25 setembro 2003

Inda lembro...

Não só de diagnósticos sombrios vive o Dr Plausível. Tb tece elogios. E por falar em cinzentas porcentagens (veja entrada abaixo), lembrei-me q entre os vários escritos de JLBorges q nosso escorado e estimulante doutor já consagrou com o Prêmio Plausível da Década, figura o conto "Funes, el memorioso", no qual Borges, muito antes dum trôpego qqer dizer q lastimavelmente só usamos 10% de nossos cérebros, meditou sobre as conseqüências plausíveis de usarmos mais neurônios q o normal. Funes é um cara q nunca esquece absolutamente nada e por isso não consegue dormir. Ele está permanentemente consciente de 100% de suas memórias e vê-se obrigado a passar a vida num quarto escuro pra não acumular mais memórias e enlouquecer.

Diga a verdade, leitor, ¿vc não sentiu o impacto q causa um sequitur perfeitamente plausível? ¿Não é muito melhor q ficar impingindo babaquices no tadinho do cerebrinho?

24 setembro 2003

Sua cabeça animal

Vira e mexe vem um enTVistado qqer com a cachola entupida de pseudo-fatos regurgitar a pseudo-informação de q os humanos não estamos fazendo jus a nosso destino pois só usamos 10% da capacidade do cérebro, e o enTVistado fala com aquela entonação de "¿Tá vendo?". Ou seja, num tom absurdamente sem sentido, dá um dado completamente inútil promovendo uma interpretação totalmente errada.

Aí, no caderno Mais vem mais um neurocientista corretamente atacar essa idéia, mas pelos motivos errados, falando de 'custo energético' e fazendo piadinhas pseudo-politizadas. Ou seja, o cara refutou uma idéia idiota com um argumento deficiente.

Qdo ouve esse 'dado' e suas refutações, o Dr Plausível pensa "¿Será q ninguém usa o cérebro neste mundo?", e faz questão de realmente usar apenas 1% de seu mediano cérebro pra raciocinar e demonstrar a total implausibilidade dessa crença. ¡Vc tbm pode! Me diga aí, quem está lendo isto agora, VOCÊ aí, neste exato momento ¿qtos quilos vc está carregando com os braços? ¿qdo foi a última vez q vc carregou 10kg? ¿e 5kg? Eu posso dizer por mim: neste exato momento estou carregando um total de 0kg e a última vez q carreguei 10kg foi... foi... ãã... ¡cacilda, não lembro! Mas, se precisar, posso carregar uns 50kg durante alguns minutos; numa emergência, posso carregar até uns 100kg ou mais durante alguns segundos, como já tive q fazer. E consigo, e vc tbm consegue, pq o corpo todo é super-dimensionado, inclusive o cérebro. E ¡só poderia ser assim! A capacidade total só é usada em emergências, e nenhuma vida é uma seqüência ininterrupta de emergências. Mas emergências, e todo organismo sub-dimensionado se estrepa.

Da primeira vez em q o Dr Plausível ouviu q a maior parte do tempo usamos 'apenas' 10% do cérebro, exclamou "¡¿Tudo isso?!" e caiu na gargalhada. Pois pense bem: ¡Usar 30% do cérebro 'a maior parte do tempo' é receita certa de esquizofrenia! Use 60% durante algumas horas e vc já vai estar com um pé na cova. Só se usa 100% por alguns milésimos de segundo qdo se está, por exemplo, prestes a ser atropelado por uma jamanta desembestada; daí é q vêm os relatos de pessoas q vêem 'a vida passar diante dos olhos': claro, o cérebro procura em sua experiência uma saída rápida pra um perigo iminente. No restante da vida, uns 2% já bastam pra ser feliz, próspero, saudável e ganhar no xadrez.

Da próxima vez q alguém soltar esse peido cerebral, vc já pode cantarolar "¡Doutor PlausÍÍÍÍvééél!"

