22 fevereiro 2013

O escritor brasileiro e a concorrência internacional

Tadinho do L.F.Veríssimo. Vários texto de outros autor são atribuído à ele… e quase ninguém jamais cita o q ele *realmente* escreveu.

HAHAHAHAHAHAHA

Ai dó, viu? Mas tbm… foi escolher escrever logo em português… Assim não há criatividade q agüente.

10 comentários:

Refrator de Curvelo (na foto do perfilado, restos da reunião dos Menos que Um) disse...

Sacanagem, Dr.

Permafrost disse...

Refrator,
Tbm achei. Mas vejo a pequena sacanagem aqui como apenas uma pedra de gelo dez metros abaixo da superfície num aicebergue de sacanagem, gelidez e indiferença q dezenas de milhares de brasileiros têm com a produção nativa, apenas um comentário jocoso sobre a mastodôndica ignorância e inconsciência sobre o modo de pensar, o estilo de escrever e as questão premente do brasileiro médio, apenas um grão de areia na imensa praia q não é a nossa.

Aparentemente, o escritor q fala mais fundo ä alma superficial do brasileiro brejeiro britado bronco e brusco é Dave Barry.

Pracimademoá disse...

Ué?? E o que tem de errado com o Dave Barry? Eu acho ele muito divertido, ao contrário do LFV.

Acho que a alma superficial do brasileiro brejeiro britado bronco e brusco gosta é de auto-ajuda, e tanto faz se é de brasileiro ou americano.

Permafrost disse...

Demoá,
Nada de errado com DB. É q várias coisa atribuída a LFV foram originalmente escrita por DB (e outros). ¿Não dá dó? Pode até aumentar as venda de LFV; mas pô, né?

E fico me perguntando por quê isso acontece. Como vc sabe, o doutor já falou disso:

http://drplausivel.blogspot.com.br/2005/09/o-bardo-e-berda.html

mas ainda não publicou suas descoberta.

Oncotô? disse...

AIAIAI... Pô, dr., antes só achava que português só prestava pra poeminhas, tipo haicai... Acho que nem isso...


Degeneração de um dito

fi-lo porque o quis
fi-lo porque qui-lo
filé por quilo

__

Camões é chato, Pessoa é irregular, Machado é um plagiador, Saramago é... sei lá... O resto... facepalm

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⸮Background music: http://www.youtube.com/watch?v=9ql4Ophbt7k

Antropofagizar o refugo alhures; Acho que preciso de ⸮psicanálise espírita.; Fazer uma carta suicida em linguagem matemática; Characteristica universalis; Leibniz, le meilleur des mondes possibles; Philosophes trompés qui criez «Tout est bien»; Voltaire; Deu a louca na chapeuzinho; "Degeneração do latim", Schopenhauer??? (...)el apasionado y lúcido Schopenhauer; No hay sustantivos en la conjetural Ursprache de Tlön(...); Los espejos y la paternidad son abominables (mirrors and fatherhood are abominable) porque lo multiplican y lo divulgan»; a mirror and a razor lay crossed(...) —Introibo ad altare Dei.; Gott ist tot...

... À la recherche du temps perdu:
http://www.youtube.com/watch?v=uwAOc4g3K-g

Permafrost disse...

Oncotô,
Então. Aí é tá o pobrema. Não tou dizendo q o português é uma língua inútil, q não sai nada de bom dela. Isso seria como dizer q, já q existe o piano e seus virtuose, então a flautista não tem nada à dizer. Ou q, já q voar como águia é tão emocionante e esclarecedor, então nadar como sapo é chato e não faz sentido.

O sarro aqui é apontar a hipoplausibilose em crer q a flauta pode tocar um concerto de piano e q o sapo consegue (ou até mesmo q deveria) sobrevoar um vale. Ou vice-versa. Tem uma região q ambos habitam, mas uma flauta nunca será polifônica e um sapo nunca saltará mais alto q um metro.

E o exposto acima é, claro, um reductio ad absurdum.

Mais sobre anfíbios, em breve.

MI disse...

O gordo gaúcho é um pentelhão, IMHO. Li um livro dele sobre comida, e o cara gastou 2 crônicas para falar mal de salsinha. Aliás ele não é escritor, é um mero cronista e colunista de jornal chato, então não vale compará-lo a ninguém que realmente escreva.
Eu gosto de português (não, não é o dono da padoca, e sim a língua que uso 99,99% do tempo para me expressar).
Estou ficando cego (sério agora), então em breve paparei de ler. Dá pra por um treco tipo TTS aqui, Perma?
Fui.

Oncotô? disse...

Permafrost,
sapos podem "voar" (http://en.wikipedia.org/wiki/Raining_animals), ficcionalmente, pelo menos, no filme "Magnolia".
Às vezes (eufemismo pra "quase sempre") me vejo morando num país distante, com outra língua, mais ⸮civilizado/a (note o point d’ironie). Ah, a grama do vizinho...! Mas, no fundo, sei lá — todos somos pobres-diabos querendo ter prazer e evitar a dor (ou vice-versa).
Até lá, por garantia, tenho vasectomia agendada, pois, como uma fala no filme (tema recorrente aqui) "Heat": "A guy told me one time, 'Don't let yourself get attached to anything you are not willing to walk out on in 30 seconds flat if you feel the heat around the corner.'(...)"

Neanderthal disse...

Acho que já disse isso uma vez nesse blog, então posso estar sendo repetitivo, mas IMHO, brasileiro não acredita no estudo. Sim, há uma proliferação de faculs pra todo lado e as pessoas acreditam no "diploma" para adentrar o mercado de trabalho, mas, se possível, sem ter que estudar, aprender alguma coisa, arghhhhh, coisa de nerd! Isso não funciona aqui. Aqui tem que ser safo, não CDF - e o sistema incentiva, certo? Herdamos isso de Portugal, que, ironicamente, hoje está mudando, um pouco.

Então concordo que dessa vez o doutor conseguiu acertar. É ridículo até.

Ontem mesmo, me falaram sobre uma escritora brasileira que teve que escrever em inglês pra vender. Seus livros não vendiam na versão original. Bom, ela ligou o foda-se e se deu bem.

Pracimademoá disse...

Brasileiro é, providencialmente, contra ordem e progresso. Ainda mais progresso dos outros.

Nos EUA, todo mundo é extremamente incentivado a vencer, progredir, superar, buscar vitória e sucesso sempre. Aqui, se você busca isso, logo um monte de criaturas nefastas começa a lhe perguntar "Quem você pensa que é." Dizem que você não tem humildade, acha que é melhor que os outros, está querendo aparecer. Puta mentalidade de penitenciária.

Num lugar assim, educação é até mal vista. Sofisticação de verdade, então, putz, é receita boa para quem não quer ter amigos.

Não sei como é em outros países. Li que na Escandinávia é parecido com o Brasil.

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