18 agosto 2003

Quem come tudo não come nada

A primeira vez q o Dr Plausível ouviu falar daquela turma q categoricamente afirma viver de luz e não precisar de comida, ele nos surpreendeu já com um comentário na ponta da língua: "¡¡hhhhrrrr-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-QUA-tóç-QUA-QUA-QUA-rrrrhhhh-pfrfrfr!!!" Desde então seus comentários têm sido mais moderados, e passaram do "¡¡hhhh-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-tóç-HA-HA-HA-rrrrhhhh-pfrfrfr!!" ao "hhh-HO-HO-HO-rrrrhhhh-pfrfrfr!!", e agora o assunto não desperta mais q um "¡hrhrhrhr....pfrfrfr!" No entanto, o edificante e extrovertido Dr Plausível não deixa de dar ouvidos aos críticos q ressaltam o fato de q um terapeuta não deve tirar sarro de seus pacientes, especialmente aqueles q mais precisam dele.

Mas ¡q idéia essas mulheres foram ter, hem? Vejam só este sintoma de hipoplausibilose galopante:

"A possibilidade de viver totalmente e exclusivamente de Luz (...) é verdadeiramente um salto quântico na evolução humana."

(¿Já repararam como os hipoplausibiléticos pseudo-científicos têm tesão usando jargão das ciências exatas de última geração?)

E este outro:

"A escritora Evelyn Levy Torrence rebate a afirmação do endocrinologista, dizendo que as pessoas miseráveis morrem porque não têm conhecimento do processo de captação da luz."

¡Haja mau hálito!

Descontando a possibilidade de má fé pura e simples por parte dessas fotossintéticas hipoplausibiléticas, é possível q elas acreditem mesmo q "não comem coisa alguma": pois ¿não é do feitio de muitas mulheres e afins exagerar a interpretação duma observação? ¿Quem já não viu uma magrela reclamar q está gorda como uma baleia, ou uma desnarigada dizer q tem uma napa de tucano? Elas não estão descrevendo a realidade, mas apenas dizendo como se sentem. Então ¿não seria possível q essas pessoas-plâncton estejam apenas exagerando? De algum modo devem recuperar as forças perdidas na televisão vespertina insistindo q vivem de luz, e depois se alguém lhes pergunta se já jantaram, dizem "Não, nada.", frase esta q pràs pessoas racionais equivale a dizer "Nem sinto q acabei de devorar uma lasanha."

¡Ó anorexia cerebral! ¡Ó fome de miolo!

7 comentários:

Cam Seslaf disse...

Hahahahaha! Se eu fosse do Copy & Paste, eu copiava e pastava esta última preleção do Doutor Plausível.
Aliás, ela deixa entrever que, além do domínio absoluto da plausibilidade, o douto Doutor também entende muito da alma feminina, ora vejam... ;D
(perguntinha: essa Evelyn What's-her-name é fictícia ou vc realmente leu aquilo?!)

Permafrost disse...

Por increça q parível, as citações são verdadeiras, coletadas por Madalena de Fleurville.

José Geraldo de Barros Martins disse...

Dr, Plausível , me responda o seguinte : Por que é que o Tubarão do Spilberg ruge ???

Macaco Véio disse...

Acho que poderíamos indicar o Dr. Plausível ao editor-chefe da Veja. Você leu a frase na capa:"O mindo se pergunta: como vencer o terrorismo, que desafia ATÉ a maior potência mundial....? Parece-me hipoplausibilose crer que os terroristas foram tão ousados a ponto de atacar até os EUA, se é tão óbvio que foi justamente esta potência global que os provocou! Caso de internação....

Permafrost disse...

A indicação do Dr Plausível p/ o cargo na Veja teria vindo muito a calhar alguns meses atrás. Mas neste momento, tem tanto hipoplausibilético aparecendo p/ tratamento q o nosso estimado doutor não tem tempo nem p/ terminar seu próximo livro "Ai Que Dor, Seu Doutor". Essa capa da Veja foi de matar, hem!

Nianderthal disse...

Tenha a santa paciência. O gozado é que ninguém consegue juntar 2 com 2. O diplomata, recentemente apoiou um pedido de investigação de armas quimicas nos EUA. Mas mesmo assim, acho que o exército americano gosta dele. Muito. E ele não morreu na explosão. Até falou pelo celular ... mas a corajosa equipe americana não foi capaz de salvá-lo - que pena. O que vale é a intenção.
A imprensa tem aversão à lógica e, é claro, à plausibilidade.
Dr. Plausível na imprensa marrom?!?!

Permafrost disse...

Imprensa marrom é isto aqui. ¿Ou será verde?

Postar um comentário

consulte o doutor