18 setembro 2003

Olha o casto

O Dr Plausível é notoriamente avesso a discussões sobre religião, haja visto q muita gente já foi degolada, enforcada, fuzilada, extorquida e já teve blogues exterminados por levantar o pirex da plausibilidade. Mas qdo se trata de usar o aparato legal em defesa duma religião, nosso envergadoiro doutor não deixa de curvar-se às sonoras gargalhadas. O bom de ser agnóstico são as gargalhadas. Pois eis q um editor gaúcho, em vez de ser ridicularizado por cretinice, foi condenado a dois anos de serviços comunitários por escrever e publicar livros anti-semitas.

¿Sinceridade? Não vejo onde está o problema. O q o cara fez é o equivalente lógico de escrever um livro/artigo/&c expressando sua mais profunda convicção de q a girafa descende do elefante e q, por conseguinte, toda pessoa de pescoço comprido deveria arder eternamente no fogo do inferno. Como não há, nem provavelmente jamais haverá, qualquer mecanismo legal q autorize pôr em prática o q ele prega, os pescoçudos deveriam limitar-se a escrever outros livros/artigos/&c condenando o sujeito a arder eternamente no fogo do inferno, e nada mais.

Ainda q eu ache duma tremenda babaquice q um tapado qqer isole um determinado grupo religioso e registre prà posteridade sua opinião pessoal sobre o mesmo, tb acho q não há como aceitar a opinião segundo a qual o holocausto e outras perseguições devem outorgar aos judeus imunidade vitalícia e oficial contra a possibilidade de ser alvo de preconceitos babacas. Aliás, o fato de q ninguém ainda propôs uma "solução final" contra os pescoçudos deveria ser um argumento em favor de protegê-los mais do q aos judeus, visto q a probabilidade de estes voltarem a ser perseguidos sistematicamente é menor q a de qqer outro grupo vir a sê-lo (inclusive pescoçudos, como não?).

Outraliás, o mais justo seria q eu (por exemplo) pudesse processar uma religião inteira, ou todas elas, por pública e sistematicamente insultar minha alma. O mundo está abarrotado de livros, artigos e declarações q abertamente pretendem desabonar minha alma (segundo esses mesmos escritos, meu mais valioso bem), e por associação o restante de mim, insinuando q estou condenado ao fogo do inferno apenas pq não visito regularmente um agente a mando de Roma e a ele admito atos condenados por esses mesmos livros, ou então pq as mitocôndrias de minha mãe não descendem das da mulher de Abraão (presume-se q o judaísmo se difunde pelas mitocôndrias), ou pq duas ou três vezes ao dia não consulto uma bússola antes de enfiar a cara no chão e resmungar elogios a Alá. Entre essas três religiões, o judaísmo é a q insulta minha alma mais sistematicamente: o cristão e o muçulmano apenas requerem q eu me converta pra q deixem de me ofender; mas pro judeu eu não fui escolhido por seu Deus e ponto final: mesmo q eu me converta ao judaísmo, minha alma sempre será de segunda. Eu considero isso sufficient grounds pra processar o judaísmo por insulting my soul ou insoulting, termo criado por este q vos escreve pra ajudar o Brasil a passar à frente dos EUA em matéria de invencionices legais com finalidades lucrosas.

Se alguém pensar em me chamar de anti-semita, já vou dizendo q anti-semita é a vó, pq não sou de pisar em meus próprios calos. Tenho três sobrenomes: um judaico, outro europeu e outro árabe. Ou seja, dois deles são de origem semita. So there.

15 setembro 2003

[Inserir título imbecil]

Título nacional de filme estrangeiro é caso de internação nas Clínicas Dr Plausível.

