02 novembro 2013

Deu no SNL

 

HAHAHAHAHAHAHAHA

Não importa si a afobação tbm ocorre em outras cultura. O *Brasil* é uma cultura. Tudo q um brasileiro faz é parte dessa cultura. Podem até chamar de nome estrangeiro pra disfarçar (black blocs &c), mas é brasileiro. Aliás, ironicamente, o próprio imitar/disfarçar já é brasileiro – pois o imitar *já é* seletivo, ie, definido pela cultura, e o disfarçar é *exatamente* o q o brasileiro faz em suas imitação.

E, tbm ironicamente, tudo q o brasileiro não precisa imitar, tampouco precisa disfarçar. E, ainda mais ironicamente, tudo aquilo q ele não disfarça é exatamente o q vem deixando de lado.

Portanto, tá esporradamente perfeito q zeuaense escarneça da afobação brasileira. Nem precisava dum aeroporto; bastava um ponto de ônibus. ¿Não é hilário?

29 outubro 2013

Rape rage rap rag

País “em desenvolvimento” é aquele q já *viu* o q é possível com tecnologia, conhecimento, dedicação e organização, mas ainda não se tecnologizou, conhecimentou, dedicou e organizou. Assim, a medida do desenvolvimento é sua *visibilidade* e, portanto, a roupa em q o deslumbrado se mostra é sua primeira preocupação.

Não admira, então, q uma das indústria q mais florescem em país “em desenvolvimento” seja a de malharia: é fácil fazer camisetas e é fácil individualizá-las, agregar-lhes opção e “diferenciais”. Pq ¿não é isso, o pogréssio: imagem e opção? Então. E ¿qual é a língua do pogréssio? Inglês. Nada mais fácil, portanto, do q pagar um dizáiner pra criar múltiplas opção de imagem identificável com algo “de lá”.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

O resultado é amiúde coisas deste tipo:



HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Em vez de ‘rapeiros’ (rappers), o deslumbrado escreveu ‘estupradores’ (rapers), outro deslumbrado produziu, outro deslumbrado pôs ä venda.

O fenômeno –é preciso enfatizar– não é só brasileiro. Todo país “em desenvolvimento” tem esse problema das malha. Mas aqui, e a este caso específico de rapper > raper, juntou-se um outro: a imitação dos discurso radical feminista zeuaense. Já tem feminazi brazuca dizendo q essa camiseta foi propositalmente plantada pela “cultura do estupro”.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ou seja, algumas feminazibrás –tão deslumbrada com (e ignorante de) o q vem “de lá” qto o dizáiner da camiseta– não fazem a MENOR idéia de q existe o fenômeno “ingrêis de camiseta” e, portanto, atribuíram à essa aí uma intenção malévola –pois atribuir intenção malévola é, no sistema legal zeuaense q elas imitam, a forma mais fácil de descolar uns trocado e ao mesmo tempo aparecer como justiceiro e defensor dos direito inalienável na utopia esterilizada paradisíaca q só não se concretiza pq tem gente ruim por todo lado.

Voudzêprocêis o q tem por todo lado: hipoplausivírus. E aceitar isso como um dado inevitável e precípuo da humanidade é o primeiro HAHA de muitas gargalhada q vc dará no futuro.

27 outubro 2013

Em vão

«Most Judeo-Christian-Muslim believers are, in essence, name-droppers.» Anonymous

26 outubro 2013

Fuén

Uma das comédia mais fuén é qdo alguém chama nosso escomunal doutor de ‘ateu’. ¿Será tão difícer? Chamá-lo de ‘ateu’ é como chamar Martha Argerich de ‘tocadora de fá maior’ e Gordon Ramsay de ‘fritador de ovo’.


21 outubro 2013

copa e cozinha, parte 5

Nosso ebulinte doutor não costuma se misturar com literatos. Mas, pela quinta vez, foi impossível resistir ao cachê astronômico e ä possibilidade de exercer o direito ä crítica num país assolado pelo dever divulgatório. Então, novamente, ele é um dos jurado da Copa de Literatura Brasileira, o tipo de coisa prä qual a internet existe. Este ano, ele apita a semifinal.

Diário da queda vs Dentes negros

¡Não deixe de ignorar! 

01 setembro 2013

Os boi boiando

Três mês atrás, este blogue publicou o seguinte:
«Vodzeumacoiprocêis, viu. O prosaico, banal, superficial, sentimenalóide, genérico, singelo, &c predomina SEMPRE. É inescapável. É um fato da vida.»

