23 junho 2013

Tarimba zero [2/2]

Que lindo, o espetáculo da democracia, não? Toda aquela plebe in situ fazendo plebiscito tão espontâneo, tão verdadeiro, tão… tão… ah, sei lá, tão 1% querendo decidir os destino da nação no grito, não? Dá muita esperança no futuro do Brasil, viu, q tantos jovem se posicionem com tanta paixão e violência contra a construção dum centro comercial naquela praça em Istanbul.

HAHAHAHAHA

Mas… Mas… Começou com uma garotada imitando turco, querendo reverter o aumento das tarifa, pensando q dinheiro é elástico. Mas, pô, brasileiro não se concentra. 1% da população se manifesta e não consegue se manter num assunto só. A coisa desandou e agora já tem até petizada falando em derrubar o “latifúndio urbano”… Imagina si 2% sair äs rua.

HAHAHAHAHAHA

Então voltemos nós ao assunto, esse da tarifa zero.

¿Tem idéia mais tapada? ¿Por quê não consultam nosso esfuziante doutor pra variar? Cacilda. Com passe livre, teria malandro em cata-jeca tirando soneca, moleque em busão pra andar quarteirão, mendigo em papa-fila ventilando axila, multidão em metrô tocando agogô.

HAHAHAHAHAHAHA

Mas suponhemos q não. Suponhemos q o transporte gratuito realize o esperançoso delírio daqueles q ousaram sonhar o impossível… Cujo delírio ignorou dois detalhe:

1. Quem não paga por transporte de casa ao trabalho é escravo. Quem grita por transporte gratuito tá passando atestado de escravo. Pagar ou não pagar por algo é um dos último livre-arbítrio q restaram ao indivíduo na sociedade vastodonticamente totalitária de hoje. Toda vez q o estado oferece algo opcional gratuitamente à nosso escolhente doutor, ele arreganha os dente e recusa: si é opcional e gratuito, então os objetivo só podem ser controlar algum aspecto da vida do indivíduo e perpetuar-se como opção única.

2. A tal da “luta” por transporte gratuito é *exatamente* o q as empresa de transporte querem. Pois ¿qual melhor maneira de garantir sua longevidade e lucratividade do q concentrar a negociação de tarifas no âmbito político e corruptível das câmara municipal, longe da economia centavinha e honesta do povaréu passageiro? O contrário é q é o desejável ao povaréu. As empresa de transporte têm q saber q podem ser abolida à qqer momento si o povo todo decidir trabalhar perto de casa e ir de bicicleta. A gratuidade pràticamente *garantiria* q essas empresa não seriam abolida nunca. Os manifestante tão declarando pùblicamente sua total e permanente subserviência ao transporte público.

Ou seja, brigar por transporte gratuito é declarar “sou vosso escravo e dependo de vc”.

E olha q a ascensão do carro individual durante o último século sempre foi um dos principal paciente das Clínica Dr Plausível. Nosso humanista só anda à pé, de bicicleta ou de transporte público. Não tem carro; nunca terá; execra a posse individual de 15m² de asfalto. Qdo inventarem o maior pesadelo das empresa de transporte –um transportador individual potente, rápido, barato, não-poluente, q ocupe não mais do q 1½m²–, talvez o doutor considere ultrapassado, o transporte público.

Notem tbm a diferença fundamental entre, num lado, saúde e educação gratuitas e, no outro, transporte gratuito. Saúde e educação públicas procuram resolver vicissitudes e contingências independente da vontade individual; o indivíduo usa desses serviço teja onde tiver e faça o q fizer. Já o transporte público é opcional; ninguém tá obrigado à morar aqui ou lá, ou à trabalhar aqui ou lá, ou à se divertir aqui ou lá. O uso de transporte até centros de educação já é contemplado com os passe escolar &c (pois o local específico da educação tbm é opcional); parte do problema do transporte até centros de saúde já é contemplado com o passe do idoso e passagem livre pra menores. Talvez se possa criar o Passaúde: toda vez q alguém fosse à um hospital da rede pública, solicitaria um vale-transporte pra voltar pra casa e outro pra retornar ao hospital.

