19 dezembro 2011

Jong-slap

Pô, ¿¡¿o Kim Jong Il morre DOIS DIAS depois do Christopher Hitchens?!?

Tão de sacanagem, né? Não dá pra acreditar em jornal.

16 dezembro 2011

Não toque em nada

Quem conhece o sanitário masculino do aeroporto de Cagonhas, em SP, já viu esta placa em q o excesso de polìticamente correcto criou um desenho em q um cidadão mija sem nem pegar no próprio bilau:



É q nem precisa encostar em teu infecto mijador –tua, digamos assim, raiz da questão: a Febremar tem um mictório q faz tudo por vc, atendendo à comandos oral:

¡Abre!
¡Tira!
¡Chacoalha!
¡Limpa!
¡Vai com cuidado, sua besta!
¡Põe de volta!
¡Fecha o zíper!

¿O desenho "ilustrativo" era pra anarfa e estrangeiro entender?

aiaiaiaiai

Tem gente q não pensa.

Picuinha

Não, não, peraí.

http://www.aguadecheiro.com.br/deborah-secco-colonia-100ml.html

¿Deborah Secco tem uma colônia da Água de Cheiro?

¿O cheiro tem água mas é seco?

aiaiaiaiai

Tem gente q não pensa.

26 novembro 2011

Como criar um debate na tv*

1. Use apenas UM dos modelo abaixo pra criar uma pergunta:

¿Quem [verbo] mais blabla bla blablablabla blablabla, o homem ou a mulher?
¿Quem [verbo] mais blabla blablabla blablablabla, o homem ou a mulher?
¿Quem [verbo] mais blablablabla blabla blablablabla blablabla, o homem ou a mulher?

Outras possibilidades são:

¿Quem [verbo] mais bla blabla bla blablablabla bla blablabla, o homem ou a mulher?
¿Quem [verbo] mais blabla bla blablablabla blablablablabla bla blablabla, o homem ou a mulher?

2. Entregue ä produção, com a recomendação de incluir a opinião dum psicólogo qqer.

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*A receita tbm funciona em jornais e revistas.

21 novembro 2011

Xaviecando a lei

Olha, vou dizer uma coisa pra vcs, viu: ¡não tem fim, a variedade do mundo!

Sesdia, nosso espirituoso doutor foi consultar um advogado dos mais respeit-oso/ado/ável do Brasil e, conversa vai taxímetro vem, o jurista olhou de soslaio e mencionou de passagem a Associação Jurídica Espírita do Brasil.

Hm.

A epiglote doutoral começou à tremelicar. Voltando à seu consultório, ele achou isto:

http://jusvi.com/artigos/45003

A AJE-Br promove seminários, palestras, congressos &c buscando quórum lobista pra legalizar e regulamentar… ãã… (tou até com dificuldade pra escrever isto…) o testemunho de espíritos em processos jurídico.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

¿Consegue imaginar algo mais tonto do q um bando de adultos discutindo estratégias pra incluir psicografias como prova ou evidência ou testemunho ou mesmo *assunto* num processo? ¡¡Os cara tem até um projeto de lei!!

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

É como propôr q os paleontólogo enfiassem a orelha num tubo fincado no chão pra ouvir esqueletos de dinossauro no subsolo reclamando de osteoporose. Tenha a santa.

Não se trata nem de acreditar ou não numa besteira desse tamanho. Se trata, sim, de q jurista com um mínimo de cérebro incontaminado pelo hipoplausivírus jamais nem cogitaria aceitar testemunhos de terceiros como prova num processo jurídico. Êi, ¿não fez direito a faculdade? Não se aceita como prova ou sequer evidência um Fulano qqer dizendo "Ói, eu mesmo não conheço o Sicrano pessoalmente; mas ele me ligou ontem jurando pel'alma da própria mãe q ele não escorregou num tomate e bateu a cachola numa jaca; ele foi assassinado pelo Beltrano de Paula Cândido Xavier, meu vizinho."

Ou seja q, mesmo si toda a patranha espírrita fosse verdadeira, ainda assim uma psicografia não poderia èticamente ser aceita num processo pois provém dum terceiro; e si o gajo mediúnico pretendesse autenticar uma psicografia assinando o nome do falecido e reconhecendo a firma, seria processado por falsificação. ¿Esse pessoal não conhece as lei?

Pô, daqui à pouco então eu mesmo posso abrir um Escritório de Psicografia pra ganhar a vida espalmando o xavier na testa e mascarrando uns garrancho pra juiz ver.

O Dr Plausível não ri de passatempo alheio e muito menos da ilusão de voltar à se comunicar com algum finado obsessivamente querido. Mas pô, ¿como não gargalhar de hipoplausibiléticos de raciocínio tão atravessado por desejos, à ponto de acharem não só plausível mas *ético* apresentar à um juiz umas confabulação imaginária?

Olha, tou pra ver, viu?

11 novembro 2011

Meta-ectomeleca



Sesdia, nosso ectoplasmático doutor espirrou e a meleca no lenço formou a perfeita imagem de Elvis Presley espirrando. ¿Há melhor prova de q Elvis realmente já morreu?

06 novembro 2011

A untuosidade genérica

Ontem, nosso epigráfico doutor teve saudade de sua infância querida, da aurora de sua vida. ¿Quê fez, então? Ora, foi à uma padaria comprar um pote de ChicaBon pra comer com rodelas de banana: uma empreitada destinada ao fracasso. Não é q as doutoral papila gustativa tenham minguado com a degeneração geral de seu metabolismo. O q mudou foi o ChicaBon. Analise a embalagem abaixo. ¿Quê tá errado?



Pois é.

¿Como é q a mesmíssima embalagem diz “clássicos” e “nova receita”?

HAHAHAHAHAHAHA

¿Como é q a mesmíssima embalagem diz “sabor original” e “cremosíssimo”?

HAHAHAHAHAHAHA

Ora, os quatro termo simplesmente *não podem* ser verdade ao mesmo tempo. Si é um sorvete clássico, não tem nova receita. Alguém tá mentindo; alguém tá engabelando o povaréu e ajudando à disseminar o hipoplausivírus semântico (aquele q impede o cérebro de ENXERGAR a distinção entre as palavra). ¡Que vergonha, Kibon!

E pior: si tem sabor original, não pode ser cremosíssimo. “Mas, doutor, ¿quê tem à ver o sabor com a cremosidade?”

Tá. Essa é um pouco mais difícil de enxergar, mas vamos lá.

Prezado leitor, perceba a enorme vastidez quantitativa de coisas cremosa hoje em dia. ¿Já experimentou aquele sorvete novo, o Diletto? Ugh. Cobrando os olho da cara pela “cremosidade”. Cremoso é um não-líquido e não-sólido grudento e… e… soft, feito pra gente sem dente, q mastiga com as gengiva e digere no esôfago. A cremosidade não se limita äs comida; a untuosidade genérica do cremoso vem se alastrando como um plasma pelo mundo todo: ¿já viu quadro de criança lacrimejando? ¿já deu atenção à espírita? ¿já leu um artigo de jornal “dando espaço pros dois lado da questão”? ¿já ouviu platéia gemendo “uóóóóó
” qdo entrevistado diz uma imbecilidade amorosa? ¿já leu autor se desculpando por ter sido machista num livro pq só usou o masculino genérico, e não o feminino? ¿já viu um imbecil pedindo uma imbecil em casamento à altos brado num lugar público? ¿já ouviu música evangélica (digo, a *música*, não a letra)? ¿já viu o design de aparelhos de som à venda na Marabrás? ¿já viu gente escrevendo seu nome com @? ¿já ouviu a nova versão de “atirei o pau no gato”?

não atire o pau no gato-tô-tô
pq isso-sô não se faz-faz-faz

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Por coincidência, ontem mesmo o doutor tava folheando a tradução brasileira de 2666 –um catatau do chileno Roberto Bolaño– qdo deparou-se com o seguinte parágrafo:

– A coincidência … é a outra face do destino e também algo mais. … Algo que escapava ao meu amigo por uma razão muito simples e compreensível. Meu amigo … acreditava na humanidade, portanto acreditava na ordem … Acreditava na redenção. No fundo, é bem possível que acreditasse no progresso. A coincidência, pelo contrário, é a liberdade total a que estamos expostos por nossa própria natureza. A coincidência não obedece a leis, e se as obedece, nós as desconhecemos. A coincidência, se me permite a comparação, é como Deus que se manifesta a cada segundo em nosso planeta. Um Deus incompreensível com gestos incompreensíveis dirigidos a suas criaturas incompreensíveis. Nesse furacão, nessa implosão óssea, se realiza a comunhão. A comunhão da coincidência com seus rastros e a comunhão de seus rastros com os nossos.

¡Que profundo, hem! Puxa, o doutor quase verteu lágrimas. Quase até lembrou de Jung, sincronicidade e o escambau –pq jendia é só falar de coincidência q já aparece alguém falando em sincronicidade. Mas… mas… ¿O parágrafo não soa meio jeca? meio cremoso? aliás, completamente sem sentido algum? tipo ¿Como assim, cara-pálida, q “a coincidência é a outra face do destino e se manifesta a cada segundo em nosso planeta”? ¿Ficou biruta, Robertinho? Aí o doutor foi procurar o original e descobriu q o autor não tava falando de 'coincidência' porra nenhuma. Tava falado de 'acaso'. Olha só a diferença:

– O acaso… é a outra face do destino e também algo mais. … Algo que escapava a meu amigo por uma razão muito simples e compreensível. Meu amigo … acreditava na humanidade; portanto acreditava na ordem … Acreditava na redenção. No fundo, é bem possível que acreditasse no progresso. O acaso, pelo contrário, é a liberdade total a que estamos expostos por nossa própria natureza. O acaso não obedece a leis e, se as obedece, as desconhecemos. O acaso, se me permite a comparação, é como Deus que se manifesta a cada segundo em nosso planeta. Um Deus incompreensível com gestos incompreensíveis dirigidos a suas criaturas incompreensíveis. Nesse furacão, nessa implosão óssea, se realiza a comunhão. A comunhão do acaso com seus rastros e a comunhão de seus rastros com os nossos.

Aaaah… AGORA faz sentido. Pq pô, nestes tempo cremoso, 'coincidência' é entendida como quase o exato OPOSTO de 'acaso'. Na tradução brasileira do parágrafo (e, pasmem, tbm na euaense) parece q o Bolaño tá esclerosado: só faltava ele ter na sala um quadro dum menino chorando e chupando um Diletto.

Mas o Bolaño tá imune, apesar de a untuosidade genérica do mundo de hoje atingir à quase todos: desda camponesa q pendura o menino chorando na sala até o grande literato q se mete à traduzir OU q tá à mercê de certos tradutor.

Mas ¿será q é inevitável? ¿Será q –qdo qqer compositor medíocre, apoiado pela “fé”, consegue fazer ouvir sua cremosidade nos quatro canto dum país; qdo qqer camponês pode escolher entre ter na parede uma foto da Xuxa ou uma imagem produzida por Van Gogh; qdo a Kibon pode te enganar descaradamente na cara duma embalagem e cremosificar uma receita clássica– será q faz sentido o doutor olhar tudo isso e lamentar?

