11 novembro 2011

Meta-ectomeleca



Sesdia, nosso ectoplasmático doutor espirrou e a meleca no lenço formou a perfeita imagem de Elvis Presley espirrando. ¿Há melhor prova de q Elvis realmente já morreu?

7 comentários:

Camelo disse...

A história das fraudes das Irmãs Fox foi muito bem documentada. Em 1888, Reuben Briggs Davenport lança um livro (The Death-blow to Spiritualism) com o seguinte subtítulo: "the true story of the Fox sisters, as revealed by authority of Margaret Fox, Kate and Catherine Fox Jencken". Neste livro (que pode ser adquirido de graça pela Internet) as 3 irmãs lamentam o fato de terem iniciado uma onda de charlatanismo nos Estados Unidos que acabou se alastrando pela Europa. As 3 irmãs fizeram de tudo para desfazer a enorme cagada que fizeram: colaboraram neste livro, fizeram confissões aos jornais, fizeram demonstrações públicas de como as fraudes eram criadas, explicaram tudo tintim por tintim. E mesmo assim, a casa onde as 3 irmãs nasceram é hoje um "santuário espírita", e é celebrada como "the birthplace of modern spiritualism".
Derren Brown (mágico inglês) conta uma história interessante. Após seus shows de mágica algumas pessoas chegam nele e dizem assim: "cá entre nós, eu sei que vc tem poderes mediúnicos, mas não precisa ficar preocupado que eu não vou revelar isso a ninguém". E quanto mais Derren Brown explica pro sujeito que é só um truque de mágica, mais o sujeito se convence que ele tem poderes mediúnicos.
Esse mundo é o paraíso dos espertos e dos charlatões. As pessoas querem e precisam acreditar em fantasias sobrenaturais, mesmo que as evidências de fraude estejam pulando e gritando debaixo de seus narizes.

Pracimademoá disse...

Elvis na meleca é fácil. Quero ver espirrar o Hoffa.

Neanderthal disse...

Charlatanismo, sim. Implausível, não.

Camelo disse...

Oi Neanderthal,
Charlatanismo, sim. Implausível, sim!!!
A mais forte evidência de que os ditos fenômenos mediúnicos são implausíveis é o fato de nenhum médium ainda ter conseguido mostrar que faz o que diz fazer. A Fundação Educacional James Randi oferece $1.000.000 para quem simplesmente mostrar a veracidade desses fenômenos. A coisa é assim: o médium se inscreve no teste, e ELE PRóPRIO cria o formato do teste que deseja fazer - claro, o teste tem que ser desenhado de uma forma tal que o médium consiga quantitativamente provar alguma coisa. Existem, na verdade, dois testes: o teste preliminar e o teste final. Até hoje, ninguém conseguiu passar nem sequer no teste preliminar.
Aí vc vai dizer: ah, mas os médium sérios não estão interessados em dinheiro. Tudo bem: então doe o dinheiro todo para a caridade e prove de uma vez por todas que a mediunidade realmente existe. Não é o que todo médium quer? Convencer as pessoas da realidade do mundo espiritual e fazer caridade? A oportunidade está aí. E pq será que os médiuns "sérios" não se inscrevem no teste? A resposta é simples: todos os médiuns no fundo sabem que sua mediunidade não funciona, que é apenas invenção, uma baléla. Se tivessem realmente certeza que a mediunidade existe, então não pensariam duas vezes antes de se inscrever neste teste. Aí está a prova da implausibilidade do fenômeno mediúnico.

Neanderthal disse...

Na minha definição de plausível, a história não precisa ser verdade. Pode ser 100% mentira e, mesmo se o ouvinte não acredita muito, entende que poderia ser verdade.

Por exemplo, um aluno que não fez a lição de casa inventa uma história 100% falsa, mas plausível: diz que sofreu em sequestro relâmpago e que o carro de sua mãe foi roubado e, quando encontrado, o caderno não estava mais lá. A secretária liga para confirmar, mas a mãe está no Rio a negócios e o pai em reunião. A história passa por plausível.

Esses charlatães do espiritismo inventavam histórias falsas, mas plausíveis. Pesquisavam os coitados e falavam coisas que poderiam estar relacionadas aos clientes. Nunca diriam, por exemplo, que o espirito perguntou sobre a sua plantação de abacaxis sabendo que nenhuma existia.

Camelo disse...

Oi Neanderthal,
Por seu comentário inicial ter sido apenas duas frases, eu confesso que não soube interpretá-lo perfeitamente, e arrisquei uma interpretação só para começar um diálogo.
Tudo bem, entendo perfeitamente quando vc diz que essas histórias podem ser plausíveis, mesmo sendo 100% mentiras. No entanto, eu tenho uma informação importante a acrescentar. Eu já tive em minhas mãos "mensagens psicografadas" de pessoas "desencarnadas" que eu conhecia muito bem. E o interessante nessas mensagens é que vc percebe com muita clareza que a personalidade das pessoas muda radicalmente "após a morte". Não só a personalidade muda, mas também o jeito de escrever. E o mais interessante disso tudo é que a personalidade e o estilo de escrever do "desencarnado" são muito parecidos com a personalidade e o estilo de escrever do médium.
Um exemplo disso foi a "mensagem psicografada" que Houdini recebeu de sua mãe após "desencarnar". A mãe de Houdini não falada uma palavra de inglês e tinha uma personalidade ríspida e autoritária. Na mensagem ela se revelava doce e compreensiva, e se expressava num inglês impecável.
Outro exemplo: o reporter Hamilton Ribeiro, trabalhando para a extinta revista Realidade, visita Chico Xavier em 1971 e pede para receber uma mensagem psicografada para o Sr. Pedro Alcântara Rodrigues, alameda Barão de Limeira, 1327, ap. 82, São Paulo. A mensagem dos AMIGOS ESPIRITUAIS do Sr. Pedro Alcântara foi entregue para o repórter, mas Hamilton declara no fim da reportagem que a pessoa e o endereço foram invenções suas.
Chico Xavier psicografou muitas mensagens de pessoas vivas (pensando que estavam mortas) e de pessoas (e para pessoas) que nunca existiram.
As mensagens psicografadas, se olhadas com atenção, se mostram totalmente implausíveis. Seria como se um aluno que não fez a lição de casa inventasse uma história 100% falsa e implausível: fui abduzido por ETs na Avenida Paulista, e eles vasculharam minha bolsa e roubaram apenas minhas lições.

Neanderthal disse...

Camelo,

É, realmente, nesses casos as histórias são implausíveis. Mensagem psicografada de alguém que não existe ou ainda não "desencarnou". Mensagem em língua e/ou estilo diferentes do "desencarnado". Já no vídeo anexo, percebi que as irmãs faziam uma pesquisa minuciosa antes de performar o seu charlatanismo, demonstrando que os gringos são mais difíceis de embromar, o que confirma a teoria do mecânico do meu colega: "brasileiro gosta de enganísmo".

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