Evidência disso, encontra-se todo dia: desde posicionamentos ideológico à crenças milagrosa, desde análises auto-elogiosa à conselhos regurgitado da tia Candoca, o estouro da boiada cor-de-rosa derruba todo prédio mal-estruturado q encontra pela frente, cai em todo buraco mal-tampado, carrega longe toda carroça desatada do chão firme do bom-senso.

Ou, em outras palavra, o hipoplausivírus ataca novamente.

Vejam como funciona a coisa. Põe-se na mesa um dado indestituído de realidade, tal como uma foto:


À seguir, abre-se a porteira da manada cor-de-rosa, q cria toda uma narrativa completamente baseada no suave embalo do colo materno amamentando sonhos com seu perfumado leite delicadamente sugado das volumosa úbere repleta de pastiche.

Sobre a foto acima, surgem mugidos como:
• no meio duma tourada, o toureiro, sentindo-se oprimido pela barbárie de seu ofício, repentinamente arrepende-se e é milagrosamente consolado pela nobreza trans-humana do próprio touro…
• o toureiro sùbitamente acometido de tonturas, tem q sentar-se pra recompor-se; o touro apieda-se do sujeito, e, apesar de ferido mortalmente, demonstra sua solidariedade; ¿qual dos dois é o verdadeiro animal?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Há outras variação da narrativa, mas a tônica é sempre contra a tourada, tentando mostrar q o touro tbm demonstra réstias de ãã… “humanidade”.

Nosso exclamatório doutor abomina touradas. Mas tbm boiadas: bois boiando nos próprio eflúvio vacum são um espetáculo constrangedor –embora, claro, hilário. O hipoplausivírus despreocupa seu portador de verificar a informação, de tentar substanciar sua percepção sobre uma base factual alicerçada pela plausibilhança da realidade crua –q, no mínimo, NÃO É um conto de fadas.

Longe de ser uma cena edificante de singelo boiadismo, a cena da foto chega à ser aviltante. A verdadeira história aí é q a pose do toureiro é um ato de desafio e sarcasmo perante o touro já atingido e enfraquecido. Ele senta-se pra demonstrar ao público sua bravura e técnica. Na verdade, é preciso pouca coragem: ao ver o toureiro curvado, com o pano entre eles formando uma elevação flácida q flutua entre ser chão e ser parede, o touro fica confuso e não ataca. É o acinte da trucagem contra a bruteza. É mais barbárie por ser humilhante do q por ser cruel.

O touro tá sendo vilmente humilhado pelas espada, pelo sujeito sentado, pelo público, pelo dinheiro q roda ali, antes de ser sacrificado por covardes e esquartejado por fracotes e… e… além dessa humilhação na arena, ¿tbm é insultado pela boiada cor-de-rosa q o declara digno de clemência pq, na foto, supostamente mostra sinais não de taurinidade mas de ¡¿HUMANIDADE?!? O touro nem sequer é reconhecido como touro. ¿Era pra ser elogio?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

O q acontece na arena só é espetáculo pq é simbólico do q acontece na cidade em volta. Mas a boiada não aprende. Continua seu estouro em busca do prosaico, do banal, do superficial, do sentimenalóide, do genérico, do singelo. Não entende a trucagem de q é vítima ao posicionar-se ideològicamente, ao crer em milagres, ao analisar-se elogiosamente, ao regurgitar os conselho da tia Candoca. Tem alguém ali diante da boiada, atrás do pano vermelho q não é chão nem parede, atrás da imagem q flutua entre realidade e narrativa, alguém q, por puro acinte, encena um pensamento profundo, antes de enfiar-lhe a espada até o coração pra depois usar todo mínimo naco do cadáver desabado na areia.

¿Não é engraçado?

26 agosto 2013

Doublespeak is on its way

¿Viram essa da moça q foi impedida de embarcar pq o pai fez uma piadinha usando a palavra ‘terrorista’?

Em Cumbica, a moça ia viajar e o pai acompanhou-a ao aeroporto. Durante um atendimento, o pai virou-se prä filha e brincou: “Que bom q não acharam q vc era terrorista.”

A moça foi impedida de viajar por atitude suspeita.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

http://tinyurl.com/mysfam6

Qto mais idiotas houver em posições de comando, tanto mais terroristas haverá, não?

