16 março 2007

Macarrão no Cool

Fusilli, pra ser exato.

Nosso esporeante Dr Plausível às vezes sofre, viu. A criatividade de gente improdutiva é de desfuçar a cara à base de gargalhos. Haja plástica.

Tem uns caras aí q querem pq querem fazer um plebiscito (nacional?) pra "decidir sobre a criação do Maranhão do Sul," tipo assim qdo vc levanta uma parede no meio da sala e "cria" uma sala de jantar.

HA-HA-HA-HAR-HAR-HAR-AR-AR!-AR!!cof-cof

Vamos por partes. ¿Pra q tchongas um Maranhão do Norte? ¿Por q tchungas um Maranhão do Sul?

A Escarlates já disse tudo q o doutor diria. Então, por pura preguiça, cito-a verbatim:

"Novo Executivo, novo Legislativo, novo Judiciário, novos palácios superfaturados para abrigar os respectivos Poderes, novas folhas de pagamento, concursos para juiz, promotor, salários de desembargador, jeton de Assembléia Legislativa, frotas de carros oficiais, residência oficial do Governador, auxílio-caraglio-a-quatro, franquia postal, telefônica e aérea, campanhas eleitorais, novos conchavos, novos 10%, tudo isso e muito mais para restaurar a paz entre os povos inimigos do Maranhão do Norte e do Sul, que vivem uma sangrenta intifada na Faixa de Imperatriz, como todos tristemente sabemos." Sem falar dos irreconciliáveis problemas presentes do estado, causados por suas "dimensões continentais. E dos 47 dialetos. E das 5 religiões majoritárias."

E ¿como tchengas um plebiscito?

A idéia dum Maranhão do Sul já é redêcula, mas a do plebiscito é um desputério total. É o q resulta qdo um narcisista-q-não-usa-a-cabeça quer pq quer q uma comissão-q-não-raciocina peça a um senado-q-não-reflete q faça uma população-q-nunca-pensou-no-assunto decidir sobre uma idéia q ele teve um dia desses qdo estava pescando traíra no rio Cumbuca do Sul. Entre uma cerveja e outra, a cachola do cara desandou a juntar palavras: "Hmm. Ããã. Nhéé. Mm. ¿Tem cabimento Maranhão do Sul? Nhé. Mm! É só ãããã empurrar o Maranhão um pouco pro norte, e aí vai caber, né? Mmm. Nhééé."

Aí já vai ter gente dizendo, ah não, o plebiscito é só no estado. EEEles é q têm q decidir.

Ah tá.

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Mas trata-se da plausibilidade, veja bem.

Qdo um político se expõe ao ridículo com uma idéia estupafúrdia, nosso emérito doutor sempre acha q o cara está ou cobrando ou pagando alguma coisa. O pleba em questão parece apenas um caso de olha-aqui-meu-coronér-como-eu-gosto-do-teu-feudo.

13 comentários:

André disse...

Eu acho que o Brasil inteiro devia votar, já que o dinheiro p/ 'fundar' o novo Maranhão vai ser pago por SP, RJ, MG, RS.AC. Não, AC não.

Aliás, não só acho que deveríamos votar, como deveria ter as opções:
1 - Criar o Maranhão do Sul
2 - Deixar tudo como está
3 - Acabar com o Maranhão e fazer uma reserva florestal ou um estacionamento de shopping lá.

Eu voto 3! E faço campanha!

Permafrost disse...

¿O quêêê? ¿Vc apóia um plebiscito, meu santo? ¿Abrir as comportas? Daqui a pouco, qqer pescador com o rei na barriga junta umas palavras na cabeça entre uma cerveja e outra, e ¿meta lá o povo todo votando num plebiscito? Aquele pessoal em Brasília é pago pra decidir as coisas, não pra delegar a decisão ao povão qdo eles têm preguiça de discutir as coisas.

Se bem q um estacionamento com Sarney de manobrista não taria mal...

Linha disse...

Pô, deixa os caras... eles tavam esperando juntar um dinheirinho com aquele referendo mais-que-ridículo das armas, mas ele acabou calhando justamente quando todo mundo tava sendo investigado por corrupção (coincidência azarada)... nada mais natural que inventar um outro plebiscitinho inofensivo com o mesmo fito, mas desta vez com as barbinhas de molho.

E eu já acho que a opção 3 devia ser "em branco" e cada um faz a sua sugestão. Pra mim os estados separados deviam chamar Maranhinho do Norte e Maranhinho do Sul.

(e com qual deles o Sarney ia ficar?)

Domingos Junior disse...

