19 agosto 2007

Chutebol, o esporte das multidões

¡Tou falando q tem gente q não pensa!

¿Viram esse bafafá sobre alguém q disse q futebol não é jogo pra gay?

Pois então. Uma revista paulista publicou hoje o resultado duma enquete perguntando quais profissões "podem" ser seguidas por homossexuais. Aqui as porcentagens de quem disse "sim" (atente aos negritos):

padre católico: 45%
pastor evangélico: 47%
militar: 69%
presidente da república:69%
juiz ou promotor: 72%
governador: 73%
prefeito: 73%
ministro: 72%
senador ou deputado federal: 77%
futebolista profissional: 79%
professor: 82%

Supõe-se, disso, q 37% dos respondentes (ie, 82 menos 45) acham q gay "pode" ser professor mas "não pode" ser padre. Ou seja, 37% têm uma opinião marcada por um moralismo baseado na religião: se Deus desaprova a gayzice, então gay não pode ser padre.

Mas... mas... ¿¡¿UÉÉÉ?!? Ser padre ¿não exige justamente q se renuncie dos impulsos da carne? E se Deus desaprova a gayzice, ser padre ¿não seria justamente a melhor opção pra quem tem impulsos carnais gayzais?

HAHAHAHAHA

E se o motivo é q "todos sabem" q não existe padre totalmente casto, q todo padre suja a hóstia de vez em qdo, então pra isso ¿é preferível ter padres héteros?

HAHAHAHAHAHAHA

E se o motivo pra "desaprovar" o homopadre é q ele pode se valer de sua posição pra corromper a molecada, então ¿é preferível q o gay seja ¡¿professor?!?

HAHAHAHAHAHAHA

E ¿não é ironiquérrimo q esses 37% parecem justamente ter prestado mais atenção às aulas de catecismo na igreja q às aulas de lógica na escola?

Nhééé...

Ôô, 37%, usa a cachola aê, vai, quebressegalho.

16 comentários:

Lucas disse...

Poxa, dotô. Eu sempre gargalho com você, mas nunca consigo tomar essas "pontes lógicas" entre as coisas como você. O que eu faço, dotô?

Permafrost disse...

No caso, foi fácil: despose uma feminista. Essa ponte foi da minha.

André disse...

Boa!

E tbm não entendi direito o pq da diferença grande entre presidente e senador, por exemplo. Tem gente que acha que gay pode ser senador, mas não pode ser presidente. Pode ser ministro, mas não pode ser presidente! Aliás, pode ser governador, mas não pode ser presidente!!!

Como assim??????

Pracimademoá disse...

Olha, eu sei muitíssimo quase nada de métodos de levantamento estatístico, mas acho que "82 menos 45" é falacioso. Não há nada nestes números que comprove que *todos* os entrevistados que aprovam ou reprovam professores gays aprovam ou reprovam padres gays, nem vice-versa.

Inclusive, a porcentagem daqueles que aprovam professores gays pode muito bem comportar *todos* os que aprovam padres gays. Por exemplo: 45% aprovam padres católicos gays, e os mesmos 45% *mais* 37% por cento aprovam professores gays, totalizando 82% de aprovação para os professores.

Se isso tiver acontecido, lá se vai a contradição (ideo)lógica que você aponta.

Dito isto, sempre é bom frisar que um monte de marmanjo se agarrando e se beijando por causa de um gol é uma das coisas mais viadas que eu já vi.

Pracimademoá disse...

Hum. Pensando bem (ô pizza que não chega!), acho que vocês estão certos. Existe mesmo uma discrepância, 37% de gente que permite professores gays e não permite padres gays.

Mas acho que quando um religioso responde assim, ele não acha que "gay não pode ser padre". Deve ser o raciocínio sutilmente oposto, "um padre não pode ser gay", pois o padre é um homem santo, resistente a todas as tentações e exemplo de conduta para o seu rebanho. Já um professor é um pecador comum, pode queimar a rosca à vontade porque vai pro inferno de qualquer jeito.

É interessante ver que 2% acham que um padre católico não pode queimar a rosca, mas um pastor evangélico pode. Depois o Vaticano não sabe por que perde tantos fiéis e os evangélicos ganham tantos.

Permafrost disse...

André, q coisa, não? Note tbm a semelhança entre 'presidente' e 'militar'. Ai, q meda.

Demoá, realmente, e o mais gozado (!) é q futebol sempre foi uma atividade eminentemente homossexual. Pois ¿já viu time misto?

E a sentença do juiz (q originou o bafafá) é uma das coisas mais hilariantes q já vi:
http://tinyurl.com/27qzwy

Permafrost disse...