Regra número 1 pra não se dar mal com gente tronha: faça tudo mecanicamente, nada espontâneo. Gente tronha perde o controle perante qqer desvio da rotina, e imediatamente apela prä truculência.

Obedeça o tronho automático. Ele é o futuro da humanidade.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

09 agosto 2013

O cão e a bexiga

Feliz é aquele q, depois de velho, ri das mesma coisa de q riu qdo jovem. Sesdia, nosso exordial doutor reviu no YouTube o infraclássico “Devil Dog: The Hound of Hell” (no Brasil, “Cão do Diabo”) –q, em sua juventude, foi prova de fim-de-ano de Cálculo Incistitesinal no Instituto de Plausibilática de Tallinn: depois de beber dois litros d’água cada um, os doutorando foram em excursão à um pulgueiro assistir ao filme. “Ao gargalhar, há q se controlar a bexiga,” dizia Meister Pflug. Soa mais engraçado em bávaro.

O filme foi marcante pois o ainda jovem Amônio correu o risco de ser reprovado. Gargalhou tanto q mijou-se todo; porém, seu gargalho foi tão contagiante q até Meister Pflug mijou-se, apesar de ter bebido apenas uns gole de Glühwein, q ele contrabandeava. Mas Amônio foi salvo por ter rido mais do maior bessurdo do filme, e o professor reconheceu-lhe o talento.

Quem gosta de filmes de terror raramente fica de cabelo em pé; mas o potencial pra gargalhadas é as-sus-ta-dor. E agora, sesdia, o Dr Plausível reviu o filme e recordou a cena toda no pulgueiro, e ele tá na idade em q äs vez já não se sabe si suas lágrima são de gargalhar ou de lembrar. A história do filme é assim: no Zeuá, um grupo de satanistas pega uma cadela e faz um ritual no qual o diabo a engravida. A cadela tem uns filhotinho, e um deles é dado à uma família suburbana de branquelões loiro anglo-saxão protestante (BLASP): mãe, pai, filho, filha, todos loiro e lindo, charmoso, bondoso e feliz. O cãozinho destrói a vida desses coitado: vai aos pouco roubando suas alma &c &c &c.

Agora vejam só. A linda e saudável família não reconhece a malignidade do cãozinho.  Sòmente outros cachorro enxergam o maligno espreitando em seus olhinho. Grande ou pequeno, todo cachorro bate o olho no peludo e foge em disparada. Mas… Depois de demonstrar q os cachorro têm, digamos, um instinto ausente em humanos, uma única pessoa no seio familiar percebe q o cãozinho traz o mal em pessoa dentro de si. ¿Quem será?

¿Quem será, meudeosdocéu?

Ora, claro: Maria, a empregada católica hispânica.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

São tão institivos, os latino, não? Latino, quase latindo. E, claro, ela morre. Mas o BLASP-pai faz uma viagem ao Ecuador…

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

…pra descobrir como reaver as alma de sua família, e tudo termina feliz… exceto a coitada da empregada, q morreu enquanto rezava uma Ave-Maria.

Acho q não tem povo mais sem noção do q zeuaense, viu. E vcs precisavam ouvir como isso soa em bávaro. HAHAHAHAHA

Vejam aqui a cena em q Maria enxerga o maligno no doguezinho tão fofinho. Cinco minutos depois, ela morre. Dezenas de anos atrás, num longínquo pulgueiro em Tallinn, a cena da morte quase explodiu de mijo um jovial grupo de doutorandos.

05 agosto 2013

NonLexFree

dura lex sed lex

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Como tem candidato à malandrinho, não?

Concordemos pelos menos na cretinice dos dirigente duma empresa q mobiliza seus… ãã… “divulgador” pra fazer carreata e buzinaço pelo direito ao estelionato. Si fosse só isso, dava pra contornar. Mas já faz anos q tem gente fazendo de tudo pra iniciar uma nova mutação no hipoplausivírus: o paciente hipoplausibilético será não só o mais tapado, mas tbm o mais barulhento do hospital –o cara q não só repete parvoíces mas berra pelos corredor em protesto por seu direito de BERRAR parvoíces.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

23 julho 2013

Respaldo e rescaldo

Em algumas aprazível manhã, pra não ficar jogado äs mosca no consultório, nosso exosmótico doutor volta pra casa, faz um iogurte batido, deita no sofá de cueca e fica zoando canais na tevê.

