06 novembro 2011

A untuosidade genérica

Ontem, nosso epigráfico doutor teve saudade de sua infância querida, da aurora de sua vida. ¿Quê fez, então? Ora, foi à uma padaria comprar um pote de ChicaBon pra comer com rodelas de banana: uma empreitada destinada ao fracasso. Não é q as doutoral papila gustativa tenham minguado com a degeneração geral de seu metabolismo. O q mudou foi o ChicaBon. Analise a embalagem abaixo. ¿Quê tá errado?



Pois é.

¿Como é q a mesmíssima embalagem diz “clássicos” e “nova receita”?

HAHAHAHAHAHAHA

¿Como é q a mesmíssima embalagem diz “sabor original” e “cremosíssimo”?

HAHAHAHAHAHAHA

Ora, os quatro termo simplesmente *não podem* ser verdade ao mesmo tempo. Si é um sorvete clássico, não tem nova receita. Alguém tá mentindo; alguém tá engabelando o povaréu e ajudando à disseminar o hipoplausivírus semântico (aquele q impede o cérebro de ENXERGAR a distinção entre as palavra). ¡Que vergonha, Kibon!

E pior: si tem sabor original, não pode ser cremosíssimo. “Mas, doutor, ¿quê tem à ver o sabor com a cremosidade?”

Tá. Essa é um pouco mais difícil de enxergar, mas vamos lá.

Prezado leitor, perceba a enorme vastidez quantitativa de coisas cremosa hoje em dia. ¿Já experimentou aquele sorvete novo, o Diletto? Ugh. Cobrando os olho da cara pela “cremosidade”. Cremoso é um não-líquido e não-sólido grudento e… e… soft, feito pra gente sem dente, q mastiga com as gengiva e digere no esôfago. A cremosidade não se limita äs comida; a untuosidade genérica do cremoso vem se alastrando como um plasma pelo mundo todo: ¿já viu quadro de criança lacrimejando? ¿já deu atenção à espírita? ¿já leu um artigo de jornal “dando espaço pros dois lado da questão”? ¿já ouviu platéia gemendo “uóóóóó
” qdo entrevistado diz uma imbecilidade amorosa? ¿já leu autor se desculpando por ter sido machista num livro pq só usou o masculino genérico, e não o feminino? ¿já viu um imbecil pedindo uma imbecil em casamento à altos brado num lugar público? ¿já ouviu música evangélica (digo, a *música*, não a letra)? ¿já viu o design de aparelhos de som à venda na Marabrás? ¿já viu gente escrevendo seu nome com @? ¿já ouviu a nova versão de “atirei o pau no gato”?

não atire o pau no gato-tô-tô
pq isso-sô não se faz-faz-faz

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Por coincidência, ontem mesmo o doutor tava folheando a tradução brasileira de 2666 –um catatau do chileno Roberto Bolaño– qdo deparou-se com o seguinte parágrafo:

– A coincidência … é a outra face do destino e também algo mais. … Algo que escapava ao meu amigo por uma razão muito simples e compreensível. Meu amigo … acreditava na humanidade, portanto acreditava na ordem … Acreditava na redenção. No fundo, é bem possível que acreditasse no progresso. A coincidência, pelo contrário, é a liberdade total a que estamos expostos por nossa própria natureza. A coincidência não obedece a leis, e se as obedece, nós as desconhecemos. A coincidência, se me permite a comparação, é como Deus que se manifesta a cada segundo em nosso planeta. Um Deus incompreensível com gestos incompreensíveis dirigidos a suas criaturas incompreensíveis. Nesse furacão, nessa implosão óssea, se realiza a comunhão. A comunhão da coincidência com seus rastros e a comunhão de seus rastros com os nossos.

¡Que profundo, hem! Puxa, o doutor quase verteu lágrimas. Quase até lembrou de Jung, sincronicidade e o escambau –pq jendia é só falar de coincidência q já aparece alguém falando em sincronicidade. Mas… mas… ¿O parágrafo não soa meio jeca? meio cremoso? aliás, completamente sem sentido algum? tipo ¿Como assim, cara-pálida, q “a coincidência é a outra face do destino e se manifesta a cada segundo em nosso planeta”? ¿Ficou biruta, Robertinho? Aí o doutor foi procurar o original e descobriu q o autor não tava falando de 'coincidência' porra nenhuma. Tava falado de 'acaso'. Olha só a diferença:

– O acaso… é a outra face do destino e também algo mais. … Algo que escapava a meu amigo por uma razão muito simples e compreensível. Meu amigo … acreditava na humanidade; portanto acreditava na ordem … Acreditava na redenção. No fundo, é bem possível que acreditasse no progresso. O acaso, pelo contrário, é a liberdade total a que estamos expostos por nossa própria natureza. O acaso não obedece a leis e, se as obedece, as desconhecemos. O acaso, se me permite a comparação, é como Deus que se manifesta a cada segundo em nosso planeta. Um Deus incompreensível com gestos incompreensíveis dirigidos a suas criaturas incompreensíveis. Nesse furacão, nessa implosão óssea, se realiza a comunhão. A comunhão do acaso com seus rastros e a comunhão de seus rastros com os nossos.

