20 junho 2011

Red caroon

Assim tá ficando difícer. Em seu morning constitutional, nosso elástico doutor vai ter q começar a se desviar da banca de jornais do Jarisvelson. Pq sei lá, né. Parar seu filosófico exercício diário pra gargalhar ä frente dum jornal pendurado ao vento já tá começando a parecer coisa de retardado mental.

Aliás, coisa de retardado mental são as idéia q o departamento de marketing da Folha de São Paulo vira e mexe tem, viu. Vai ter idéia retardada assim lá na mongólia, sô. E uma bessurda falta de respeito pelo leitor, tbm. O Jarisvelson äs vez mostra pro doutor: a Folha chega ao cúmulo de pegar suas seis coluna por página e intercalar uma de notícia, uma de anúncio, uma de notícia, uma de anúncio, &c.

HAHAHAHAHAHA

E tem tbm o despautério diário de transformar metade da primeira página em anúncio. Hoje, o doutor rolou no chão aos gargalho qdo viu a idéia q algum tronho teve: a "primeira" página é TODINHA um anúncio duma franchaize de escolinhas d'inglês. E ¿a idéia dos cara? Pegaram a primeira página original em português e… e… "traduziram" tudo pro inglês…

HAHAHAHAHAHA

e cheia de erros de ortografia e pontuação, inconsistências de tempo verbal, inadequações äs convenção jornalística do inglês, frases incompreensível, traduzices básica, ignorância dos vocabulário, dos assunto, discrepâncias entre inglês euaense e britânico, esquisitices de todo tamanho.

HAHAHAHAHAHAHAHA

E isso é um *anúncio*de ESCOLA D'INGLÊS, meudeusdocéu. Plausivirol na veia, pô, né? Olha abaixo uma transcrição da página toda, com as correção q o doutor levou uma horinha pra fazer. Os erro tão em vermelho (!) entre colchetes, e as correção doutórica tão em azul itálico.

SP Secretary leaves after investigation
The [State Sport, Leisure and Youth Secretary] State Secretary for Sport, Leisure and Youth, Jorge Pagura, [resigns] has resigned after being mentioned in a case of fraud currently under investigation.
[Advisors] Aides deny Pagura's involvement and say that he has resigned in order to [bring tranquility to] clear the atmosphere around Governor Alckmin, who has accepted [the] his resignation.

'Only Jesus Christ [saves] can/will save the World Cup in Brazil'
The federal deputy Romário (PSB-RF) [states] has said that Brazil [won't] will not be able to [organize] stage the best World Cup ever. According to him, CBF president RicardoTeixeira [has to] should go to the [Chambers] chamber [to] and explain the construction [expenses] budget .

Dissidents get [the USA aid] American help to use the Internet

Teenagers who [do not enjoy] are not into sex fight against prejudice

Read "Wider [boardband] broadband" about the expansion of high-speed Internet access [expansion] in Brazil, and "Police Salaries" about the national salary floor.

Internet [user] users may take part in [a questioning] Q & A with Kassab today

[Car] Cars with plates ending in 1 or 2 [should] do not run today

SKY UPSIDE-DOWN: Smoke [signs] signals [to chopper] (objeto indireto em posição ambígua) the climb of [shielded tanks] armoured cars up Mangueira hill to [stablish] establish a [Pacifying] Peace Police Unit; no drug dealer [was] has been arrested.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA
(A legenda acima precisa ser totalmente refeita: Smoke relays an armoured car's position to a helicopter, as it climbs Mangueira hill to help set up a Peace Police Unit; no arrests made.)

[DOWN] OVER THE BRIDGE: Runners cross [the] Octavio Frias de Oliveira [b]Bridge[,] during the SP Marathon, which was won by David Kemboi (Kenya) and Samira Raif ([Marocco] Morocco)

Tax benefit is not controlled, [said] says TCU
Exemption [reaches] reached R$144 [bi] billion in 2010; National Treasury Dept [doesn't] does not comment (makes no comment)
Inspections [from] by the Federal Court of Auditors indicate that [tax benefits offered by the government from project execution to the result evaluation increased with no adequate control].
(Não faz o menor sentido, a segunda parte dessa frase. Olhando no original em português, vê-se q o tradutor nem sequer entendeu o q tava escrito.