Sesdia, tropeçou num canal religioso e ficou ali desabilitando sinapses. O cérebro plausível tem um FRAS ( failsafe restore actuator system) q dispara qdo alguma sinapse rebenta à menos de quarenta bilhões de neurônios da hipófise. A sinapse é reconectada imediatamente e todas conexão são reabilitada, geralmente acionando uma gargalhada.

Então. Os crente no programa tavam falando sobre a sagrada instituição do casamento (antes, qdo havia proporcionalmente mais católicos, era “a sagrada instituição do matrimônio”). Um deles, contou q uns problema de relacionamento com sua digníssima o haviam levado à pensar em divórcio. Na dúvida, consultou o I Ching, digo, a Bíblia, e sua conclusão foi q “na Bíblia, não encontrei respaldo pra me separar” e então decidiu continuar casado.

O FRAS disparou e lá veio a gargalhada.

HAHAHAHAHAHA

Tava em dúvida si comprava um laptop ou um boi. Na Bíblia, não encontrou “respaldo” pra comprar um laptop; então comprou um boi.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Burlesco, né, q tanta gente confunda com ‘respaldo’ o rescaldo daqueles deserto. Tsc.

23 junho 2013

Tarimba zero [2/2]

Que lindo, o espetáculo da democracia, não? Toda aquela plebe in situ fazendo plebiscito tão espontâneo, tão verdadeiro, tão… tão… ah, sei lá, tão 1% querendo decidir os destino da nação no grito, não? Dá muita esperança no futuro do Brasil, viu, q tantos jovem se posicionem com tanta paixão e violência contra a construção dum centro comercial naquela praça em Istanbul.

HAHAHAHAHA

Mas… Mas… Começou com uma garotada imitando turco, querendo reverter o aumento das tarifa, pensando q dinheiro é elástico. Mas, pô, brasileiro não se concentra. 1% da população se manifesta e não consegue se manter num assunto só. A coisa desandou e agora já tem até petizada falando em derrubar o “latifúndio urbano”… Imagina si 2% sair äs rua.

HAHAHAHAHAHA

Então voltemos nós ao assunto, esse da tarifa zero.

¿Tem idéia mais tapada? ¿Por quê não consultam nosso esfuziante doutor pra variar? Cacilda. Com passe livre, teria malandro em cata-jeca tirando soneca, moleque em busão pra andar quarteirão, mendigo em papa-fila ventilando axila, multidão em metrô tocando agogô.

HAHAHAHAHAHAHA

Mas suponhemos q não. Suponhemos q o transporte gratuito realize o esperançoso delírio daqueles q ousaram sonhar o impossível… Cujo delírio ignorou dois detalhe:

1. Quem não paga por transporte de casa ao trabalho é escravo. Quem grita por transporte gratuito tá passando atestado de escravo. Pagar ou não pagar por algo é um dos último livre-arbítrio q restaram ao indivíduo na sociedade vastodonticamente totalitária de hoje. Toda vez q o estado oferece algo opcional gratuitamente à nosso escolhente doutor, ele arreganha os dente e recusa: si é opcional e gratuito, então os objetivo só podem ser controlar algum aspecto da vida do indivíduo e perpetuar-se como opção única.

2. A tal da “luta” por transporte gratuito é *exatamente* o q as empresa de transporte querem. Pois ¿qual melhor maneira de garantir sua longevidade e lucratividade do q concentrar a negociação de tarifas no âmbito político e corruptível das câmara municipal, longe da economia centavinha e honesta do povaréu passageiro? O contrário é q é o desejável ao povaréu. As empresa de transporte têm q saber q podem ser abolida à qqer momento si o povo todo decidir trabalhar perto de casa e ir de bicicleta. A gratuidade pràticamente *garantiria* q essas empresa não seriam abolida nunca. Os manifestante tão declarando pùblicamente sua total e permanente subserviência ao transporte público.

Ou seja, brigar por transporte gratuito é declarar “sou vosso escravo e dependo de vc”.

E olha q a ascensão do carro individual durante o último século sempre foi um dos principal paciente das Clínica Dr Plausível. Nosso humanista só anda à pé, de bicicleta ou de transporte público. Não tem carro; nunca terá; execra a posse individual de 15m² de asfalto. Qdo inventarem o maior pesadelo das empresa de transporte –um transportador individual potente, rápido, barato, não-poluente, q ocupe não mais do q 1½m²–, talvez o doutor considere ultrapassado, o transporte público.