¡Claro q NÃO faz! Só faz sentido gargalhar:

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

22 setembro 2011

O mito da intenção

Alguns sintoma da hipoplausibilose são äs vez difícil de detectar, e muitos hipoplausibilético caminham entre nós com a aparência toda de seres normal e socialmente aceitável. Nosso esmerando doutor tem q usar de tato e até de alguns estratagema pra conseguir levá-los älguma de suas clínica espalhada pelo Cafundó. Um dos sintoma difícil é a intencionalite –uma inflamação mórbida no sulco temporal superior posterior (pSTS), q é o interpretador de intenções alheia.

Não sei si vcs sabem, mas no momento o doutor tá passando uns tempo indo e voltando entre a odiosa SP e a aprazível SJC, ajudando à resolver uns trique-trique funesto entre umas ribomboca e umas parafuseta. O centro de SJC fica atìpicamente num planalto ao longo de duas aresta duma planície pantanosa chamada 'Banhado' –uma Área de Proteção Ambiental q, òbviamente, gente rica e burra com cifrões nos olho vem querendo destruir há décadas planejando avenidas, especulação imobiliária &c. Na época de menos chuva, o mato ao longo das encosta sofre incêndios freqüente. Sesdia, o doutor passava por ali qdo viu um fogaréu branco chegando pertíssimo dum edifício onde funciona o Departamento de Investigações Geral da polícia. Era um domingo, e o DIG tava fechado; nenhuma viv'alma ä vista. O doutor já foi no orelhão chamar os bombeiro, né? Aí, ói só: atrás do DIG é o lugar onde a polícia de SJC armazena carros roubado, autuado, guinchado &c ä espera do proprietário vir resgatar. O fogo foi chegando perto desses carro, e os bombeiro nada; a vizinhança dali veio ver e já foi tbm chamando os bombeiro, e eles nada; o fogo foi queimando os carro, a fumaça começou à ficar preta e certas coisa nos carro começaram à explodir, e os bombeiro nada; foi só qdo o fogo chegou aos muro do DIG q um caminhão de bombeiros apareceu (sem sirene), e dois deles com duas mangueira foram apagando o fogo nos carro, e no q restou de mato verde por ali.

O resultado foi isto (visto de cima):



(e visto de baixo).



Uma coisa engraçadíssima sobre SJC é q pràticamente a população toda sofre de intencionalite. Si vc pergunta à qqr habitante sobre a causa dos freqüente incêndio no mato, a resposta quase invariável é "Algum vagabundo q não tem o q fazê é q põe fogo aí."

HAHAHAHAHAHAHAHA

Ninguém explica como é q o vagabundo faz pra äs vez começar um incêndio numa encosta do Banhado e alguns minuto depois começar outro noutra encosta à 2km do primeiro; ou por quê ele nunca começa incêndios ä noite; ou por quê ele tem uma estranha preferência por dias de sol quente, qdo seu crime seria mais visível; ou por quê tem uma preferência mórbida por incendiar as encosta do Banhado e jamais ao centro dele, ou outras área da cidade.

Qdo chegaram os bombeiro, grande parte do estrago já tava feita. Nosso esfumeado humanista então passeou pelo mato já queimado, olhando aqui e ali e achou isto:



q tava assim:



perto disto:



Ele pegou o caco e mostrou ao chefe dos bombeiro q tava ali coordenando os outro dois.
«¿Não é isto o tipo de coisa q causa os incêndio no banhado?»
«Ah não, isso não dá ignição.»
«Então, ¿quê o Sr acha q causa os incêndio?»
«Ah, é algum vagabundo q não tem o q fazê q põe fogo aí.»

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ô preguiça. Admitir q os milhar de vidro jogado pela orla do Banhado possam causar incêndios resultaria no inevitável trabalho de limpar aquilo tudo –ou o de pelo menos à cada fogo vasculhar o chão em busca da causa.

A intecionalite é a forma hipoplausibilética de lidar com o desconhecido. Há toda uma hierarquia de causadores intencional pra explicar todo evento, desde a "criação" do Universo até um tropeção caseiro. Sempre um "¿quê causou?" vira um "¿QUEM causou?"

Foi Deus … quem criou o Universo.
Foi Satanás … quem criou o Mal.
Foi um anjo … quem salvou minha vida.
Foi o espírito da vovó … quem me iluminou.
Foi o Saci Pererê … quem me fez derrubar a cuia.
Foram os gay querendo casar … quem aumentaram o número de terremotos e tsunamis.
São os corrupto … quem causam o atraso brasileiro.
Foi algum vagabundo q não tem o q fazê … quem pôs fogo no mato.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Olha, não há profissional q nosso doutor respeite acima de bombeiro. Não há. Podem falar de professores, médicos, cientistas, astronautas, pescadores, lixeiros, policiais, &c &c &c. Esses tudo tão vários grau abaixo dos bombeiro, na estima do doutor. Si for bombeiro resgatista, então, o doutor é capaz de pagar um imposto só pra aumentar o salário da categoria.

Mas peraí. É preciso muito hipoplausivírus rondando o cérebro pra não enxergar a única causa plausível pros quase diário incêndio no entorno duma área verde rotineiramente usada como lixeira de bebum e entulheira de babaca. E, dada a demora no atendimento aos incêndio no Banhado e a falta de investigação pra prevenir futuros incêndio, o "vagabundo q não tem o q fazê" é a explicação oficial do Corpo de Bombeiros de SJC. ¿Não tou dizendo q o hipoplausivírus ataca até mesmo as pessoa mais respeitável?

12 setembro 2011

Numerência

No volume 23 de sua chatérrima obra A inumerência e a hipoplausibilose: estatísticas, crenças e acasos, nosso emergente doutor demonstra por A mais B q nenhuma língua morta ou viva tinha ou tem uma nomenclatura numérica muito eficiente. Em qqer lugar do mundo, si vc sai numa rua movimentada com intenção e toda boa vontade de contar o número de gente mal-vestida ou infeliz ou em pânico moroso, tem tanta gente pra contar q o mais provável é q vc engasgue antes de chegar na centena. Mas (ao contrário do q se crê) não é pq tem gente demais pra contar; é pq os nome dos número são longo demais. Em português, por exemplo, qdo vc chega ä dezena dos quarenta, precisa de cinco sílabas pra dizer o q se escreve com apenas dois algarismo:

45 = quarenta_e cinco.

Disso resulta q qdo vc tenta contar rápido, fica uma gororoba:

um-doi-três-quat-cinc-sei-setioit-nove-déiz &c &c

Ao chegar aos duzentos, vc já vai ficando de saco cheio:

duzentstrintaiset-duzenstrinaioit &c&c.

É um saco. Vc sai na Paulista segunda-feira ao meio-dia pra contar amebas, e 30 segundos depois vc já deveria tar dizendo "duzentos sessenta e quatro" –mas é muscularmente impossível: com tanta ameba, a língua não consegue chacoalhar na boca ao ritmo do mais evoluído cérebro.

Mas tem uma solução. Qdo o doutor ainda tava no Instituto de Plausibilática de Tallinn, e tinha q ficar até altas hora no laboratório contanto bactérias infectada de hipoplausivírus nas placa de Petri, ele inventou um sistema de contagem q usa apenas uma sílaba por algarismo. Em português funciona assim, ó:

1-2-3-4-5-6-7-8-9-10 = u-do-tê-ca-ci-mê-sé-o-nó-dé (mê = 6, da palavra 'meia')

10-20-…-90 = dé-vin-tinta-canta-cinta-menta-senta-onta-nenta

Mas a segunda sílaba das dezena equivale ao algarismo zero. Então, contando de 40 à 60, por exemplo:

canta-caú-cadô-catê-cacá-cací-camê-cassé-caô-canó-cinta-ciú-cidô-citê-cicá-cicí-cimê-cissé-ciô-cinó-menta

Outros exemplo:

13 détê, 26 vimê, 39 tinó, 42 cadô, 55 cicí, 68 meô, 71 séú, 84 ocá, 97 nóssé.

E, como todo mundo, o doutor não diz as dezena qdo a contagem fica muito rápida:

udotêcacimêsséonóDÉ udotêcacimêsséonóVÍ udotêcacimêsséonóTÍ udotêcacimêsséonóCÁ &c &c

100-200-…-900 = zeno-duno-treno-quano-quino-meno-séno-ono-neno

Pra números maior,
mil = ki (de kilo);
milhão = mi.

Então, o número 7.418.529 fica sémí-quadéôkí-quivinó

9 sílabas no sistema plausível, contra 21 no tradicional.

Não foi ä toa q, enquanto o estudante Amônio cursava o InPlauTá, venceu todos campeonato de contagem bacteriana. Hoje, em suas pesquisa pelas rua contando lagartixas, äs vez o doutor lembra de seus tempo de estudante e nossé lágrimas de saudade brotam de suas dô nobre narina.

10 setembro 2011

Comentário à lenha

A saga deste blogue em busca dum sistema de comentários decente terminou com a derrota indiscutível, inelutável, ignominiosa e humilhante deste q vos escreve. Desde q começou, em junho 2003, o blogue usou Comentar, Haloscan e aquela merda de JS-Kit; agora tentei o IntenseDebate e o Disqus; testei outros; pensei em levar tudo pro WordPress, perdendo os comentário antigo. O blogspot não importa comentários, e nenhum dos incontado sistema importa à contento. Portanto, ¿quê fiz eu pra republicar no blogspot todos comentário desde 2003 até hoje?

Copiei-os e colei-os um à um, ä mão mesmo. Uma semana de trabalho, mais ou menos 6 horas por dia. Tendinite ä vista.

Infelizmente, quase 1% dos comentário se perdeu. Talvez tejam nalgum backup por aí.

Me incomodava sobremaneira q tantos comentário tivessem sumido pq um bando de idiotas fica tendo "idéias" pra "melhorar" a internet e criar "redes social" com a "sinergia" das mais moderna "ferramenta". E pra isso acham q têm q destruir o q já existe e funciona.

Sei q pouquizíssima gente tá interessada em ler discussões e debates de 5 anos atrás; mas fiz isso pq muito me ufano dos comentarista deste blogue e, catso, EU gosto de reler os comentário. Então (por enquanto) a solução foi essa.

05 setembro 2011

O cúmulo do típico

Qdo o epulótico Dr Plausível fala das diferença entre as língua germânica e as latina, e mais especìficamente entre o inglês e o brasilês, muito leitor sério acha q numa ele só vê perfeição e na outra só defeito. Mas não é assim. O português é uma língua muito bacana, estruturalmente muito mais sofisticada do q o inglês. E é justamente por isso –por ter se sofisticado à esse ponto dentro do âmbito duma cultura, pra expressar os significante típico dessa cultura– q o português tá fadado à jamais sair do banal, do corriqueiro, do fàcilmente sintetizável em fórmulas consagrada. O inglês é mais cru, mais modular, mais rígido, e é justamente por isso q é possível ir mais longe em inglês, descrever melhor o mundo, criar mais idéias, &c &c. É quase como a diferença entre um sistema analógico e um digital: a digitalização é um tipo de modularidade, e com ela é possível realizar coisas q nos sistema analógico são impraticável.

Em qqer língua, um problema é o exagero do típico.

Em inglês, é fácil ser explícito e preciso; daí q tende-se ä picuinha detalhista; si vc não tomar cuidado, pode se deixar levar pela facilidade com q produz frases clara, e aí vai soar pedante, patronising (um conceito muito inglês, este), e gastar saliva desnecessàriamente. Já em português, é fácil ser implícito e breve, e portanto tende-se ao formulaico nebuloso; si vc não tomar cuidado, pode se intimidar pelas dificuldade gramatical da produção de significado, ou pode se deixar levar pela preguiça de administrar tanta sofisticação gramatical, e aí vai resumir demais a mensagem e acabar tendo q confiar mais no contexto do q no significado cabal das palavra e das frase.