HAHAHAHAHAHAHAHA

Uma tradução correta seria: tax benefits offered by the government have increased with no control over the execution of projects or the evaluation of results.)
Last year, the Treasury did not [receive] collect R$144 [bi] billion in revenues [enough to pay, almost all education health, and social security expenses in 2010 figures] which, in 2010 figures, would have been enough to pay for almost all of education, health and social security expenses.
According to the TCU, [T]the lack of control over the execution and evaluation of supported programs[, according to TCU,] increases the chances of misuse of the money.
In the last four years of Lula's government, the waiving of Treasury and Social Security revenues increased by 32% above inflation. The Treasury Minister [did not comment] made no comment on the subject.

Health [Insurance] plans will have a [deadline] time frame to [assist patients] make appointments

São Paulo wins another game and [goes up on the table]
(WTF? A notícia original é «São Paulo ganha outra e tem melhor início dos pontos corridos», e isso crìpticamente quer dizer q, desde q o sistema de pontuação em campeonatos mudou pro de pontos corrido, esse time obteve a melhor performance no início dum campeonato. Traduzir pra "sobe na tabela" é coisa de quem não faz a menor idéia do assunto. O doutor, consciente do problema de espaço, sugeriu: São Paulo has the best initial start in running points.)

I saw the gun, screamed[;] and [got] was shot in [my] the face

Greek PM appeals to [the government] Parliament

HAHAHAHAHAHAHAHA


(O primeiro ministro *É* o governo, meu tronho. A manchete original é «Governo grego lança apelo ao parlamento» —q, digamos, faz sentido.)
The Greek Prime Minister George Papandreou has begged [for the Parliament support to] Parliament to support his government. He wants to [approve] get an austerity package approved, but the opposition rejects the proposal, and almost half of the population is against it.
Governments from the euro zone have failed to reach an agreement about a new package to help the country. They recommend that [the banks] creditors voluntarily determine [what kind of] how much help they are willing to give.

[Social Media rumours defies market affecting] Social media rumours defy markets and affect investments

[Due to] With [high] interests rising, consortiums [is] are the way to buy cars

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E isso q o doutor tentou modificar o texto do anúncio o menos possível. Aposto q muito professor dessa escolinha deve ter ficado red with embarrassment.

Então, pô, consulta alguém, né? Alguém q saiba o q faz, né? Só não consulta o doutor pq ele é contra essas idéia da Folha. Alguém diria q, se ele não tem filhos na escolinha e não compra o jornal, ¿que direito tem de reclamar? Mas ué? E o serviço voluntário ä população ¿não conta?

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

âiâiâiâi dor distongo

18 junho 2011

Desleixo doutoral

Sesdias, tava eu aqui bundando, e levei o maior susto ao receber uma mensagem de alguém de Brasília expressando profundo desgosto pelas crítica acérbica de nosso ecumênico doutor contra o projeto daquela cidade qdo expôs aqui seus defeito arquitetônico e urbanístico, como se despisse um doente terminal merecedor de apreço e caridade, exibindo ao mundo suas verminose, chaga, pústula e tunga.

O leitor se disse pessoalmente ofendido. Mas à menos q seja ele o próprio arquiteto bundão ainda vivo ou alguém psicografando o urbanista ou o ex-presidente, não vejo como qqer outra pessoa além deles possa justificadamente se ofender pessoalmente com críticas ou gargalhadas à edifícios e ruas.

No entanto, acho q o doutor foi mesmo meio desleixado ao não contar a história toda. Muita gente volta da Suíça declamando odes de louvor ä beleza do lugar e reclamando laivos de ódio à seus habitante. Com Brasília, há q ser o oposto –pelo menos em minha experiência.

