17 maio 2012

O argumento cosmo-ilógico (1)

Vodzêumacoizprocêis, viu. Nosso emérito doutor jamais se mete nas crença alheia. ¿Quer crer q Cristo cria coisas? Creia. ¿Quer crer q cruzes curam câncer? Creia. É reconfortante saber q a grande maioria das pessoa acha necessário crer em forças maior pra "não sair por aí roubando, mantando e estuprando". É tbm ótimo saber q pessoas doutromodo inconsolável e inanimável encontram consolo e ânimo nas crença. É tbm ótimo saber q muita gente mantém vivos o passatempo de pesquisar sobre tradições antiga, e sua interessante historiografia historychannel. O doutor tem vários amigo crente q são pessoas excelente, e muito se orgulha deles.

Mas qdo uma crença quer dar uma de lógica, de ciência ou de política, o doutor já começa à arreganhar os dente do gargalho.

Por influência dos evangélico euaense, recentemente virou moda falar dum tal de Argumento Cosmológico de Kalam (ACK), usado principalmente por um tal de William Lane Craig pra ãã "provar" pela lógica a veracidade do conceito de Deus. O argumento tá na forma dum silogismo seguido por um aparte do WLCraig:
1. Tudo q começa à existir tem uma causa pra sua existência.
2. O Universo começou à existir.
3. Logo, o Universo tem uma causa pra sua existência.

WLC: Essa causa só pode ser não-causada, eterna, imutável, atemporal e imaterial. Além disso, ela deve ser um agente pessoal q livremente escolhe ciar um efeito no Tempo. Portanto, seguindo o Argumento Cosmológico de Kalam, concluo q é racional crer q Deus existe.
Olha, é difícil não rir da simploriedade do cara. Mas em respeito ao enorme esforço q ele fez pra chegar até aí, suspendamos o gargalho e passemos à apenas refutar usando ãã… a lógica.

Vamos usar só noções q tão pressuposta como premissas tácita tanto no ACK qto na mente de quem o defende. Não vamos entrar muito longe nas possibilidade conceitual q a Física inspira, até mesmo pq o ACK já se desmorona dentro do âmbito lógico q ele mesmo pressupõe; então nem é preciso sair desse âmbito.

Há várias refutação válida, fàcilmente localizável na internet. O Dr Plausível, como de costume, é um pouco mais picuinhento. Ele refuta palavra por palavra (não na ordem em q aparecem).

PALAVRA 1: 'EXISTIR'
A existência é notòriamente difícil de definir com precisão. Então, só demonstremos como o ACK-segundo-WLCraig utiliza três noção diferente de existência e as equivoca pra dar uma impressão de silogismo. Dentro do q se sabe hoje, o conceito de existência tem três noção semântica: 1.1 no nível sub-atômico, 1.2 no nível de objetos perceptível pelo humano, e 1.3 no nível do Universo. O ACK usa duas dessa, mais 1.4 uma noção espúria.

Pra entender as diferença entre os três nível, é interessante pensar na existência como oposto ä inexistência.

Comecemos pelo nível 2 –o nível imediato ao humano. Notem q um objeto comum, digamos, este copo na mesa, é composto de algo: átomos, plasmas, não importa; o q importa aqui é q a existência deste copo implica necessàriamente (neste Universo) na INexistência SIMULTÂNEA dum número (talvez) infinito de objetos composto com as mesmíssima parte (átomos ou sei-lá-o-quê) q compõem AGORA este copo. Essas parte já compuseram outros objeto, e comporão outros no futuro. Agora, formam um copo. A existência do copo como objeto presente foi causada sobre essas parte no passado de modo à criar o copo. Do mesmo modo, vc existe, e tua existência agora implica na inexistência simultânea de milhares de frangos e tomates q ajudaram à causar e compor tua existência até agora, e implica tbm na inexistência simultânea de outras pessoa ou num número infinito de outros objeto usando as mesma parte q compõem vc. Similarmente, a existência duma idéia no cérebro é uma configuração peculiar de sinapses q implica necessàriamente na inexistência simultânea de outras idéia usando as mesma sinapse.