Ontem fiquei olhando tv -- e pra quem disser q o "certo" é "assistir" ou "ver" tv ou qqer outra variante em voga entre os dogmáticos profissionais, digo q o q eu fiz ontem foi "olhar" tv e estatele-se quem não entender a distinção. Digo pois q estava olhando tv, qdo um filme q apenas começara me chamou um pouco mais a atenção e então passei a assisti-lo. Era uma comédia romântica com um cara q tem um tumor no cérebro, hhhh é traído pela mulher, decide viajar pra fazer uma operação, é roubado por uma bela malandra pfff q tem um casal de filhos ilegítimos e q deve uma grana a um mafioso, gngnhhhpff faz amizade com os filhos dela, é perseguido pelos mafiosos, sempre se safa na base do papo e da sorte e, hhhuhuhh é claro, conquista a malandra e os filhos. Final feliz. brpfgñgp Nada q comprometa ninguém, à parte dumas escorregadas na legendagem.

Muito bem. ¿E daí? Daí q no Brasil gng o filme foi chamado de... "Vítima da sedução" QUÁ-QUÁ-QUÁ-HH-HAHHA-nhããããã. ¡VÍTIMA DA SEDUÇÃO! ¿Sabe aquelas gargalhadas q sobem lá do intestino grosso? Pois foram essas.

O título original era "Beautiful Joe", sendo "Joe" o nome do tumorado e "Beautiful Joe" o apelido dum matador profissional com quem o Joe é confundido. Mas alguém da reprodutora brasileira achou por bem chamar o filme de "Vítima da sedução".

¡Vítima da sedução! Não tem absolutamente nada a ver com o filme. ¿De onde é q esse pessoal tira essas coisas, meu santo? É como chamar "A bela adormecida" de "Corrupção Fatal". Nada a ver. Mas ¿por quê, minha santa, por quê? ¿Q tipo de raciocínio torto está por trás desses títulos pseudo-interessantes? ¿Será pra atrair público? ¿Jura? Há quem diga q se trata de encontrar "o título q mais reflete o potencial de mercado do filme, não necessariamente aquele q reflete o enredo". Mas ¿pra quê toda essa dramaticidade, esse pega-pra-capar no mercado brasileiro, q nem é tão competitivo q justifique tanta emoção a priori nos títulos? Pois acho esse raciocínio da mesma inteligência tosca de quem implica com coisas como "olhar tv", ¿ora pois não?

Deve existir na internet algum site com um 'gerador de títulos' brasileiros. É só achar várias combinações usando palavras como sedução, fatal, corrupção, crime, grito, rebelde &c ¿Alguém aí conhece?

Vítima da sedução... ¡Cacilda!

(Só falta chegar outro imbecil e dizer, "¡Não tem nada a ver mas vc não esqueceu!" Dãã...)

11 setembro 2003

Onze de setembromation

¡¡¡HAHAHAHAHAHA!!! ¿Sabem da última do 11 de setembro? Os familiares dos mortos querem ser indenizados pelas companhias aéreas pq deixaram passageiros entrar com estiletes, pelos fabricantes dos aviões pq não fizeram cabine à prova de birutas, e talvez até pelos donos do WTC pq não construíram os prédios 200 metros à esquerda. No fundo é só pressãozinha pra fazer acordo por fora, mas mesmo assim, cacilda, ¡¡vá ter ataque de hipoplausibilose lá no 11 de setembro!! Disparate dos disparates, o juiz q deu seu aval ao direito de indenização disse que era previsível o risco de um punhado de fanáticos fazer o q fizeram, e q portanto os fabricantes de aviões, as companhias aéreas e o poder público deveriam ter tomado as devidas precauções. Então tá.

Eu prevejo q algum dia 300 pessoas, querendo se suicidar juntas e ao mesmo tempo matar muita gente em Nova Iorque, vão todas comprar passagens no mesmo vôo, e assim q decolar vão todas se amontoar perto da cabine e dançar frevo de rua até o avião perder o controle e cair encima dum megashow do Suicidal Geeks no Central Park. Esse é um risco previsível, visto q eu agora o estou prevendo. Os responsáveis por indenizações serão logicamente os parentes dos suicidas, a companhia aérea por vender passagens a 300 pessoas sem verificar se elas se conheciam, os Suicidal Geeks por promover o suicídio e também por juntar tanta gente no parque (¡aí tem coisa!), a administração do parque por autorizar o evento, e é claro o governo brasileiro por permitir a existência do frevo... ¡Pfff, vai andar de quatro!