Ô povo bacana, viu. Talvez o fato de ele viver no duplo apartheid compulsório imposto pela idéia centro-oeste de JK e pelo urbanismo asséptico de Lúcio Costa, os morador classe média/alta de Brasília –qdo, após longo e anódino passeios urbano de carro, finalmente se encontram nas casa, nos restaurante, nos centro de compras, &c– são tomado por uma sociabilidade contagiante, uma generosidade entranhada, um gosto sincero pelo convívio e pela alegre colaboração q não conheci em nenhum outro lugar do Brasil. Junte-se à isso a vocação cosmopolita duma capital federal, e o resultado é um povo dos mais interessante: culto, sofisticado e relax. Me hospedei com pessoas fabulosa q nada deixaram faltar; toquei com músicos excelente q abriram portas sem hesitar; colaborei com conhecidos e desconhecidos q tudo fizeram pra me ajudar.

O valor de Brasília é seu povo comum, apolítico, insistindo em preencher de escala humana os horroroso vazio de sua arquitetura, dia após dia durante 50 ano teimando em terminar com material humano essa construção tão mal idealizada por pessoas tão insensível, insensata e inescrupulosa qto Kubitschek, Costa e Niemeyer –q recebem ajuda de gente ainda mais insensível, ignorante e inescrupulosa como Roriz &c.

Então leitor de Brasília, pode o doutor gargalhar ä vontade, eu só tenho à agradecer à seu povo.

13 junho 2011

O prosciente

O mundo tem tanto crente q nosso estrupidante doutor já tava enjoando de explicar o q quer dizer ‘agnóstico radical’. Ele vinha tentando achar um termo melhor pra se definir perante aquele pessoal viciado em religião. Muita gente dizia q não era possível uma pessoa negar tão completamente a importância das questão última da existência, tipo ¿que merda é esta? ¿que catso é a consciência? ¿de onde caralhos veio o infinito?

Sempre saquei q a canhestreza do termo ‘agnóstico radical’ já denuncia o improviso de quem –tal como o doutor– nunca deu muita trela pro assunto das deidade, e adotei essa auto-definição no mesmo espírito (ou seja, nenhum espírito). Mas dá um trabaAalho explicar…

O trabalho provém em parte da palavra ‘agnóstico’, q tem um inconveniente parecido com o da ‘ateu’: é uma auto-definição q parte daquilo à q não se dá importância. Claro, toda pessoa q não fuma é não-fumante. Num mundo tão entuchado de crentes, faz sentido definir-se através da negativa, e é bobo reclamar do prefixo negativo em ‘agnóstico’ e ‘ateu’; já falei disso aqui. O inconveniente dessas palavra não é o prefixo ‘a’, mas os radical ‘gnosis’ e ‘theo’. Se vc é agnóstico ou ateu, e se define como tal, então vc tá prestando um desserviço prà erradicação do papel central da religiosidade nas sociedade, já q vc tá dizendo q sim, q a crença é um definidor importante da pessoa.

Se vc é um humano normal exceto por ter os mindinho do pé mais curto, eles são um detalhe pouquíssimo importante dentro do todo e vc não vai *se definir* à partir de vossos mindinho:

P: ¿Que tipo de pessoa é vc? ¿Qual vossa nacionalidade? altura? idade? profissão? vosso Q.I.? salário? estado civil?

R: Ah, sou minipododactilobráquio.

Do mesmo modo, nosso eqüipolente humanista sustenta q a auto-definição à partir da crença é uma inflação estratosférica dum assunto ínfimo do humano, uma auto-definição à ser usada apenas em conversas sobre *esse* detalhe mínimo.

Claro, muita gente diria chocada “¡Nããão! A crença é uma das característica mais importante do humano, se não a MAIS importante. É o q *define* a humanidade. Blablablá bloblobló.”

