06 fevereiro 2013

SM & GLS

Eieiei… ¿Sabe o q se poderia propor ao Silas Malafaia e ä crentalhada toda q reclama do projeto de lei q, segundo eles, concederia privilégios ä gueizada?

Alguém tem q chegar ao pé d’ouvido do SM (¿ãã?), e dizer:

“Ei, SM, ¿qto vc taria disposto à sacrificar por vossos ideal? Hm? Si a PL122 privilegiaria a gueizada, faz assim, ó: negocia com a bancada pró-guei e oferece, como compensação, a abolição de toda legislação q privilegia as instituição religiosa com isenção de impostos, facilitação de uso de meios de comunicação, &c &c tudo isso q ajuda vosso enriquecimento. ¿Não seria bacana, honrado e… e… honesto?”

HAHAHAHAHAHAHA

Claro, o SM diria: “mas ¿quiquitenhavê?”

Nosso estarrecente doutor diria: Ué, ¿não tá óbvio? Tem TUDO à ver. Si uma instituição tá desobrigada de competir de igual pra igual com outras instituição e, com a projeção exacerbada obtida com esse privilégio, consegue influenciar, seduzir, aliciar e manipular TANTA gente, então sim, tem à ver; pq é *exatamente ISSO* q SM e a crentalhada toda teme q resulte da lei proposta: ou seja, q a gueizada exacerbe sua capacidade de influenciar, seduzir, aliciar e manipular as pessoa.

HAHAHAHAHAHA

Então, pô, né?

8 comentários:

Pracimademoá disse...

Estou discordando demais do tom geral deste post, acho que tem alguma ironia ou sutileza que me escapou. Parece que o preponderante Doutor leva mesmo a sério os argumentos da ala evangélica da política brasileira. Será mesmo isso?

Eu entendo que os evangélicos não influenciam, seduzem, aliciam nem manipulam ninguém. Entendo que o público alvo deles já tem a titica na cabeça posta lá a priori, os pastores só têm o trabalho de dizer (com fervor!) o que os crentes já pensam e querem ouvir, principalmente ouvir de um porta-voz oficial de Jeová, e sentirem-se realmente ungidos com a glória de Deus-Pai, louvado seja, Êta Jesus Maravilhoso!

É como vocês, que dizem gostar de violência, mas ficam refestelados num sofá vendo filmes do Tarantino em vez de irem morar no Sudão, onde a violência é presente, intensa e verdadeira. O Tarantino não manipula ninguém. Vocês já têm as ideias bestas na cabeça, ele só explora essa predisposição do público e enche o cu de dinheiro.

Ora, pois, os crentes já sabem o que pensam, e querem ouvir o que pensam. Ai do pastor ou da igreja besta que ousar propor algum discurso diferente. Perde a freguesia! A crentaiada vai pagar dízimo em outro lugar.

O Malafaia sabe disso, e vai comprar brigas com os gays até o fim da vida, porque é isso que o seu público biruta e pagante quer. Ele é o operário e paladino da luta sagrada da histeria moralista e da crentinice. Sua tarefa é dar ao seu rebanho fiel e exigente o delírio embriagante do triunfo. O crente quer gozar exatamente o mesmo êxtase que goza um torcedor de futebol, que não lucra absolutamente gota de porra nenhuma com a vitória do time, mas viiiiiiiiiiiiiibra com a gaaaaarra do escrete em campo e a indescritível emoção de gritar na janela que o time do seu coração é campeãããão é campeãããão é campeãããão!!! O Malafaia é o Felipão da nação evangélica, é o Zinedine Zidani da glória divina implacável, é o Beckenbauer da intransigência orgulhosa e gratificante. Tudo que importa é o delírio de combater um adversário artificialmente proposto como desprezível e repugnante e sentir-se um vencedor quando for sentar-se à mesa para jantar com os filhos. Curtir o barato de acreditar que os deuses estão do seu lado.

Deste meu ponto de vista, toda a proposta de confrontamento deste artigo perde o sentido. Nem passa pela cabeça do Malafaia a ideia de ser honesto ou coerente. Muito pelo contrário: honestidade e coerência seriam um suicídio da sua carreira de pastor evangélico.

Rafs disse...