Notem tbm a diferença fundamental entre, num lado, saúde e educação gratuitas e, no outro, transporte gratuito. Saúde e educação públicas procuram resolver vicissitudes e contingências independente da vontade individual; o indivíduo usa desses serviço teja onde tiver e faça o q fizer. Já o transporte público é opcional; ninguém tá obrigado à morar aqui ou lá, ou à trabalhar aqui ou lá, ou à se divertir aqui ou lá. O uso de transporte até centros de educação já é contemplado com os passe escolar &c (pois o local específico da educação tbm é opcional); parte do problema do transporte até centros de saúde já é contemplado com o passe do idoso e passagem livre pra menores. Talvez se possa criar o Passaúde: toda vez q alguém fosse à um hospital da rede pública, solicitaria um vale-transporte pra voltar pra casa e outro pra retornar ao hospital.

Fora isso, transporte público tem q ser pago pelo passageiro. Não precisar pagar por X implica em q X não depende de escolha individual e, portanto, vira instrumento de manipulação e sujeição.

Mas ¿quê sabe essa garotada afoita q saiu äs rua exigindo mudança num mundo q acabaram de conhecer, esperando q a gratuidade das benesse do lar se estenda äs benesse do estado –aquele paizão do paisão? Tem muita mudança por fazer, claro; mas não é pra ser de graça, e o Dr Plausível espera q não seja gratuita.

17 junho 2013

Tarimba zero [1/2]

¿Já viram a última desses protesto pelo Brasil adentro? Os jovem vão se vestir de branco na segunda-feira e chamar a coisa de “White Monday”.

HAHAHAHAHAHAHAHA

White Monday. ¿Faz parte do São Paulo Protest Week? ¿Vai rolar bullying?

Alguém tem q chegar-lhes ao pé do ouvido e segredar em bom traduzês:

“Bem, isso é constrangedor... Vocês estão fazendo isso errado.”

HAHAHAHAHAHAHAHA

04 junho 2013

Um século de burrice

1900
Em synthese, a orthographia portugueza está patheticamente á mercê da incoherencia e inconsequencia de seus innumeros lexicographos officiaes, que, em differentes epochas, adoptam apparencias distinctas. Elles desapoiam hoje as idéas que hontem preconisavam e que amanhan cahirão. A’ guiza de effectuar bôas practicas nos diccionarios brazileiros, d’essa maneira pódem terminar por condemnal-os ás chammas.

1940
Em sinthese, a ortografia portugueza está pateticamente á mercê da incoherencia e inconseqüencia de seus inumeros lexicografos oficiais – que, em diferentes epocas, adoptam aparencias distinctas. Êles desapóiam hoje as idéias que ontem preconizavam e que amanhã cahirão. A’ guisa de efectuar bôas practicas nos dicionários brasileiros, dessa maneira podem terminar por condená-los ás chamas.

1970
Em síntese, a ortografia portugueza está patèticamente à mercê da incoerência e inconseqüência de seus inúmeros lexicógrafos oficiais – que, em diferentes épocas, adotam aparências distintas. Êles desapóiam hoje as idéias que ontem preconizavam e que amanhã cairão. À guisa de efetuar bôas práticas nos dicionários brasileiros, dessa maneira podem terminar por condená-los às chamas.

2010
Em síntese, a ortografia portuguesa está pateticamente à mercê da incoerência e inconsequência de seus inúmeros lexicógrafos oficiais – que, em diferentes épocas, adotam aparências distintas. Eles desapoiam hoje as ideias que ontem preconizavam e que amanhã cairão. À guisa de efetuar boas práticas nos dicionários brasileiros, dessa maneira podem terminar por condená-los às chamas.


O Brasil teria hoje muito menos irraciocinantes e analfabetos si a ortografia tivesse continuado como tava em 1900. Durante o século XX, analfabetizou sua população inteira à cada 30 anos.

Essa última reforma é a mais imbecil. Chega à impossibilitar a criação espontânea de palavras nova com certos som. É a coisa típica de gente babaca: no fundo de suas mente encharcada de hipoplausivírus, vegeta um pensamento: “O português já tem todas palavra de q precisa. ¿Quem é q precisa criar mais idéias? Qdo vier algum conceito novo do primeiro mundo, a gente traduz literalmente e dá tudo certo. Já tá bom. Vamos só simplicar a grafia, e bola pra frente.”