O doutor já falou várias vez da diferença entre ‘crer’ e ‘saber’. Mas não suficientemente deste detalhe: mesmo q vc seja o maior crente crédulo crendeiro sobre a face da Terra, o tamanho e quantidade de coisas q vc *sabe* são trocentas vez maior do q o de coisas em q vc *crê*. Vc sabe falar português (e talvez outras língua), sabe amarrar sapato, abrir torneira, coçar a cabeça, pegar ônibus; sabe onde fica vossa cama, vossa casa, vosso país; sabe quem são vossos amigo e parente; sabe o q sente por eles; sabe lidar com os incontável detalhe de vossa profissão; sabe de cór e salteado milhões de detalhe sobre vossa própria vida; sabe q, erguendo um pouco a cabeça, tem uma visão mais panorâmica do entorno; sabe interpretar palavras e intenções alheia, manipulá-las; sabe expressar vossas intenção e sentimento; sabe prever conseqüências de vossos ato; isso sem falar da avalanche de conhecimentos factual –q vc talvez chame de “conhecimento inútil”; vc sabe sabe sabe sabe sabe sabe sabe sabe… milhões, talvez bilhões de coisas. E lá num cantinho obscuro do cérebro vc tem algumas crença; e *mesmo* q vc seja um papa ou um capiau fanático religioso no meio do nada, vossas crença têm sobre vossas ação e decisão –e sobre as conseqüência delas– uma influência microscópica, se comparada ä influência q têm vossos conhecimento.

Então ¿por que catsos o Dr Plausível forneceria uma auto-definição baseada na crença? O correto é ele definir sua atitude perante o saber, não perante o crer. Uma possibilidade seria ‘prognóstico’, definindo sua postura favorável ao conhecimento. Mas pô, ‘gnose’ foi seqüestrada pelo debate “espiritual”: seu significado original de “ciência, conhecimento” deturpou-se pra “conhecimento esóterico da verdade espiritual blablablá bloblobló”. Daí q já existe a definição de ‘prognóstico’ como “pessoa q almeja o pleno conhecimento espiritual transcendente sobre Deus”. Ok, pode almejar sentado.

Então tava lá o doutor procurando um termo novo, específico e explícito. Qual não foi sua surpresa qdo eu, euzinho, seu discípulo e datilógrafo, achei o termo perfeito: prosciente.

Prosciente, prosciência, proscientismo. Essa é uma auto-definição à partir do q a gente sabe e pretende saber, à partir do q o humano sabe e pretende saber, à partir da ciência –definida em seu âmbito total: ciência é tudo aquilo de que vc é ou tá *ciente*. Vários problema ficam resolvido. Qdo vier um criacionista vos xingar de ‘evolucionista’ –esse termo q, cientìficamente, não significa nada (é como xingar alguém de ‘magnetista’ ou ‘gravidista’ ou ‘eletronista’)– vc pode dizer, “Êpa, peraí, sou apenas um prosciente: me defino à partir do q *sei* e pretendo saber, não do q creio.” Qdo vier um crente qqer dizer q vc é um ateu filho de Satanás, vc pode dizer, “Êpa, peraí, que falducação. Sou um prosciente tão legalzinho…”

Mas tbm, essa é uma maneira de dizer ao “bom” cristão/judeu/muçulmano/escambau q não, suas crença NÃO são importante, NÃO são uma base respeitável ou venerável pra discriminar e professar, pra aprofundar e abranger, pra moralizar e politizar, pra emocionar e se ofender.

07 junho 2011

Origens lingüística do atraso brasileiro, parte 4

Não faz muito tempo, este blogue disse q os vários problema do português “condenam o brasilês à ficar preso à lugares comum, à repetir idéias comum, à sempre voltar ao eixo caseiro e banal das percepção, à jamais prover a base pra pensamentos revolucionário, à sempre consumir idéias importada de línguas q facilitam a criação de instruções q tarão cada vez mais distante do meramente intuitivo.”

Neste texto, veremos q a fonética do português é um desses problema.

Não sei se muitos NoCuísta sabem, mas a língua portuguesa surgiu num lugar q, por sua localização no continente zoropeu, foi durante milênios a última borda do mundo antes de cair no poço do nada. Era o lugar aonde ia o Zoropeu civilizado qdo queria ver pastor amoroso filosofar sobre a imensidão do mar —ou seja, nunca. Se houvesse usinas nuclear em 1450, era em Portugal q a Zoropa enterraria seu lixo atômico. É difícil ignorar q a língua falada por aquela gente boa empurrada contra o mar até 1492 é na verdade uma degeneração do espanhol. Se o espanhol já não é lá essas coisa, imagine uma degeneração dele.

