04 outubro 2012

Os maior patso de todos tempo

Não sei si vcs sabem, mas o Dr Plausível acha uma grande palhaçada esse troço de voto obrigatório. Ele prefere votar nulo sempre, por princípio, em qqer eleição política –embora seu voto nulo nada tenha à ver com a obrigatoriedade do voto no Brasil. Gente q reprova o voto nulo não raciocinou direito, tal como demonstrado aqui. Basta um reprovador começar à deslindar seu tosco raciocínio, e nosso elegível humanista já começa à ter espasmos gargalhório.

Já qto ao voto obrigatório no Brasil, são duas as justificativa comumente apontada:
"lamentàvelmente, a consciência política da sociedade brasileira ainda não alcançou a maturidade necessária" (e *por isso* a sociedade é obrigada à votar –HAHAHAHAHAHA);
"é comum o eleitor utilizar seu voto como barganha ou simples diversão" (pudera, né, sua besta; si o cidadão é *obrigado* à votar, não admira q vire negócio ou diversão).

Apesar do óbvio ataque de hipoplausivirose, tem um certo raciocínio aí. Com o voto livre, muito brasileiro talvez não se interessasse por política e talvez só se abalasse à sair de casa pra votar si fosse pago. Ou seja, essa parte da constituição, além de supor q o brasileiro médio é alienado e mercenário, segue um raciocínio simplório. É estatìsticamente irrisório o efeito da percentagem de eleitores q "justificam" seu não-voto, q votam nulo ou em branco, e a de eleitores q vendem seu voto, si comparado ao efeito q tem a obrigatoriedade. Aliás, esta não impede nem q muita gente deixe de votar e "justifique", nem a venda de votos. Então, pô, né?

Tem até pacientes terminal dizendo q a obrigatoriedade é, sim, democrática, visto q o pessoar q enxertou essa excrescência na constituição foi eleito diretamente. Em sua cachola, o hipoplausibilético parafusa q si os deputado constituinte optaram diretamente pelo voto obrigatório, então seus eleitor indiretamente desejavam o voto obrigatório.

"Indiretamente desejavam." HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Pelo mesmo raciocínio, os eleitor responsável por eleger gente brutesca e corrupta "indiretamente desejavam" a burrice, o roubo e a sem-vergonhice.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Resumindo, então, o assunto é gargalhável.

Mas…

Äs vez surge um ou outro dado q deixa o doutor ligeiramente encafifado. Parece q ontem um programa popular da tv brasileira elegeu o Xico Xaveco como ãã… "O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS."

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Sim, Xico Xaveco, aquele pilantrinha semi-funcional q certa vez usou um rolo de gaze e um truque de espelhos pra "provar" a encarnação dum "espírito" de véu e luvas. Grande alma, talvez, mas… ¿¡¿O ¿MAIOR? brasileiro de ¿TODOS? tempo?!?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHA
(cóf)HAHAHAHAHAHAHA

Qdo até o Saturday Night Live é parca e porcamente copiado no Brasil, recebendo o título de… ãã… Saturday Night Live, já seria um grande brasileiro algum produtor de tv q criasse uma idéia original.

Segundo os arquivo do doutor (q podem tar incompleto, claro), a idéia do programa q elegeu o Xico Xaveco se originou na Inglaterra qdo, em 2002, a BBC organizou uma votação pública q elegeu os 100 maior britânico da história. Os seis mais votado foram:
    Winston Churchill
    Isambard Brunel (construtor de ferrovias)
    Princesa Diana (sim, tem gente idiota lá tbm)
    Charles Darwin
    William Shakespeare
    Isaac Newton

Em 2005, a França elegeu:
    Charles de Gaulle
    Louis Pasteur
    Abade Pierre (humanista)
    Marie Curie
    Coluche (sim, tem gente idiota lá tbm)
    Victor Hugo

No Brasil, os três mais votado foram Xico Xaveco, Princesa Isabel e Santos Dumont. Hm. A Isabel tar na lista talvez demonstre q não tinha só idiota votando, mas pô, né?

Mas voltemos ao voto obrigatório. Numa eleição totalmente ãã… facultativa tal como essa da tv, mais de 70% dos brasileiro q se abalaram à pegar um telefone e votar elegeram um malandrinho come-quieto especialista em fazer patso lacrimejar dentro dum barril. E é esse o motivo do cóf no meio da gargalhada plausível; pois ¿será q, num país tal como o Brasil –tão longe da Grécia e tão perto da selva– a obrigatoriedade do voto ajude à garantir a educação política e a equanimidade do povo brasileiro?

Hm.

Hmmmm....

Naaaaah. Não. É espiritismo demais.

9 comentários:

Neanderthal disse...

Quando você vota nulo, quem decide são os que votam de maneira válida: pessoas que, em média, tem menos educação e discernimento do que você.

