27 dezembro 2008

Os princípios infelizes (II)
[aviso: texto longo e chato]

Toda editora deveria ter um Ambulatório Plausibilógico. Há anos q nosso epacmástico doutor faz lobby em Brasília pra obrigatorizar o AP, mas esse é o tipo de coisa q só acontece no Brasil depois q os Euá tomam a iniciativa. Quando o hipoplausivírus ataca um paciente saudável, o Dr Plausível entra em atendimento de urgência. Como poucas editoras têm AP, quase nunca dá pra evitar o estrago: qdo vê, o paciente já foi prà editora, já foi publicado, já tá à venda, já foi comprado. Foi o caso dessa tradução do Happy Prince de Oscar Wilde publicada no Brasil pela Ediouro.

Conforme prometido, reproduzo abaixo alguns trechos coletados meio a esmo do primeiro conto do livro, The Happy Prince, pra dar uma pequeníssima amostra do resultado da decisão editorial de tirar dos olhinhos de brasileirinhos a oportunidade de se encantar com palavras, de se intrigar com significados, de suspeitar uma inteligência maior q a dum Cebolinha. Tá: em inglês, há várias versões simplificadas desse conto; só q tem o original, né?

Alguns avisos:
• O primeiro parágrafo é só pra vc ter uma idéia do q se trata.
• Os trechos sublinhados no original indicam o q foi cortado/mutilado.
• As interrogações entre colchetes na tradução indicam os pontos onde a graça do original foi cortada/mutilada; exclamações indicam uma rasteirização particularmente dolorosa.
• Os trechos em negrito na tradução indicam os pontos em q o tradutor viajou na maionese.

Entre outras coisas, note:
• A despoetização; por exemplo, veja o segundo trecho.
• A pauperização; por exemplo, na remoção sumária de referências culturais e geográficas.
• A retardização; por exemplo, na explicação do q no original está implícito e na supressão dos subentendidos irônicos.
• A rasteirização geral; por exemplo, em vez de dizer "professor de ornitologia", a tradução prefere "professor entendido em aves"; se a criança não ouve a palavra em casa e o livro não quer ensinar, aí fica difícil, né?

High above the city, on a tall column, stood the statue of the Happy Prince. He was gilded all over with thin leaves of fine gold, for eyes he had two bright sapphires, and a large red ruby glowed on his sword-hilt.
Na parte mais alta da cidade, havia uma coluna em cujo topo ficava a estátua do Príncipe Feliz. Era toda coberta de finas folhas de ouro; os olhos eram duas safiras brilhantes e um enorme rubi enfeitava o punho da espada.

(...)
“He looks just like an angel,” said the Charity Children as they came out of the cathedral in their bright scarlet cloaks and their clean white pinafores.
“How do you know?” said the Mathematical Master, “you have never seen one.”
“Ah! but we have, in our dreams,” answered the children; and the Mathematical Master frowned and looked very severe, for he did not approve of children dreaming.
Um menino do orfanato [?] achou que o príncipe parecia um anjo, para grande espanto do professor de matemática:
– Como assim? Você nunca viu um anjo!
Respondeu que sonhava com os anjos; o professor fechou a cara, pois não gostava que os meninos sonhassem.

(...)
One night there flew over the city a little Swallow. His friends had gone away to Egypt six weeks before, but he had stayed behind, for he was in love with the most beautiful Reed. He had met her early in the spring as he was flying down the river after a big yellow moth, and had been so attracted by her slender waist that he had stopped to talk to her.
Uma noite, chegou à cidade uma andorinha. Há seis semanas que suas companheiras, fugindo ao frio, tinham voado para as terras quentes do Egito; ela se atrasara por estar apaixonada pela beleza dum caniço, [?] encontrado ao acaso, quando perseguia no rio uma borboleta amarela [?].