A degeneração é fácil de comprovar. Só como curiosidade, qdo na Zoropa se fala ‘colore’, ‘couleur’, ‘colour’, ‘kolore’ &c, o português fala ‘cor’, mas ‘colorido’; qdo na Zoropa se fala ‘pater’, ‘vader’, ‘father’, ‘padre’, ‘Vater’, &c, o português fala ‘pai’, mas ‘paterno’; qdo na Zoropa se fala ‘général’, ‘general’, ‘ghinearálta’, ‘generale’, ‘generell’ &c, o português fala ‘geral’, mas ‘generalizar’.

Outros exemplo:
Zoropa: douleur, dolore, durere, dolor; Portugal: ‘dor’, mas ‘dolorido’
Zoropa: genera, generate, generare, générer, generar; Portugal: ‘gerar’, mas ‘degenerar’
Zoropa: pulbere, polvo, poudre, powder, polvere; Portugal: ‘pó’, mas ‘polvilho’

Claro q isso é picuinha sem maiores conseqüência –até pq não há muitos exemplo. A degeneração à partir do espanhol se verifica mais claramente na fonética. O português manteve todos problema semântico do espanhol e adicionou outros tanto, mas o golpe fatal foi ter enrolado tudo numa pronúncia nhenhenhém q embota o pensamento. Já o brasilês –com sua mescla de influências do tupi-guarani, do italiano, das língua africana &c– vem tentando sair do impasse. Pela culatra, mas pô, vem tentando. Algumas rocoquice do espanhol (q já eram rocoquices no latim), se mantêm no português. Por exemplo, se alguém fosse intencionalmente atrapalhar o desenvolvimento duma nação, ¿conseguiria criar um sistema de números ordinal mais rococó do q este:
1° primeiro
23° vigésimo terceiro
456° quadringentésimo qüinquagésimo sexto
7890° septiesmilésimo octingentésimo nonagésimo
98765° nonagésimo octiesmilésimo septingentésimo sexagésimo quinto
?

E então, caso o 7891° lugar na maratona feminina dê empate, vc deve concordar todas palavra:
• Dois segundos depois da septiesmilésima octingentésima nonagésima colocada, chegaram as duas septiesmilésimas octingentésimas nonagésimas primeiras colocadas.

HAHAHAHAHAHAHA

Concordar em número e gênero é um grande problema prum país q raramente tá entre os primeiro. :•p

Mas esse existe em toda língua latina. O português tem tbm uns problema um pouco mais sério, pq mais ligado à questões cognitiva.

Tanto a cognição qto a comunicação dependem diretamente de associações mental. Qdo vc ouve um substantivo, a definição dele é a associação q vc faz com algo na realidade, ou com uma abstração. O povo do Portugal de 500+ anos atrás devia ter uma relação muito insegura e indefinida com a realidade, pois sua língua começou à tomar por definido e particular muita coisa indefinida e geral. O artigo definido ficou sendo usado desnecessàriamente pra, digamos, *ajudar* à definir melhor de quê se tá falando. Esse paroxismo defininte äs vez embola até a gramática:
• A paixão do Pedro e do meu primo SÃO os carros.

q diz a mesmíssima coisa q:
• A paixão de Pedro e de meu primo É carros.

Isso é muito diferente de colocar o artigo antes dum substantivo definido:
• Importamos as idéias criadas no país vizinho.

A degeneração do espanhol ‘el’ e ‘la’ pro português ‘o’ e ‘a’ é uma das grande tragédia da interação entre semântica e fonética. Tá certo q os artigo português facilitam nas contração com certas preposição: do, nas, aos &c. Mas vejam vcs q, por exemplo, o artigo definido feminino singular ‘a’ é a mesma palavra q a preposição ‘a’ e q o pronome ‘a’. Aí ¿quê acontece? O cérebro começa à evitar frases q mesclem esses som. Vejam esta idéia expressável clara e perfeitamente em espanhol:
• La degeneración la condenó a la abundancia de As.