Olha só os dois cartaz hilariante abaixo, ambos redigido por impensantes escravo de suas respectiva língua: o primeiro –numa estação de trem em Londres– supõe uma burrice básica no leitor (a questão aqui é a frase "Except by means of the footbridge"); o segundo –numa lanchonete em SJC– indica uma preguiça sintomática no redator:



HAHAHAHAHAHAHAHA



HAHAHAHAHAHAHAHA

¿Preciso dizer mais?

22 agosto 2011

Res confessionali

The devil can cite Voltaire for his purpose.
Amônio Shakespeare

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Não sei si vcs sabem, mas o consultório de nosso eutrapélico doutor äs vez fica tão vazio q ele tem q fazer bico de marceneiro. Sesdia, ¿não é q acabou fazendo um servicinho no setor de biológicas do Mackenzie SP, a augusta instituição calvinista presbiteriana de ensino q há 140 anos resiste, persiste e insiste? Si vosso menino já tem dentinhos, vc pode colocá-lo numa cesta e deixá-lo no saguão do Mackenzie com a completa confiança de q –contanto q vc pague os olho da cara– daqui à 25 anos ele sairá de lá um homem feito, foito, harto, hirto, cauto, culto, lesto e testo. E si for menina, tbm. Nosso humanista conhece gente äs penca saída do Big M e, entre altas e baixos, constata q o Mac tem qualidades inegável como instituição de ensino –pq pô, né, além de custar uma fortuna, o currículo tem q seguir diretrizes nacional, né; não pode ficar ao Deus-dará.

Tampouco admira q apareça serviço de marceneiro numa instituição originada por um carpinteiro. Toda vez q carpinteiro faz bobagem, chamam marceneiro pra consertar. Mas foi só o doutor abrir a maleta, pegar o serrote e olhar em volta –tal como faz qqer um q pega um serrote– pr'ele cair na gargalhada qdo viu um aviso na parede. Olha, vcs podem elogiar a augusta aparência do doutor qto quiserem; mas ver um cara de metro e noventa segurando um serrote e gargalhando a glote num corredor de faculdote vai assustar até o calvinista mais supralapsário.

O aviso dizia o seguinte:

BIÓLOGOS
o melhor estudo para vocês.
BpB
Bate-papo Bíblico
Estude a Bíblia Conosco

bpmack.blogspot.com

¿¡¿O melhor estudo pra vcs?!?
HAHAHAHAHAHAHAHA

Como se vê, copiar idéia ruim de euaense tem longa tradição. Apesar de obrigatòriamente regida por diretrizes educacional laica, o Big Mac se compele à enxerir recadinhos bíblico –especìficamente à biólogos, nada menos– pra simular aqui o debate q há lá. Agradeçam novamente ao Anizio Teixeira, viu, pois pelo menos copiou uma idéia decente –e adicionou uma sua melhor ainda: o aval dum deus não é considerado prum alvará do Estado.

Um dos motivo pra essa diretriz é q escritor de livro sagrado costuma ser péssimo biólogo. Olha no Levítico 14:2-52, por exemplo, o método q Deus deu pra curar leprosos:

Pegarás dois pássaro. Matarás um deles. Molharás o pássaro vivo no sangue do morto. Salpicarás o sangue no leproso sete vezes. Libertarás o pássaro vivo. Matarás um cordeiro. Passarás o sangue dele na orelha, polegar e dedão do leproso. Salpicarás óleo sete vezes e passarás óleo na orelha, polegar e dedão do leproso. Repetirás o ítem anterior. Pegarás outros dois pássaro. Matarás um deles. Molharás o pássaro vivo no sangue do morto. Passarás o sangue na orelha, polegar e dedão do leproso. Com o mesmo sangue, salpicarás a casa do leproso sete vezes.

Sorry, mas isso é vudu.

HAHAHAHAHAHAHAHA

Então, si os mantenedor duma faculdade apóiam a mensagem de q "o melhor estudo" pra alunos de biologia é a Bíblia, licença pra gargalhar. Pq pô, né?

Pra se promover no cérebro, toda crença se vale de confusões lingüística, trocadilhos inconsciente, generalizações disfarçada, coisas do tipo. Por exemplo, olha só uma das primeira cláusula do contrato de prestação de serviços educacional q todo aluno superior do Mac assina:

2.1 – Ao firmar o presente contrato, o (a) CONTRATANTE [ie, o aluno] declara ter conhecimento do caráter confessional da instituição, com base no art. 20, inciso III, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394, de 20/12/1996), regendo-se, portanto, pelos princípios da ética e da fé cristã reformada, comprometida com valores e princípios do Instituto Prebisteriano Mackenzie, entidade mantenedora da Universidade Prebisteriana Mackenzie (…)
[http://passosdomestrado.wordpress.com/2010/04/06/instrumento-contratual-de-prestacao-de-servicos-educacionais/]

Aquele "portanto" (grifo nosso) já é engraçadíssimo por si só; mas vejamos o q diz o tal inciso:

Art. 20º. As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas seguintes categorias:
(…)
III - confessionais, assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas
que atendem a orientação confessional e ideologia específicas (…)

Leitor desavisado sai achando q escola confessional atende à ideologias específica. Mas nananinanão: quem "atende" à orientação confessional e à ideologia específicas são as pessoa física ou jurídica q instituíram a instituição, não a instituição em si. Então, ¿por que cargas d'água o aluno tem q declarar *em contrato* q já ouviu falar do "caráter confessional" dessa instituição, e q desse CC se depreende q ela se rege por princípios de ética e de fé duma vertente pós-medieval retentivo-anal do cristianismo q… q… ¡Êpa! ¿Será esse, o motivo? a economia das feze?

HAHAHAHAHAHAHA

Nosso ecumênico doutor reconhece o valor intrínseco da fixação na fase anal como algo à se elogiar sublimemente numa instituição de ensino, em particular numa obrigada à seguir os parâmetro do MEC. Pô, ALGUÉM tem q ter disciplina, né, ô?

Mas o parágrafo citado tem mais divertimentos. ¿É impressão do doutor ou realmente o contrato supõe existir algo q se possa chamar de "ética cristã"? Pra responder, vejamos outro documento –este livremente distribuído como folheto na Universidade Mackenzie– chamado "Liberdade de Expressão – Carta de Princípios 2011 do Mackenzie".

Apesar de encharcado de bom-senso-século-21 sobre a liberdade de expressão –q o doutor òbviamente apóia, pois não é bobo–, esse é um documento engraçadíssimo, de várias risada por parágrafo. É quase uma obra de arte, pela maestria com q a linguagem foi manipulada pra só conter entrelinhas. A entrelinha principal é q esse documento aparece na esteira duma longa luta de seu autor contra os direito civil dos homossexual, pela qual ele provàvelmente se viu direta ou indiretamente acusado de "incitar ódio". Note qtas vez nosso epidérmico doutor riu:

"(…) há outro elemento que não pode ser ignorado, o fato de que o ser humano … resolveu tornar-se independente de Deus e viver uma vida autônoma (!). O livro de Gênesis (3.1-24) registra (!) esse momento, que na teologia cristã recebe o nome de "Queda", termo que indica que essa busca de autonomia implicou em uma caída daquele estado original de liberdade de consciência e expressão (!!). Não que o homem tenha perdido essas liberdades – ele ainda as mantém. Só que tanto a sua consciência quanto a sua capacidade de julgar e escolher entre o bem e o mal, tendo abandonado a Deus como referencial (¡quê?), são inclinadas ao mal, ao erro, ao egoísmo (!). E como decorrência, sua expressão, embora livre, reflete essa tendência ao mal (!). Uma das manifestações do impacto da Queda na liberdade humana é a tendência de se procurar suprimir a liberdade dos que discordam de nós (!!). Os que professam a fé cristã devem reconhecer que todas as pessoas, inclusive aquelas que não acreditam em Deus e que têm práticas contrárias à ética cristã (!!), têm o direito fundamental de pensar e acreditar no que quiserem e de viver de acordo com suas crenças. Os cristãos entendem também que se manifestar contrariamente ao que pensam e fazem (!) essas pessoas não é incitamento ao ódio (!!!), mas o exercício desse mesmo direito fundamental."
[http://tempora-mores.blogspot.com/2011/02/carta-de-principios-2011-liberdade-de.html]

Então ¿agora o Éden era um "estado original de liberdade de consciência e expressão"? HAHAHAHAHAHAHAHAHA. Religioso é uma espécie de sanguessuga: qqer novo conceito criado independentemente da religião –e muitas vez em franca oposição à ela– é absorvido, pasteurizado e regurgitado sem o menor sentido ou lógica, só pra enganar incautos.

E sorry, augusta instituição, mas não existe "ética cristã" ou "ética muçulmana" ou "ética contábil". Existe ética; ponto. Aliás, não me venha falar de ética aqui gente q adora, promove e toma "como referencial" um deus q manda matar à torto e direito, inclusive crianças e bebês (veja, por exemplo, 1Samuel 15:3, ou Êxodo 11:4-7 e muitos outro). Muito cristão diz apaixonadamente q o deus do Novo Testamento é mais bonzinho q o do Velho. Mas não se engane: a "autoridade infalível" da Bíblia implica em q o deus do Velho Testamento é o *mesmíssimo* do Novo; e essa gente implìcitamente crê de pé-junto q a Suprema Autoridade do Universo pode à qqer momento, à seu bel-prazer, comandar um crente à matar e esquartejar criancinhas pra dizimar um grupo étnico q o desagrada.

Òbviamente, uma augusta instituição jamais promoverá o assassínio de criancinhas inocente. Primeiro q hoje isso é ilegal: dá cadeia. Segundo q manter as criancinha viva –de qqr grupo étnico– já provou ser muito mais vantajoso. Os vários professor decente de biológicas do Mackenzie assim como de toda instituição confessional –q fazem um trabalho digníssimo e coalhado de lutas diária– mereciam coisa melhor do q ter suas palavra abertamente descartada por seu próprio empregador. ¿Tou certo, ou tou errado?

"Ceux qui peuvent vous faire croire des absurdités peuvent vous faire commettre des atrocités" –ou algo assim. Voltaire

15 agosto 2011

Sem dó

À partir de hoje, este blogue diferencia entre o pronome 'se' e a conjução 'se'. Esta última passa à ser grafada 'si', como se fazia antes de certos idiota começarem à regularizar a ortografia do português em meados do século 20. O acordo mais recente foi a gota d'água.

Si o négo, invalida-se. (If I deny it, it voids itself.)

30 julho 2011

Coca, caca e crica

Os intestino de nosso empolgante doutor funcionam q é uma maravilha: evacua com regularidade estonteante e ¿por quê não dizer? invejável. Como talvez não poderia deixar de ser prum esterqueiro tão expedito, ele é tbm um edaz leitor de qqer chorumela q lhe passe frente aos olho. Claro q tem preferências. Sesdia, terminou de ler Elephants On Acid (and Other Bizarre Experiments) dum tal de Alex Boese, com leituras exclusivamente na cerâmica –aliás muito à propósito, já q na introdução o próprio autor diz q seu livro é "a toilet reader's guide to science".