“Shall I love you?” said the Swallow, who liked to come to the point at once, and the Reed made him a low bow. So he flew round and round her, touching the water with his wings, and making silver ripples. This was his courtship, and it lasted all through the summer.
“It is a ridiculous attachment,” twittered the other Swallows; “she has no money, and far too many relations”; and indeed the river was quite full of Reeds. Then, when the autumn came they all flew away.
– Você quer ser meu namorado? – perguntou a andorinha, que nunca perdia tempo com muita conversa.
O caniço concordou, inclinando-se com elegância. Ela ficou esvoaçando em torno dele, fazendo ondulações prateadas na água com as pontas das asas. [?]
– Que namoro mais bobo! – exclamavam as outras andorinhas. [?!?]

After they had gone he felt lonely, and began to tire of his lady-love. “She has no conversation,” he said, “and I am afraid that she is a coquette, for she is always flirting with the wind.” And certainly, whenever the wind blew, the Reed made the most graceful curtseys. “I admit that she is domestic,” he continued, “but I love travelling, and my wife, consequently, should love travelling also.”
Quando as amigas partiram, [?] a andorinha começou a enjoar-se do namorado:
– Este caniço nunca diz uma palavra! Além do mais, é bem possível que ele esteja também de namoro com a brisa. [?!?] Ainda por cima, quero casar-me com alguém que adore viajar.

“Will you come away with me?” he said finally to her; but the Reed shook her head, she was so attached to her home.
You have been trifling with me,” he cried. “I am off to the Pyramids. Good-bye!” and he flew away.
Um belo dia, cansada daquela vida, perguntou ao caniço:
– Você vai ou não vai comigo para o Egito?
Muito apegado à terra natal, ele disse não com a cabeça. A andorinha não gostou:
– Quer saber duma coisa? Você não me serve. Vou visitar as pirâmides do Egito. Adeus!

(...)
All day long he flew, and at night-time he arrived at the city. “Where shall I put up?” he said; “I hope the town has made preparations.”
Then he saw the statue on the tall column.
“I will put up there,” he cried; “it is a fine position, with plenty of fresh air.”
So he alighted just between the feet of the Happy Prince.
Voou um dia inteiro e chegou à cidade, [?!?] instalando-se aos pés da estátua do Príncipe Feliz.

“I have a golden bedroom,” he said softly to himself as he looked round, and he prepared to go to sleep; but just as he was putting his head under his wing a large drop of water fell on him. “What a curious thing!” he cried; “there is not a single cloud in the sky, the stars are quite clear and bright, and yet it is raining. The climate in the north of Europe is really dreadful. The Reed used to like the rain, but that was merely her selfishness.”
– Que beleza o meu quarto dourado! [?]
Quando ia enfiando a cabeça debaixo da asa para dormir, caiu-lhe em cima uma grossa gota d’água.
– Que coisa esquisita! – exclamou. – Está chovendo com o céu todo estrelado! Que clima horrível! [?]

Then another drop fell.
“What is the use of a statue if it cannot keep the rain off?” he said; “I must look for a good chimney-pot,” and
he determined to fly away.
But before he had opened his wings, a third drop fell, and he looked up, and saw - Ah! what did he see?
[?!?] Já abria as asas para sair dali, quando caiu uma outra gota. Olhou para cima e viu... Ah, imaginem só o que viu a andorinha?

The eyes of the Happy Prince were filled with tears, and tears were running down his golden cheeks. His face was so beautiful in the moonlight that the little Swallow was filled with pity.
“Who are you?” he said.
“I am the Happy Prince.”
“Why are you weeping then?” asked the Swallow; “you have quite drenched me.”
Os olhos do Príncipe Feliz estavam cheios de lágrimas, e lágrimas corriam-lhe pelas faces de ouro. Era tão bonito o rosto dele, à luz do luar, que a andorinha se sentiu comovida.
– Quem é você?
– Sou o Príncipe Feliz.
– Se é feliz por que está chorando? Estou toda molhada!

