27 fevereiro 2008

MPB*

*Mitomania Pomposa Brasileira
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Este é o "monumento" (em Hereford) a Edward Elgar...



...q compôs isto:



E aqui, uma parte do monumento (em São Paulo) a Carlos Gomes...



...conhecido mormente por ter composto isto:



O monumento a Carlos Gomes também foi homenageado neste vídeo...



...onde se nota q a música de Carlos Gomes é tão poderosa e emocionante q puseram na trilha sonora um choro de Pixinguinha.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Não é pra espezinhar, não. É q a hipoplausibilose fincou raízes profundas no Brasil, e um choque de realidade, de proporção, é sempre sadio, não? O objetivo de nosso engrandecente doutor é invariavelmente a terapia, a cura e o estímulo.
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• Adendo 1:

Já q falo de proporção, escala humana, &C, veja abaixo uma panorâmica da estátua de Elgar.


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• Adendo 2:

E falando de ópera, tem Richard Wagner, né? Dá licença, né? Olha aqui o monumento a ele em Berlin:



¿Entende o q diz o doutor sobre a ESCALA das coisas?

17 fevereiro 2008

São Papudo (2)

Admito q às vezes é um pouco incômodo ouvir rádio perto de nosso estradivário doutor. Sesdias, ouvindo na CBN umas entrevistas sobre o aniversário de São Paulo – ocasião em q vulgarmente se deslínguam as mais disparatadas declarações sobre este local esquecido pelos deuses –, um conhecido jornalista, notório pelas listas q publica, desbocou-se a falar da fabulosa maravilha q é compartilhar a mesma cidade com outras 20 milhões de pessoas.

HAHAHAHAHAHAHA

Na verdade, qdo alguém diz q “ama São Paulo de paixão”, há q desconfiar um eufemismo e entender apenas “é aqui q eu moro” ou também “o resto do Brasil é uma bosta”. Porque, né?, dá licença.

Muitos anos atrás, o Dr Plausível vendia um remédio q atenuava os efeitos loquazes da hipoplausibilose em entrevistas na mídia. O remédio chamava-se Moscadol® (“Em boca fechada não entra Moscadol®.”). Desnecessário dizer, em vista do q se ouve por aí, q o Moscadol foi um rotundo fracasso de vendas.

O caso do jornalista listador foi um exagero típico. O sujeito se vê tomado por um arrebatado ardor por dizer algo ao mesmo tempo anódino e criativo, um frenético arroubo por ver a questão dum ponto de vista ao mesmo tempo inusitado e confortante, e aí... diz q é super legal, q é jóia, q é uma maravilha sublunar juntar 20 milhões de pessoas vagamente ignorantes, profundamente egoístas e fatalmente mal-educadas numa área mínima e malpropícia, desprovida de belezas naturais, no centro duma cultura improvisada.

O Moscadol® anularia a metralha de besteiras, mas é claro q a causa é mais profunda e só seria anulada num longo e penoso tratamento apoiado em Plausibilol®. O conhecido listador sofre da mesma variante da hipoplausibilose q faz garotas descerebradas desejarem encontrar "um homem sincero" e pessoas-q-vivem-de-luz afirmarem q "não comem nada". Ele acha lindo porque imagina essas 20 milhões de pessoas como gente bonita e descolada num caldeirão cosmopolita de múltiplas vertentes e possibilidades de interação cultural. glófglófglóf Pobre homem. Isso q dá ler demais. Bastaria colocá-lo no meio duma justa e real amostragem da gente barraquenta suja barulhenta feia fedorenta e burra q compõe qualquer agrupamento humano e ele logo-logo se internaria numa Clínica Dr Plausível.

Aliás, olhe bem a foto abaixo e tente dizer em voz alta q ama São Paulo. Se conseguir, apenas confirma q não existe gente sincera.

01 fevereiro 2008

Alvará

Em toda sua fecunda vida, nosso extrapolante doutor jamais viu mais de 10 minutos de carnaval por ano. Pode parecer q ele é um austero portador de gastrite; mas, embora viva tendo dor de barriga, é de rir.

Desta vez foi a celeuma essa da proibição dum carro alegórico no carnaval carioca.

Veja aqui, q achei aqui.