O voto obrigatório é o menor dos males do nosso sistema eleitoral. Veja, por exemplo, o horário de propaganda política obrigatória. Acho que em nenhum outro país do mundo uma aberração como essa seria aceita. O horário é dividido entre os partidos proporcionalmente ao número de cadeiras que atualmente possuem na câmara ou na assembléia, dependendo da eleição. Isso, pra mim, é inigualável.

Permafrost disse...

"Quando você vota nulo, quem decide são os que votam de maneira válida: pessoas que, em média, tem menos educação e discernimento do que você."

Si quem tem menos educação e discernimento do q eu for a maioria, então meu voto não faz diferença alguma. Ao compreender e aceitar a ubiqüidade da curva de Gauss, vc pode confiantemente abster-se de qqer decisão política e usar vosso tempo pra cuidar de vossa vida o melhor possível neste mundo já cão há tempos. Não há perigo algum de piorar a situação, já q –tal como desmonstrável pela própria curva de Gauss– SEMPRE será ínfima a percentagem de pessoas capaz de compreender e aceitar a ubiqüidade da curva de Gauss. CQD.

Sobre o horário político, aposto q a justificativa tbm é q, si a maioria votou nos representante q aprovaram essa aberração, então a maioria "indiretamente a desejou". HAHAHAHAHAHA

Neanderthal disse...

Ouvi hoje no rádio uma propaganda que diz que os analfabetos não são obrigados a votar, mas seria muito bom se o fizessem.

Rafs disse...

Perma,

Sensacional seu comentário. Eu, por curiosidade, dias atrás, pesquisei a quantidade de votos dos vereadores eleitos (em 2008) e dos candidatos a prefeito da minha cidade (BH). A diferença entre os ultimos vereadores eleitos (aqui são 41) é de mais de 200 votos. Pra prefeito a diferença entre o primeiro e segundo colocado é de quase 30000 votos. No primeiro turno. E mais de 200000 no segundo. É a prova prática que mais um, menos um, não faz diferença.

Isso me lembra que uma vez usei quase exatamente a sua fala com um amigo meu. E ele me perguntou: "mas e se todo mundo pensasse como você?" Santa ingenuidade. Té parece que isso vai acontecer.

Oncotô? disse...

Solução mais inteligente: não votar. Isso: daí é só justificar no Cartório Eleitoral dizendo que tava com ... dor de barriga no "dia de matar porco". Que nem dizia minha vó: "que mané dar voto pra corno!" Melhor ficar em casa assistindo um documentário da BBC pelo Youtube.

E essa história de "um pode fazer a diferença" só faria sentido se esse "um" fosse um pregador no deserto pra gente ágrafa ou um cheio-das-$$$ e dono de emissoras de tv.

Pracimademoá disse...

Se o Charles de Gaulle nunca disse que o Brasil não era um país sério, então digo eu. E pode deixá-lo lá, na lista dos mais mais da Gália.

Oncotô acha ruim sair de casa pra votar, mas não acha ruim sair de casa para ir ao cartório (provavelmente mais longe) e justificar ausência no dia do pleito. Vá ser tronho assim lá na Pindorama. Melhor que não vote mesmo. E deixe que algum espertalhão vote no seu lugar e diga que foi você... quando o voto não for mais obrigatório.

Oncotô? disse...

Pracimademoá,

já que se dirigiu à minha mísera pessoa, digo que agora estou morando a cerca de 700 km da minha Zona (?!) Eleitoral, então meu caso é... meu caso. Mas, mesmo que o cartório fosse mais longe (o que ainda não seria o caso, s'eu estivesse em minha cidade de origem), teria 60 dias a escolher para justificar, sem filas nem aglomerações. E, vá lá, quando o voto for facultativo, o "tronho" aqui provavelmente já estará morando nalgum outro país à escolha (tenho pelo menos 20 opções, sem contar o Limbo e o Inferno), onde não precisarei ir ao consulado brasileiro em toda eleição pra votar ou justificar (mesmo estando no Limbo ou no Inferno). E se quiserem votar por mim, tanto melhor - cedo meu voto à Vossa Senhoria, eleitor mais apurado.

Pracimademoá disse...

Mas oras, se o Sr. é assim, tão jet set, tão globetrotter, tão cidadão do mundo, tão internacional, tão passaporte amarelo, nem deveria ter palpitado, né? Ô, caso raro à parte excepcional extraordinário. Ou, pelo menos, não dizer que não votar é "solução(!) mais inteligente(!!!)" Não é nem uma coisa, muito menos a outra...

Oncotô? disse...

Óia (cito-me): "solução mais inteligente" - mais inteligente com relação a quê ou a quem? Dica: ler o que originou o comentário. Se meu palpite o incomodou... tem cois'aí nas vossas convicções.

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