A existência no nível sub-atômico (nível 1) é bem mais biruta, e nem precisa entrar muito nisso pois o ACK nem sequer se dá conta dele. Basta com dizer q no nível quântico algumas partícula podem tar em dois ou mais lugar ao mesmo tempo: ou seja, num dado momento, essas partícula simultâneamente existem e não existem num dado lugar; sua existência ou INexistência ali não advém duma causa, mas duma probabilidade.

Já a existência do Universo (nivel 3) é outro papo totalmente. A existência do Universo –tal como visto pelo ACK– não só (trivialmente) implica na inexistência simultânea de outros Universo feito com as mesmíssima parte dele, mas implica tbm na inexistência passada ou futura de qqer outro Universo com as mesma parte, exceto este. Si o Universo contém TODAS parte e TODOS evento possível, então ele não se TORNA outra coisa com o tempo; ele é SEMPRE o Universo. O conjunto de todas parte deste Universo SÓ PODE SER *ESTE* Universo. (Parece meio primário, em vista do q a Física dá margem à imaginar; mas lembremos q tamos usando as noção de Universo implícita em premissas tácita do ACK e na mente de quem o defende)

Agora voltem pro ACK e notem como aparecem as diferente noção de existência. Na primeira premissa, a noção é claramente a do nível 2. O ACK se baseia no q é auto-evidente, numa tautologia lógica, algo q se verifica por indução, pela experiência. Mas o q é auto-evidente pro humano só pode ser no nível 2. Qdo o ACK diz "Tudo q começa à existir", esse 'tudo' se refere à "todos objeto", à objetos auto-evidente, pra então poder chegar à uma conclusão não-auto-evidente (q é o objetivo dum silogismo).

MAS… na segunda premissa, aparece o Universo. Tal como vimos, a noção de existência do Universo, no nível 3, não é uma noção análoga ä noção no nível 2. Um copo existir, uma idéia existir, não SIGNIFICA a mesma coisa q o Universo existir. Só isso já invalida o ACK por completo como silogismo; ele NÃO É um silogismo pq o termo q aparece na segunda premissa (existir.3) não é o mesmo termo q aparece na primeira (existir.2).

Esse problema no ACK é um exemplo de como o silogismo, como ferramenta lógica, só funciona si for mantido no mesmo nível, e só funciona BEM no nível 2 –o nível do auto-evidente– e mesmo assim, contanto q haja rigor semântico.

Aí, aparece o tronho do WLCraig –um "filósofo" q usa rigor pra se vestir e enunciar palavras, mas o esquece na hora de raciocinar– introduzindo uma noção de existência 4 –q não é nem 1, nem 2, nem 3. Ele postula (do nada, ie, sem fazer parte do "silogismo" prévio), a "existência" dum X cuja INexistência implica até mesmo na IMpossibilidade de QUALQUER Universo existir. Essa quarta noção de existência (existir.4) não tem nenhuma propriedade semântica deduzível ou induzível à partir das três outra noção, e tampouco compartilha com elas qqer propriedade semântica. (Notem q a inexistência do copo NÃO implica na inexistência simultânea q qqer outro objeto com as mesma parte, e q a inexistência deste Universo tampouco implica na inexistência de qqer objeto agora contido nele, porém noutro Universo.) 'Existir.4' é só uma palavra q flutua no ar sem poder se atracar à nenhuma outra noção exceto à noções sobrenatural; e o caso especial 'Deus' TAMPOUCO se atraca à nenhuma outra palavra exceto 'existir' nesse quarto sentido.

'Deus' e 'existir.4' são duas noção q se alimentam mùtua e exclusivamente uma da outra.

O ACK já começa à mostrar a cara oculta: uma descomunal babaquice hipoplausibilética.

Próxima palavra: 'causa'.

