13 março 2016

Breve história do pós-modernismo

Sujeito Z tá indo comprar doce na padaria e no caminho vê dois estranho falando duma casa ali perto:

X: Essa casa é feita de água.
Y: Acho q foi feita com tijolos.

Entreouvindo isso, Z interpõe:

Z: Essa é uma visão ultrapassada. O empirismo do conceito realista de moradia já foi estruturalmente demolido por Fullen com a ferramenta da subjetividade multipensante de Beltring alicerçada no confrontamento anti-ficcionalista do comentário social de Sicrain, ao menos dum ponto de vista puramente racional –até porque o empirismo não abrange um embasamento teórico. Permita-me apresentar-me. Sou o multipensador Prúndio Cusparelli. Vc é?
Y: Frank Gehry.

http://tinyurl.com/jue7lrn

21 fevereiro 2016

Brasil, Sociedade Anômala

Um dia, juntaram-se num salão: Sibá, Jutahy, Marcivânia, Pauderney, Laudívio e Genecias.
«¿Tamo tudo aqui?» perguntou Pauderney.
Marcivânia olhou em volta.
«Não. Ainda falta o Uldurico, o Weverton e o Danrlei.»
«E o Remídio tamém.» intercedeu Laudívio.
«Vamo esperá, ntão.» retorquiu Pauderney.
Duas horas depois, ainda não haviam chegado Uldurico, Weverton, Remídio ou Danrlei.
«¿Será q eis não vêm?» indagou-se Jutahy.
«O Adail me garantiu q o Uldurico vinha.» sublinhou Genecias. «Mas outro dia, a Dâmina reclamô dele se atrasá.»
«Tão demoran demais.» queixou-se Marcivânia.
Uma hora depois, chegou Weverton.
«Desculpuatraso aê.» retratou-se Weverton. «Eu tava co Izalci e o Arolde falando co Odelmo daquele bafafá do Sóstenes.»
«Mas ¿cadê o Uldurico e o Danrlei?» interpelou Laudívio.
«Sei lá.» retorquiu Weverton. «Sei q o Remídio não vem.»
E ensimesmou-se.
Dali à pouco, Valtenir avizinhou-se. Sibá intrigou-se.
«¿Ce viu o Uldurico e o Danrlei por aí?» inquiriu ele.
«Vi.» informou Valtenir. E calou-se.
Mais uma hora e meia, e então Danrlei assomou ä porta.
«Ói lá o Danrlei.» apontou Pauderney. «¿Quem q é o cara co’ele?»
«É o Ságuas.» asseverou Jutahy.
«¿O Ságuas?» pasmou-se Laudívio. «¿Eis não tinha brigado?»
«Foi.» confirmou Jutahy. «Mas o Cabuçu deu jeito.»
«Vou lá buscá o Danrlei.» dispôs-se Marcivânia.
E foi.
«Oi, Danrlei.» saudou Marcivânia. E prosseguiu: «Só falta ocê e o Uldurico. Vamo lá.»
«Tá.» obtemperou Danrlei.
Enquanto ambos desciam juntos o corredor do plenário da câmara dos deputados da República Federativa do Brasil para juntar-se aos demais, Danrlei tratou de redimir-se por seu atraso:
«Ó. Acho q convenci o Sinval e o Onyx tamém.»
«Jóia.»

No dia seguinte, aconteceu quase exatamente o mesmo, com esta diferença: quem chegou primeiro foram Patrus, Arolde, Izalci, Aliel, Onyx e Danrlei.

13 janeiro 2016

Abono fatalino

Os funcionário do prédio em q o Dr Plausível mantém seu consultório até já se acostumaram à ele. Com tanta gargalhada emanando de lá, eles de vez em qdo têm q repassar reclamação de algum condômino querendo saber qual é a piada. Äs vez, nosso esmerildo humanista desconfia q são os próprio funcionário q querem saber. Como o doutor é, antes de tudo, um grande educador, ele explica e os funcionário tbm racham de rir.

Nem sempre, claro. Qdo a piada é com eles, não gargalham. Mas acabam entendendo q plausibilidade é um termo absoluto.