¿Tem coisa mais decadente q o engraçadíssimo espetáculo de estadunidenses dizendo qualquer coisa pra ganhar um dinheirinho extra? Me faz lembrar das organizações de negros de lá q querem receber indenização pela escravidão de seus bisavôs. ¡Q coisa mais implausível! Alguém tem q chegar com jeitinho e dizer "¡Acorda, cara! A escravidão foi uma merda, mas se não houvesse existido, você nem teria nascido." É como se eu, uruguaio, quisesse pedir indenização ao governo brasileiro por toda vez q alguém daqui me chama de cisplatino.

Tenho mais do q fazer, não?

09 setembro 2003

Conversação fiada

Ao contrário do q pensa a maior parte do planeta, o Dr Plausível não é um sujeito muito bem informado. Já foi ouvido dizer q "manter-se bem informado é a maneira trabalhosa de ser neurótico", opinião esta q adoto e professo. É bem desculpável, portanto, q nosso experto doutor não tenha a menor idéia de quem se trata qdo o nome Luciano Szafir aparece num reclame de escola de idiomas, e tb ignore o apelo psicopopular do slogan q supostamente brotou espontaneamente da laringe do LS: "Se eu fosse estudar idiomas em São Paulo, entraria na Escola Universal." (¡Então tá!)

Mas para atender um caso agudo de hipoplausibilose, o Dr Plausível não precisa mais do q a protuberância produzida -- tanto faz se o autor for criador de gambás ou herói nacional. O fato é q a mente q produziu a frase acima deve ter pouco apego à realidade. A frase mais cria dúvidas do q esclarece. ¿O LS já fala outros idiomas ou não? ¿Se ele fosse estudar idiomas, estudaria em São Paulo? Afinal, ¿ele mora em São Paulo ou não? ¿Existe uma Escola Universal na cidade onde ele mora? Se não, ¿que respaldo tem pra apregoar as virtudes das EscUni? Aliás, ele não diz o motivo q o levaria a estudar na Escola Universal: ¿será pq ele tem desconto especial? ¿pq é parente ou amigo do dono? ¿pq a escola fica perto da esquina onde ele escorregou numa banana?

Todas essas perguntas são apenas pontos nebulosos; não são implausibilidades agudas. A hipoplausibilose maior reside no próprio fato de citar uma pessoa (supostamente) famosa dizendo algo q é clara, patente e obviamente mentira e trajá-la numa frase condicional como se, satisfeita a condição improvável, se seguisse uma afirmação inverificável. Mesmo q o tal do LS seja um especialista no assunto e o público saiba q ele sabe do q está falando, ou mesmo q seja uma celebridade nacional da música ou (ao q parece) da tv, ou talvez exatamente por esses motivos, ele jamais será ou seria um aluno da Escola Universal. Uma citação mais plausível seria: "Se eu não fosse rico e famoso, se a localização e os preços da EscUni me fossem acessíveis, e se já não soubesse inglês ou espanhol e quisesse aprender numa escola, é provável q eu estudasse na EscUni, pq o dono é meu amigo."

Pois é, frase condicional dá nisso. Enquanto nenhuma escola de propaganda & marketing tiver curso de Plausibilidade I, II e III, vai ficar essa bagaceira q aí está. Q vergonha.

05 setembro 2003

Neologismos e neomundos

Um dos órgãos cerebrais mais afetados pela hipoplausibilose é uma pequena região ao lado da área de Brocca chamada Centro de Simancol Gramático. Praticamente todo gramático normativo ou prescritivo profissional tem o CSG quase totalmente atrofiado por ataques sucessivos de hipoplausibilose. ¡Êta gente sem simancol! E o pior é q ficam com aquela pose toda achando q são mais 'desenvolvidos' e 'cultos' e o escambau.

