colapso …» Aí a coisa ficou séria, hem? Tá quase prendendo a atenção do doutor.

«…dum colapso econômico…» HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Jabordão, meu filho, tu tá lendo muito livro de buraco negro. Si te pedir pra definir ‘colapso econômico’, tu começa à gaguejar. Si te pedir pra descrever o processo todo de como é q botar uns corrupto da Petrobrás na cadeia colapsaria uma economia com 200 milhões de integrantes, tu pedia permissão pra ir ao banheiro secar o suor na nuca.

«…talvez…» ¡uuUÔpa! …pode … ä beira … talvez … aiaiaiaiai ¿Cadê q onde é q isso é um coisa, Jabordão? A probabilidade dum evento futuro expressada por certas palavra é um dado subjetivo bastante preciso. Segundo exaustivas pesquisa do Instituto de Plausibilática de Talynn:
• ‘pode’ é uns 10%
• ‘ä beira’ é uns 20%
• ‘talvez’ é uns 5%
Isso dá uns 0,1%. Ou seja, o Jabordão tá dando o alarme prum perigo de 0,1%. Hmm. Vejamos então sobre quê ele quer nos alertar com tanta… com tanto… ãã… com tanto anti-clímax.

«…talvez irreversível.»

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

¿É isso mesmo, Jabordão? Tipo assim, ¿uma entidade q se define essencialmente tbm por sua economia (Brasil) tem 10% de chance (pode) de tar 20% encaminhada (ä beira) pruma paralisia total (colapso) de sua própria definição entitária (econômica), e o paralítico resultante tem 5% de chance (talvez) de jamais voltar à mexer um único músculo novamente (irreversível) em todo o resto da eternidade?

¿Tu não PENSA no q fala, Jabordão? ¿Alguém com o nariz no lugar diria “Meu nariz pode tar ä beira de espirrar meu pulmão, talvez eternamente.”?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

16 março 2015

Todos querem ser milionários

Os entusiasta q perdoem este blogue, mas… ¿1 milhão de pessoas na manifestação de ontem na Av Paulista?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ô gente, pensa um pouco. Si pensar fica difícil com tanta emoção xispando no cerebelo, consulta nosso ebuliométrico Dr Plausível pra não falar asneira.

A Grande São Paulo –uma região metropolitana de 39 municípios– tem uma população TOTAL de 20 milhões. É a população total q ocupa a área cinza na foto abaixo. O risco vermelho é a região da Av Paulista, um polígono q vai da Consolação ä estação Paraíso, e da Al Santos ä primeira paralela no outro lado (q tem vários nome), incluido a área TODA, com prédios e ruas.


Agora responda o titio doutor:

¿Vc acha mesmo q 5% da população de TODA essa mancha cinza se concentrou naquele risco vermelho?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

¿De onde vc tirou esse 1 milhão? Ora, da imprensa, claro, q reportou como verdade a “estimativa” da PM. Sobre um grupo de 100 pessoas em q 75 esperam obter um bife, 18 esperam macarrão, 4 esperam feijão e 3 esperam lasanha, a imprensa –q só quer macarrão– relata: “Mais de MIL pessoas se concentraram exigindo macarronada, churrasco, feijoada, lasanha e outras comida,” e passa à “analisar” o “fenômeno” de vários ângulo, mostrando como o macarrão será importante &c. Ficam todos ali cozinhando e ao final chegam à uma mudança política em q 14 pessoas conseguem uns biscoito.

E isso tudo acontece ao mesmíssimo tempo em q tão todos, na verdade, com sede, não com fome.

E no Brasil, chamam esse processo de “maturidade democrática”.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

E aí, partidários da passeata acham o máximo q o número tenha essa aura de milionário. No caso em questão, é o mesmo pessoal q acha São Paulo um símbolo do progresso brazuca. Mas uma coisa q brasileiro tem muita dificuldade pra entender é q apinhamento –urbano e manifestacional– é indício claro de subdesenvolvimento. O crescimento brusco e desproporcional de São Paulo e de outras capital, e a freqüência histérica de suas manifestação pró e contra qqer coisa, são símbolos do ATRASO brasileiro –não de seu progresso, não de sua “maturidade democrática”.