Todo fim de ano, é a mesma coisa: os funcionário fazem uma caixinha de Natal −aquela infame lista de todos condômino, indicando ä esquerda qual é o condômino mais generoso ou interesseiro, e ä direita qto foi q o miserável do 301 deu.

Desprovildo de Neves > 403 > R$20
Jenipapa Romano > 502 > R$50
Francistônia Xaveco de Almeida > 604 > R$5

&c &c

Todo ano, há mais de 30 anos, o Dr Plausível escreve a mesmíssima coisa:

Amônio Plausível > 901 > 13º salário

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Mas ¿tá certo, ou não tá certo? Claro q tá. E ainda bem q seu consultório não fica numa casa: dizem q até lixeiro bate ä porta e pede caixinha de Natal. O povaréu assalariado precisa ser melhor informado: o abono natalino e o 13º salário são a mesmíssima coisa. Aliás, faz 30 anos q nosso doutor não ganha nem um nem o outro, de ninguém, nunca. Mas natalinamente abona seu sapateiro, o jornaleiro da esquina e a marmiteira −pessoas q, muito provàvelmente, ganham mais do q ele.

Então. Né?

Agora, saiu essa mania de taxista baixar a bandeira 2 durante dezembro, como um 13º salário.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Êitcha. ¡Não têm fim, as artimanha do povaréu!

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Mas olhem só a maior piada de todas:

Outra coisa q não tem fim é as artimanha dos patrão. Si antes um assalariado trabalhava 12 meses por ano e ganhava $12.000 (sendo $1.000 por mês), hoje ele trabalha 11 meses e ganha $11.000. O patrão hoje divide $11.000 por 13 e paga 13 salários de $846 (11 de trabalho, 1 de férias e 1 de 13º). O patrão sempre calcula em homens/hora; ele obtém 11 meses de trabalho e paga 11 meses de trabalho, na mesma proporção de anteriormente. O povaréu ingênuo fica achando q conseguiu enganar Lavoisier pois não enxerga além de 12 meses à trás e 12 meses à frente.

Mas, sabendo q o 13º na verdade não abona porra nenhuma, ¿por quê o doutor não dá uma caixinha pros funcionário do prédio nessa recorrente época de paz, amor, união, alegria, caridade, esperança, fraternidade, solidariedade e palavras cada vez mais longa? Ora, pq ele tá careca de saber q até mesmo a caixinha faz parte dum cálculo de quem tá, supostamente, dando algo −porém sempre cìnicamente. Agora q absolutamente TODA conta q chega ä mesa em QQER restaurante já vem com 10% adicionado, o maior valor q é possível realmente compartilhar fraternalmente com um funcionário é mesmo a gargalhada.

24 novembro 2015

Retardos inglobos


Um dos sintoma da hipoplausibilose é qdo a ignorância se junta ä burrice e ä preguiça, e *mesmo assim* o infectado protubera seus miolo pela boca.

Isso não acontece com vacinados. Qdo, por exemplo, um tradutor vacinado ignora a existência duma palavra ou expressão, sua inteligência o avisa q, pelo q vem sendo dito, aquilo q ele entendeu não faz sentido semântico ou gramático, ou é incaracterístico, e portanto provàvelmente tem algo ali q ele ignora. Ele então se empenha até descobrir o q é.

Mas aí um dos maior diretor cinematográfico do mundo é entrevistado no noticiário mais respeitado da maior rede televisiva do Brasil, q supostamente detém um diploma de vacinada, e tem os melhor repórter e os melhor tradutor e intérprete à seu dispor.

Aí o diretor diz:
«My opinion hasn’t changed one iota.»

E aí o tradutor interpreta:
“Minha opinião não mudou qdo eu fiquei velho.”

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

¿Qtas outra sandice deve ter interpretado esse tradutor provàvelmente bem pago da maior rede televisiva do Brasil? ¿À qtas outra sandice vc deve ser exposto diàriamente por não conhecer os original?

Aliás, nem precisa ter havido um original, né?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

http://globoplay.globo.com/v/4629427/

21 novembro 2015

As lição da apologética cristã

Interpretação bíblica dos relato de hoje:

Daqui à 2 mil anos, após a 3ª guerra mundial, a destruição de quase toda a cultura da humanidade, a lenta reconstrução da civilização &c, alguém vai descobrir nalguma ruína algum livro ou jornal de 2015 afirmando q “a vaca leiteira foi pro brejo depois q um eminente pau-mandado virou leão-de-chácara em Brasília.”

