29 outubro 2013

Rape rage rap rag

País “em desenvolvimento” é aquele q já *viu* o q é possível com tecnologia, conhecimento, dedicação e organização, mas ainda não se tecnologizou, conhecimentou, dedicou e organizou. Assim, a medida do desenvolvimento é sua *visibilidade* e, portanto, a roupa em q o deslumbrado se mostra é sua primeira preocupação.

Não admira, então, q uma das indústria q mais florescem em país “em desenvolvimento” seja a de malharia: é fácil fazer camisetas e é fácil individualizá-las, agregar-lhes opção e “diferenciais”. Pq ¿não é isso, o pogréssio: imagem e opção? Então. E ¿qual é a língua do pogréssio? Inglês. Nada mais fácil, portanto, do q pagar um dizáiner pra criar múltiplas opção de imagem identificável com algo “de lá”.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

O resultado é amiúde coisas deste tipo:



HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Em vez de ‘rapeiros’ (rappers), o deslumbrado escreveu ‘estupradores’ (rapers), outro deslumbrado produziu, outro deslumbrado pôs ä venda.

O fenômeno –é preciso enfatizar– não é só brasileiro. Todo país “em desenvolvimento” tem esse problema das malha. Mas aqui, e a este caso específico de rapper > raper, juntou-se um outro: a imitação dos discurso radical feminista zeuaense. Já tem feminazi brazuca dizendo q essa camiseta foi propositalmente plantada pela “cultura do estupro”.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ou seja, algumas feminazibrás –tão deslumbrada com (e ignorante de) o q vem “de lá” qto o dizáiner da camiseta– não fazem a MENOR idéia de q existe o fenômeno “ingrêis de camiseta” e, portanto, atribuíram à essa aí uma intenção malévola –pois atribuir intenção malévola é, no sistema legal zeuaense q elas imitam, a forma mais fácil de descolar uns trocado e ao mesmo tempo aparecer como justiceiro e defensor dos direito inalienável na utopia esterilizada paradisíaca q só não se concretiza pq tem gente ruim por todo lado.

Voudzêprocêis o q tem por todo lado: hipoplausivírus. E aceitar isso como um dado inevitável e precípuo da humanidade é o primeiro HAHA de muitas gargalhada q vc dará no futuro.

Um comentário:

oncotô? disse...

Pessoalmente, s'eu como designer/diagramador/arte-finalista visse tal eslôgane, deixava passar de propósito. Só pra ver o hipoplausivírus pandêmico se manifestar em toda a sua plenitude.

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