Demoá,

Hahahahahhaa

Sua analogia de religião com futebol foi ótima. Quanto à violência, nós gostamos é de ver. Assistir filmes, teatro, ouvir música, ler livros, etc são atividades passivas por natureza. É um prazer de mentalmente se transportar pra outro lugar, outra situação. Mas, claro, tudo isso que eu falei você já sabe. Acho que vc tá é revoltado por a gente também não detestar o Tarantino, mas, pelo contrário, gostar do sujeito. Bem, c'est la vie.

Perma,

Vi uns trechos da entrevista do Silas Malafaia pra Marilia Gabriela. Oh sujeito detestável.

Permafrost disse...

Demoá,
Sim, algo te escapou no texto, mas não foi a parte irônica e sutil. :•)

Basta dizer q, até uns dez ano atrás, eu considerava muitos membro de minha própria família relativamente imune äs tontice hilariante de crentes evangélico. Hoje, metade de meus irmão, irmã e sobrinho foram influenciado, seduzido, aliciado e manipulado por essa ideologia ridícula e burra –embora sejam duma vertente mais, digamos, discreta.

Na verdade, é difícil gente como eles resistirem. Si “de poeta e louco todos temos um pouco” –ou seja, si o humano socializado e industrializado normal precisa de catarses racional (ie, através da língua) e irracional (ie, através do mistério) pra fugir da máquina–, então o trabalhador de hoje é presa fácil de crendices evangélica.

A crendice católica, de onde vieram, é toda uniformizada, pomposa e setorizada em edifícios gótico ou palaciano. Era fácil identificar um cura ou um bispo, e repudiar sua intolerância e burrice assim q sumisse de vista: ou seja, contornar a igreja, literal e metafòricamente. Mas a crendice evangélica é subversiva. O sujeito tá o tempo todo rodeado de aspirantes à pastor, disfarçados de colegas e vizinhos, regurgitando as ladainha simplista, troncha e intolerante q ouvem no “culto” e reverberam mecanicamente. E a subversão vem travestida de todo um vocabulário e fraseado bíblico, q abre na ingênua vítima o canal da poesia. Só por usar fraseado bíblico, o sujeito comicamente começa à se sentir tocado pela poesia universal.

Agora imagina trabalhar 9 ou 10 horas por dia na indústria ou comércio, em processos cada vez mais mecânico, sem literatura ou informação humanista profunda ou abrangente, sem poder parar e refletir ä vontade. O coitado fica ä mercê da retórica: qqer raciocínio simplista ou preconceito burro é aceito apenas por seu valor bombástico. A exuberância da natureza e da sociedade é reduzida e encaixada num pequeno número de categorias –pois quem passa 9 ou 10 horas com afazeres impessoal acaba o dia sem cabeça pra equilibrar e estruturar muitas categoria contraditória.

E, puxando a corda de tudo isso, tem gente inescrupulosa, ambiciosa e potencialmente violenta: Silas Malafaia copia, adapta e regurgita Pat Robertson e Billy Graham. Todos eles, sim, influenciam, seduzem, aliciam e manipulam. Claro, como vc disse, usam o esporte q já existe: eles são os treinador q transformam o franzino varziano num craque goleador. Mas sem a influência, sedução, aliciamento e manipulação desses cretino, poucas intolerância achariam um campo pra treinar e torcer.

Mas a questão principal é, ironicamente, –como vc muito bem colocou– a hilariância da coisa toda.

Oncotô? disse...

Nada de novo no front. Mais do mesmo. Parafraseando (mais uma vez) o Eclesiastes: "nada há de novo debaixo do sol". O mentecapto regurgita, e os crente pira. Até quando? Às vezes tenho consonância com Schopenhauer: seria melhor que a vida não existisse. Mas aí seria o fim das gargalhice. Sem esses palhaços (os palhaços metidos a sério) o que seria de nossa curta e enfadonha existência?

arbo disse...

Não entendi a discórdia do demoá. ele só concordou, apenas perdeu o tom do post. na verdade, acho q só queria falar mal do tarantino de novo hauahuaha.

recortei aqui essa parte do comentário do perma, achei mto boa:
"Na verdade, é difícil gente como eles resistirem. Si “de poeta e louco todos temos um pouco” –ou seja, si o humano socializado e industrializado normal precisa de catarses racional (ie, através da língua) e irracional (ie, através do mistério) pra fugir da máquina–, então o trabalhador de hoje é presa fácil de crendices evangélica.

