27 outubro 2014

Horror de política

É bem possível q todos oito leitor deste blogue saibam q nosso erásmico doutor nunca votou em ninguém em toda sua vida. Não só isso, mas desembesta à gargalhar toda vez q conversa com alguém q demonstre ideais político, gente q carrega bandeira de candidato pra cima e pra baixo, entusiastas q pavoneiam adesivos pra lá e pra cá, cidadãos q perdem toda noção de lógica e sentido ao discutir pêlos em ovo.

A perspectiva do doutor é genialmente simples: si vivêssemos todos numa selva (ou savana ou mar ou o q o valha), taríamos sujeito à ataques de víboras, onças, mosquitos, tubarões, leões, sangue-sugas, moréias, jacarés, piranhas &c. Não é? Ora, ¿já viu tribo de silvícolas fazendo passeata contra as onça? debatendo interminàvelmente as qualidade e os defeito das víbora? berrando eslôgãs e djingols sobre uma selva melhor? quebrando o pau em nome das piranha contra os mosquito? odiando histèricamente as moréia ou as onça?

Não, né? Claro q não. As praga e os predador fazem parte do ambiente. Äs vez, um leão captura e engole vossa filha. Äs vez, vc captura um leão e faz um churrasco. Em suma, qqer merda q te aconteça faz parte do ambiente, já tá previsto, tá num esquema ecológico. Não há por quê perder a calma e entrar numa histeria. Não há jeito de conseguir –através de sufrágio, aclamação popular ou revolução armada– q haja justiça na selva, q a selva deixe de ser selva.

Então é assim q o Dr Plausível vê o mundo da política e da sociedade em geral. A beleza inefável do racionalismo e do sentimentalismo dá ao tronho a impressão de q tudo deveria ser ideal. Mas não há jeito de abolir o sofrimento, as cagada, os prejuízo material, moral e emocional, a curva de Gauss. Tudo tá em constante flutuação, e o placar final é SEMPRE zero à zero. Então não há por quê se alterar, se amofinar, se melindrar, se apoquentar, se exasperar, entrar em pânico; não há por quê ter emoções em relação ä política. É até possível, sim, votar com total despaixão e frieza, sem campanha e sem gritaria, no candidato de vossa preferência.

A selva é um palco de horrores; mas todo horror tbm é uma comédia. Vc pode ficar com os nervo em frangalho ao ver um filme de terror, mas tbm pode gargalhar –tanto de vossos próprio susto qto do filme em si. E, si vc assistir de fora à esse filme de horror/comédia q é a política, verá q desempenham um grande papel aqueles q são ingênuo o bastante pra se tornar personagens , aqueles q são singelo o bastante pra, à sério, se sensibilizar, sofrer, vibrar, lutar por ideais, &c. Além da selva, essa é outra metáfora plausível pra política: é um filme de terror, desses bem barato em q todos personagem tomam sempre as decisão mais burra –pois, si não tomassem, não haveria filme. No caso, a decisão mais burra é entrar na histeria das eleição.

E agora, com o único intuito de ofender todo e qqer eleitor de todo e qqer partido brasileiro, e ajudá-lo na árdua tarefa de rir de si mesmo, aqui vai a listagem dos maior partido registrado no TSE (Tribunal da Serra Elétrica):

PT: Partido das Tumbas
PP: Partido da Possessão
PV: Partido dos Vampiros
PPL: Partido da Psicose Letal
PR: Partido dos Reencarnados
PDT: Partido dos Defuntos Tétricos
PMN: Partido Maldito de Nosferatu
PPS: Partido dos Pesadelos Suicidas
PSC: Partido Satânico da Carnificina
PTB: Partido das Trevas da Bruxaria
PCB: Partido dos Cadáveres Bizarros
PTN: Partido dos Terrores Necrófilos
PCdoB: Partido do Cemitério do Bode
PSB: Partido das Sepulturas Berrantes
PSD: Partido dos Súcubos Demoníacos
DEM: Dráculas do Extermínio Macabro
PRTB: Partido dos Rituais no Túmulo da Besta
PSOL: Partido da Sombria Obsessão de Lúcifer
PSTU: Partido Sinistro das Tarântulas Uivantes
PMDB: Partido do Massacre Diabólico de Bebês
PSDB: Partido do Sangue Derramado de Belzebu
PRONA: Partido do Retorno dos Ogros do Nefasto Abismo

7 comentários:

AgBivar disse...

Faltaram o PTC, o PHS, o PEN e outros.

¿Oncotô? disse...

¿Comofas pra voltar a fita até 1889 (ano da inauguração da Torre Eiffel, da pintura dA Noite Estrelada do van Gogh e do nascimento de Hitler) e impedir o Deodoro da Fonseca de ter dado o golpe militar, transformando o Império das Bananas em República das Bananas?

Permafrost disse...

AgBivar,
Então. Faz parte da ofensa aos partido, e da intimação à rir de si mesmos. Pois si um partido nanico não tem senso de humor, ¿como é q vai ser feliz?

Oncotô,
Boa pergunta, prä qual, no momento, não tenho resposta. Os pobrema em 1889 foram muito parecido aos dos dia de hoje: imediatismo e idolatria. Deodoro e sua patota inauguraram o presidencialismo, q é uma monarquia absolutista disfarçada. Si tivessem sido inteligentes, teriam inaugurado o parlamentarismo no Brasil, e aí a história teria sido muito diferente.

Rafs disse...

Doutor, Olha isso:

http://oglobo.globo.com/brasil/manifestacao-pedindo-impeachment-de-dilma-reune-30-pessoas-na-zona-oeste-de-sp-14378735

http://www.diariodopoder.com.br/noticias/peticao-pelo-impeachment-de-dilma-acumula-mais-de-1-milhao-de-assinaturas/

Manifestação pró impeachment da Dilma com 30 (pois é, trinta, 10+10+10, menos que três dúzias) participantes.

E abaixo assinado tb pró impeachment.

Isso dois dias após a eleição.

hahahhahahahaha

Pracimademoá disse...

Hahaha. Só mesmo o Doutor para me fazer querer me filiar ao PSOL.

Mudando (pouco) de assunto, não lhe parece que esse post ficou muito "em clima de" Halloween? Sabe que muita gente se incomoda com isso, né, porque o certo é comemorar o Saci Pererê, que é coisa da nossa terra, da nossa gente, da nossa legítima e riquíssima herança cultural, que comemorar Halloween é pagar pau pra gringo, complexo de vira-lata, coisa de quem gosta de guitarra elétrica e vê "Dallas" e "As Panteras" em vez de ver "Plantão de Polícia" e "Carga Pesada", sasporratodaí.

Rafs disse...

@Demoá,

Acho que faz parte da cultura brasileira to pay homage and praise culturas gringas. Essa É uma característica cultural nossa. Não precisava ser, mas, bem...

Permafrost disse...

Demoá,
Puts, nem tinha percebido. Deve ter sido influência subliminar. De repente comecei à fazer as sigla e deu nisso.

Rafs,
«faz parte da cultura brasileira to pay homage and praise culturas gringas» Pior q é mesmo. Si eu fosse um sujeito mal-humorado, chamaria de ‘babaquice’; mas como sou super jòinha, chamo apenas de ‘deslumbre pusilânime’. No fim das contas, o pobrema é sempre o mesmo: si a língua dum povo é refratária à criações e derivações, e ainda por cima tem uma estrutura q desacelera o raciocínio, então sua cultura, pra manter o nariz acima da inundação, vai precisar imitar produções de línguas mais criativa e fácil.

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