¿Não é de esparramar a muxiba de rir?

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Tenha dó, gente.

Vêm uns caras e juram de morte os autores de uns cartuns com Maomé. Vêm outros e proíbem q desfile um carro alegórico engraçadíssimo q ridiculariza o nazismo com mais eficácia do q qqer coisa q já veio antes (inclusive Chaplin brincando com o globo). E ¿o motivo é q "a mensagem poderia ser interpretada de maneira errada pelo público"? E q ¿¡¿"carnaval ... não é o espaço certo para a discussão desse tema"?!?

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Claro, não tenha dúvida alguma, dona-de-casa. O público ia pensar q a Viradouro está promovendo o nazismo e a matança de mais 6 milhões de judeus, não é verdade? Pois o "público" ¿não é esse povo imbecil q perde a noção do q está fazendo toda vez q vê uma suástica?

"¡Olha lá uma suástica! Oh... oh... Nossa, ¿por que minha roupa tá rasgando? ¡¡Tou virando o Hulk!! GLUÁGLUÁGLUÁGLUÁGLUÁ ¡¡¡Olha lá um gay judeu preto milionário!!! MORRE MORRE MORRE GLUÁGLUÁGLUÁGLUÁGLUÁ"

Claro está também q se o desfile da Viradouro não fosse embargado por um
grupo judeu, teria q ser embargado por alguma ONG exterminadora de mau gosto. O tema escolhido foi "É de arrepiar". Aí os sambistas viradoidos se juntaram e pensaram,

Joquinha do Ariri: Xovê... ¿O q é q é de arrepiar? Hmmm...
Moscão: ¡Sexo!
Joquinha do Ariri: Boa. Podemo fazer um carro alegórico com... com umas camas, assim...
Vasquinho da Rapeize: Cama, cama... [pausa] ¡Kama Sutra, Kama Sutra!
Joquinha do Ariri: Genial. Registra a idéia aí no papel. E ¿q mais é de arrepiar?
Moscão: hmm....
Vasquinho da Rapeize: ããã...
Aldenilde Sá: Ó, não sei de vocês, mas eu fico arrepiada com barata.
Joquinha do Ariri: ¡Genial, genial! Escreve aí.

E assim por diante, com o resultado q se planejou o desfile da Viradouro com oito carros alegóricos com temas "ligados ao arrepio" – entre eles: o frio, o Kama Sutra, o holocausto, o nascimento e... as baratas.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Esse desembeste do pensamento voando pra todo lado pode ser a coisa mais normal em carnaval – e o Dr Plausível admite q conhece pouquíssimo do assunto. Mas tinha q ser um carioca pra inventar um desfile desses. O doutor acredita q a coisa mais maravilhosa do carioca e de seu carnaval é sua inconsciência praiana, seu talento folgazão pra boiar na superfície acima de todos os escuros e horrendos emaranhados de intrigas abissais no mundo real. É muito triste q venha gente lá do outro lado do espectro emborcar e lançar às profundezas de seu emaranhamento uma simples molecagem de mau gosto, impedindo q o "público" chegue a suas próprias conclusões.

Esse Hitler realmente foi um babacão. Por causa dele, agora há q impetrar à antissepsia judaica o direito de me privar de formar uma opinião sobre o assunto pífio dum carro alegórico. Êitcha.

Mas o pior é q a escola de samba gastou uma grana preta com o projeto e construção do carro, e não é a primeira vez q uma liminar embarga um desfile. É como construir uma casa e depois ser obrigado a demoli-la porque não atende a normas de construção civil ad hoc. Não parece justo q a legislação não inclua em seus códigos e normas precisamente o quê pode ser feito ou dito. Se pra construir uma casa é preciso um alvará de construção, então acho q, pra construir coisas como um carro alegórico, a lei deveria incluir o requerimento dum Alvará de Inocuidade q fosse vistoriado por um padre, depois por um sacerdote, e aí um mulá, um dervixe, um rabino, um monge, um druida, um xamã, um dalai-lama, um presbítero, um capelão, um zaco, um abdalá, um pai-de-santo, um pastor, um agapeto, um imame, um alfaqui, um bonzo e um pajé.

Oh... ¡¡Mas isso seria censura, não?! Q HORROR! Q HORROR!