12 janeiro 2009

Eu sô o Jair, ocê é a Nair

Se vc tem um produto e quer q o Dr Plausível compre, não anuncie. Nosso erviço doutor não acredita em anúncio. A lógica é implacável: se uma firma precisa anunciar seu produto, é pq não tá vendendo bem; se não tá vendendo bem, ou é pq o produto é ruim ou é pq é exorbitante. Mas se um ramo de indústria está regulado por normas, os produtos não devem diferir muito entre si em qualidade. Então – já q quem paga pelo anúncio acaba sendo o consumidor – é preferível comprar de quem anuncia pouco.

Sesdias, nosso educante humanista esteve em Brasília pra dar consultoria a uns auditores das contas do senado, e foi de avião. Desta vez, ele decidiu ir de Ocê é a Nair. Ida e volta por R$286 – mais barato q a Gol e bem mais barato q a Tam. Tinha espaço de sobra pra esticar as pernas, comeu um lanchinho quente bem decente, os vôos não atrasaram, &c. ¿Sabe quando o Dr Plausível vai voar novamente de Gol ou Tam, q espalham anúncios por aí q nem moscas? Nunca.

Sabendo q eu acharia exagero, o doutor tirou umas fotos no aeroporto de Brasília pra provar sua lógica. Olha o check-in da Ocê é a Nair:





Note a data, o dia de Natal. Agora olha a fila de gente pro check-in da Tam:





E não é pq era em Brasília: a partida de São Paulo foi a mesma maciota.

Passagem barata, check-in rápido, vôo sem atraso, poltrona espaçosa e lanchinho quente são coisas q esse pessoal crédulo, hipoplausibilético, bobo-de-marca, não conhece – essencialmente pq não distingue a diferença entre anúncio e produto.

A propaganda e o marketing podem ser ferramentas utilíssimas pra mostrar à comunidade quais marcas evitar.

07 janeiro 2009

Sí, que son simpáticos

Tigamente, anúncio de rádio – embora curto e grosso – tinha uns floreios do recém-descoberto sonho de consumo:

"Para se lavar da prole, use o bidê Ragnoli."

Hoje é diferente. Não há mais sonho de consumo; há devaneios de poder. Sesdias, nosso estuoso doutor ouvia alegremente seu radinho de pilha, qdo foi tomado de súbito não-poder – não-poder respirar de tanto esguarunfralhar a púncia às lágrimas. Haja fôlego pra rir, viu.

Imagine q a língua da vez fosse o tosquês. Aí vc – abjetamente ignorante de qqer toscância exceto "Ro mum trwiflo?" e o prático "Nupo qwerty!" – ouve no rádio um anúncio mais ou menos assim:

voz 1: Icos um ruvol aigla ipugi?
voz 2: Jusa... nofa?
voz 1: Jolfra tibu unbo?
voz 2: Glopi gwiba... nofa...?
voz 1: Lortomusdwiba ruvol mum broituban?
voz 2: Am... am... am.....
locutor: Se tua última entrevista de emprego foi assim, ¡tá na hora de estudar tosquês na Qwerto!
Qwerto, o tosquês esperto.


Qual é tua reação? Obviamente vc salta da cadeira e vai direto se matricular na Qwerto, né? Afinal, vc não entendeu nada, entendeu? Então.

HAHAHAHAHA

Ô miasarma.

Pois é assim mesmo q o Seulépi tá anunciando curso de ingrês no rádio. Incrível, né? Sim, pq não sei se vc percebeu, mas a última fala da voz 1 tem um erro gritante, inspirado no anúncio do Seulépi, em q a última fala do entrevistador é:

Where do you see yourself three years now?

HAHAHAHAHAHAHA

Meu. Diga a verdade, dona-de-casa, ¿não é de esguarunfralhar a púncia? Os caras fazem anúncio numa língua q o público-alvo não entende e ¿ainda deixam passar uma gafe dessas? Ou seja, pro ouvinte q não sabe ingrês, o anúncio não quer dizer nada; pra quem sabe, o Seulépi se estrépi.

¿Q será q deu nessa gente?