Uma das pesquisa relatada no livro é dum certo Read Montague, publicada na revista Neuron como "Neural Correlates of Behavioral Preferences for Culturally Familiar Drinks". O cara foi lá checar por que cargas d'água mais gente prefere Coca do q Pepsi se as duas bebida são indistinguível. Vc dá pruns bebente um copo de Coca e outro de Pepsi… e eles não conseguem dizer qual é qual. Vc dá dois copos de Coca, com um deles marcado como Coca e o outro sem rótulo… e os bebente preferem a Coca do copo marcado. (?!?) Vc dá os mesmo dois copos de Coca, com um deles dizendo q é Pepsi e o outro sem rótulo… e os bebente têm dificuldade pra decidir qual dos dois eles preferem. Catso, tem algum efeito aí q não tem NADA à ver com a bebida em si.

Aí o Montague fez ressonância magnética nos bebente, dando-lhes Coca ou Pepsi, mas na verdade misturando as bebida. Qdo bebiam olhando pro logotipo da Pepsi, o cérebro reagia normalmente; mas qdo bebiam olhando pro da Coca, o cérebro se iluminava q nem queima de fogos.

A conclusão foi q, mormente em gente imbecil, uma mera logomarca pode alterar a percepção gustativa. Aiaiaiai. No primeiro teste, se vc pergunta por quê os bebente preferem o copo marcado como Coca, eles invariàvelmente respondem q o sabor é melhor, embora ambos copos tenham Coca, ou ambos Pepsi. ¿Não é de matar?

Mas nosso humanista é bem eclético: não só a leitura o entretém ao entregar o sorete. Ele tbm pensa na vida, nos paciente, &c –e chega äs vez à pensar em religião. (Não se veja aí qqer indireta sobre o valor de religião: garanto q, enquanto cagam, os crente pensam em Deus com muito mais freqüência do q o doutor –aliás, qto mais devoto o crente, tanto mais momentos de sua vida ele deve passar pensando em Deus, não? Nesse cusito, digo, nesse quesito, perto dos crente obstinado, estatìsticamente as reflexão sanitário-religiosa do doutor são uma titica.)

Na cabeça do doutor, os pensamento vão aparecendo um atrás do outro numa profusão q alguns chamariam de diarréica. Por exemplo: essa pesquisa foi feita por um cientista da Baylor College of Medicine; a Baylor fica em Houston; Houston fica no Texas; Texas lembra fanático cristão… e pimba: o doutor finalmente descobriu o qualoporquê do cristianismo ser uma religião incongruamente tão bem sucedida qto a Cocacola, ou mais. Siga o raciocínio doutoral.

Pq não pode ser pelas qualidade intrínseca do cristianismo, né? Mìsticamente, essa religião é, digamos, o primo pobre do judaísmo; os dez mandamento são uma cópia escrachada de trechos do Livro dos Morto, escrito pelos egípcio cinco séculos antes de Moisés; diz coisas q os filósofo grego já diziam 600 anos antes de Paulo de Tarso; muitas passagem do Novo Testamento parecem, francamente, precursoras idólatra e desconexa de revistas de fofoca, &c &c &c. Além disso, a grandecìssimérrima maioria dos q se dizem cristão de carteirinha conhecem apenas a superfície polida do dogma todo. Ou seja, a consistência interna do dogma (e ãã não é muita) não pode ser a razão do sucesso do cristianismo: ele tem q ter uma explicação mais plausível do q a q parte de seus ãã "ensinamento".

E sentado numa privada, o doutor descobriu: o cristianismo conseguiu esse ibope todo pq conta com o q é simplesmente a melhor e mais eficiente logomarca, o mais simples emblema de toda a história da humanidade: o crucifixo. Trocentos mil artista gráfico devem ter a maior inveja do crucifixo. É a coisa mais simples do mundo: vc amarra um pauzinho curtinho num pauzinho compridinho, finca a esculturinha em pé no chão e pimba: uma marca inconfundível, o crucifixo. Ao mesmo tempo em q estiliza a figura humana, colocá-lo em pé lhe dá um vigor, uma virilidade fàcilmente associável à uma simbologia de poder –e convenhamos, vai, a masculinidade de Cristo é um atributo quatrocentas vezes mais importante pro cristianismo do q sua divindade: fosse uma mulher "filha de Deus" dizendo aquelas coisa toda, derramando sangue pra salvar a humanidade, ninguém lhe daria atenção, diriam q tava menstruada, aquela doida pendurada num pau.

Depois q aquele povo desértico tropeçou na idéia de usar o crucifixo como logomarca, a coisa se alastrou como sangue em acidente. Vc tá lá no meio do deserto, tua mãe morre de pneumoconiose, vc enterra na areia, finca dois pauzinhos em cima do túmulo e tá pronta a mensagem: "aqui jaz um ser humano deitado de alma em pé". ¿Como é q um judeu faria isso, tadinho? Teria q pegar seis pauzinhos, entrelaçá-los num desenho complexo e… ¿pra dizer o quê? ¿"Aqui jaz um ser humano cuja alma transcende a perfeição do triângulo equilátero entrelaçado em sua própria imagem espelhada formando juntos a inter-imiscuída estrela-guia de nosso povo"? É muito prä cabeça, meu. Pra entender a estrela de Davi, vc tem q *pensar*, catso. Já o crucifixo, qqer patso semi-letrado com QI de ameba entende de prima. Compare:


E a logomarca dos muçulmano, então? Uma lua em quarto-crescente com uma estrela no meio. É muito confuso: ¿É um quarto-crescente, ou um quarto-minguante? E ¿quê tem a lua à ver com a alma? E ¿que catso tá fazendo uma estrela *dentro* da meia-lua? Isso sem falar de símbolos muçulmano tal como esse aqui, ó:


Pô, não há pauzinho q resolva.

E tem tbm a simbologia mística do taoismo:


pretendendo simbolizar *todas* as possibilidade do universo em combinações digital entre yin e yang, o pauzinho inteiro e o pauzinho cortado, formando 8 trigramas, 64 hexagramas, todas inter-relação entre o passivo e o ativo, entre o céu e a terra, entre o masculino e o feminino… êi, calma lá: tá ficando complexo; tem q prestar atenção, pô. Além disso, tem cheiro de pluralidade, e povão não quer isso, não; povão quer é culpar, discriminar, delimitar, se sentir yang o tempo todo.

Amarra dois pauzinho aí, e pronto.

E foi assim. Não deve ser coincidência q, num país novo-rico como os Euá, tenham dado tão certo o cinema, a Cocacola, o cristianismo e tantos outro produto vendido com a imagem de gente fingindo felicidade. Mas ¿quem é o Dr Plausível pra desmerecer os efeito das logomarca? Não há a menor dúvida de q o cinema, a Cocacola e o cristianismo realmente trazem momentos de alegria à seus consumidor –uma ressonância magnética provaria isso até ao mais cético pesquisador. Mas como diz o Alex Boese, referindo-se ä desavença entre amantes de refrigerante e seus crítico: são como duas espécie, só q uma tem mais cáries do q a outra.

24 julho 2011

A discobiciclotimia

Não não, peraí. ¿Precisa ter música pornô em todo lugar?

HAHAHAHAHAHAHA

Hoje fui acordado äs 10 da manhã por um telefonema de nosso eversivo doutor, q escancelava a glote äs gargalhadas. ¿Isso lá é hora de acordar um trabalhador honesto em pleno domingo?

Mas… ¿Isso fui eu pensando, ou foi ele dizendo? ¡Ambos! «¿À quê devo o prazer de vossa gargalhada nesta ociosa e amena manhã?» indaguei. Aí ele levou o telefone até a janela e o q ouvi foi… foi… ¿Música de discoteca? de motel? de gostosa mostrando a bochunda na tv? ¿Um sujeito berrando ao microfone num caminhão de trio elétrico? ¿Que catso, doutor?

É q ele tá passando uns tempo confortando a lenta morte dalguns paciente terminal na aprazível cidade de São José dos Campo, evitando q o mal se espalhe; e qual não foi sua surpresa hoje qdo metade de seu tratamento profiláctico despencou Paraíba abaixo pq algum tronho quis pq quis promover um passeio ciclístico.

HAHAHAHAHAHAHA

«¡Mas doutor!» obtemperaria o leitor atento, «Um afável, brando, casto, deleitoso e eucrásico passeio pelas agradável paisagem do Vale do Paraíba ¿quê tem à ver com os malsonante grito dum pateta em cima dum caminhão tonitruando musga de bumbumbunda pelas rua duma cidade?»

«Pois é. Absolutamente NADA. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA»

E essa é a moda agora. Por obra e graça do hipoplausivírus, a bicicleta —talvez a maior invenção da humanidade— agora é pùblicamente humilhada por uma das pior invenção, o caminhão-decibel: num passeio ciclístico —q teòricamente celebra a natureza, o impoluente, a quietude, a escala humana—, o caminhão-decibel vai ä frente puxando um cordão de milhares (sim, milhares) de vítima condicionada à identificar alegria com barulho.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

03 julho 2011

O doutor e seus aforismos (4)

"A ESCALA dum problema é o q circunscreve sua racionalização moral, e não o inverso."
in O aborto aberto

(Se uma prescrição moral —ie, uma q supostamente se aplicaria à 100% dos indivíduo em 100% dos caso— perde aplicabilidade qdo o número de casos pertinente passa dum certo ponto, então ela não se aplica à nenhum caso.)

20 junho 2011

Red caroon

Assim tá ficando difícer. Em seu morning constitutional, nosso elástico doutor vai ter q começar a se desviar da banca de jornais do Jarisvelson. Pq sei lá, né. Parar seu filosófico exercício diário pra gargalhar ä frente dum jornal pendurado ao vento já tá começando a parecer coisa de retardado mental.

Aliás, coisa de retardado mental são as idéia q o departamento de marketing da Folha de São Paulo vira e mexe tem, viu. Vai ter idéia retardada assim lá na mongólia, sô. E uma bessurda falta de respeito pelo leitor, tbm. O Jarisvelson äs vez mostra pro doutor: a Folha chega ao cúmulo de pegar suas seis coluna por página e intercalar uma de notícia, uma de anúncio, uma de notícia, uma de anúncio, &c.

HAHAHAHAHAHA

E tem tbm o despautério diário de transformar metade da primeira página em anúncio. Hoje, o doutor rolou no chão aos gargalho qdo viu a idéia q algum tronho teve: a "primeira" página é TODINHA um anúncio duma franchaize de escolinhas d'inglês. E ¿a idéia dos cara? Pegaram a primeira página original em português e… e… "traduziram" tudo pro inglês…

HAHAHAHAHAHA

e cheia de erros de ortografia e pontuação, inconsistências de tempo verbal, inadequações äs convenção jornalística do inglês, frases incompreensível, traduzices básica, ignorância dos vocabulário, dos assunto, discrepâncias entre inglês euaense e britânico, esquisitices de todo tamanho.

HAHAHAHAHAHAHAHA

E isso é um *anúncio*de ESCOLA D'INGLÊS, meudeusdocéu. Plausivirol na veia, pô, né? Olha abaixo uma transcrição da página toda, com as correção q o doutor levou uma horinha pra fazer. Os erro tão em vermelho (!) entre colchetes, e as correção doutórica tão em azul itálico.

SP Secretary leaves after investigation
The [State Sport, Leisure and Youth Secretary] State Secretary for Sport, Leisure and Youth, Jorge Pagura, [resigns] has resigned after being mentioned in a case of fraud currently under investigation.
[Advisors] Aides deny Pagura's involvement and say that he has resigned in order to [bring tranquility to] clear the atmosphere around Governor Alckmin, who has accepted [the] his resignation.