Aaaah… AGORA faz sentido. Pq pô, nestes tempo cremoso, 'coincidência' é entendida como quase o exato OPOSTO de 'acaso'. Na tradução brasileira do parágrafo (e, pasmem, tbm na euaense) parece q o Bolaño tá esclerosado: só faltava ele ter na sala um quadro dum menino chorando e chupando um Diletto.

Mas o Bolaño tá imune, apesar de a untuosidade genérica do mundo de hoje atingir à quase todos: desda camponesa q pendura o menino chorando na sala até o grande literato q se mete à traduzir OU q tá à mercê de certos tradutor.

Mas ¿será q é inevitável? ¿Será q –qdo qqer compositor medíocre, apoiado pela “fé”, consegue fazer ouvir sua cremosidade nos quatro canto dum país; qdo qqer camponês pode escolher entre ter na parede uma foto da Xuxa ou uma imagem produzida por Van Gogh; qdo a Kibon pode te enganar descaradamente na cara duma embalagem e cremosificar uma receita clássica– será q faz sentido o doutor olhar tudo isso e lamentar?

¡Claro q NÃO faz! Só faz sentido gargalhar:

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

24 comentários:

Rafs disse...

Meus pais me criaram pra ser um sujeito cremoso, mas só conseguiram me deixar com aversão à toda essa cremosidade. Uma dos motivos pra eu gostar de trabalhar com crianças/adolescentes é que eles não são tão frescos. Não tentam amaciar tudo.

Arthur Golgo Lucas disse...

ChicaBon com banana? ARGH! Mas não vem ao caso, com o perdão do quase-cacófato trocadilho. Há casos mais interessantes a notar. :-)

O engraçado é que esse pote de ChicaBon chega a ser caso de estudo de análise combinatória: quantos absurdos diferentes dá pra montar só com as expressões impressas?

Hoje estou com a macaca... e não é a Chita, que a Chita era macho!

Camelo disse...

No meu local de trabalho usei a expressão "essa música é linda de morrer" e logo fui corrigido: "se é linda não é de morrer, vc tem que dizer linda de viver".
Linda de viver???? Linda de viver???? Pela terceira vez: linda de viver????
Donde esse pessoal tira essas coisas?
Já-já essa gente vai transformar a expressão "pôr o preto no branco" para "pôr o afro-brasileiro no branco". É muita cremosidade pra minha farofa.

Permafrost disse...

Rafs,
¡Não vai dar moleza pros moleque, hem! :•)

Golgo,
Sesdia, pus pedaços de laranja num sorvete de chocolate. Ãã… não deu certo.

Camelo,
Impressionante, não? A patroa sempre reclama de restaurante q serve prato "super picante" quase sem pimenta, pra não ferir o paladar de gente cremosa. Ora, quem pede prato super picante é pq não QUER prato cremoso, não? H.G.Wells já previu quais serão os descendente dessa gente.

Mas tua versão de "pôr o preto no branco" não é cremosa o bastante: cremoso é "pôr o azul no bege". :•)

Rafs disse...

Perma,

Qual livro do Wells fala sobre isso?

Permafrost disse...

Rafs,
"A máquina do tempo". O cientista viajante do tempo chega ao ano 800mil e pedrada, e lá encontra o povo no qual metade da humanidade evoluiu, os Elois. Eles são a metade cremosa. A outra metade são os Morlocks.

Neanderthal disse...