E vejam o q acontece qdo essa idéia é expressa em português “norma” “culta”:
• A degeneração condenou-a à abundância de As.

Descontraindo a crase, temos:
• A degeneração condenou-a a a abundância de As.
onde:
a = pronome
a = preposição
a = artigo.

Ou seja, certas idéia NUNCA são expressa em português *por causa* da confusão q sua fonética cria. ¿Não é uma tragédia? Talvez só nosso eutênico humanista e seus discípulo percebam a tragédia; mas não é ä toa q ele é o único doutor honoris causa em plausibilática em toda a história do Universo.

Pra evitar o encontro de As, o cérebro (qdo já revitalizado pelo aporte do tupi-guarani &c) encontra automàticamente outras solução:
• Levou-a à água. (levou-a a a água)
vira:
• Levou ela na água.
ou
• Levou ela até a água.

O espanhol diz simplesmente:
• La llevó al agua.

(Em espanhol, ‘agua’ é feminino; mas, sendo uma língua um pouco mais esperta, põe-se o artigo masculino singular em palavras feminina começada em A acentuado:
• el agua tibia = a água morna
• el área condenada = a área condenada
mas:
• las aguas
• las áreas
Na frase acima, ‘al’ é contração de ‘a’ e ‘el’.)

Outro grande fracasso relacionado ao artigo definido, não diretamente ä fonética, é a ridícula e rebusnante redundância de colocá-lo antes de possessivos.
• o meu jumento = mi burro
• a sua inteligência = su inteligencia
• os meus relinchos = mis relinchos
• as suas idiotices = sus idioteces

Isso é redundante pq o artigo aí não tá definindo absolutamente nada: o possessivo JÁ TÁ definindo de qual jumento e inteligência e quais relincho e idiotice tamos falando. Bastaria dizer:
• meu jumento
• sua inteligência
• meus relinchos
• suas idiotices


A redundância vem daquela insegurança no definir, mas tbm provàvelmente da tronhice em confundir *pronome* possessivo com *adjetivo* possessivo –confusão q muitos gramático ainda fazem.

adjetivos:
Meu guincho é mais belo q teu guincho.
• Mi chillido es más bello que tu chillido.

pronomes:
O meu é mais belo q o teu.
• El mío es más bello que el tuyo.


adj e pron:
Meu guincho é mais belo q o teu.
• Mi chillido es más bello que el tuyo.


Muitos gramático despistado dizem q o primeiro é um pronome e o segundo é um substantivo. Mas prestenção: PROnome é o q *substitue* um nome; na frase acima, ‘meu’ não tá substituindo nada e ‘teu’ tá. Então.

(Qdo se critica a NoCu, sempre vem gente falando de Machado pra cá, de Assis pra lá. Mas basta uma pesquisinha em seus livro e já se vê q nem ele enxerga a redundância de ‘o meu”. Em Dom Casmurro, por exemplo, ele usa ‘o meu’ e ‘meu’ indiscriminadamente numa proporção de 3 pra 1; e a maior parte das vez em q diz apenas ‘meu’ é qdo se refere ao pai: “meu pai” —justamente um conjunto de apenas um ítem; vá entender.)

Outro fracasso relacionado aos possessivo é, vcs sabem, confundir os orneio q VOCÊ dá com os q ELE dá:
• Você é um asno e seus orneios me entristecem. = Eres un asno y tus rebuznos me entristecen.
• Ele é um asno e seus orneios me divertem. = [Él] es un asno y sus rebuznos me divierten.

Leitores deste blogue hão de haver notado q o padrão aqui é:
vc > teu
ele > seu

pra não confundir. Mas à partir de hoje, tá decidido:
tu > teu
você > vosso
ele > seu


Isso pq, pô, se ‘você’ vem de ‘vossa mercê’, então foi uma burrice de conseqüências nefasta este país ter sido uma colônia em q se dizia:
• Vossa mercê deveria cuidar melhor de seus possessivos.

em lugar do perfeitamente lógico e coerente:
• Vossa mercê deveria cuidar melhor de vossos possessivo, em vez de ficar enchendo o saco sobre a concordância dos plural.