Vão interpretar q os antigo (ou seja, nós) tinham o costume de erguer um enorme tronco numa chácara da mais importante metrópole da antigüidade, e à ele pediam favores. Tanto pediram q o tronco irritou-se e transformou-se num leão, e este levou a vaca produtora de todo alimento da humanidade ä lama da ignomínia. E é por isso q, no ano 4.000, ainda há tanta desgraça e tanta injustiça e tanta indecência e tanta maldade.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

22 outubro 2015

O figo e a figa

Breve história de todo benefício ou privilégio:

A primeira geração conquista um figo.
A segunda ganha uma figueira.
A terceira exige o figueiral.

31 julho 2015

O bordão da Valdirene

Não sei si vcs sabem, mas nosso epistrófico doutor acha a maior graça de bate-boca político. Pq, pô, né? Si um cacho de jacas cair num fosso de víboras, elas terão uma discussão mais inteligente sobre as causa e conseqüência da jacagate do q ouve-se em qqer foro político de humanos.

Olha esta aqui, dum tal de Arnaldo Jabordão da Valdirene:

«O Brasil pode tar ä beira dum colapso econômico, talvez irreversível.»

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

É verdade. O cara disse isso mesmo. Tem até um vídeo com ele mesmo dizendo isso, aparentemente na maior sinça.

Q um cara seja pago pra dizer isso, até vai, né, pois emprego tem uma variedade q não acaba mais neste planeta. Vejam só, tem até um cara q desentope privada enfiando a mão. Mas uma coisa é vc ver uma comédia e dar risada; outra, é sair ACREDITANDO naquilo tudo. Pq, pô, né? Hipoplausivirol é tarja preta, mas não é tão caro.

Interpretar frase não é difícil. Basta vc prestar atenção no q as palavra significam. Vejam:

«O Brasil pode…» Pode q sim, mas tbm pode q não. Quem diz ‘pode’ ao falar do futuro, é pq não sabe bulhufas de quê tá falando. Dizer ‘pode’ é dizer ‘quase talvez’: “Meu nariz pode ter sido implantado por uma raça microscópica de alienígenas numa operação intra-uterina.” Pode, ué. ¿Quem sabe?

«…pode tar ä beira…» O mundo todo tá o tempo todo ä beira de algo. Então ¿qual é a novidade qdo um país PODE tar ä beira de algo? ¿Quem é q se expõe ao ridículo dizendo “meu nariz pode tar ä beira dum espirro”?

«…ä beira dum colapso …» Aí a coisa ficou séria, hem? Tá quase prendendo a atenção do doutor.

«…dum colapso econômico…» HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Jabordão, meu filho, tu tá lendo muito livro de buraco negro. Si te pedir pra definir ‘colapso econômico’, tu começa à gaguejar. Si te pedir pra descrever o processo todo de como é q botar uns corrupto da Petrobrás na cadeia colapsaria uma economia com 200 milhões de integrantes, tu pedia permissão pra ir ao banheiro secar o suor na nuca.

«…talvez…» ¡uuUÔpa! …pode … ä beira … talvez … aiaiaiaiai ¿Cadê q onde é q isso é um coisa, Jabordão? A probabilidade dum evento futuro expressada por certas palavra é um dado subjetivo bastante preciso. Segundo exaustivas pesquisa do Instituto de Plausibilática de Talynn:
• ‘pode’ é uns 10%
• ‘ä beira’ é uns 20%
• ‘talvez’ é uns 5%
Isso dá uns 0,1%. Ou seja, o Jabordão tá dando o alarme prum perigo de 0,1%. Hmm. Vejamos então sobre quê ele quer nos alertar com tanta… com tanto… ãã… com tanto anti-clímax.

«…talvez irreversível.»