Demoá, confesso q fiquei meio confuso depois q li o q vc escreveu sobre a estatística. Então fiz um estudo mais detalhado.

Chamemos de +A o grupo de pessoas q aprovam professores gays, e de -A o das q não aprovam.

Chamemos de +B o grupo de pessoas q aprovam o padres gays, e de -B o das q não aprovam.

A percentagem mínima de +A e +B é 27, e a máxima é 45.

A percentagem mínima de +A e -B é 37, e a máxima é 55.

A percentagem mínima de -A e +B é zero, e a máxima é 18.

A percentagem mínima de -A e -B é zero, e a máxima é 18.

Ou seja, 37 é apenas a percentagem mínima de pessoas q não pensaram na hora de responder. A percentagem real deve estar mais perto da média entre 37 e 55, q é 46.

Sobre os 2%, essa é apenas a percentagem mínima de pessoas q aprovam homopastor mas não homopadre. A máxima é 47. A percentagem real deve estar mais perto da média entre 2 e 47, q é 241/2.

¡Não tou falando?

Neanderthal disse...

O importante é ser fiel.
http://globovox.globo.com/images/posts/2006/5/10/topic_27132

Andre disse...

Doutor,

Escrevi um post em meu blog, e deixo uma questão ao honorável senhor. Ilumine-me!

...aquele abraço...
André

Permafrost disse...

Derthal, ¡pega no timão!

Rildo Hora disse...

O celibato, nobres membros da mesa diretora, é um preceito estreitamente ligado ao processo de iluminação, que caso não tenham ainda percebido, é o fim de toda religião e ou seita. Quem caiu, sabe de onde veio, é só recordar. Tivessem os senhores uma postura menos soberba e descrente ao ler qq trecho de qq livro religioso, já teriam sacado o linque...
Vai lá, Arauto, como já percebi sua adoração pela especulação mental, pq. não especula seriamente sobre a Religião? Vai se espantar, ao perceber as fichas caindo, o tamanho de sua cegueira. Quem sabe no fim não consegue entender claramente o pq. da recomendação do celibato?

Permafrost disse...

Mas... mas...

nervocalm disse...

A questã é justamente essa, Rildo. Os pesquisados é que não levam muita fé nesse processo de iluminação. Se levassem, não teriam dado à única categoria obrigatoriamente celibatária o menor direito de ter determinada inclinação sexual. Ué, de que interessa pra onde o padre inclina se ele não pode deitar?

comentarista disse...

1) Se a profecia do Rildo Hora se realizar vai acabar o restinho de respeito q eu tinha pelo Permafrost/Dr. Plausível... aí eu vou preferir a pièce de resistance das atrações paulistas: comer sanduba de "mortandela" no mercadão...

2) Aproveitando, até que esse blog deu uma melhorada ultimamente.

3) Rildo, se eu entendi bem, vc é religioso. Não sei por que vaga nesses sites de especulações laicas. Quem tem religião já sabe tudo, tem toda a verdade de que precisa... e nem precisa discutir com os infiéis. Basta o consolo/vingança de que iremos todos queimar no fogo do inferno, enquando vc vai estar tocando lira a direita de deus pai. Especulação é para nós, os que não foram tocados pela palavra.

4) Diz-se que o celibato foi inventado porque a igreja não queria dividir o dízimo e a riqueza acumulada nas paróquias com a viúva e os filhos dela.

5) Ainda pra vc Rildo: a inteligência do ser humana aumentou para que ele pudesse compreender o próprio homem. Porém, muita inteligência acaba na fogueira. Daí que é seletivamente mais favorável o gene que faz as pessoas terem um sentimento religioso, e acreditarem nesse mundo de, ehhh, digamos, coisas que vc acredita, mesmo não sabendo exprimir o motivo. Um gene assim não desaparece da noite pro dia... ainda vamos ler muitos Rildos Horas pelos seculum seculorum.

6) Se eu escrevesse bem, eu teria meu próprio blog.

Rildo Hora disse...

Não, comentarrrista, o celibato não é uma recomendação pró dízimo. Não, comentarrrista, a inteligência não é reservada a nenhuma classe especial. Sim, comentarrrista, sou religioso, mas não carola, e sim um sério investigador. Mas comentarrrista, eu vago nestes sites de idéias laicas porque aprecio a, veja só, inteligência (mesmo) do amigo Arauto. E, comentarrrista, vc. escreve bem. Que tal fazer um blog?

Ana disse...

Existe gay não-praticante?

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