13 dezembro 2003

De MOrth

Ai meus calos.

Quem já viu o programa Saia Justa sabe q de todas as sandices, as maiores são ditas por aquela q fica mais à esquerda na tela. A vizinhança toda começa a rir qdo ouve nosso egrégio Dr Plausível se escarcalhando no chão de ouvir as lorpas incoerências dessa moça. Mas embora a terceira da esquerda prà direita geralmente diga, ainda q empoladamente, umas coisas até q interessantes, às vezes também se deixa levar pela necessidade de não ficar quieta. Foi assim qdo as quatro discutiam o caso do semi-troglodita q, seguindo apenas seus instintos, matou o casalzinho naquele matagal. (Aliás, o Dr Plausível se abstém de comentar toda a celeuma q se seguiu já q, convenhamos, não é muito plausível a possibilidade de evitar tragédias resultantes de ignorar recomendações cujo intuito era justamente evitá-las. Pois então.)

E ¿não é q essa outra também conseguiu fazer toda a vizinhança rir por tabela? Deu pra se enfezar com a coitada da mãe do menor assassino, argumentando q se notou desde cedo q o pirralho não era muito normal, ¿por q foi q não o levou a um psicólogo, meudeusdocéu? ¡Podia até ter sido um psicólogo da prefeitura!

Mas ¡êêê, acorda, Orth! ¿Nunca viu pobreza e ignorância? ¿Não viu a choça em q eles moravam no meio do nada? ¿Não viu q a mãe mal sabe articular uma frase inteligível com mais de dez palavras? ¡Té parece q aquela semi-troglodita q nunca teve chance de nada teria tido a chance de pausar seus afazeres pra meditar! "Oh, vejo evidências de q meu rebento é portador de algum distúrbio emocional... Certamente poderei contar com auxílio profissional gratuito neste mesmo município. Um diagnóstico correto seguido de tratamento adequado deverá evitar q ele venha a perpetuar alguma cagada." (Bom, pelo menos UMA dessas palavras ela deve conhecer...)

O maior abismo entre a artista burguesa e a mãe desse menino é aquele entre o q uma é capaz de dizer e o q a outra é capaz de entender, e vice-versa.

(Só um parêntese impertinente: ¿vcs já perceberam q nesse programa todos os sobrenomes se originam de países do norte da Europa: Young, Lee, Orth, Waldvogel? Hmm...)

2 comentários:

Logan disse...

Admira-me conseguires sobreviver a assistir mais de um programa inteiro destas donas nabababescamente fúteis.

Permafrost disse...

Ossos do ofício. O Dr Plausível não pode se furtar de analisar o andamento de seus tratamentos. Felizmente, futilidade só contagia quem já é predisposto.

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