Dia desses, fiquei sabendo que o quase sempre genial Padre Antônio Vieira afirmava que, quando do Quinto Império, conquistado pelo salvador Dom Manuel (que obviamente só estaria descansando em Alcácer-Quibir), o Maranhão seria o paraíso na Terra. Sim, ele mesmo, onde, no leito dos rios, correriam leite e mel, com salpicos de diamantes, esmeraldas e rubis.
Como medida de precaução, o eminente Senador Édson Lobão propôs a divisão do estado, tendo em vista, suponho eu, a nascente do riacho vindouro, evitando-se assim uma disputa fratricida pela fonte paradisíaca.
Diz que o Senador só tomou a relevantíssima iniciativa depois de acordar, no fio do bigode, com o colega, também Senador, José Sarney, que teria deixado o parlamentar brincar de cartografia, pois, bendito seja deus, ele é Senador pelo estado do Amapá, embora até o próprio deus deva saber que a família Sarney manda mesmo é no Maranhão.

adelaide disse...

o maior problema queu vejo aí é o plural no estado ou o estado no plural - o que já são dois em um ou um em dois: maranhões ou maranho 1 e maranho 2? se 1 e 2, onde vai ter mais casas institucionais pras pessoas gradas se locupletarem? e onde ficam os lençóis? a arquitetura tombada e tombando? o mosquero e a desolação de todas as desilusões de quem pensava em acabar com o coronelismo? uma das bandeiras vai ter como lema xô sarney?

Permafrost disse...

Talvez a solução pro Brasil seja dividí-lo em 171 estados, chamar o país de Brenda, mudar o dístico da bandeira pra "Hoje, Só Amanhã" (mais claramente derrotista q "Ordem e Progresso") e deixar q o país retorne lentamente ao sistema medieval, começar uma língua nova, pra só daí pegar um caminho diferente pro futuro.

¿Não acham não?

André disse...

Ora, não vivem dizendo que os americanos querem a floresta amazônica? Então, melhor ainda que dividir em mais estados, seria melhor o Brasil invadir a Bolívia, as Guianas, o Suriname, anexá-los, e depois vendê-los aos EUA, já que esses países são todos na floresta.
Ah, antes de vender a Bolívia, a gente enche um monte de botijão de gás.

Dá até p/ fazer uma promoção: "Leve duas Guianas, um Suriname e ganhe o Maranhão do Norte!"

Neanderthal disse...

Sir Ney. O cara é um gênio!
1) Entrou para a academia de letras por um livro que ninguém leu.
2) Enganou o povo com quatro planos: Plano Saney, Plano Bresser, Plano Verão, ... todos iguais! As pessoas foram Fiscais do Sir Ney, Fiscais do Verão....Nunca funcionava. O boi gordo nunca era encontrado. Mas ele conseguia implacar o plano.
3) Já que não consegue mais ganhar no Maranhão, dividir em 2!!
É uma puta idéia!

hi-men disse...

Nao estou bem certa mas acho que quem quer dividir o Maranhao sao os adversarios do Sir Ney, para tentar anular todo aquele poder q7ue ele tem por la.

Neanderthal disse...

Outra do Sir Ney: não conseguiria se eleger senador pelo Maranhão então comprou um terreno baldio no Amapá e virou domiciliado lá! Ele conseguiu ser presidente do senado eleito pelo Amapá!

Rildo Hora disse...

Prá que tanta discussão? Ele, devido à idade avançada, deve morrer em menos de 10 anos, tempo suficientemente grande para que esqueçamos este e outros blogs. Hoje estou implacável. Não, Sr. Neanderthal, não é "emplacável". Mas com certeza o Sir Ney não conseguiu "implacar" o plano. KKKK!!!

Josafá Ramalho disse...

Percebi em certos comentários algo de preconceito ao povo do Nordeste e, de forma mais direta ao povo do Maranhão, é claro que há tb alguns comentários bobos que não merecem comentário.
Em respeito aqueles que desejam formar opinião e, de fato discutir o assunto, gostariamos de nos colocarmos a inteira disposição para prestar informações sobre a possível criação do Estado do Maranhão do Sul, e o que faço agora não o faço por Sarney, Lobão ou Madeira a quem muitos intitulam como "Pai do projeto", o faço pelo povo do Sul do Maranhão que nas últimas eleições aplicou aos Sarney uma amarga derrota nas urnas, e ao dizer isso, já esclareço um ponto: Sarney não quer o Maranhão do Sul,e se vier a aceitar a idéia terá sido pela pressão popular.
Existe no sul do Maranhão, nos 49 municípios que integram o projeto do novo estado um movimento muito forte que reúne instituições como igreja Católica Evangélicas, OAB, associações de bairros, sindicatos e etc.
O movimento pelo Maranhão do Sul é coordenado pelo Comitê Central pró-criação do Estado do Maranhão do Sul, uma instituição formada pelas instituições citadas acima, para fomentar o debate.
O Comitê Central é apartidário, e se alguém vier fazer parte representando um partido político, ele não será bem vindo, as instituições sim, os partidos não, isso para evitar que a luta pelo Maranhão do Sul se transforme em uma bandeira politica de quem quer que seja.
Como radialista sou membro do Comitê Central e gostaria de poder contribuir com o debate.

Permafrost disse...

Não há preconceito algum, Sr Ramalho. Em sua enorme eqüanimidade, o Dr Plausível trata da hipoplausibilose onde quer q ataque.

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