Olhem a Academia Brasileira de Letras, por exemplo, uma instituição dedicada a baixar a auto-estima de todo brasileiro q não soletra, não conjuga e não pronuncia exatamente como seus membros. ¿Por que não vão plantar pirulito em careca de otário? O brasileiro médio acha q fala errado, q não pode usar palavras q não estão no dicionário, tira sarro de quem não soletra como está no dicionário, e coisas assim. E ao mesmo tempo, ¡êta ironia do terceiro-mundo!, admira, inveja e imita tudo q vem dos EUA e da Europa, de países onde ou não existe nenhuma academia normativa da língua ou onde cada um fala e escreve como quer e não dá a menor bola pra o q dizem as academias. Acho q nem você q está lendo pescou onde está a hipoplausibilose nisso, né?

A teoria do Dr Plausível é muito simples: cultura q rejeita neologismos, desvios do padrão, &c na língua q fala é cultura q não cria idéias novas, não desenvolve as antigas e em suma anda em círculos atarracados em volta do q já existe. ¿Vcs já notaram q toda idéia nova vem com um vocabulário novo? Logicamente não é o vocabulário q cria as idéias, mas é a liberdade de criar termos novos o q permite a desenvoltura na manipulação das idéias. Cada vez q um brasileiro tem uma idéia q poderia ir prà frente, fica gastando sinapses e neurônios com a regência verbal, a ortografia e o cuidado pra não passar um carão. ¡Qta bobagem!

Os malapropismos do Vicente Matheus são ridicularizados no Brasil enquanto q os do equivalente estadunidense, um jogador de baseball chamado Yogi Berra, ficaram célebres, a ponto de ele ser homenageado até em desenhos animados: o nome original do Zé Colméia é Yogi Bear. Os disparates q Berra disse continuam a ser citados, e são vistos exatamente pelo q são: frases estranhas e engraçadas; ao passo q a baixa estima lingüística do brasileiro transforma as frases estranhas e engraçadas do Vicente Matheus em veleidades vergonhosas e aberrações ignorantes.

E por essas e outras, o Brasil parece condenado a pegar a rabeira da história. ¡Êitcha!

03 setembro 2003

Acento reservado para gramáticos

O Dr Plausível vira e mexe recebe pra tratamento a teoria de que, quanto à acentuação, as palavras da língua portuguesa se dividem apenas entre oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. ¡Que classificação mais inepta! Basta vc mesmo, leitor, ler de novo a primeira frase deste parágrafo e verá que chegando ao final não leu oxÍítona, paroxÍítona e proparoxÍítona, mas sim "Ôôxitona, pÁároxítona e prÔôparoxítona "; e se lembrará q o próprio professor q insistiu em enfiar essa classificação em seus tímpanos inocentes provavelmente disse: "quÃnto à Ácentuação, as palÁvras da língua pÔrtuguesa são clÁssificadas em Ôôxitonas, pÁároxítonas e prÔôparoxítonas." Tal é a força da palavra escrita q 99,999% de todos os professores de português repetem fielmente o q lêem sem questionar nem mesmo a própria garganta.

Uma classificação q surgiu apenas pra padronizar a escrita vira dogma. A verdade é q na fala a acentuação das palavras no português é amplamente flexível, irregular e volúvel. Veja estes exemplos reais coletados por este q vos escreve:

"é nÊecessário fÍiscalizar esses processos dÔo congresso"
"a trÂansferência da Áadministração do Iraque"
"um estado Íindependente" ou "um estado indÊependente"

Ou seja, enquanto fala, o usuário da língua está pouco se lixando pra o q dizem os gramáticos. É só na hora de refletir q o usuário prefere repetir as baboseiras impostas. Aliás, dada a torrente de dogmas q regurgita e a tenacidade de seus vetos e suas condenações, todo gramático prescritivo tem vocação mesmo é pra padre.