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Pra arrematar, a grafia plausível:

Em síntese, a ortografia portuguesa tá patèticamente ä mercê da incoerência e inconseqüência de seus inúmero lexicógrafo oficial –q, em diferentes época, adotam aparências distinta. Eles desapóiam hoje as idéia q ontem preconizavam e q amanhã cairão. Ä guisa de efetuar boas prática nos dicionário brasileiro, dessa maneira podem terminar por condená-los äs chama.

01 junho 2013

A vida como ela é

Vodzeumacoiprocêis, viu. O prosaico, banal, superficial, sentimenalóide, genérico, singelo, &c predomina SEMPRE.

É inescapável.

É um fato da vida.

Curva de Gauss e o escambaus, né, mas äs vez só gargalhando, viu.

20 março 2013

O balde meio cheio de água fria

Clear writers, like fountains, do not seem so deep as they are. The turbid look the most profound.
(Walter S Landor)

Poucas região do cérebro são mais vulnerável ao hipoplausivírus do q o CORChA – o Centro Occipital Regurgitador de Chavões Anódino. Si um sujeito genèticamente vulnerável não tomar vacina enquanto bebezinho, é quase certo q o hipoplausivírus ali alojar-se-á feito uma tia palpiteira. Nosso expandinte doutor é congenitamente resistente ao vírus. Desde piquititico, ele racha de rir toda vez q alguém vem recitar algum chavão contendo as palavra ‘sonho’, ‘fé’, ‘limite’, ‘impossível’, ‘acreditar’, ‘querer’, e ‘conquistar’, ou alguma variação delas. Qdo ouvia um adulto soltar um bordão de ambição e confiança, o pequeno Amônio mordia de leve a ponta da língua com os dente de leite, inclinava um pouco a cabecinha e dizia “Ah, vá.” e soltava seus primeiro gargalhinho. Um verdadeiro prodígio, o moleque. Jendia, embora mais calejado, só se destrambelha à gargalhar. Äs vez peida.

Há uma infinidão desses chavão:

“Não há sonhos impossível.”
“Basta querer.”
“Não há limites qdo…
    1. se acredita em sonhos.”
    2. se tem fé na vontade.”
“A palavra ‘impossível’…
    1. não consta em meu dicionário.”
    2. não existe pra Deus.”
“Tudo é possível si vc…
    1. sonhar.”
    2. realmente quiser.”

Tem gente q até refoga tudo junto num mesmo melê-de-cuia pau-pra-toda-obra:

“Realizar um sonho é possível sòmente pra quem realmente quer transpor seus limite e crê q a fé tudo conquista.”

Quem regurgita tontices desse quilate tem toda uma colônia hipoplausivirótica no CORChA. Tomemos a aspirante a cantora Reagilde Mafé, q sonha em galgar as parada de sucesso até o primeiro lugar e lá ficar por três semanas. Ouvindo os conselho de seu CORChA infectado, deixa-se influenciar por Céline Dion e entrega-se de corpo, alma e queixo à tudo q seja necessário pra realizar seu sonho; dá duro no batente durante anos; estuda, pratica, paga professor, contacta, ensaia, dança; sua carreira vagarosamente deslancha e ainda mais vagarosamente desmancha. Reagilde tem tudo pra vencer, menos talento: tem um ouvido de lata, uma voz de gralha e a sensibilidade dum fantoche. Não há fé q te avance, Reagilde.

Entre Reagilde Mafé e Céline Dion há milhões de cantoras esperançosa e batalhadora q aspiram, sonham & acreditam. Mas só cabe uma de cada vez no primeiro lugar do ritepareide semanal, e 52 por ano. Mesmo assim, não param de sonhar e esperançar e batalhar. Algumas entendem q os sonho de ontem criaram os pesadelo de hoje, erguem os ombro, dizem “então foda-se” e passam à finalmente viver a vida e à se divertir cantando.

Dir-se-ia q o sonho de Reagilde não é realista. Mas… Mas… ¿Sonho realista? HAHAHAHAHAHAHAHAHA Tipo assim, ¿sonho realista, então, é o de ter emprego bom, casa própria e carro num mundo capitalista incansàvelmente produzindo novos bebê? Isso não é sonho; é expectativa. No entanto, o povaréu chama de ‘sonho’. ¿Por quê será? Hm.