07 maio 2012

WC: Wirada Cultural

Nosso empírico doutor sempre foi uma pessoa muito sincera, viu. É por isso q agora vai admitir uma coisa. ¿Sabe esse evento chamado "Virada Cultural" em Sampa, q já tá na sétima edição? Mesmo morando em Sampa, ele só soube de quê se tratava dois dias atrás, lendo um caderninho de cultura q alguém deixou num ônibus. Ele achava q a palavra 'virada' se referia apenas à uma guinada, um redirecionamento das política cultural pra investir mais, e coisa e tal. O q o doutor descobriu é q 'virada' inclue um trocadilho com 'virar' a noite. São 48 horas ininterrupta de shows e outros barulho ao ar livre, 24 horas em cada um de vinte locais densamente habitado no centro de Sampa.

Sei lá, né. O doutor sempre disse 'varar' e não 'virar' a noite.

Com toda sua perspicácia habitual, ele finalmente entendeu o q quiseram dizer com 'virada', mas demorou alguns minuto pra entender o q quiseram dizer com 'cultural'. ¿Como assim, 'cultural', cara-parda? ¿'Cultural' tal como em "é cultural a prefeitura promover o acotovelamento de centenas de milhar de gente varando a noite, fazendo barulho e arruaça, espalhando megawatts pelo entorno, emporcalhando as rua e infernizando por 48 horas os morador do entorno, q têm direito à traqüilidade no seio de seus lar todos dia do ano"?

HAHAHAHAHA

"Claro q não, né, ô. ¿Tá me estranhando, porra?" responde o cultural.

'Cultural' tem outro sentido em WC.

¿Sabe aquele estereótipo do português da mercearia, segundo o qual durante os dois século passado, português q migrava ao Brasil abria imediatamente uma mercearia ou algo do tipo? Tá longe da verdade; mas tbm tá perto. Vindo duma península sem tradição em nenhuma ciência exata, humana ou biológica, dum país meio chinfrim nas arte, exceto a culinária, e usuário duma língua viciada em vender gato por lebre, o imigrante português juntava as duas coisa q sabia fazer melhor: cozinhar e comerciar –partindo das especiaria, o Brasil é, em sua origem, um empreendimento culinário e mercantilista. (Não, não vou falar do Alex Atala.) Já organizar, não é seu forte.

Além disso, o Brasil herdou de Portugal seu profundo mal-estar com sua chinfrinice artística, com sua perspicaz percepção de primo-pobre da Zoropa, com o relativamente pouco interesse de seus cidadão pela arte local. (O mal-estar é uma enorme besteira: nosso edaz humanista já esteve em Portugal e adorou tar numa nação q já não se pauta por mega-sonhos.) É desse mal-estar q vem o recalque na ênfase exagerada sobre a palavra 'cultural' como indicativo de 'artes'. Já q português não é notável como cientista, filósofo ou médico, então é nas arte q vamos brilhar, né?

E é ISSO o q realmente, no fundo, quer dizer a palavra 'cultural' no nome do evento.

HAHA

Esses dois traços cultural do português (e, por herança, do brasileiro) começam à dar problema qdo se sobrepõem äs demanda básica da vida. Notem a tradução pro português de I live here, vivo aquí, je vis ici, ich lebe hier: MORO aqui; nenhuma menção à viver. Nas língua cuja cultura Portugal e Brasil admiram, 'viver' e 'morar' são a mesma palavra. Nessas língua, "moro aqui" quer dizer "¡é neste lugar q acontece minha vida, porra!" Além disso, si vc olhar fundo nas esfera da cultura q não são o forte do português –as ciência exata, humana e biológica–, vai ver q seu estímulo e objetivo primordiais são atingir the good life, la buena vida, la bonne vie, das gute Leben. Irônicamente, muitos aspecto do ideal da Boa Vida, Portugal e Brasil *já têm*… Vai entender.