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

¿É isso mesmo, Jabordão? Tipo assim, ¿uma entidade q se define essencialmente tbm por sua economia (Brasil) tem 10% de chance (pode) de tar 20% encaminhada (ä beira) pruma paralisia total (colapso) de sua própria definição entitária (econômica), e o paralítico resultante tem 5% de chance (talvez) de jamais voltar à mexer um único músculo novamente (irreversível) em todo o resto da eternidade?

¿Tu não PENSA no q fala, Jabordão? ¿Alguém com o nariz no lugar diria “Meu nariz pode tar ä beira de espirrar meu pulmão, talvez eternamente.”?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

16 março 2015

Todos querem ser milionários

Os entusiasta q perdoem este blogue, mas… ¿1 milhão de pessoas na manifestação de ontem na Av Paulista?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ô gente, pensa um pouco. Si pensar fica difícil com tanta emoção xispando no cerebelo, consulta nosso ebuliométrico Dr Plausível pra não falar asneira.

A Grande São Paulo –uma região metropolitana de 39 municípios– tem uma população TOTAL de 20 milhões. É a população total q ocupa a área cinza na foto abaixo. O risco vermelho é a região da Av Paulista, um polígono q vai da Consolação ä estação Paraíso, e da Al Santos ä primeira paralela no outro lado (q tem vários nome), incluido a área TODA, com prédios e ruas.


Agora responda o titio doutor:

¿Vc acha mesmo q 5% da população de TODA essa mancha cinza se concentrou naquele risco vermelho?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

¿De onde vc tirou esse 1 milhão? Ora, da imprensa, claro, q reportou como verdade a “estimativa” da PM. Sobre um grupo de 100 pessoas em q 75 esperam obter um bife, 18 esperam macarrão, 4 esperam feijão e 3 esperam lasanha, a imprensa –q só quer macarrão– relata: “Mais de MIL pessoas se concentraram exigindo macarronada, churrasco, feijoada, lasanha e outras comida,” e passa à “analisar” o “fenômeno” de vários ângulo, mostrando como o macarrão será importante &c. Ficam todos ali cozinhando e ao final chegam à uma mudança política em q 14 pessoas conseguem uns biscoito.

E isso tudo acontece ao mesmíssimo tempo em q tão todos, na verdade, com sede, não com fome.

E no Brasil, chamam esse processo de “maturidade democrática”.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

E aí, partidários da passeata acham o máximo q o número tenha essa aura de milionário. No caso em questão, é o mesmo pessoal q acha São Paulo um símbolo do progresso brazuca. Mas uma coisa q brasileiro tem muita dificuldade pra entender é q apinhamento –urbano e manifestacional– é indício claro de subdesenvolvimento. O crescimento brusco e desproporcional de São Paulo e de outras capital, e a freqüência histérica de suas manifestação pró e contra qqer coisa, são símbolos do ATRASO brasileiro –não de seu progresso, não de sua “maturidade democrática”.

E olha, QUALQUER pessoa q vier regurgitar um disparate sobre qqer manifestação de qqer ideologia ouvirá a sonora gargalhada do doutor. Todo exagero é uma mentira gargalhável. Toda pessoa q repete o meme do «1 milhão de manifestantes na Av Paulista», em qqer evento, tá mentindo. Toda pessoa q repete o meme «o PT tirou milhões da miséria absoluta» tá mentindo. A PM mentiu; o PT mentiu; a TV mentiu. O Dr Plausível gargalhará de qqer disparate, não importa de onde venha.

O número correto provàvelmente não passou muito de 200 mil. Alguns acham q multiplicar esse número por 5 é um exagero admissível, dadas as emoção em jogo. Isso é como achar admissível afirmar q um time de futebol tem 55 jogadores ou q a estimativa de vida do brasileiro é de 375 anos. O disparate é o mesmo. Crer q 5% da população da Grande SP se locomoveu em bloco até aquela área numa tarde de domingo, e lotou as rua em duas horas, é simplesmente não enxergar a ESCALA do q tá sendo DITO, do q os NÚMERO dizem, do q as PALAVRA dizem. Zoar com essa crença é mostrar q o povaréu histérico e hipoplausibilético pode basear suas ideologia em fatos em vez de em mentiras. Qto mais pessoas tomarem Plausivirol ® e basearem suas ideologia em fatos, tanto mais consenso haverá, pois a realidade é só uma.

