31 julho 2005

A venalidade nua e crua

E ¿q tal esse sub-produto da CPI, essa moça q diz ter sido sondada pra posar nua prà Playboy?

QUA QUA QUA QUA QUA QUAAAAaaa

Qdo lhe contei do causo, o Dr Plausível se arrastou pra debaixo do sofá de tanto rir. Não é pelos dotes em si da moça (q aliás nosso educante cientista nunca viu mais gorda), mas pela tipicidade do gesto, seja lá de quem tenha partido.

É q, em matéria de mulher pelada, o Brasil é um caso totalmente à parte. Em outros países, mulher convidada a posar nua em revista tem um status pouco melhor q de prostituta. Na Playboy original, por exemplo, posam as coelhinhas garçonetes, atrizes pornô e afins. Às vezes, uma ou outra atriz-aberração - tipo Pamela Anderson - ganha a vida mostrando áreas menos bronzeadas da epiderme. Já no Brasil, absolutamente qualquer mulher jovem q ganha alguma notoriedade pode descolar uns trocados expondo as nádegas, os mamilos e pelos pubianos. São "grandes" atrizes da tela e do teatro, boas cantoras e cantoras sofríveis, jogadoras de basquete, vôlei e futebol, jornalistas, e agora... sub-secretárias de canalhas. Próxima da lista: Suzane Richthofen. QUAFQUAFQUAFQUAFQUAFQUAF

O q espanta um pouco é q a notoriedade parece ser o único passaporte para a nudez, e não o contrário. A julgar por isso, a decantada beleza da mulher brasileira deve ser uma enorme e ululante farsa ufanista, divulgada por aí pra fazer o brasileiro ficar contente com o pouco q tem. Pois, ¿cadê as outras?

Em contrapartida, vejam o caso da Xuxa. Se a mulher fica famosa por seus próprios meios, e depois se descobre q ela no começo da carreira posou nua pra ganhar uns trocados, aí não pode. HAHAHAHAHAHA

¡Ó crua vaidade, ó nua veleidade!

4 comentários:

Guilherme disse...

Ó mordaz realidade... Depois de Ida, Hortência e Marta, bem que poderiam não aceitar qualquer uma...

Permafrost disse...

Mais aí o ponto é, se não são as hortências e martas, ¿quem serão? Há claramente um déficit de beleza no Brasil.

Como se não bastasse, ¡ainda mais essa...!

Pracimademoá disse...

Atrizes famosas também posam nuas na Playboy dos EUA. Nem sempre com a nudez total, como aqui, mas posam.

Partindo para a psicologia barata de Nelson Rodrigues, arrisco dizer que o brasileiro gosta de "avacalhar", nivelar por baixo: abater tudo que possa conferir a alguém status de "superior" ou "melhor que os outros". O cara sabe que aquela mulher ultra gostosa e bem sucedida nunca vai dar pra ele e ele se sente diminuído. A Playboy resolve isso com duas tacadas:

- oferecendo a imagem da mulher nua para o homem simular o ato sexual e amenizar a frustração sexual desse homem, e

- comprando a mulher, mostrando que todo mundo tem um preço, todo mundo se rebaixa (e se abaixa) para o dinheiro, aquela mulher tão linda não é imune à miséria, ninguém é especial, ninguém está acima de porra nenhuma, é, é, isso aí, são tudo umas cachorras mesmo, é, er..., hum, (gasp) er, ahem... Enfim, amenizando a frustração moral/social desse homem.

Agora, por que essa abordagem ao sexo e à notoriedade colou tanto no Brasil e nos outros países nem tanto? Sei lá. Talvez eu durma pensando nisso hoje.

Curiosidade: quis mencionar a Rosemary Fogueteira (lembra?), fui pesquisar o nome dela no Google e vi que muita gente se lembra dela. E que ela é considerada alguma espécie de fraude. Não sei por quê. A moça era bonita. Talvez porque ela não era uma celebridade de verdade? É, intrigante isso...

Radical e pronto disse...

Gastar grana e ver fotos "artísticas??" A implausibilidade é exatamente o punheteiro comprar a Playboy, morrer com uma bufunfa razoável, tudo isso só para poder deixar a revista na estante, sem ser trucidado pela vovó, já que esta é uma revista de "nú artístico". Nú artístico de cú é rola, o negócio é mulher pelada!! Negão, é tudo putaria de qq jeito. Com brasileiras famosas ou zairenses do baixo meretrício.

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