Só q, vodzêumacoizprucêis, a Boa Vida NÃO É o objetivo primordial do Estado brasileiro.

HAHAHAHAHAHA

O objetivo primordial do Estado brasileiro é facilitar, estimular e alimentar o comércio –a compra e venda ao nível da rua. Um objetivo menor –mas cujo populismo sempre dá retorno– é apaziguar os recalque artístico do populacho. Junte os dois e pimba: uma iniciativa truculenta da prefeitura criando a Wirada Cultural. Veja a linda descrição no saite da WC:

"O centro velho da cidade se transforma num mega-ambiente com inúmeros palcos e cenas, numa festa para a qual os mais diferentes cidadãos estão igualmente convidados."

Só q os morador do entorno não tão exatamente "convidado": tão é INTIMADO à comparecer ä festa da alegria compulsória. Olha o q *eles* dizem:

@mjr_jr : E o centro começa a se preparar para a virada cultural.. Barulho.. Testes de som..
@raleite_ : Amanhã vai estar um inferno na porta do meu prédio com a virada cultural
@_CarlosCastroo: Minha avó veio aqui pra casa porque ela mora do lado de onde vai ser a virada cultural,ai ela falo que não aguenta barulho na cabeça
@A_Cumadi: Mijada Cultural é lindo pra quem mora no Centro. É gente, as pessoas tb moram no Centro de SP.
@ugatto: Montaram um palco dessa droga de virada cultural bem aqui na frente do prédio...: que inferno!!!
@morthyx: Pra que inferno? Se existe a virada cultural?
@Kauerlima: 1° não tem onibus. 2° cheio de noia na rua & 3° você não consegue dormir com tanto barulho. é um inferno essa virada cultural,ARRGH!
@EPJELETRO: os moradores do centro estão refém da virada cultural não possível nem conversar dentro de casa devido ao barulho
@AleCoutinho: Para quem mora no centro de São Paulo, a Virada Cultural significa virar de um lado e para o outro na cama, sem conseguir dormir.
@gabiidmes: Virada Cultural obrigada por não permitir que eu me concentrasse no simulado hoje, muito legal fazer prova com esse barulho
@_ffolle: vou dormi qe nem uma anjinha hoje , sem aqele barulho infernal da virada cultura

Pro Estado brasileiro, prä prefeitura de qqer partido, as reclamação dos morador, das pessoa cuja *vida* acontece naquele lugar, porra, jamais terão o peso q têm os recalque da arte e os interesse do comércio –tanto do comércio local qto do mais amplo, ligado diretamente ä produção dos evento. Enquanto os comerciante aprovarem a Wirada Cultural, ela continuará existindo exatamente do jeito q tá, ou pior.

Tbm se fala em revitalização do centro.

HAHAHAHAHAHA

Hm.

Olha, o Dr Plausível –profundo conhecedor da natureza humana– garante q entre os maior promotor e estimulador da WC encontram-se os proprietário dos prédio velho do centro. Pelo jeito q os megawatt fazem as parede tremer, não é difícil imaginar q os proprietário já tão encomendando a demolição, pra construir outro prédio bem maior no lugar.

Os outro defensor da Wirada Cultural citam a idéia original francesa (claro, pq brasileiro não é muito de ter idéias original), chamada lá e no Canadá de Nuit Blanche, uma idéia q se espalhou pelo mundo. Mas… Mas… Vai LÁ ver o q realmente é a Nuit Blanche, em qual parte das diversa cidade é realizada, qual o padrão de ocupação habitacional, que tipo de evento ocorre, COMO ocorre, qual o nível de organização &c &c &c &c.

No Brasil, é um pouquiiiiiiiiinho diferente. Tudo vira um atropelo.

-----
(colaborou: Bel Seslaf)

05 maio 2012

informêixão super-ráiuei

Si o Estado é responsável pelo policiamento e prevenção de criminalidade nas rua e estrada, ¿por quê tbm não é responsável por bàsicamente a mesma coisa na internêta?