Toda atividade da civilização tá estruturada hieràrquicamente e há uma tentação de usar como metáfora uma pirâmide. Mas –pelo menos em onirometria– a metáfora correta é o aicebergue: 90% ou mais dos sonhador tão abaixo do limiar da percepção pública. Todo aicebergue tem uma ponta, e não há quem mais regurgite esperancite do q seus ocupante: as cantora de sucesso, os atleta vitorioso (*alguém* tem q ganhar, não?), os grande banco, os emérito gênio, os pastor milionário, os presidente eleito, e todo aquele pessoal q não boiaria acima d’água si não houvesse a sustentação dos sonhador por baixo.

Pois bem. Agora note um detalhe nessa lenga-lenga de esperança sonhadora por um futuro melhor. Antes da Revolução Industrial, ninguém falava dessas coisa. Si um sonhador de hoje viajasse no tempo pra 1600 e começasse à falar q não há limites pra quem acredita em seu sonho, ele seria tomado como o retardado da aldeia. A idéia de realizar sonhos, transpor limites e esperançar um futuro melhor é uma invenção da industrialização. Aliás essa própria idéia já é industrializada: ¿já viram como é repetida e repetida, como si cuspida duma linha de montagem? Entra no único boteco de Pirambeira d’Oeste, e até mesmo no canto mais escuro vai ter um bebum balbuciando sua esperança num futuro melhor. Antes da Rev. Ind., isso não existia; desta vida, só se esperava consolo. Ä medida em q a industrialização foi cuspindo produtos e mais produtos –todos imitando as posse da nobreza e dos ricaço–, o desejo por eles foi tomando ares de misticismo. A propaganda virou promessa e a promessa virou o sonho do povaréu. E como a industrialização tbm trouxe ordem, limpeza e medicina, parece q o futuro realmente será melhor. Só q ele nunca vem, né? O futuro melhor é q nem produto barato com obsolescência planejada: si o “futuro melhor”, qdo chegar, for um produto durável, de boa procedência e qualidade, a sociedade industrial entrará em colapso.

A aura do objeto possível, ao alcance de toda mão, misturou-se äs narrativa do cristianismo e formaram a base daquilo que, nos último 50 ano, se tornou o produto evangélico: a industrialização da religião e a inevitável “teologia da prosperidade” –ou seja, como industrializar o…

Peraí… ¿“teologia da prosperidade”?… Pausa pra gargalhar.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Continuando… –ou seja, como industrializar o desejo pra que o maior número possível de pessoas espiritualmente e moralmente desejem a mesmíssima coisa de modo à vender o mesmo produto –imitando as posse espiritual de santos– ao povaréu ignaro sedento pelo transe dos iluminado, pela sabedoria dos profeta e pela pureza dos anjo. Si agora a industrialização permite que qqer capiau no meio dum deserto cultural tenha em casa uma geladeira –imitando em miniatura a câmara frigorífica subterrânea dos palácio do século 18– pra estocar sua coca-cola, tbm qqer “pecador” sorumbático pode sentir-se um santo iluminado diferenciado e sutil ao comprar alguns livro, aprender alguns rudimento de teologia e perder ligeiramente o equilíbrio ao orar em pé de olhos fechado. E, tal como todo produto industrializado, é baratinho: basta o cara “aceitar Jesus em seu coração” e comprovar o ocorrido pagando sua mensalidade.

O sucesso do protestantismo evangélico é o sucesso da industrialização: o povaréu não quer mais consolo; quer sonho e esperança ao alcance das ávida mãozinha.

E a gargalhância de *querer* ter sonhos e esperança é um sintoma cabal de inflamação crônica do CORChA.

Mas… Qdo o doutor já tava se embrenhando por aí, interrompi e perguntei, lá do fundo de minha tacanhez: “Mas ¿não é normal querer ter uma vida boa? ¿Que conselho pode-se dar aos jovem pra que seu CORChA fique quieto em seu canto do cérebro?”

Ele mordeu de leve a ponta da língua, inclinou um pouco a cabeça e disse:

Pô, é o mesmo de sempre; não muda desde a pré-história: “Conheça-se e conheça o mundo; tente o possível e espere o provável.”

22 fevereiro 2013

O escritor brasileiro e a concorrência internacional

Tadinho do L.F.Veríssimo. Vários texto de outros autor são atribuído à ele… e quase ninguém jamais cita o q ele *realmente* escreveu.

HAHAHAHAHAHAHA

Ai dó, viu? Mas tbm… foi escolher escrever logo em português… Assim não há criatividade q agüente.