¿A esperança do doutor? Zero. Ora ¿por quê, tadinho? É q a mentira é, em si, um fato; e repercute. Com a gargalhável mentira de 1 milhão no Fora-Collor, conseguiram depor um calhorda legìtimamente eleito, acusado de cagar na escolha de ministra da economia. Resta saber si, com esta estimativa agora, tbm gargalhável de tbm 1 milhão, conseguirão zerar a corrupção em todos setor da política brasileira, aniquilar o PT, botar todo corrupto na cadeia pelo resto da vida, reinstaurar o regime militar, e alavancar o “crescimento econômico” brasileiro acima da China, do Zeuá e da Alemanha

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

11 janeiro 2015

Je suis Amoniô

À julgar pelas imagem nas tevê, nem siquer um único entre os milhar de manifestante reunido nas rua de Paris &c ergueu um único cartaz com um único cartum tirando sarro duma única religião. Só fizeram erguer canetas e lápis, chamando à si mesmos de ‘Charlie’. É o mesmo q a torcida braseira inteira berrando “je suis Neymar” qdo ele, e só ele, leva uma cacetada aleijante por trás depois q ele, e só ele, marca um gol genial. Descer ao campo pra levar patada e fazer gol é exatamente aquilo q a platéia não tá disposta à fazer nem tem o talento pra fazer.

(Mas ¿qdo foi q começou à pipocar essa pataquada de juntar gentes à dizer “Eu sou [nome de algum injustiçado]”, como si grupos inteiro de iletrados de repente encarnassem Walt Whitman? Virou histeria hipócrita fazer gesto simbólico. Então, aqui vai um gesto simbólico não-hipócrita:



Isso taí pra demonstrar q, si gesto simbólico fizesse diferença, não haveria terroristas. A lei do menor esforço garantiria q bastaria os desafeto erguerem canetas em frente ä redação do notório hebdomadário.)

Mesmo considerando todas faceta (geo)política determinante da matança no hebdô, q muita gente procura desvincular da faceta religiosa –ou seja, mesmo q se veja a religião como pretexto em vez de motivação–, a religião tá ali como um porco no meio da sala. A questão q mussas têm q entender e engolir (e q jubas e cricas já entenderam, ainda q mal e porcamente) é q, na arena pública, NENHUMA crença tem o privilégio de não ser avacalhada. Aliás, si tivesse, seria um despautério, pois ter uma crença JÁ É, em si mesmo, uma avacalhação de todas outra, e da ausência de crença. Ser mussa, juba ou crica JÁ É arrogar-se o privilégio duplo de avacalhar e não ser avacalhado –e, como si não bastasse, de protestar a insolência de impor costumes e cismas ä sociedade toda. Si o humor e a sátira servem pra baixar o topete de gente insolente, então q os limite do humor sejam os mesmo q os da insolência religiosa –e o Charlie Hebdo não chegou nem perto.

Et je suis Amoniô.

04 dezembro 2014

A cristalização das palavra

É difícil de entender mas tem uma certa lógica. Jendia, qqer coisa q se diga sobre alguma raça é “racismo”; qqer coisa q mencione a raça duma pessoa é “racista”. Jendia, “racismo” é notar, ou fazer notar, uma raça –um dos aspecto mais óbvio dum grupo ou dum indivíduo. Tipo assim, si é tão óbvio, q não se o mencione.

Por exemplo: Michael Caine é o q se costuma chamar de ‘branco’. Pronto. Òbviamente, essa é uma frase racista, este é um parágrafo racista, este é um texto racista, este é um blogue racista.

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Aliás, a menção ä “raça” de Michael Caine é duplamente racista. Pois ¿não tá óbvio e escancarado q a frase EVITOU mencionar especìficamente qqer outra raça q não fosse a “branca”? ¿Por quê evitou? Hein? Hm?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

E ¿por quê essas aspa? Hm? ¿Quê exatamente querem dizer as aspa? Explicaê panóis. ¿Por quê äs vez é aspas dupla e äs vez é simples? Hm?