'Only Jesus Christ [saves] can/will save the World Cup in Brazil'
The federal deputy Romário (PSB-RF) [states] has said that Brazil [won't] will not be able to [organize] stage the best World Cup ever. According to him, CBF president RicardoTeixeira [has to] should go to the [Chambers] chamber [to] and explain the construction [expenses] budget .

Dissidents get [the USA aid] American help to use the Internet

Teenagers who [do not enjoy] are not into sex fight against prejudice

Read "Wider [boardband] broadband" about the expansion of high-speed Internet access [expansion] in Brazil, and "Police Salaries" about the national salary floor.

Internet [user] users may take part in [a questioning] Q & A with Kassab today

[Car] Cars with plates ending in 1 or 2 [should] do not run today

SKY UPSIDE-DOWN: Smoke [signs] signals [to chopper] (objeto indireto em posição ambígua) the climb of [shielded tanks] armoured cars up Mangueira hill to [stablish] establish a [Pacifying] Peace Police Unit; no drug dealer [was] has been arrested.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA
(A legenda acima precisa ser totalmente refeita: Smoke relays an armoured car's position to a helicopter, as it climbs Mangueira hill to help set up a Peace Police Unit; no arrests made.)

[DOWN] OVER THE BRIDGE: Runners cross [the] Octavio Frias de Oliveira [b]Bridge[,] during the SP Marathon, which was won by David Kemboi (Kenya) and Samira Raif ([Marocco] Morocco)

Tax benefit is not controlled, [said] says TCU
Exemption [reaches] reached R$144 [bi] billion in 2010; National Treasury Dept [doesn't] does not comment (makes no comment)
Inspections [from] by the Federal Court of Auditors indicate that [tax benefits offered by the government from project execution to the result evaluation increased with no adequate control].
(Não faz o menor sentido, a segunda parte dessa frase. Olhando no original em português, vê-se q o tradutor nem sequer entendeu o q tava escrito.

HAHAHAHAHAHAHAHA

Uma tradução correta seria: tax benefits offered by the government have increased with no control over the execution of projects or the evaluation of results.)
Last year, the Treasury did not [receive] collect R$144 [bi] billion in revenues [enough to pay, almost all education health, and social security expenses in 2010 figures] which, in 2010 figures, would have been enough to pay for almost all of education, health and social security expenses.
According to the TCU, [T]the lack of control over the execution and evaluation of supported programs[, according to TCU,] increases the chances of misuse of the money.
In the last four years of Lula's government, the waiving of Treasury and Social Security revenues increased by 32% above inflation. The Treasury Minister [did not comment] made no comment on the subject.

Health [Insurance] plans will have a [deadline] time frame to [assist patients] make appointments

São Paulo wins another game and [goes up on the table]
(WTF? A notícia original é «São Paulo ganha outra e tem melhor início dos pontos corridos», e isso crìpticamente quer dizer q, desde q o sistema de pontuação em campeonatos mudou pro de pontos corrido, esse time obteve a melhor performance no início dum campeonato. Traduzir pra "sobe na tabela" é coisa de quem não faz a menor idéia do assunto. O doutor, consciente do problema de espaço, sugeriu: São Paulo has the best initial start in running points.)

I saw the gun, screamed[;] and [got] was shot in [my] the face

Greek PM appeals to [the government] Parliament

HAHAHAHAHAHAHAHA


(O primeiro ministro *É* o governo, meu tronho. A manchete original é «Governo grego lança apelo ao parlamento» —q, digamos, faz sentido.)
The Greek Prime Minister George Papandreou has begged [for the Parliament support to] Parliament to support his government. He wants to [approve] get an austerity package approved, but the opposition rejects the proposal, and almost half of the population is against it.
Governments from the euro zone have failed to reach an agreement about a new package to help the country. They recommend that [the banks] creditors voluntarily determine [what kind of] how much help they are willing to give.

[Social Media rumours defies market affecting] Social media rumours defy markets and affect investments

[Due to] With [high] interests rising, consortiums [is] are the way to buy cars

----------

E isso q o doutor tentou modificar o texto do anúncio o menos possível. Aposto q muito professor dessa escolinha deve ter ficado red with embarrassment.

Então, pô, consulta alguém, né? Alguém q saiba o q faz, né? Só não consulta o doutor pq ele é contra essas idéia da Folha. Alguém diria q, se ele não tem filhos na escolinha e não compra o jornal, ¿que direito tem de reclamar? Mas ué? E o serviço voluntário ä população ¿não conta?

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

âiâiâiâi dor distongo

18 junho 2011

Desleixo doutoral

Sesdias, tava eu aqui bundando, e levei o maior susto ao receber uma mensagem de alguém de Brasília expressando profundo desgosto pelas crítica acérbica de nosso ecumênico doutor contra o projeto daquela cidade qdo expôs aqui seus defeito arquitetônico e urbanístico, como se despisse um doente terminal merecedor de apreço e caridade, exibindo ao mundo suas verminose, chaga, pústula e tunga.

O leitor se disse pessoalmente ofendido. Mas à menos q seja ele o próprio arquiteto bundão ainda vivo ou alguém psicografando o urbanista ou o ex-presidente, não vejo como qqer outra pessoa além deles possa justificadamente se ofender pessoalmente com críticas ou gargalhadas à edifícios e ruas.

No entanto, acho q o doutor foi mesmo meio desleixado ao não contar a história toda. Muita gente volta da Suíça declamando odes de louvor ä beleza do lugar e reclamando laivos de ódio à seus habitante. Com Brasília, há q ser o oposto –pelo menos em minha experiência.

Ô povo bacana, viu. Talvez o fato de ele viver no duplo apartheid compulsório imposto pela idéia centro-oeste de JK e pelo urbanismo asséptico de Lúcio Costa, os morador classe média/alta de Brasília –qdo, após longo e anódino passeios urbano de carro, finalmente se encontram nas casa, nos restaurante, nos centro de compras, &c– são tomado por uma sociabilidade contagiante, uma generosidade entranhada, um gosto sincero pelo convívio e pela alegre colaboração q não conheci em nenhum outro lugar do Brasil. Junte-se à isso a vocação cosmopolita duma capital federal, e o resultado é um povo dos mais interessante: culto, sofisticado e relax. Me hospedei com pessoas fabulosa q nada deixaram faltar; toquei com músicos excelente q abriram portas sem hesitar; colaborei com conhecidos e desconhecidos q tudo fizeram pra me ajudar.

O valor de Brasília é seu povo comum, apolítico, insistindo em preencher de escala humana os horroroso vazio de sua arquitetura, dia após dia durante 50 ano teimando em terminar com material humano essa construção tão mal idealizada por pessoas tão insensível, insensata e inescrupulosa qto Kubitschek, Costa e Niemeyer –q recebem ajuda de gente ainda mais insensível, ignorante e inescrupulosa como Roriz &c.

Então leitor de Brasília, pode o doutor gargalhar ä vontade, eu só tenho à agradecer à seu povo.

13 junho 2011

O prosciente

O mundo tem tanto crente q nosso estrupidante doutor já tava enjoando de explicar o q quer dizer ‘agnóstico radical’. Ele vinha tentando achar um termo melhor pra se definir perante aquele pessoal viciado em religião. Muita gente dizia q não era possível uma pessoa negar tão completamente a importância das questão última da existência, tipo ¿que merda é esta? ¿que catso é a consciência? ¿de onde caralhos veio o infinito?

Sempre saquei q a canhestreza do termo ‘agnóstico radical’ já denuncia o improviso de quem –tal como o doutor– nunca deu muita trela pro assunto das deidade, e adotei essa auto-definição no mesmo espírito (ou seja, nenhum espírito). Mas dá um trabaAalho explicar…

O trabalho provém em parte da palavra ‘agnóstico’, q tem um inconveniente parecido com o da ‘ateu’: é uma auto-definição q parte daquilo à q não se dá importância. Claro, toda pessoa q não fuma é não-fumante. Num mundo tão entuchado de crentes, faz sentido definir-se através da negativa, e é bobo reclamar do prefixo negativo em ‘agnóstico’ e ‘ateu’; já falei disso aqui. O inconveniente dessas palavra não é o prefixo ‘a’, mas os radical ‘gnosis’ e ‘theo’. Se vc é agnóstico ou ateu, e se define como tal, então vc tá prestando um desserviço prà erradicação do papel central da religiosidade nas sociedade, já q vc tá dizendo q sim, q a crença é um definidor importante da pessoa.

Se vc é um humano normal exceto por ter os mindinho do pé mais curto, eles são um detalhe pouquíssimo importante dentro do todo e vc não vai *se definir* à partir de vossos mindinho:

P: ¿Que tipo de pessoa é vc? ¿Qual vossa nacionalidade? altura? idade? profissão? vosso Q.I.? salário? estado civil?

R: Ah, sou minipododactilobráquio.

Do mesmo modo, nosso eqüipolente humanista sustenta q a auto-definição à partir da crença é uma inflação estratosférica dum assunto ínfimo do humano, uma auto-definição à ser usada apenas em conversas sobre *esse* detalhe mínimo.

Claro, muita gente diria chocada “¡Nããão! A crença é uma das característica mais importante do humano, se não a MAIS importante. É o q *define* a humanidade. Blablablá bloblobló.”

O doutor já falou várias vez da diferença entre ‘crer’ e ‘saber’. Mas não suficientemente deste detalhe: mesmo q vc seja o maior crente crédulo crendeiro sobre a face da Terra, o tamanho e quantidade de coisas q vc *sabe* são trocentas vez maior do q o de coisas em q vc *crê*. Vc sabe falar português (e talvez outras língua), sabe amarrar sapato, abrir torneira, coçar a cabeça, pegar ônibus; sabe onde fica vossa cama, vossa casa, vosso país; sabe quem são vossos amigo e parente; sabe o q sente por eles; sabe lidar com os incontável detalhe de vossa profissão; sabe de cór e salteado milhões de detalhe sobre vossa própria vida; sabe q, erguendo um pouco a cabeça, tem uma visão mais panorâmica do entorno; sabe interpretar palavras e intenções alheia, manipulá-las; sabe expressar vossas intenção e sentimento; sabe prever conseqüências de vossos ato; isso sem falar da avalanche de conhecimentos factual –q vc talvez chame de “conhecimento inútil”; vc sabe sabe sabe sabe sabe sabe sabe sabe… milhões, talvez bilhões de coisas. E lá num cantinho obscuro do cérebro vc tem algumas crença; e *mesmo* q vc seja um papa ou um capiau fanático religioso no meio do nada, vossas crença têm sobre vossas ação e decisão –e sobre as conseqüência delas– uma influência microscópica, se comparada ä influência q têm vossos conhecimento.

Então ¿por que catsos o Dr Plausível forneceria uma auto-definição baseada na crença? O correto é ele definir sua atitude perante o saber, não perante o crer. Uma possibilidade seria ‘prognóstico’, definindo sua postura favorável ao conhecimento. Mas pô, ‘gnose’ foi seqüestrada pelo debate “espiritual”: seu significado original de “ciência, conhecimento” deturpou-se pra “conhecimento esóterico da verdade espiritual blablablá bloblobló”. Daí q já existe a definição de ‘prognóstico’ como “pessoa q almeja o pleno conhecimento espiritual transcendente sobre Deus”. Ok, pode almejar sentado.