06 fevereiro 2013

SM & GLS

Eieiei… ¿Sabe o q se poderia propor ao Silas Malafaia e ä crentalhada toda q reclama do projeto de lei q, segundo eles, concederia privilégios ä gueizada?

Alguém tem q chegar ao pé d’ouvido do SM (¿ãã?), e dizer:

“Ei, SM, ¿qto vc taria disposto à sacrificar por vossos ideal? Hm? Si a PL122 privilegiaria a gueizada, faz assim, ó: negocia com a bancada pró-guei e oferece, como compensação, a abolição de toda legislação q privilegia as instituição religiosa com isenção de impostos, facilitação de uso de meios de comunicação, &c &c tudo isso q ajuda vosso enriquecimento. ¿Não seria bacana, honrado e… e… honesto?”

HAHAHAHAHAHAHA

Claro, o SM diria: “mas ¿quiquitenhavê?”

Nosso estarrecente doutor diria: Ué, ¿não tá óbvio? Tem TUDO à ver. Si uma instituição tá desobrigada de competir de igual pra igual com outras instituição e, com a projeção exacerbada obtida com esse privilégio, consegue influenciar, seduzir, aliciar e manipular TANTA gente, então sim, tem à ver; pq é *exatamente ISSO* q SM e a crentalhada toda teme q resulte da lei proposta: ou seja, q a gueizada exacerbe sua capacidade de influenciar, seduzir, aliciar e manipular as pessoa.

HAHAHAHAHAHA

Então, pô, né?

04 janeiro 2013

O descasca-cobra

Um tipo de romance, filme ou peça q nunca jamais vai ganhar um Plausuto de jeito nenhum é o chamado descasca-cobra: vai descartando personagens depois de cìnicamente usados pelo autor. Ele ama tanto seu tosco herói-alter-ego q não hesita em sumàriamente livrar-se de qqer outro personagem q atrapalhe sua epopéica saga. O artifício tem longa história: por exemplo, Dickens –q escrevia sem plano geral, ao sabor da popularidade– foi um grande usuário. O novo paradigma de descasca-cobra é “Todo sobre mi madre”, de Pedro Almohadóvar. (Si a protagonista desse filme fosse uma vilã tal como a do referenciado “All about Eve” seria mais digerível. Mas ¿Almohadóvar fazer mulher vilã ou traveco escroto? Pode esperar sentado.) ¿Tem coisa mais cóinga do q acompanhar a gradual expiação duma heroína q, pra isso, precisa q os coadjuvante morram ou sumam de vista um por um à sua volta, depois de dar ä heroína o q ela queria ou “precisava”? Típicamente, a solução narrativa do descasca-cobra é dar cabo de personagens pra não complicar a vida do autor: “Pô, imagina ¿vou ter q ficar juntando ponta solta? Isso é coisa de costureira. Meu negócio é dar de gênio. Deixa morrer. Morte sofrida de gente boa dá audiência. Ah, e põe aí umas referência à outros filme, q crítico e povaréu adoram destrinchar referência.”

Pô, olha só qtas gargalhice nesse filme:

• O filho de Manuela morre só pra ela poder ajustar contas com seu passado.
• A freira Rosa, enfraquecida pela AIDS, morre dando ä luz um menino pra q Manuela possa substituir seu filho.
• A mãe milionária da freira não quer em casa um neto filho de traveco portador de AIDS: uma treta narrativa pra permitir q Manuela adote o bebê.
• O pai do bebê é o mesmo do filho q morreu: um traveco q morre de AIDS após absolver a consciência pesada de Manuela.
• O filme tem outro traveco, q ajuda Manuela em tudo, diz umas piada e some sem deixar vestígios (numa carta, Manuela se desculpa por ter sumido sem se despedir; tsc).
• Através do bebê, Manuela tem sustento garantido na velhice pois, após descobrir q ele *milagrosamente* não contraiu AIDS no útero da mãe, Manuela pode ir morar com a vó rica do moleque.

Além da matança utilitária, atrás de “Todo sobre mi madre”, tem um gerador de coincidências rodando um motorzinho de catarses. É muita maldade com nosso estesiogênico humanista. O filme encheu o Dr Plausível de sentimentos ambíguo: ele não sabia si sorria ou bocejava, si dormia ou ria, si roncava ou gargalhava.

O código de ética de editoras, estúdios e teatros bem q poderia incluir mais uma categoria no rol de estilos ficcional: romance, policial, comédia, aventura, descasca-cobra. Pq pô, né?