17 janeiro 2012

Maconheiro ri mas não pensa

É tão bunitinho qdo bebê gargalha, né? Que gracinha. Parece o Dr Plausível. Mas não é.

Uns publicitário acharam um vídeo dum bebê gargalhando qdo um adulto rasga papel, e já pensaram:
"Êi, ¿vamo comprá os direito desse filminho e usá num anúncio do Itaú? ¿Não tem aquele lance de eles precisando economizá papel? Bota aí um motivo ecológico e tá resolvido."
"Mas o bebê gargalhando vai enternecê o público-alvo. Tem q achar alguma frase de efeito emocional, pô."
"Hmm ¡Já sei! A gente diz pro cliente usá papel pra coisas realmente importante, tipo se divertí com os ente querido."
"Isso, isso. Tipo ficá desperdiçando e rasgando papel pra filho de maconheiro gargalhar. Pq pô, né, papel serve mesmo é pra enrolá baseado."

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA



Engraçadinho, né? Mas note o raciocínio todo torto do anúncio de maconheiro: se é pra usar papel pra coisas realmente importante, tal como brincar com teu bebê, então, Itaú, NÃO PARE DE ENVIAR EXTRATOS PREU RASGAR!

HAHAHAHAHAHAHAHA

11 comentários:

Rafs disse...

Eu ri do comercial, mas não sei exatamente pq.

Pracimademoá disse...

Bem, eu não gostei do comercial, porque não achei graça, sou rabugento e detesto bebês. Mas também não achei ruim. Entendi bem a sacada e achei que faz sentido. Acho que o Dr. exagerou um pouco neste caso.

Lembre-se que a prioridade máxima de um comercial é ser lembrado. Os publicitários dizem que uma campanha pode até ser detestada, criticada e xingada, só não pode ser ignorada e esquecida facilmente.

Só acho que aí entra outro erro: há comerciais dos quais eu me lembro muito bem e com frequência, são genuinamente inesquecíveis, mas eu não faço a menor ideia de qual era a marca do anunciante. Em muitos casos, não sei nem qual era o produto.

Carlão disse...

Itaú 10 x Plausível 0

Permafrost disse...

¿Quêisso, pessoar? ¿Não viram a almofada ao fundo?

Demoá,
Esse é um dos grande problema de publicitário maconheiro: achar q campanha precisa ser lembrada &c, como se anúncio fosse comic relief. Publicitário consciente sabe q o único resultado mensurável da qualidade dum anúncio é aumento de vendas.

A mensagem contraditória desse anúncio do Itaú não é de fácil percepção consciente; mas mesmo assim, um anúncio claro e contundente teria um resultado muito mais eficaz –ou seja, há uma percepção subconsciente de q algo não ficou claro.

Permafrost disse...

E tem outro comentário da patroa aqui: ¿Não é ridículo q num anúncio com uma mensagem pretensamente ecológica, digam q o q vale a pena fazer com papel ¡¿é rasgar?!?

¿¡¿Uééé?!?

Neanderthal disse...

Na verdade, esse anúncio não visa aumentar as vendas, nem associar a marca itaú com um conceito "mudérno" de proteção ambiental. O objetivo velado é a redução de custos. Um dos maiores custos ocasionados por um correntista de banco é o envio mensal do seu extrato - que geralmente vai direto pro lixo. Milhares de correntistas irão clicar no site do itaú pedindo que cessem os envios em papel - achando que estão colaborando com uma "campanha do itaú para usar menos papel". Resumo: o lucro do itaú vai aumentar em muitos milhões.

arbo disse...

tou com o neander...

arbo disse...

mas pensei a mesma coisa q a patroa do perma ali. mas a gente ri do ridículo tbm neh. gargalha até às vezes, não?

Permafrost disse...

Derthal,
Mesmo q esse anúncio leve muitos cliente à cancelar o envio de extrato em papel, permanece a questão de q, se o anúncio não fosse contraditório, não tivesse uma folha de maconha ao fundo, não fosse tão engraçado &c, o Itaú conseguiria melhores resultado. Extensas pesquisa no Instituto de Plausibilática de Tallinn demonstram q o vírus da hipoplausibilose não destrói totalmente as percepção subconsciente.

Neanderthal disse...

Nem vi a folha de maconha. Talvez porque prestei mais atenção à risada do bebê, que é contagiante.

A análise da contraditoriedade precisa considerar que as pessoas nem sempre reagem a um anúncio de maneira racional. os melhores publicitários tendem a dar mais importância às emoções suscitadas pela propaganda. Além disso, será que é tão contraditório assim? Eles mostram uma pessoa fazendo algo inútil com o papel - apesar de simpático. Com isso eles "desvalorizam" a necessidade de receber o extrato em papel, mas não de uma maneira "peremptória" ou negativa. Resumindo: genial.

camelo disse...

Eu já conhecia esse vídeo do Youtube, e no vídeo original muita gente fez comentários sobre a folha da maconha ao fundo. Aliás, a maioria dos comentários (no vídeo original) é sobre a maconha.
Esses marqueteiros do Itaú são uns beócios mesmo, heim. Nem se deram o trabalho de visitar o canal de onde esse vídeo surgiu e ler os comentários. E além disso, criaram um catchphrase comprometedor para a filosofia de uma empresa: "use o papel para o que realmente vale a pena", com uma criança rindo e segurando uma folha de papel, e uma folha de maconha ao fundo. Ahahahaha.
Qualquer um que viu a imagem e escutou a frase, conclui: papel serve mesmo para enrolar baseado.

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