Então tava lá o doutor procurando um termo novo, específico e explícito. Qual não foi sua surpresa qdo eu, euzinho, seu discípulo e datilógrafo, achei o termo perfeito: prosciente.

Prosciente, prosciência, proscientismo. Essa é uma auto-definição à partir do q a gente sabe e pretende saber, à partir do q o humano sabe e pretende saber, à partir da ciência –definida em seu âmbito total: ciência é tudo aquilo de que vc é ou tá *ciente*. Vários problema ficam resolvido. Qdo vier um criacionista vos xingar de ‘evolucionista’ –esse termo q, cientìficamente, não significa nada (é como xingar alguém de ‘magnetista’ ou ‘gravidista’ ou ‘eletronista’)– vc pode dizer, “Êpa, peraí, sou apenas um prosciente: me defino à partir do q *sei* e pretendo saber, não do q creio.” Qdo vier um crente qqer dizer q vc é um ateu filho de Satanás, vc pode dizer, “Êpa, peraí, que falducação. Sou um prosciente tão legalzinho…”

Mas tbm, essa é uma maneira de dizer ao “bom” cristão/judeu/muçulmano/escambau q não, suas crença NÃO são importante, NÃO são uma base respeitável ou venerável pra discriminar e professar, pra aprofundar e abranger, pra moralizar e politizar, pra emocionar e se ofender.

07 junho 2011

Origens lingüística do atraso brasileiro, parte 4

Não faz muito tempo, este blogue disse q os vários problema do português “condenam o brasilês à ficar preso à lugares comum, à repetir idéias comum, à sempre voltar ao eixo caseiro e banal das percepção, à jamais prover a base pra pensamentos revolucionário, à sempre consumir idéias importada de línguas q facilitam a criação de instruções q tarão cada vez mais distante do meramente intuitivo.”

Neste texto, veremos q a fonética do português é um desses problema.

Não sei se muitos NoCuísta sabem, mas a língua portuguesa surgiu num lugar q, por sua localização no continente zoropeu, foi durante milênios a última borda do mundo antes de cair no poço do nada. Era o lugar aonde ia o Zoropeu civilizado qdo queria ver pastor amoroso filosofar sobre a imensidão do mar —ou seja, nunca. Se houvesse usinas nuclear em 1450, era em Portugal q a Zoropa enterraria seu lixo atômico. É difícil ignorar q a língua falada por aquela gente boa empurrada contra o mar até 1492 é na verdade uma degeneração do espanhol. Se o espanhol já não é lá essas coisa, imagine uma degeneração dele.

A degeneração é fácil de comprovar. Só como curiosidade, qdo na Zoropa se fala ‘colore’, ‘couleur’, ‘colour’, ‘kolore’ &c, o português fala ‘cor’, mas ‘colorido’; qdo na Zoropa se fala ‘pater’, ‘vader’, ‘father’, ‘padre’, ‘Vater’, &c, o português fala ‘pai’, mas ‘paterno’; qdo na Zoropa se fala ‘général’, ‘general’, ‘ghinearálta’, ‘generale’, ‘generell’ &c, o português fala ‘geral’, mas ‘generalizar’.

Outros exemplo:
Zoropa: douleur, dolore, durere, dolor; Portugal: ‘dor’, mas ‘dolorido’
Zoropa: genera, generate, generare, générer, generar; Portugal: ‘gerar’, mas ‘degenerar’
Zoropa: pulbere, polvo, poudre, powder, polvere; Portugal: ‘pó’, mas ‘polvilho’

Claro q isso é picuinha sem maiores conseqüência –até pq não há muitos exemplo. A degeneração à partir do espanhol se verifica mais claramente na fonética. O português manteve todos problema semântico do espanhol e adicionou outros tanto, mas o golpe fatal foi ter enrolado tudo numa pronúncia nhenhenhém q embota o pensamento. Já o brasilês –com sua mescla de influências do tupi-guarani, do italiano, das língua africana &c– vem tentando sair do impasse. Pela culatra, mas pô, vem tentando. Algumas rocoquice do espanhol (q já eram rocoquices no latim), se mantêm no português. Por exemplo, se alguém fosse intencionalmente atrapalhar o desenvolvimento duma nação, ¿conseguiria criar um sistema de números ordinal mais rococó do q este:
1° primeiro
23° vigésimo terceiro
456° quadringentésimo qüinquagésimo sexto
7890° septiesmilésimo octingentésimo nonagésimo
98765° nonagésimo octiesmilésimo septingentésimo sexagésimo quinto
?

E então, caso o 7891° lugar na maratona feminina dê empate, vc deve concordar todas palavra:
• Dois segundos depois da septiesmilésima octingentésima nonagésima colocada, chegaram as duas septiesmilésimas octingentésimas nonagésimas primeiras colocadas.

HAHAHAHAHAHAHA

Concordar em número e gênero é um grande problema prum país q raramente tá entre os primeiro. :•p

Mas esse existe em toda língua latina. O português tem tbm uns problema um pouco mais sério, pq mais ligado à questões cognitiva.

Tanto a cognição qto a comunicação dependem diretamente de associações mental. Qdo vc ouve um substantivo, a definição dele é a associação q vc faz com algo na realidade, ou com uma abstração. O povo do Portugal de 500+ anos atrás devia ter uma relação muito insegura e indefinida com a realidade, pois sua língua começou à tomar por definido e particular muita coisa indefinida e geral. O artigo definido ficou sendo usado desnecessàriamente pra, digamos, *ajudar* à definir melhor de quê se tá falando. Esse paroxismo defininte äs vez embola até a gramática:
• A paixão do Pedro e do meu primo SÃO os carros.

q diz a mesmíssima coisa q:
• A paixão de Pedro e de meu primo É carros.

Isso é muito diferente de colocar o artigo antes dum substantivo definido:
• Importamos as idéias criadas no país vizinho.

A degeneração do espanhol ‘el’ e ‘la’ pro português ‘o’ e ‘a’ é uma das grande tragédia da interação entre semântica e fonética. Tá certo q os artigo português facilitam nas contração com certas preposição: do, nas, aos &c. Mas vejam vcs q, por exemplo, o artigo definido feminino singular ‘a’ é a mesma palavra q a preposição ‘a’ e q o pronome ‘a’. Aí ¿quê acontece? O cérebro começa à evitar frases q mesclem esses som. Vejam esta idéia expressável clara e perfeitamente em espanhol:
• La degeneración la condenó a la abundancia de As.

E vejam o q acontece qdo essa idéia é expressa em português “norma” “culta”:
• A degeneração condenou-a à abundância de As.

Descontraindo a crase, temos:
• A degeneração condenou-a a a abundância de As.
onde:
a = pronome
a = preposição
a = artigo.

Ou seja, certas idéia NUNCA são expressa em português *por causa* da confusão q sua fonética cria. ¿Não é uma tragédia? Talvez só nosso eutênico humanista e seus discípulo percebam a tragédia; mas não é ä toa q ele é o único doutor honoris causa em plausibilática em toda a história do Universo.

Pra evitar o encontro de As, o cérebro (qdo já revitalizado pelo aporte do tupi-guarani &c) encontra automàticamente outras solução:
• Levou-a à água. (levou-a a a água)
vira:
• Levou ela na água.
ou
• Levou ela até a água.

O espanhol diz simplesmente:
• La llevó al agua.

(Em espanhol, ‘agua’ é feminino; mas, sendo uma língua um pouco mais esperta, põe-se o artigo masculino singular em palavras feminina começada em A acentuado:
• el agua tibia = a água morna
• el área condenada = a área condenada
mas:
• las aguas
• las áreas
Na frase acima, ‘al’ é contração de ‘a’ e ‘el’.)

Outro grande fracasso relacionado ao artigo definido, não diretamente ä fonética, é a ridícula e rebusnante redundância de colocá-lo antes de possessivos.
• o meu jumento = mi burro
• a sua inteligência = su inteligencia
• os meus relinchos = mis relinchos
• as suas idiotices = sus idioteces

Isso é redundante pq o artigo aí não tá definindo absolutamente nada: o possessivo JÁ TÁ definindo de qual jumento e inteligência e quais relincho e idiotice tamos falando. Bastaria dizer:
• meu jumento
• sua inteligência
• meus relinchos
• suas idiotices


A redundância vem daquela insegurança no definir, mas tbm provàvelmente da tronhice em confundir *pronome* possessivo com *adjetivo* possessivo –confusão q muitos gramático ainda fazem.

adjetivos:
Meu guincho é mais belo q teu guincho.
• Mi chillido es más bello que tu chillido.

pronomes:
O meu é mais belo q o teu.
• El mío es más bello que el tuyo.


adj e pron:
Meu guincho é mais belo q o teu.
• Mi chillido es más bello que el tuyo.


Muitos gramático despistado dizem q o primeiro é um pronome e o segundo é um substantivo. Mas prestenção: PROnome é o q *substitue* um nome; na frase acima, ‘meu’ não tá substituindo nada e ‘teu’ tá. Então.

(Qdo se critica a NoCu, sempre vem gente falando de Machado pra cá, de Assis pra lá. Mas basta uma pesquisinha em seus livro e já se vê q nem ele enxerga a redundância de ‘o meu”. Em Dom Casmurro, por exemplo, ele usa ‘o meu’ e ‘meu’ indiscriminadamente numa proporção de 3 pra 1; e a maior parte das vez em q diz apenas ‘meu’ é qdo se refere ao pai: “meu pai” —justamente um conjunto de apenas um ítem; vá entender.)

Outro fracasso relacionado aos possessivo é, vcs sabem, confundir os orneio q VOCÊ dá com os q ELE dá:
• Você é um asno e seus orneios me entristecem. = Eres un asno y tus rebuznos me entristecen.
• Ele é um asno e seus orneios me divertem. = [Él] es un asno y sus rebuznos me divierten.

Leitores deste blogue hão de haver notado q o padrão aqui é:
vc > teu
ele > seu

pra não confundir. Mas à partir de hoje, tá decidido:
tu > teu
você > vosso
ele > seu


Isso pq, pô, se ‘você’ vem de ‘vossa mercê’, então foi uma burrice de conseqüências nefasta este país ter sido uma colônia em q se dizia:
• Vossa mercê deveria cuidar melhor de seus possessivos.

em lugar do perfeitamente lógico e coerente:
• Vossa mercê deveria cuidar melhor de vossos possessivo, em vez de ficar enchendo o saco sobre a concordância dos plural.

Esse problema é herdado já do espanhol, em q se dizia:
• Dígame vuestra merced, por cortesía, su nombre.

Só q, mais uma vez, o espanhol foi mais esperto: manteve o ‘usted’, o ‘tu’ e o ‘vosotros’ como três entidades separada. E quem acha q o português criou o ‘você’, nananinanão: já aparece ‘voacé’ no Don Quijote, de 1605.

O artigo definido masculino ‘o’ tbm dá problema, em particular qdo é confundido com o pronome ‘o’. 99% dos falante semi-informado de português dirão q a palavra ‘o’ nas frase:
• Gostei do que ele disse.
• Não tenho o que dizer.


é um artigo, e aí põem o acento em ‘que’, mormente pronunciado ‘qui’. Mas ¿será q o ‘o’ é artigo? Não. Veja o espanhol:
• Me gustó lo que dijo.
• No sé qué decir.


E aí vem o camponês e pergunta:
• ¿O que disseste?

Isso se for um camponês norma culta, pois camponês normal pergunta:
• ¿O que foi que vc disse?

q o espanhol —sempre mais conciso— expressa:
• ¿Qué dijiste?