Esse problema é herdado já do espanhol, em q se dizia:
• Dígame vuestra merced, por cortesía, su nombre.

Só q, mais uma vez, o espanhol foi mais esperto: manteve o ‘usted’, o ‘tu’ e o ‘vosotros’ como três entidades separada. E quem acha q o português criou o ‘você’, nananinanão: já aparece ‘voacé’ no Don Quijote, de 1605.

O artigo definido masculino ‘o’ tbm dá problema, em particular qdo é confundido com o pronome ‘o’. 99% dos falante semi-informado de português dirão q a palavra ‘o’ nas frase:
• Gostei do que ele disse.
• Não tenho o que dizer.


é um artigo, e aí põem o acento em ‘que’, mormente pronunciado ‘qui’. Mas ¿será q o ‘o’ é artigo? Não. Veja o espanhol:
• Me gustó lo que dijo.
• No sé qué decir.


E aí vem o camponês e pergunta:
• ¿O que disseste?

Isso se for um camponês norma culta, pois camponês normal pergunta:
• ¿O que foi que vc disse?

q o espanhol —sempre mais conciso— expressa:
• ¿Qué dijiste?

Mas, voltando ä fonética. Não foi picuinha dizer q o português é um espanhol nhenhenhém. A nasalisação dos som espanhol com M ou N tornou o português uma língua de fanhos. Inúmeras idéia nunca são expressada em português pq… pq… soam feio…

HAHAHAHAHAHA

• Vem em embalagem encerada. /vê nhenhêm balage nhên cerada/
• Quem não entretém em encantos, nem em enfeites seduz.
• Expressou-se bem em enfáticos ‘dãs’.
• Não ficaria contente com um undécimo lugar.
• Nasceu com um úmero torto q não se alivia com um ungüento qqer.


O espanhol lida muito mais eficientemente com essas junção de palavras:
• ‘en encantos’ se pronuncia /e nen cantos/
• ‘con un ungüento’ se pronuncia /co nu nun güento/
________

Esta exposição poderia continuar por páginas e páginas; poderia explorar os inúmero mal-entendido q a fanhosidade do português causa, as várias inconsistência no uso de ‘você’, o conflito entre “norma” “culta” e fluência, &c &c. Mas o texto já tá ficando chato.

Uma língua cuja lógica interna embole as definição e cuja estética fonética impeça inúmeras combinação de *idéias* não proverá um bom amparo cognitivo pra desenvolver o intelecto e o povo q a fala. (Aposto q ao ler isso vc, leitor, engasgou qdo leu ‘embole’. Tsk tsk.)

Talvez o melhor q possa acontecer ao brasilês será ele se distanciar cada vez mais do português. Vida longa à Marcos Bagno.

05 junho 2011

Som ambiente

Ano passado, nas prefeituras de todo o país:
«¿Que é q tem de programação aí pro ano q vem?»
«Xovê. Mm. Tem a Semana do Meio Ambiente.»
«Hm. Vamo então fazê uns shows aí, ué, né?, no parque da cidade.»
«Tipo ¿o quê?»
«Ah, um sambão, ué. Né? A gente monta um parco com 500 megawatts de som e contrata algum Representante Legítimo do Povão pra berrá umas mensage construtiva e cantá umas musga; aí todo mundo sai feliz e dá tudo certo.»
«Hm. Mas ¿não é a Semana do **Meio Ambiente**?»
«E?»
«Vai tê poluição sonora, vão pisotiá o gramado todo, enchê tudo de lixo, o show vai afugentá os pássaro do parque…»
«Ah, depois vorta tudo.»
«Tá. E ¿qual vai sê a mensage q o RLP vai berrá?»
«Ah, pode sê carqué uma dessas aí pra conscientizá o púbrico à diminuí a poluição, protegê a flora, reciclá o lixo e respeitá a fauna.»