27 fevereiro 2009

Painel do leitor


Caros Srs Editores da Folha de São Paulo,

Foi com muita revolta q li vossa matéria de quinta-feira, 26 de fevereiro último, no caderno Cotidiano, sobre as chuvas em SP, matéria q me leva agora a denunciar publicamente a prefeitura desta cidade. São absurdos os desmandos, favoritismos e arbitrariedades desta administração no desempenho de suas atribuições supostamente democráticas. Tenho uma horta em meu quintal e dela tiro grande parte dos alimentos para minha família de 5 pessoas. Igual a mim, dezenas de milhares de moradores nas periferias têm hortas familiares; muitos desses horitcultores chegam a usufruir de seus produtos comercialmente. E não é preciso nenhum diploma universitário para saber que os horticultores precisamos de chuva regularmente. Ora, ¿que direito tem a prefeitura de enviar chuvas exclusivamente para trens e trânsito? ¿que prepotência avassaladora, que corrupção inominável leva um administrador público a arbitrar sobre a chuva – um recurso cada vez mais escasso – e privilegiar tão descaradamente um setor da comunidade, setor este q reconhecidamente polue, incomoda e atrasa a vida de todos, até mesmo sem a chuva? ¡Chega de conchavos com chuva! ¡Toró para todos, já!

Rodoanei Vialho

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Numa cultura de desmandos e arbitrariedades, um jornal q se diz "de rabo preso com o leitor" encampou alegremente a imbecilidade sangue-de-barata da reforma ortográfica 2009 e se expõe ao ridículo-mor q a escrita duma língua pode alcançar: qdo, pra evitar mal-entedidos, a *ORTOGRAFIA* obriga o escritor a dizer algo diferente do tencionado.

16 fevereiro 2009

1234567890 x ...d...g...j...

A ciência e a religião jamais vão dialogar. A ciência conta e a religião fala. A primeira lida com uma quantidade infinita de números e a segunda com um vocabulário limitado de palavras.

Já ouço alguém dizendo q, como cada um lida com um aspecto humano, então ambos são necessários. Sorry, mas a segunda não é o único assunto humano q lida com palavras; e suas limitações vocabular e temática indicam q ficam de fora a maior parte do vocabulário existente e das temáticas possíveis. A religião é na verdade um assunto pequeno na vida, mesmo dos crentes, e é justamente por isso q se lhe atribue uma importância indevida, gerando chatonildos e fanáticos.