“When I was alive and had a human heart,” answered the statue, “I did not know what tears were, for I lived in the Palace of Sans-Souci, where sorrow is not allowed to enter. ... My courtiers called me the Happy Prince, and happy indeed I was, if pleasure be happiness. So I lived, and so I died. And now that I am dead they have set me up here so high that I can see all the ugliness and all the misery of my city, and though my heart is made of lead yet I cannot choose but weep.”
...
“Far away ... in a little street there is a poor house. One of the windows is open, and through it I can see a woman seated at a table. Her face is thin and worn ... In a bed in the corner of the room her little boy is lying ill. He has a fever, and is asking for oranges. His mother has nothing to give him but river water, so he is crying. Swallow, Swallow, little Swallow, will you not bring her the ruby out of my sword-hilt? My feet are fastened to this pedestal and I cannot move.”
– Quando eu era vivo – respondeu a estátua – tinha coração de gente. Nem sabia o q era choro, pois morava no Palácio da Boa Vida, onde a tristeza era proibida de entrar. ... Chamavam-me de Príncipe Feliz. E eu era realmente feliz, se é q se pode dar o nome de felicidade às coisas boas da vida. Assim vivi e assim morri. Depois de morto, colocaram-me aqui no alto, de onde posso ver todas as misérias da minha cidade. Mesmo com um coração de bronze, não consigo reter as lágrimas.
...
Lá longe, num beco, há um casebre. Pela janela aberta, vejo uma pobre mulher, a face magra e cansada ... Na cama a um canto, o filho doente pede à mãe uma laranjada. Ela só tem para dar a água q apanha no rio. Andorinha, minha boa andorinha, será q você podia levar para aquela mulher o rubi da minha espada?

“I am waited for in Egypt,” said the Swallow. “My friends are flying up and down the Nile, and talking to the large lotus-flowers. Soon they will go to sleep in the tomb of the great King. The King is there himself in his painted coffin. He is wrapped in yellow linen, and embalmed with spices. Round his neck is a chain of pale green jade, and his hands are like withered leaves.”
“Swallow, Swallow, little Swallow,” said the Prince, “will you not stay with me for one night, and be my messenger? The boy is so thirsty, and the mother so sad.”
– Estão me esperando no Egito. Minhas amigas já estão a passear pelo rio Nilo. [?!?!?] Não posso me demorar mais.
– Andorinha, andorinha, fique comigo uma noite; seja a minha mensageira. O menino está ardendo de febre e a mãe dele está morrendo de infelicidade!

(...)
When day broke he flew down to the river and had a bath. “What a remarkable phenomenon,” said the Professor of Ornithology as he was passing over the bridge. “A swallow in winter!” And he wrote a long letter about it to the local newspaper. Every one quoted it, it was full of so many words that they could not understand.
Mal amanheceu, voou para o rio e tomou um banho. Um professor entendido em aves, que atravessava a ponte, parou espantado:
– Que raro fenômeno! Uma andorinha no inverno! – E escreveu ao jornal uma carta, contando o acontecimento, mas com palavras tão difíceis que ninguém entendeu nada: por isso mesmo, foi muito elogiado.

(...)
“Swallow, Swallow, little Swallow,” said the Prince, “will you not stay with me one night longer?”
“I am waited for in Egypt,” answered the Swallow. “To-morrow my friends will fly up to the Second Cataract. The river-horse couches there among the bulrushes, and on a great granite throne sits the God Memnon. All night long he watches the stars, and when the morning star shines he utters one cry of joy, and then he is silent. At noon the yellow lions come down to the water’s edge to drink. They have eyes like green beryls, and their roar is louder than the roar of the cataract.”
“Swallow, Swallow, little Swallow,” said the Prince, “far away across the city I see a young man in a garret. He is leaning over a desk covered with papers, and in a tumbler by his side there is a bunch of withered violets. His hair is brown and crisp, and his lips are red as a pomegranate, and he has large and dreamy eyes. He is trying to finish a play for the Director of the Theatre, but he is too cold to write any more. There is no fire in the grate, and hunger has made him faint.”
– Andorinha, minha boa andorinha, passe mais uma noite comigo.
– Estou sendo esperada no Egito. Amanhã, minhas amigas vão visitar uma cachoeira, perto do lugar onde há hipopótamos e leões. [?!?!?]
– Andorinha, lá longe vejo um rapaz [?] debruçado sobre a mesa cheia de papéis. Tem uns olhos grandes e sonhadores. Quer terminar a peça de teatro que está escrevendo, mas o frio impede que ele contiue o trabalho. [?] Vai desmaiar de fome daqui a pouco.