Mas, voltando ä fonética. Não foi picuinha dizer q o português é um espanhol nhenhenhém. A nasalisação dos som espanhol com M ou N tornou o português uma língua de fanhos. Inúmeras idéia nunca são expressada em português pq… pq… soam feio…

HAHAHAHAHAHA

• Vem em embalagem encerada. /vê nhenhêm balage nhên cerada/
• Quem não entretém em encantos, nem em enfeites seduz.
• Expressou-se bem em enfáticos ‘dãs’.
• Não ficaria contente com um undécimo lugar.
• Nasceu com um úmero torto q não se alivia com um ungüento qqer.


O espanhol lida muito mais eficientemente com essas junção de palavras:
• ‘en encantos’ se pronuncia /e nen cantos/
• ‘con un ungüento’ se pronuncia /co nu nun güento/
________

Esta exposição poderia continuar por páginas e páginas; poderia explorar os inúmero mal-entendido q a fanhosidade do português causa, as várias inconsistência no uso de ‘você’, o conflito entre “norma” “culta” e fluência, &c &c. Mas o texto já tá ficando chato.

Uma língua cuja lógica interna embole as definição e cuja estética fonética impeça inúmeras combinação de *idéias* não proverá um bom amparo cognitivo pra desenvolver o intelecto e o povo q a fala. (Aposto q ao ler isso vc, leitor, engasgou qdo leu ‘embole’. Tsk tsk.)

Talvez o melhor q possa acontecer ao brasilês será ele se distanciar cada vez mais do português. Vida longa à Marcos Bagno.

05 junho 2011

Som ambiente

Ano passado, nas prefeituras de todo o país:
«¿Que é q tem de programação aí pro ano q vem?»
«Xovê. Mm. Tem a Semana do Meio Ambiente.»
«Hm. Vamo então fazê uns shows aí, ué, né?, no parque da cidade.»
«Tipo ¿o quê?»
«Ah, um sambão, ué. Né? A gente monta um parco com 500 megawatts de som e contrata algum Representante Legítimo do Povão pra berrá umas mensage construtiva e cantá umas musga; aí todo mundo sai feliz e dá tudo certo.»
«Hm. Mas ¿não é a Semana do **Meio Ambiente**?»
«E?»
«Vai tê poluição sonora, vão pisotiá o gramado todo, enchê tudo de lixo, o show vai afugentá os pássaro do parque…»
«Ah, depois vorta tudo.»
«Tá. E ¿qual vai sê a mensage q o RLP vai berrá?»
«Ah, pode sê carqué uma dessas aí pra conscientizá o púbrico à diminuí a poluição, protegê a flora, reciclá o lixo e respeitá a fauna.»

30 maio 2011

Os livro

Saiu a resenha de nosso ebuinte doutor na Copa de Literatura Brasileira. ¡Não deixe de ignorar!

26 maio 2011

Ponto & ação

Pelamãedoguarda, nestas última semana nosso êufono doutor só faltou peidar o Hino de tanto rir. ¿Viram o bafafá todo sobre o livro do MEC? Catso. ¡Como tem palhaço no mundo, e como tem gramático amador neste país! Um hipoplausibilético fala do assunto num saite do iG, e o Brasil inteiro vira um trololó amorfo.

Qdo o assunto é o brasilês, é assustadora a velocidade da perna depois q bate o martelinho do certo-e-errado. Tem algo de traumático aí —tipo, qdo o assassino começa à suar frio só de ver um moleque fantasiado de guarda rodoviário. Todo brasileiro sabe q não fala como escreve, q o brasilês tem uma discrepância hipócrita e esquizofrênica entre o falar e o escrever. Então. Dum artigo no iG ä tevê, foi um relâmpago. Antes de se lançar numa diatribe pré-redigida seguindo as regrinha e lida no teleprompter, um tal de Alexandre Garcia demonstrou como *realmente* fala:



Se pra ele a NoCu é tão essencial pra “vencê na vida”, é de se perguntar como é q ele venceu falando assim em público. ¿E aí, Xandim?, contaê pa turma comé q foi.

HAHAHAHAHA

Òbviamente, “falar errado” significa “falar como 99,9% da população brasileira, q não segue as regra de concordância lavrada pela NoCu”. Mas pros NoCuísta, “falar errado” é um eufemismo pra “falar soando como pobre anarfa”. Freud explica: o ego soa como pobre anarfa e o superego procura à todo custo reprimi-lo e sublimar o conflito num surto psicótico normativo.

Se vc conhece a —HAHAHAHAHA— polêmica, dá uma lida no texto q (teòricamente) a originou.

http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/V6Cap1.pdf

Lendo isso, vc pode confirmar q o circo inventado e erguido pela imprensa não tem *NADA* à ver com o q é dito no livro —q é excelente, como a maior parte do material do MEC, e usa exemplos de português popular *justamente* pra auxiliar no ensino da “norma” “culta”. O máximo à q chega é responder ä pergunta: “¿Posso falar ‘nói vai’?” A resposta é “Claro q pode.” querendo dizer “Vc não vai ser preso por dizer ‘nói vai’; vc PODE tbm passar o resto da vida repetindo ‘gugugú-gogogó’ à cada 30 segundos: vc PODE; e PODE tbm sentar num formigueiro de saúvas cantando ópera, e PODE fritar um ovo podre todo 15 de fevereiro: não há nenhuma lei contra essas coisa.” Aí os paciente terminal da imprensa pegaram o “vc pode” e interpretaram como uma autorização do PT à *ensinar* ‘nói vai’ como padrão.

HAHAHAHAHA

Devia-se ensinar ‘nói vai’, mesmo. É claro e suficiente.

O q mais diverte nosso êufono doutor é ver tanto gramático amador defendendo a “norma” “culta”. O executivo diz em casa: “A gente vai querê umas déiz. Déiz tá bão, né?”; mas numa reunião com clientes, pra demonstrar q domina a NoCu à outros q tampouco a dominam, diz: “Eu acho q nós vamos querer dez. Dez são o bastante, não?” Se *realmente* dominasse, diria o estrupício: “Quereremos dez, creio. Dez bastarão, não bastarão?”

HAHAHAHAHAHAHA

Mas não é nem disso q o Dr Plausível mais ri.

***Prestenção agora.***

¿Qdo é, minha gente, QUANDO É, meus leitor, *QUANDÉ* q todo esses caga-regra normativo, esses cretino ortográfico, esse contingente continental de gramáticos amador vai perceber q o importante, o essencial, o sine-qua-non na comunicação escrita inteligente, clara e suficiente NÃO É A ORTOGRAFIA NEM A CONCORDÂNCIA VERBAL, NOMINAL OU ESCAMBAU; É, SIM, APENAS E TÃO-SÒMENTE A PONTUAÇÃO?

A pontuação, gente. Existe um remédio contra a hipoplausibilose q ataca toda aula de português NoCu neste país, todo cérebro empanturrado de regrinhas imprática, todo bacamarte em pânico achando q a lógica da língua tá na concordância e tendo surto psicótico toda vez q alguém fala em “linguagem popular”. Esse remédio se chama FOCO NA PONTUAÇÃO.

Observe bem o parágrafo abaixo; o único problema nele é q o autor não tem em seu vocabulário as palavra ‘cateto’, ‘hipotenusa’ e ‘ao quadrado’:

“Ói, ¿sabi aqueis triango q tem um canto quadradin? Ce vai vê q os dois lado q fais o canto quadradin são mais curto q o lado do otro lado. Aí, ói só: si ocê midí os lado tudo, ce vai vê q, si ocê murtipricá o cumprimento dum dos lado mais curto por eli memo e murtipricá tamén o cumprimento do otro lado mais curto por eli memo, e aí ocê somá uma murtipricação mais a otra, o resurtado deça conta é a mema coisa q si ocê murtipricá o cumprimento do lado mais cumprido por eli memo.”

CQD.

Não há absolutamente NADA de errado ou inconsistente no parágrafo acima. De não-convencional, pode ser. Mas ¿e daí? Vc, leitor, é uma pessoa única no mundo; milhões de coisas em vc não são convencionais; e teu cérebro tem direito, até obrigação, de expressar o q ele É —não apenas o q tá em concordância com as convenção. Vc PODE.

E aí, surge do nada um GIGANTESCO e iradíssimo pânico nacional sobre ‘os livro’ e ‘nói vai’, e ninguém (NIN-GUÉM) fala do essencial prä transmissão lógica do pensamento pela escrita, q é a pontuação.

Ô país formalista, viu? Ô bando de trouxa. Ô gente obedientezinha. Nos Euá, a frase “Yes, we can.” elegeu um presidente negro; no Brasil, a frase “Claro q pode.” vira um escândalo nacional. Não, vc não precisa colocar todos pluralzinho nos lugar certinho, não precisa transformar uma frase numa série rocambolesca de arabescos rococó, tipo “Oss meuss livross francesess verdess foram vendidoss amarradoss todoss juntoss.” —q reflete com certeza a idéia portuguesa de beleza:



Vc só *precisa* dizer e escrever “Meus livro francês verde foi vendido amarrado tudo junto.”

O brasileiro, se tomasse plausivirol, faria o q tem q ser feito pra curar o brasilês dessa esquizofrenia do “escrever é diferente de falar”: mandar as regra de concordância e as convenção ortográfica prä PUTÍSSIMA QUE AS PARIU.

HAHAHAHAHAHAHA

A partir de hoje, este blogue vai publicar todos plural sem os arabesco inútil e patético da concordância.

11 maio 2011

Morte dum muçulmano mau

Um leitor pediu encarecidamente q nosso eutéxico doutor comentasse a morte do binLaden.

Hm.

O doutor não é muito de ficar notando estrepolias de super-potências. É um assunto meio enjoativo: é claro q eles vão abusar de seu poder; é claro q os outros vão reclamar. Ele até q deu umas risadas. Lembrou-se dum episódio do Batman (da tv) em q o Coringa coloca um quadro seu numa exposição de arte. O quadro é uma tela toda branca. Qdo alguém lhe pergunta de quê se trata, o Coringa faz um gesto melodramático e diz q o quadro se chama "Morte dum Morcego Mau".

Então. A morte do binLaden é a mesma coisa: a tela em branco e o pintor melodramático.

10 maio 2011

Elevação e queda do ensino

Não sei se vcs sabem disso, mas o Brasil até q já teve uns nativos admiráveis.

Um brasileiro q tem o saudável apreço de nosso eufônico doutor é Anizio Teixeira, q nasceu pràticamente imune ao hipoplausivírus e teve a presença de espírito de aprender, aplicar, imitar e adaptar algumas idéias educativas do gênio euaense John Dewey num país até então notòriamente avesso à aprender e aplicar, embora já bem versado em imitar e adaptar. Se vc, ilustrado leitor deste blogue, nasceu na segunda metade do século passado, então deve ao Dewey (e, por associação, ao Teixeira) a maior parte das coisas boas em tua educação escolar; as coisas ruins foram (e são) ranço dos carunchos pré-teixeirinos …ou estultices educacionais pós-teixerinas.

O Dr Plausível não é muito de sair por aí admirando qqer um, não; mas o Teixeira até q se saiu bem nesse quesito. Como se vê neste documentário, foi preciso ter galhardia pra promover neste país a escolarização gratuita, laica e obrigatória. O cara foi perseguido como ateu e comunista, pelo Estado Novo, pela igreja e pelos militares; teve q esconder-se no sertão e exilar-se no estrangeiro. Ainda assim, parte de suas propostas foram implantadas –mais por pressão da curva de Gauss do q por iluminarem-se os retrógrados.