O que mais me preocupa é quando essa cremosidade atinge a política. É lamentável ver a frouxidão com a qual são tratados os assuntos mais sérios pelo noticiário político.
Vamos lembrar, por exemplo, o caso do mensalão. A Globo, sempre pró-situação, foi a última a mencionar isso em seus jornais. Interessantemente, o momento em que começou a mencionar o assunto coincidiu com uma fase financeira ruim da Net, que precisava da liberação de crédito pelo BNDES. Isso foi resolvido rapidamente e, logo em seguida, o mensalão sumiu dos noticiários e foi substituído pelo tal de "Caravana Brasil", apresentado pelo Bial, tomando cerca de 5 min do JN, no qual viajava-se pelo Brasil afora, mostrando a face boa do Brasil e do seu povo honesto.
Ontem mesmo vi outro exemplo disso na home do UOL: "Sarney Parte Para o Ataque", que diz o seguinte: "Para o presidente do Senado, oposição não tem proposta nem discurso, partidos viraram “cartórios que registram candidatos” e Congresso perdeu a legitimidade". Pior ainda: veja isso, "Resumo da Semana" na página principal do UOL de política: http://noticias.uol.com.br/videos/?tagId=99645&tagName=escuta%20essa!

Permafrost disse...

Derthal,
¿¡¿Quêêê?!?

¿¡¿Vc assiste televisããããuô?!?

Este mundo tá indo pro beleléu mesmo.

Mas é isso aí mesmo. Sesdia, vi de cabo à rabo um programa humorístico da Globo. Não dei sequer UMA risada. Constrangedor. Um canal q não tem senso de humor NÃO PODE ter um bom noticiário, né?

Pra dar risada vendo tv, só a inglesa no YouTube. Note q é a BBC…

Anônimo disse...

Nesse espaço democrático, uma pergunta que eu sempre quis fazer e não tinha a quem: instigado por uma programa da Globo News sobre o Graciliano Ramos, eu comecei a ler "Angústia", o romance que está aí "para atravessar várias gerações". Achei uma porcaria - pra ser educado. Não passei da sexta página, com o saco esborrotando... que nem o tal dos "Irmãos Karamazov", que eu já comecei três vezes. Eu queria saber o que vcs, que curtem literatura, vêem nisso. Profundidade? Revelações sobre a natureza humana? Sonoridade das frases? Urdidura da trama? A pergunta é séria - e eu sei que não tem nada a ver com o tema do post. A única cremosidade que eu vejo na espécie é aquela já digerida.

Permafrost disse...

Nônimo,
Sei não; inda não li esse.

Mas é nisso q dá acreditar em tv, né?

A tv é frases curta präs massa, mas… mas… ¿a massa existe? Tipo, si um livro vende 100 mil exemplar ¿é pq 100 mil pessoa gostaram do livro? Deve ser mais pq 20 mil gostaram e recomendaram präs outra 80. E daquelas 20 mil q gostaram, cada uma gostou diferente e por um motivo diferente.

Então, si vc não gostou de Angústia logo nas primeira página, JOGA FORA (ou guarda pra juntar traça caso o acaso te leve na direção do livro). E esqueça os Karamazov tbm.

O mundo tem livro PRA CARALHO; ¿pra quê perder tempo e dinheiro comprando algo só pq alguém recomendou? Pra gostar de qqer livro, ou vc é um tipo de pessoa, ou vc *quer ser* esse tipo de pessoa (ou seja, vc não é). ¿Não é muito melhor ir na direção à q teu gosto te leva naturamente?

Mas ¿como é q vc vai saber de quê vc vai gostar? Leia resenhas.

Pracimademoá disse...

Gostei desse adjetivo, "cremoso"...

Ultimamente eu ando lendo muito Facebook. Gosto muito dos meus amigos. Mas é duro aguentar a cremosidade constante das clarices lispectors e dos caios fernando-abreus.

Aliás, será que Bel me explica por quê só mulheres declamam Clarice e Cafeu? Por que nunca-nunquinha um homem? Como é que se dá essa coisa da alma feminina, que se desdobra em voos rasantes de mulher-menina vivenciando muitas almas em um único ser, encontrando-se a si mesma entre lágrimas e gozos inconsequentes de constatações incontestáveis? Hummm???

Bel disse...

Hahaha! Socorro, Pracima, não tenho explicação.

Aposto que um dia vão pescar essa sua frase aí no Google e sair citando. :D

Permafrost disse...

Demoá,
A patroa aqui não sabe nada dessas coisa, não. Ela lia Byron aos 13 e hoje lê Ogden Nash, pra vc ter uma idéia. Ela entra na internet pra ler relatos de crimes hediondo, e ver filmes de terror e debates high brow.

Mas pô, ¿até *vc* aderiu ä nova ortografia?

Anônimo disse...