A crendice católica, de onde vieram, é toda uniformizada, pomposa e setorizada em edifícios gótico ou palaciano. Era fácil identificar um cura ou um bispo, e repudiar sua intolerância e burrice assim q sumisse de vista: ou seja, contornar a igreja, literal e metafòricamente. Mas a crendice evangélica é subversiva. O sujeito tá o tempo todo rodeado de aspirantes à pastor, disfarçados de colegas e vizinhos, regurgitando as ladainha simplista, troncha e intolerante q ouvem no “culto” e reverberam mecanicamente. E a subversão vem travestida de todo um vocabulário e fraseado bíblico, q abre na ingênua vítima o canal da poesia. Só por usar fraseado bíblico, o sujeito comicamente começa à se sentir tocado pela poesia universal.

Agora imagina trabalhar 9 ou 10 horas por dia na indústria ou comércio, em processos cada vez mais mecânico, sem literatura ou informação humanista profunda ou abrangente, sem poder parar e refletir ä vontade. O coitado fica ä mercê da retórica: qqer raciocínio simplista ou preconceito burro é aceito apenas por seu valor bombástico. A exuberância da natureza e da sociedade é reduzida e encaixada num pequeno número de categorias –pois quem passa 9 ou 10 horas com afazeres impessoal acaba o dia sem cabeça pra equilibrar e estruturar muitas categoria contraditória."

esse "fraseado bíblico" é responsável por mta merda. é o "poder das palavras" de q [eles, principalmente] tanto falam.

Oncotô? disse...

Também achei interessante esta parte:
"...imagina trabalhar 9 ou 10 horas por dia na indústria ou comércio, em processos cada vez mais mecânicos, sem literatura ou informação humanista profunda ou abrangente, sem poder parar e refletir à vontade. O coitado fica à mercê da retórica [...]. A exuberância da natureza e da sociedade é reduzida e encaixada num pequeno número de categorias – pois quem passa 9 ou 10 horas com afazeres impessoais acaba o dia sem cabeça pra equilibrar e estruturar muitas categorias contraditórias". [sem sic; intromissão alheia por mi'a conta :-) ]
Permafrost

É exatamente o que sinto com pessoas próximas a mim: trabalham em empregos onde a repetição sem reflexão é lei. Percebo isso até entre colegas de curso técnico e faculdade: aprender sem questionar, rechaçando os que ousam questionar. O importante é passarem nas provas. Daí chegam no final do dia e enchem a mente de tv massificada ou de Facebook (ou a próxima moda), respectivamente. Junto com junk food e junk music, Não há razão que sobreviva.

O pior, no meu entender, são os com algum grau um pouco maior de intelectualidade adotando uma postura anti-intelectual falando dos "pseudointelectuais", como se pensar e exprimir o pensamento com um mínimo de coesão (ou plausibilidade) fosse, ?hiperbolicamente, um criminoso.

D. & R.: PnC dos líderes das religiões organizadas, e PnC dos caçadores dos anti-intelectuais... pensando bem, PnC de todo mundo!

bel seslaf disse...

Só passei aqui de marota pra deixar um clipe que junta Jesus e Tarantino. Nem é essas coisas, mas eu tinha que, né? Do SNL. Toma procês:

http://www.youtube.com/watch?v=CknpHpmIJtI

Pracimademoá disse...

HAHAHAHAHAHAHA!!!! Boa, Bel!

Tá vendo como é fácil satirizar o cara! Mesmo que ele seja caricato de propósito como vocês dizem, a fórmula ficou óbvia demais, coisa de quem estagnou. Tá fazendo a mesma ideia desde o primeiro filme: alguém puto da vida com pose de fodão, vingança, e muito sangue. Blé blé blé. Piada repetida fica sem graça.

Voltando ao assunto, que era Almodóvar antes de eu avacalhar com o tópico, um dos primeiros fillmes dele é sobre vingança. Pepi, Luci, Bom é sobre uma moça estuprada que vai à forra. Mas ali, sim, a galhofa é evidente e indiscutível. Eu ainda acho que o Tarantino se leva a sério, mas é um cara tão infantil que vocês não creem que isso possa ser possível.

Oncotô, o Almodóvar já declarou que não gosta de intelectuais.

E Almodóvar era lá na outra página. Que bagunça eu faço, hem. Junta os dois, Perma! Foi maus, aí.

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