18 junho 2011

Desleixo doutoral

Sesdias, tava eu aqui bundando, e levei o maior susto ao receber uma mensagem de alguém de Brasília expressando profundo desgosto pelas crítica acérbica de nosso ecumênico doutor contra o projeto daquela cidade qdo expôs aqui seus defeito arquitetônico e urbanístico, como se despisse um doente terminal merecedor de apreço e caridade, exibindo ao mundo suas verminose, chaga, pústula e tunga.

O leitor se disse pessoalmente ofendido. Mas à menos q seja ele o próprio arquiteto bundão ainda vivo ou alguém psicografando o urbanista ou o ex-presidente, não vejo como qqer outra pessoa além deles possa justificadamente se ofender pessoalmente com críticas ou gargalhadas à edifícios e ruas.

No entanto, acho q o doutor foi mesmo meio desleixado ao não contar a história toda. Muita gente volta da Suíça declamando odes de louvor ä beleza do lugar e reclamando laivos de ódio à seus habitante. Com Brasília, há q ser o oposto –pelo menos em minha experiência.

Ô povo bacana, viu. Talvez o fato de ele viver no duplo apartheid compulsório imposto pela idéia centro-oeste de JK e pelo urbanismo asséptico de Lúcio Costa, os morador classe média/alta de Brasília –qdo, após longo e anódino passeios urbano de carro, finalmente se encontram nas casa, nos restaurante, nos centro de compras, &c– são tomado por uma sociabilidade contagiante, uma generosidade entranhada, um gosto sincero pelo convívio e pela alegre colaboração q não conheci em nenhum outro lugar do Brasil. Junte-se à isso a vocação cosmopolita duma capital federal, e o resultado é um povo dos mais interessante: culto, sofisticado e relax. Me hospedei com pessoas fabulosa q nada deixaram faltar; toquei com músicos excelente q abriram portas sem hesitar; colaborei com conhecidos e desconhecidos q tudo fizeram pra me ajudar.

O valor de Brasília é seu povo comum, apolítico, insistindo em preencher de escala humana os horroroso vazio de sua arquitetura, dia após dia durante 50 ano teimando em terminar com material humano essa construção tão mal idealizada por pessoas tão insensível, insensata e inescrupulosa qto Kubitschek, Costa e Niemeyer –q recebem ajuda de gente ainda mais insensível, ignorante e inescrupulosa como Roriz &c.

Então leitor de Brasília, pode o doutor gargalhar ä vontade, eu só tenho à agradecer à seu povo.

5 comentários:

Raf disse...

Momento morde a assopra. Mas valeu, até fiquei com vontade conhecer Brasília.

foro disse...

Ah, entao a PF acabou prensando o doutor?

Arthur Golgo Lucas disse...

[off topic]

Concordância nominal virou manga de colete?

Por que isso, Doutor? (Claro que eu sei que é proposital.)

Permafrost disse...

Não sei quem foi. ¿Será q foi a PF? HAHAHAHAHAHAHA

Golgo,
Então. Tem à ver com essa polêmica sobre o livro do MEC. Decidi demonstrar q a concordância em número é uma excrescência totalmente inútil nas línguas latina. No italiano, não é tão ruim. No português, é mezzo excrescência. No espanhol, é uma afronta aos ouvido.

Anônimo disse...

quem mora em São Paulo não tem como criticar lugar nenhum: é só se enxergar.

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