Vou tentar de novo. Não acho que seja chique, cabeça ou sofisticado gostar de literatura. Não quero ser essa pessoa por esse motivo. O ponto não é esse. Acho que deve ser bom gostar de literatura. Livro é barato e muita coisa se pode baixar na internet. Eu imagino vcs se deliciando com seus autores por horas e fico com inveja: que bom se eu gostasse de futebol, teatro, cinema, facebook ou literatura: teria muito mais com que me entreter. Por isso lhe perguntei. Vc, tão inteligente, será que lê ficção só pra fazer a crítica, sem ter prazer nenhum nisso?! Duvido. Eu já li algumas resenhas suas para a Copa de literatura e fiquei com a impressão que vc perdeu seu tempo na maior parte das vezes. Como vc compensa isso?
O que uma pessoa inteligente vê em literatura? Teatro, por exemplo, é a praia das nulidades ilustradas. Literatura, porém, parece ser um caso à parte. Por gosto, eu só leria/ouviria gente inteligente. Mas nunca vi nada que se parecesse com inteligência em ficção, só em blogs... e, é claro, às vezes. Aceito sugestões, em português. Eu canso logo de ler em inglês. Pensando agora: vc que se ocupa tanto com isso, deveria comentar o que vc leu e que valeu a pena. Eu, pelo menos, agradeceria. Fica a sugestão.

Permafrost disse...

Nônimo,
Sobre sugestões em português, não sei mesmo o q dizer. Pràticamente comecei à ler literatura brasileira prä fazer resenhas na Copa. Não leio traduções pra português.

Si alguém inventariar as biblioteca particular de 500 mil leitor, não vai encontrar duas igual. Isso pq um livro leva à outro, e não importa muito por onde vc começa. Então, si vc tá procurando um caminho de leitura –tipo, pra montar uma biblioteca mental (ou intelectual)– faz vosso próprio caminho. O importante é vc ser um leitor único. Pega um livro qqer, lê de cabo à rabo, e analisa o q vc acha dele e por quê. Aí lê outro, &c &c &c.

Tbm por isso, não há resposta pra vossa pergunta, "¿Quê uma pessoa inteligente vê em literatura?" Sei lá. Cada uma vê uma coisa diferente, e uma dada pessoa procura num livro algo diferente do q procura em outro. Essa pergunta contém um erro comum, q é o de achar q há uma, digamos, "biblioteca essencial" em q uma pessoa inteligente vai encontrar a melhor fruição e o melhor estímulo pra seu intelecto. Não existe, essa biblioteca; cada um faz a sua.

Olha só, por exemplo, o q vc disse sobre teatro: "a praia das nulidade ilustrada"; minha opinião é quase a oposta, falando de peças como leitura. Já li trocentas peça –quase todas de teatro inglês, algumas de francês– e me divirto pacas. Minha biblioteca de referência mental contém muita leitura de teatro (já sobre ver uma encenação, só se for MUITO recomendada).

Agora, sobre "inteligência em ficção", tem muita. Mas vc me fez lembrar duma sacada do doutor –mais ou menos sobre isso– de q tou pensando em falar há vários mês. Vamos ver se me animo à escrever sobre ela.

Anônimo disse...

"¿Quê uma pessoa inteligente vê em literatura?" Sua modéstia o impediu de entender a pergunta como lhe sendo dirigida. Mas acabou respondendo, de uma certa forma. Digamos que teatro lido é literatura. Li "As núvens", já adulto e deu até pra achar graça. Quando li "Calabar", ainda adolescente, gostei. Aceito sugestões, então.
Eu tenho uma biblioteca física enorme. Sempre tive compulsão de comprar livros. Felizmente tenho comprado menos livros com o advento dos arquivos pdf. Já tentei ler muita coisa de ficção e na imensa maioria das vezes eu acho uma perda de tempo.
A propósito: eu acredito, sim, que haja um núcleo comum de uma biblioteca essencial. Queria saber qual era a sua.
Um segundo a propósito: eu tenho a impressão que se valoriza muito o que se escreve em inglês. Pega bem gostar de Sidney Sheldon, mas não de Aguinaldo Silva. Eu não li nenhum dos dois, mas suspeito que, no frigir dos ovos, sejam a mesma coisa. Vou ver se tiro a minha conclusão fundamentada, lendo suas indicações.

(estou sem óculos, vá desculpando os erros)

Neanderthal disse...