Fora isso, transporte público tem q ser pago pelo passageiro. Não precisar pagar por X implica em q X não depende de escolha individual e, portanto, vira instrumento de manipulação e sujeição.

Mas ¿quê sabe essa garotada afoita q saiu äs rua exigindo mudança num mundo q acabaram de conhecer, esperando q a gratuidade das benesse do lar se estenda äs benesse do estado –aquele paizão do paisão? Tem muita mudança por fazer, claro; mas não é pra ser de graça, e o Dr Plausível espera q não seja gratuita.

17 junho 2013

Tarimba zero [1/2]

¿Já viram a última desses protesto pelo Brasil adentro? Os jovem vão se vestir de branco na segunda-feira e chamar a coisa de “White Monday”.

HAHAHAHAHAHAHAHA

White Monday. ¿Faz parte do São Paulo Protest Week? ¿Vai rolar bullying?

Alguém tem q chegar-lhes ao pé do ouvido e segredar em bom traduzês:

“Bem, isso é constrangedor... Vocês estão fazendo isso errado.”

HAHAHAHAHAHAHAHA

04 junho 2013

Um século de burrice

1900
Em synthese, a orthographia portugueza está patheticamente á mercê da incoherencia e inconsequencia de seus innumeros lexicographos officiaes, que, em differentes epochas, adoptam apparencias distinctas. Elles desapoiam hoje as idéas que hontem preconisavam e que amanhan cahirão. A’ guiza de effectuar bôas practicas nos diccionarios brazileiros, d’essa maneira pódem terminar por condemnal-os ás chammas.

1940
Em sinthese, a ortografia portugueza está pateticamente á mercê da incoherencia e inconseqüencia de seus inumeros lexicografos oficiais – que, em diferentes epocas, adoptam aparencias distinctas. Êles desapóiam hoje as idéias que ontem preconizavam e que amanhã cahirão. A’ guisa de efectuar bôas practicas nos dicionários brasileiros, dessa maneira podem terminar por condená-los ás chamas.

1970
Em síntese, a ortografia portugueza está patèticamente à mercê da incoerência e inconseqüência de seus inúmeros lexicógrafos oficiais – que, em diferentes épocas, adotam aparências distintas. Êles desapóiam hoje as idéias que ontem preconizavam e que amanhã cairão. À guisa de efetuar bôas práticas nos dicionários brasileiros, dessa maneira podem terminar por condená-los às chamas.

2010
Em síntese, a ortografia portuguesa está pateticamente à mercê da incoerência e inconsequência de seus inúmeros lexicógrafos oficiais – que, em diferentes épocas, adotam aparências distintas. Eles desapoiam hoje as ideias que ontem preconizavam e que amanhã cairão. À guisa de efetuar boas práticas nos dicionários brasileiros, dessa maneira podem terminar por condená-los às chamas.


O Brasil teria hoje muito menos irraciocinantes e analfabetos si a ortografia tivesse continuado como tava em 1900. Durante o século XX, analfabetizou sua população inteira à cada 30 anos.

Essa última reforma é a mais imbecil. Chega à impossibilitar a criação espontânea de palavras nova com certos som. É a coisa típica de gente babaca: no fundo de suas mente encharcada de hipoplausivírus, vegeta um pensamento: “O português já tem todas palavra de q precisa. ¿Quem é q precisa criar mais idéias? Qdo vier algum conceito novo do primeiro mundo, a gente traduz literalmente e dá tudo certo. Já tá bom. Vamos só simplicar a grafia, e bola pra frente.”

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Pra arrematar, a grafia plausível:

Em síntese, a ortografia portuguesa tá patèticamente ä mercê da incoerência e inconseqüência de seus inúmero lexicógrafo oficial –q, em diferentes época, adotam aparências distinta. Eles desapóiam hoje as idéia q ontem preconizavam e q amanhã cairão. Ä guisa de efetuar boas prática nos dicionário brasileiro, dessa maneira podem terminar por condená-los äs chama.

01 junho 2013

A vida como ela é

Vodzeumacoiprocêis, viu. O prosaico, banal, superficial, sentimenalóide, genérico, singelo, &c predomina SEMPRE.

É inescapável.

É um fato da vida.

Curva de Gauss e o escambaus, né, mas äs vez só gargalhando, viu.