09 agosto 2013

O cão e a bexiga

Feliz é aquele q, depois de velho, ri das mesma coisa de q riu qdo jovem. Sesdia, nosso exordial doutor reviu no YouTube o infraclássico “Devil Dog: The Hound of Hell” (no Brasil, “Cão do Diabo”) –q, em sua juventude, foi prova de fim-de-ano de Cálculo Incistitesinal no Instituto de Plausibilática de Tallinn: depois de beber dois litros d’água cada um, os doutorando foram em excursão à um pulgueiro assistir ao filme. “Ao gargalhar, há q se controlar a bexiga,” dizia Meister Pflug. Soa mais engraçado em bávaro.

O filme foi marcante pois o ainda jovem Amônio correu o risco de ser reprovado. Gargalhou tanto q mijou-se todo; porém, seu gargalho foi tão contagiante q até Meister Pflug mijou-se, apesar de ter bebido apenas uns gole de Glühwein, q ele contrabandeava. Mas Amônio foi salvo por ter rido mais do maior bessurdo do filme, e o professor reconheceu-lhe o talento.

Quem gosta de filmes de terror raramente fica de cabelo em pé; mas o potencial pra gargalhadas é as-sus-ta-dor. E agora, sesdia, o Dr Plausível reviu o filme e recordou a cena toda no pulgueiro, e ele tá na idade em q äs vez já não se sabe si suas lágrima são de gargalhar ou de lembrar. A história do filme é assim: no Zeuá, um grupo de satanistas pega uma cadela e faz um ritual no qual o diabo a engravida. A cadela tem uns filhotinho, e um deles é dado à uma família suburbana de branquelões loiro anglo-saxão protestante (BLASP): mãe, pai, filho, filha, todos loiro e lindo, charmoso, bondoso e feliz. O cãozinho destrói a vida desses coitado: vai aos pouco roubando suas alma &c &c &c.

Agora vejam só. A linda e saudável família não reconhece a malignidade do cãozinho.  Sòmente outros cachorro enxergam o maligno espreitando em seus olhinho. Grande ou pequeno, todo cachorro bate o olho no peludo e foge em disparada. Mas… Depois de demonstrar q os cachorro têm, digamos, um instinto ausente em humanos, uma única pessoa no seio familiar percebe q o cãozinho traz o mal em pessoa dentro de si. ¿Quem será?

¿Quem será, meudeosdocéu?

Ora, claro: Maria, a empregada católica hispânica.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

São tão institivos, os latino, não? Latino, quase latindo. E, claro, ela morre. Mas o BLASP-pai faz uma viagem ao Ecuador…

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

…pra descobrir como reaver as alma de sua família, e tudo termina feliz… exceto a coitada da empregada, q morreu enquanto rezava uma Ave-Maria.

Acho q não tem povo mais sem noção do q zeuaense, viu. E vcs precisavam ouvir como isso soa em bávaro. HAHAHAHAHA

Vejam aqui a cena em q Maria enxerga o maligno no doguezinho tão fofinho. Cinco minutos depois, ela morre. Dezenas de anos atrás, num longínquo pulgueiro em Tallinn, a cena da morte quase explodiu de mijo um jovial grupo de doutorandos.

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