Anônimo,
Aceita sugestões de outros que não sejam o Dr Plausível?
Seguem as minhas:
----- NÃO FICÇÃO ---------------
- "Como a Mente Funciona" de Stephen Pinker (leio melhor em inglês mas dessa vez li em português, porque era o que tinha, mas a tradução é, digamos, "satisfatória"). O livro fala sobre a teoria da evolução, sob a ótica da adaptação do ser humano ao seu meio ambiente - o que ocorreu entre cerca de 800 e 200 mil anos atrás - e do papel da mente humana, suas ferramentas, emoções etc.
- "Armas, Germes & Aço" de Jared Diamond (esse li em inglês). O livro analisa aspectos que influenciaram na dominação de determinados povos sobre outros e na resistência a essa dominação, terminando por propor uma interessante teoria sobre "desenvolvimento" no longo prazo. Cuidado com essa palavra "desenvolvimento", não significa "crescimento econômico", ou "POGRESSO".
- "O Poder do Mito" de Joseph Campbell. Tem o livro e as entrevistas em vídeo que deram origem ao trabalho, no qual Joseph Campbell analisa a mitologia humana do porno de vista multi-cultural, ou seja, encontrando relações entre diferentes culturas para os mitos recorrentes. O trabalho inclui uma análise interessante do filme Star Wars .

----- FICÇÃO -------------
- "A Fogueira das Vaidades" de Tom Wolfe. O livro é bom, mas o filme um lixo. Trata-se de uma critica ácida aos "estilo de vida americano".
- "O Senhor das Moscas" de William Golding. Você com certeza já leu, mas tem outros excelentes dele, como "Os Herdeiros", "Ritos da Passagem". Me lembro de ter ouvido alguns desses livros em fita K7, lidos por atores ingleses. Gostei de todos.
- "O Jogador" de Dostoyevsky. Você deve ter lido. É um livro um tanto "soturno", como outros dele, tipo "Crime e Castigo".
- "A Montanha Mágica" de Thomas Mann. Comecei a ler recentemente, mas parece bom.
- Sempre gostei da série "Nero Wolfe" do Rex Stout. São histórias de detetives ambientadas em Nova York nos anos 50. Um detetive gordo, preconceituoso, preguiçoso, cabeça-dura e gourmet que conta com um assistente mais dinâmico e "flexível", para usar uma palavra cremosa. Isso é totalmente gosto pessoal, ou, sei lá, pra quem gosta do gênero.

Permafrost disse...

Nôni,
Sei não. ¿Pega bem gostar de Sydney Sheldon? Pra mim, pega malíssimo. O Derthal mencionou um bom aí, o William Golding.

Acho tbm q ler ficção é perda de tempo. Mas ué, ¿por quê não perder? Afinal, não é possível *ganhar* tempo.

Rafs disse...

Tava comendo pão com requeijão cremoso quando lembrei de uma coisa. Não se se vc conhece a nova moda de filmes de vampiro, a saga Crepúsculo. É uma história de vampiro pra menininhas e é cremoso até dizer chega.

Os vampiros não queimam quando são expostos ao sol, mas brilham como se tivessem o corpo coberto de purpurina.

O vampiro principal não transa com a personagem feminina principal antes do casamento. Como diz um amigo meu, deve ser vampiro cristão.

Esses filmes (já foram quatro) tão fazendo um sucesso gigantesco e não só entre pré-adolescentes e adolescentes.

Permafrost disse...

Rafs,
É totalmente ridícula, essa vaga saga. É duma cremosidade q atola o pensamento. E olha q nem vi, hem; tou falando baseado apenas em descrições q ouvi. Certamente é *muito* pior q ridículo.

Anônimo disse...

Acho que se exige de tradução uma excelência que não se exige em coisa nenhuma.
Um romance como esse do Bolaño tem umas 300.000 palavras, aí o sujeito encontra um erro em 1 palavra e fica apontando. É ridículo, o sujeito devia solicitar seu diploma de babaca.

Permafrost disse...

Nôni,
O erro de tradução apontado ali não é o assunto. O assunto é a cremosidade q *causou* o erro.

Mas olhando pro erro em si, não foi uma palavrinha qqer, né? Foi uma palavra central pro livro todo. Se o tradutor deixa a cremosidade confundir 'coincidência' e 'acaso' num livro em q o acaso é uma idéia central, cria uma desconfiança de q ideològicamente ele não era a melhor opção de tradutor, né?

Anônimo disse...


As outras 299.999 palavras estavam lá de onda, essa concentra todo o significado do livro.
SE FUDÊ, SEU BABACA.

Permafrost disse...

Noninho,
Lê o q escrevi:
«num livro em q o acaso é uma idéia central»

Não escrevi q o acaso é *A* idéia central, mas *UMA* idéia central.

Aí vc, usando provàvelmente de alguma cremosidade em teu processamento interpretativo de texto, entendeu q escrevi:

«[a idéia de acaso] concentra todo o significado do livro»

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Antes de comentar aqui, faz assim, ó: aprende à LER o q as palavra significam. Ou então, caso já saiba ler, lê seguindo a ética.

Postar um comentário

consulte o doutor