(...)
But at last he knew that he was going to die. He had just strength to fly up to the Prince’s shoulder once more.
“Good-bye, dear Prince!” he murmured, “will you let me kiss your hand?”
Uma tarde, sentindo q ia morrer, mal teve forças para voar pela última vez aos ombros do Príncipe.
– Adeus, querido príncipe – murmurou. – Quero beijar a sua mão.

“I am glad that you are going to Egypt at last, little Swallow,” said the Prince, “you have stayed too long here; but you must kiss me on the lips, for I love you.”
“It is not to Egypt that I am going,” said the Swallow. “I am going to the House of Death. Death is the brother of Sleep, is he not?”
– Fico feliz de saber q você vai afinal para o Egito. [?]
– Não é para o Egito q eu vou. Vou para o País da Morte. A Morte é irmã do Sono, não é?

And he kissed the Happy Prince on the lips, and fell down dead at his feet.
At that moment a curious crack sounded inside the statue, as if something had broken. The fact is that the leaden heart had snapped right in two. It certainly was a dreadfully hard frost.
Beijou o Príncipe e caiu morta a seus pés.
No mesmo instante, um estranho estalido soou dentro da estátua, como uma coisa que se quebra. De fato, o coração de bronze partira-se em dois. [?!?!?]

(...)
So they pulled down the statue of the Happy Prince.
“As he is no longer beautiful he is no longer useful,” said the Art Professor at the University.
Depois, derrubaram a estátua do Príncipe Feliz. O professor de arte sentenciou:
– Como deixou de ser belo, não serve mais para nada.

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A tradução tem tbm problemas difíceis de demonstrar apenas comparando parágrafos. Por exemplo: no final desse conto, o prefeito da cidade passeia com um grupo de vereadores puxa-saco q repetem em coro as últimas palavras de toda fala do prefeito. Wilde não perde a piada:

“Dear me! how shabby the Happy Prince looks!”
“How shabby, indeed!”
“... in fact, he is little better than a beggar!”
“Little better than a beggar!”
“We must have another statue, of course, and it shall be a statue of myself.”
“Of myself,” said each of the Town Councillors, and they quarrelled. When I last heard of them they were quarrelling still.


Já o tradutor, perdeu não só a piada como a sátira toda:

– Olhem só! Como o Príncipe ficou horroroso!
– O senhor tem toda razão: que horroroso!
– ... Parece um mendigo!
– É mesmo! Parece um mendigo!
– Temos de fazer outra estátua. A minha, por exemplo.
– A minha, a minha – gritaram todos os homens importantes. Aí começaram a discutir de qual deles seria a estátua; e até hoje ainda estão discutindo.

Ou seja, o tradutor tentou explicar uma piada q nem contou.

Pensando melhor, o tradutor fez um extenso tour pela maionese.

Pra quem leu este artigo chato até aqui, lá vai um brinde: John Gielgud lendo The Happy Prince. Está dividido em duas partes (tempo total: 20 minutos).

primeira parte:


segunda parte:


O YouTube tbm tem uma versão simplificada e animada, em três partes. A primeira está neste endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=YI92hDyI2HY

15 dezembro 2008

Os princípios infelizes

Vou dizer uma coisa pra vcs, viu: ô país pra nivelar por baixo. Nosso ebulitivo doutor não passa um dia sem rir de quem rasteiriza o pensamento intencionalmente; mas qdo quem rasteiriza é também quem reclama da rasteira, aí o doutor engasga de espafuçar a laringe.