Não deu totalmente certo –mormente por causa do clima tropical, favorável ä proliferação do hipoplausivírus. É difícer educar a mente e administrar um país em português; muitos tombam no caminho. A mistura de provincianismo e progressismo, de intelijumência e inteligência, de escamoteio e escola é evidente até mesmo no texto do documentário sobre esse q chamam de 'maior educador do Brasil'. Vejam, por exemplo, a confusão de tempos verbais neste trecho:

«Nesta[?] época, Caitité era conhecida como "a corte do sertão". Ainda em Caitité, Anizio faz o curso primário no São Luiz … q era da Ordem dos Jesuítas. A Europa vive a primeira grande guerra qdo Anizio viaja pela primeira vez para Salvador … Anizio quis entrar para a Companhia de Jesus … mas essa decisão[?] foi veementemente combatida por seus pais. O desejo de seu pai … era q ele seguisse carreira política e, assim, o convence à estudar direito no Rio de Janeiro, onde ele se forma em 1922.»

Isso parece escrito por duas pessoas q não se conversam; ou pior: por dois lados do cérebro q não dialogam. No brasilês escrito, é comum demais pra não ser causado por uma deficiência generalizada na formação educacional da mentalidade brasileira.

Irônico, não?

(Aliás, ¿tem coisa mais horrenda do q o galicismo de, em biografias, usar o presente histórico –q, segundo o Houaiss, "dá mais vivacidade e atualidade ao texto"? HAHAHAHAHA)

Irônica foi a morte de Anizio Teixeira. Por insistência de amigos, candidatou-se à uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Pra conversar sobre o assunto, foi ao apartamento de Aurélio Buarque de Holanda; depois da visita, saiu do apartamento e não mais foi visto. Seu corpo foi encontrado alguns dias depois no fundo do fosso do elevador. Há quem veja aí um assassinato pelo governo militar, mas é possível q ele não tivesse… ãã… verificado se o mesmo encontrava-se parado naquele andar. E ¿por quê? Há várias explicações, mas a irônica é pq ainda não era obrigatório nas portas de elevadores daquela época esse aviso de redação estapafúrdia, ignorante e semi-letrada.

26 abril 2011

O Dr Plausível e seus aforismos (3)

"Toda vez q ouço a palavra 'cultura', revolvo meu saco." in O Cavalo de Traia

08 abril 2011

Acesso de

doença mental, doença mental...

Todo mundo tem acesso de raiva, acesso de medo, acesso de tosse.

Chato é qdo doente mental tem acesso... acesso à armas.

06 fevereiro 2011

Pernas curtas e ouvidos de lata

Nosso escrupuloso doutor já fez diversos one-man lobbies no ministério da saúde pra passar a Lei do Burrifo –uma medida, digamos, cautelar q obrigaria todo município brasileiro à periodicamente borrifar Plausivirol nas principais cidades. Pq, pô, viu. O mundo todo sabe q a internêta é um charqueiro pestífero onde o hipoplausivírus funga por vítimas, mas nenhum excelentíssimo senhor ministro dá ouvidos ao doutor.

Pq, vejam bem, o vírus penetra o cérebro pelo ouvido, e são vítimas constantes os pacientes com otoestanhose (ouvidos de lata). À seguir, um caso recente ilustra a malignidade dessa contagiosíssima moléstia.

Sesdias (um sábado), um blogueiro rapazola resenhista literário amador resolveu publicar um email em q uma editora praticamente o ameaçava judicialmente se não apagasse de seu blogue uma resenha desfavorável à um certo livro. Aí uma porção de gente achou a atitude da editora um bessurdo, um escândalo, um abuso editorial, um despautério, &c e tal; deu o maior bafafá, leitores dando apoio, conselhos legais, o baralho à buatro. Alguns especularam q o email tinha vindo da editora Record e começaram à protestar diretamente ä editora. Até O Globo noticiou o não-fato e tentou contactar o blogueiro.

Tem aqui uma imagem do blogue (q o rapazola fechou, qdo viu a bestice q fez).

E aqui um cache do texto q originou o bafafá.

Bastou nosso eterno humanista ler a tronhice pra cair na gargalhada.

Pq, pô, né? Só mesmo a otoestanhose pra explicar como tanta gente boa foi enganada nessa pabulagem da grossa. O doutor imediatamente diagnosticou o rapaz: hipoplausivirose galopante na hipófise, e graciosamente me permitiu mostrar à meus leitores como chegou à essa conclusão. Qdo vc enxerga, é óbvio.

Pelo texto do rapaz, logo se vê q ele, digamos, não transborda em recursos de estilo. Ainda é jovem e tem tempo pra aprender. Mas ao ler o pretenso email da pretensa editora, vê-se q esta, digamos, tampouco transborda... Hm. Há uma conveniente vaguidão específica –em frases tais como "um dos títulos publicados pelo nosso grupo editorial"–, muito utilizada em fraudes amadorísticas; além disso, o email tá escrito com os mesmos ritmos e entonação do blogueiro, e numa voz peculiar:

"Viemos através dessa", "o imediato fechamento desse."
"entendemos e até certo ponto, respeitamos"
"somos de teoria que"
"no sentido de nos fazer vender"
"dessa forma" usado no sentido de 'por isso'

Entre esses ítens, chamam imediatamente ä atenção 'ser de teoria' e 'dessa forma'. ¿Que fez então nosso doutor? Procurou no blogue mesmo outras instâncias dessas peculiaridades. E ¿onde foi achar 'ser de teoria que'? Ora, ¡na própria denúncia, logo no primeiro parágrafo! "Sou de teoria que um blog blablabla".

HAHAHAHAHAHAHA

Argumentar-se-ia q o rapaz poderia tar ironizando o email. Ok: plausível, embora improvável –dada a otoestanhose geral de seu blogue. Vejamos então 'dessa forma'. Os resultados dessa busca tão aqui.

De fato, o rapaz amiúde usa 'dessa forma' como 'por isso':

«O formulário do blog deu problema, muita gente se inscreveu e não teve seus dados enviados. Dessa forma, resolvi fazer essa nova promoção...»

«...existem livros que são prioridade em minha pilha porque devem atender à estratégia de divulgação planejada pelos respectivos editoriais[sic]. Dessa forma, obras nacionais podem levar até 5 semanas para serem lidas.»

¿Qtas pessoas, caro leitor, vc conhece q usam 'sou de teoria' e 'dessa forma' dessa forma? O email da editora tem gosto e cheiro de lorota.

Sábado ä tarde, o doutor já tava expectorando a gargalhada; não disse nada pq nesse estágio pouca gente iria enxergar a piada. Mas o blogueiro ainda tinha um golpe de bestre na banga. Qdo começou à pipocar uma desconfiança geral de q essa história tava mal contada, ele publicou domingo ä tarde outro pretenso email da pretensa editora. Veja como o doutor [entre colchetes] leu o adendo do blogueiro:

«O E-MAIL NÃO PARTIU DA EDITORA RECORD E NEM DIZ RESPEITO A FALLEN! ... A Luiza, que é a assistente de marketing, sempre leu e respeitou minhas opiniões.

«...depois de vários conselhos de profissionais editoriais [em pleno sábado ä tarde], entrei em contato com a assessoria de imprensa do grupo editorial [no expediente do sábado ä noite] e enviei o link do post. Algumas horas depois da repercursão[sic] no Twitter [q aconteceu domingo de manhã], recebi um e-mail do próprio publisher [trabalhando no domingo, devido ä suma importância do blogueiro] que vocês conferem abaixo.

«Caro Sr. Silva,

«Chegou ao meu conhecimento
[sábado ä tarde] um suposto [ué?] post envolvendo a alta diretoria [não sou megalômano] do nosso grupo.

«...acredite em mim
[por favor, acredite em MIM] quando digo que a referida funcionária [¿Luíza?] que lhe enviou essa mensagem [cherchez la femme] NÃO FALOU EM NOME DO GRUPO [caixa alta: recurso muito usado por blogueiros e altas diretorias...].

«Estamos tomando as devidas providências na apuração do caso
[em pleno domingo] e garantimos que o senhor será notificado quanto ao andamento do caso. Asseguramos também que ... uma ação judicial, vista como "causa perdida" pela maioria dos especialistas [todos eles consultados hoje, domingo, de manhã], será movida contra o senhor [se nada será feito, então ¿qual é o "caso" q terá "andamento"?].»

O estilo púbere do email já soltou um cheirume; mas o pior mesmo foi o ato falho de falar duma "referida funcionária" qdo a única funcionária referida foi pelo próprio blogueiro três parágrafos antes de ele começar à redigir o segundo email.

HAHAHAHAHAHAHA

E o atual ministro da saúde nem tchungas.

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De maneira alguma nosso evulsivo doutor pretende denegrir a imagem do blogueiro. Todo mundo faz cagadas. Dada a pressa com q fechou seu blogue e sumiu de vista, o blogueiro aprendeu à duras penas a lição de q brincar de gente grande se faz entre crianças, não entre adultos. Mas, já q o intuito do texto acima foi explicar uma técnica diagnóstica, espero q meus leitores tenham aprendido algo sobre como prevenir-se contra a otoestanhose. Trocentas pessoas ficaram incensadas com a editora (mas qual?), publicaram notas de repúdio, textos indignados, tuitadas revoltadas. É irônico q tanta gente defenda o direito de expressão sem no entanto atentar ao q é expressado.

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(contribuiu: Bel Seslaf)

01 fevereiro 2011

Desleixo monumental

Nosso epitômico doutor, ora em Brasília solucionando detalhes especializadíssimos das relações Brasil-Japão, todo dia passa horas entuchado num escritório trabalhando com aquela seriedade peculiar dele. Tadinho.

Então, muito me agrada ver q pra ele é um alívio sair ao ar livre na capital brasileira e gargagargagargagargalhar sem parar vendo todo aquele imeeEEenso monumento ä estupidez q perpetraram Juscelino Kubitschek, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e o resto da patota hipoplausivirótica com sua visão futurista-década-de-cinqüenta-em-país-ingênuo-e-atrasado. O Niemeyer, como escultor, foi um péssimo comunista.

Já eu, acho triste. Tanta falta de cidade, de urbanismo, tanta falta de uso, de cuidado, tanta falta de escala humana, de conhecimento sobre o humano... puts, que lugar deprê. A imbecilidade e o desleixo do projeto todo são de lascar, ainda mais pq é impossível voltar atrás, dizer "Tscupaê, gente, aquela utopia pós-guerra corbuseriana não deu certo. Descobriu-se q as pessoas são seres humanos. Vortemo pro Rio. AQUILO é q é capitar."

Mas o doutor se esbalda. Ainda mais agora q acaba de voltar duma longa estadia numa CIDADE de verdade, pô, q os cidadãos usam, permeiam, articulam, discutem, conservam, embelezam e (só pra ratificar) usam. Em Brasília, o doutor começa à rir no Eixo Monumental, gargalha num Setor Habitacional qqer, e só pára (por dó) qdo chega nalgum Setor de Invasões Ilegais. Ô figurinha pra rir, viu. Daqui à pouco, até a Polícia Federal vai querer interrogar. Mas aí é q ele não vai parar mesmo.

Olha, ele até prometeu q, se a japonesada der uma brecha, ele manda umas fotos pra ilustrar as gargalhadas.