E olha, QUALQUER pessoa q vier regurgitar um disparate sobre qqer manifestação de qqer ideologia ouvirá a sonora gargalhada do doutor. Todo exagero é uma mentira gargalhável. Toda pessoa q repete o meme do «1 milhão de manifestantes na Av Paulista», em qqer evento, tá mentindo. Toda pessoa q repete o meme «o PT tirou milhões da miséria absoluta» tá mentindo. A PM mentiu; o PT mentiu; a TV mentiu. O Dr Plausível gargalhará de qqer disparate, não importa de onde venha.

O número correto provàvelmente não passou muito de 200 mil. Alguns acham q multiplicar esse número por 5 é um exagero admissível, dadas as emoção em jogo. Isso é como achar admissível afirmar q um time de futebol tem 55 jogadores ou q a estimativa de vida do brasileiro é de 375 anos. O disparate é o mesmo. Crer q 5% da população da Grande SP se locomoveu em bloco até aquela área numa tarde de domingo, e lotou as rua em duas horas, é simplesmente não enxergar a ESCALA do q tá sendo DITO, do q os NÚMERO dizem, do q as PALAVRA dizem. Zoar com essa crença é mostrar q o povaréu histérico e hipoplausibilético pode basear suas ideologia em fatos em vez de em mentiras. Qto mais pessoas tomarem Plausivirol ® e basearem suas ideologia em fatos, tanto mais consenso haverá, pois a realidade é só uma.

¿A esperança do doutor? Zero. Ora ¿por quê, tadinho? É q a mentira é, em si, um fato; e repercute. Com a gargalhável mentira de 1 milhão no Fora-Collor, conseguiram depor um calhorda legìtimamente eleito, acusado de cagar na escolha de ministra da economia. Resta saber si, com esta estimativa agora, tbm gargalhável de tbm 1 milhão, conseguirão zerar a corrupção em todos setor da política brasileira, aniquilar o PT, botar todo corrupto na cadeia pelo resto da vida, reinstaurar o regime militar, e alavancar o “crescimento econômico” brasileiro acima da China, do Zeuá e da Alemanha

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
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11 janeiro 2015

Je suis Amoniô

À julgar pelas imagem nas tevê, nem siquer um único entre os milhar de manifestante reunido nas rua de Paris &c ergueu um único cartaz com um único cartum tirando sarro duma única religião. Só fizeram erguer canetas e lápis, chamando à si mesmos de ‘Charlie’. É o mesmo q a torcida braseira inteira berrando “je suis Neymar” qdo ele, e só ele, leva uma cacetada aleijante por trás depois q ele, e só ele, marca um gol genial. Descer ao campo pra levar patada e fazer gol é exatamente aquilo q a platéia não tá disposta à fazer nem tem o talento pra fazer.

(Mas ¿qdo foi q começou à pipocar essa pataquada de juntar gentes à dizer “Eu sou [nome de algum injustiçado]”, como si grupos inteiro de iletrados de repente encarnassem Walt Whitman? Virou histeria hipócrita fazer gesto simbólico. Então, aqui vai um gesto simbólico não-hipócrita:



Isso taí pra demonstrar q, si gesto simbólico fizesse diferença, não haveria terroristas. A lei do menor esforço garantiria q bastaria os desafeto erguerem canetas em frente ä redação do notório hebdomadário.)

Mesmo considerando todas faceta (geo)política determinante da matança no hebdô, q muita gente procura desvincular da faceta religiosa –ou seja, mesmo q se veja a religião como pretexto em vez de motivação–, a religião tá ali como um porco no meio da sala. A questão q mussas têm q entender e engolir (e q jubas e cricas já entenderam, ainda q mal e porcamente) é q, na arena pública, NENHUMA crença tem o privilégio de não ser avacalhada. Aliás, si tivesse, seria um despautério, pois ter uma crença JÁ É, em si mesmo, uma avacalhação de todas outra, e da ausência de crença. Ser mussa, juba ou crica JÁ É arrogar-se o privilégio duplo de avacalhar e não ser avacalhado –e, como si não bastasse, de protestar a insolência de impor costumes e cismas ä sociedade toda. Si o humor e a sátira servem pra baixar o topete de gente insolente, então q os limite do humor sejam os mesmo q os da insolência religiosa –e o Charlie Hebdo não chegou nem perto.

Et je suis Amoniô.