¡Ô brandura mental! ¡Ô rédea curta!

¿Quer um exemplo?

Em 1888, Oscar Wilde publicou The Happy Prince and Other Tales, q logo virou um clássico de literatura infantil. É coisa de Oscar Wilde; então, mesmo escrevendo pra crianças, e num tom bastante sentimentalóide, há tiradas de humor sarcástico, jogos de ironias em vários níveis, uma profunda sensibilidade pra sonoridades e significados. O Dr Plausível se emociona ouvindo uma versão em áudio lida por John Gielgud enquanto lava a louça (pq, pô, né? lavar louça só perde pra passar roupa como um dos tempos mais perdidos da eternidade...); imagine a tocante cena: um marmanjão desses, lavando louça, com um toca-cds no bolso, ouvindo às lágrimas historinhas pra crianças...

Entra o tradutor brasileiro.

Com o Natal chegando, o doutor quis dar de presente uma versão traduzida pra seus sobrinhizitos. Achou nas livrarias apenas uma versão da Ediouro traduzida por Paulo Mendes Campos. Esse é quase um ótimo tradutor. Não pesca alguns detalhezinhos mais recônditos da língua inglesa, mas dá de lavada em muitos por aí, com seu fraseado bem adaptado ao clima dos contos.

Entra o editor brasileiro.

Esse é vil, viu? Haja cristandade pra perdoar. A capa diz:
O PRÍNCIPE FELIZ e outros contos
Tradução e Adaptação:
Paulo Mendes Campos


Devia também dizer:
Rasteirização, Simplificação, Retardização, Resumição e Despoetização:
O Editor q Chacoalha a Cabeça em Coquetéis


Pq foi o editor, né?, q chegou na orelha do tradutor e disse: “Olha, se vc traduzir tudo certinho, a criança brasileira não vai entender. ¿Que q é esse templo de Baalbec? Nem EU sei o q é isso. E essas ironias todas... Cara, ¿que é isso? De ironia, basta esse presidente analfabeto q tá aí. E ¿vc vai querer q a criança brasileira ¡aprenda a ser irônica!? Ah, outra coisa. Resume os contos aí, pq livro grosso não vende no Brasil.”

Depois desse briefing, o tradutor transformou o complexo, musical e sensível texto de Wilde em pouco mais q uma apresentação de Powerpoint. Desbastou o coitado de tudo q o distiguia de tantos outros contos infantis edificantes. Traduziu pra ser lido pela alegre, extrovertida e simples criança brasileira – aquela q, como outras 30 milhões, sonha em jogar no Real Madrid aos 18 anos.

Nada contra, na verdade. ALGUÉM vai ter q coletar o lixo dos outros, né? Como sempre, a questão q o Dr Plausível enfoca é mais básica – mais assim, tipo, hipoplausibilose vertendo pus no córtex frontal.

Depois de todo o trabalho do tradutor pra simplificar o texto e torná-lo vendável aos pais e mães do Brasil, ¿que acontece? Algum tronho – q por sua vez foi rasteirizado em sua infância por outros meios – tem a idéia de colocar uma biografia de Oscar Wilde na orelha do livro, pra trazer cultura prà criançada. Depois dum paragrafozinho enumerando alguns feitos literários do autor, aparece esta pérola:

"No auge de sua carreira literária, um conturbado romance com Lorde Alfred Douglas causou o fim de seu casamento com Constance Lloyd e tornou pública sua homossexualidade. Foi condenado a dois anos de prisão, culpado de sodomia."

HAHAHAHAHAHAHA

Vai vender q nem água, essa tradução da Ediouro. Todo pai, ao ler a orelha na livraria, vai ser tomado dum desejo irresistível de ouvir o filho perguntar "Pai, ¿que q é 'sodomia'?" ou "Mãe, ¿se eu jogar no Real Madrid, posso virar lorde?"

No próximo artigo, vou dar exemplos da rasteirização dessa edição.