Num grupo multi-racial, a não-menção de qqer raça é ‘racismo institucional’. Isso funciona tbm pra sexismo –do qual só existe UM tipo, o machismo. Qqer coisa q um homem diga sobre mulher ou sobre questões feminina é “machismo”. Num grupo heterogêneo, a não-menção de qqer questão feminina obvializa ‘machismo institucional’.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Outraliás, este texto é TRIPLAMENTE racista. Ao escarnecer tão descaradamente da Militância Corretista Radical, e privilegiar a menção ä “raça” dum “branco”, o texto demonstra escancaradamente seu racismo velado (?) –não importa q a MCR (visto q Lógica e Coerência são coisa de gente fria e calculista) desmioladamente banalize o termo ‘racismo’ à ponto de ele significar algo tão anódino, *contanto* q poderoso pra rotular, desprezar, ostracizar, humilhar e “ensinar uma lição”.

Vodzêumacoizprocês, viu. A internêta deixou o mundo muito engraçado.

02 novembro 2014

Então. Né?

DEMOCRACIA é um sistema de controle em q parte da população fica satisfeita durante um período, depois é a vez de outra parte, e assim sucessivamente, totalizando, em média, zero satisfeitos.

29 outubro 2014

Eleita a melhor eleição

Vôdzeumacoisaprocês, viu. Nosso exuviante doutor nunca havia passado tão prazerosamente um período de eleições. Foi pràticamente uma gargalhada só de cabo à rabo. E, como todos sabem, tanto melhor é o riso qdo vem sem aviso. Ele achava q os petista iriam dizer as maior bobagem –pois os dilmo-votante sofrem duma hipoplausibilose galopante talvez incurável–, mas qual não foi a surpresa doutoral qdo, ao dar mais atenção aos aècio-votante, deparou-se com uma enxurrada, uma caudalosa inundação, uma chuva torrencial (êpa) de sintomas hipoplausibilético num tom bombástico e apocalíptico q äs vez levou o Dr Plausível à levantar-se de madrugada pra ir até o quintal gargalhar. É esplendorosamente assobroso como a língua portuguesa se presta à manipular os sentido e desviar o raciocínio. Esta língua de camponeses e comerciantes é absolutamente fascinada com enganação, enrolação, dissimulação e roubo. Como resultado, pràticamente tudo q se fala em política no Brasil é sobre isso. E sai uma gororoba atrás da outra, instigada por três ou quatro articulistas fascinado pelo Foro de São Paulo, estarrecidos ao descobrir q não são só os país rico, os grande empreiteiro, os torcedor do Curíntia e os fabricante de marmelada q se juntam pra definir padrões de conduta, metas e estratégias. Dentre as tonteria disseminada por esse punhado de jornalistas e repetida por milhões de aécio-votantes, tem umas impagável pérola de hipoplausibilose:

• O PT tá há DOZE anos usufruindo das benesse de ter um presidente no Planalto… mas SÓ AGORA vai *realmente* tentar um “golpe totalitário”.

Ué, ‘agora’ já passou. Ah não, não. Não era aquele ‘agora’, é ESTE ‘agora’; o de antes foi só preparação. Ué, mas esse ‘agora’ já passou. Ah não, peraí. Errei. Não é ESSE ‘agora’, será o *próximo* ‘agora’.

HAHAHAHAHAHA

• Tipo assim, os petista querem chegar ao controle absoluto de TUDO, da economia, das força armada, da indústria, da moralidade… mas é uma arrastadinha de cada vez. Um decretinho aqui, outro ali, à passo de lesma, pra no fim abocanhar TUDO.

HAHAHAHAHAHAHAHA

• Querem dar um “golpe” fascista… mas é, tipo assim, um golpe como somatória de centenas de afagos cumulativo e cirúrgico, exposto à votações ao longo de décadas à fio.

• E não só isso. A esperteza e malevolência dos petista é tão grande q… q… q eles planejam alcançar isso através de eleições em pleno gozo duma democracia representativa e equilibrada.

• Tipo assim, os petista querem implantar um regime TOTALITÁRIO… mas… mas… paulatinamente.

HAHAHAHAHAHAHAHA

Pau-la-ti-na-men-te. Nada de revolução, viu, pois revolução é marxismo antiquado, tipo marxismo do PRÓPRIO Marx, o criador do marxismo. Entenderam?

• Eles têm um projeto totalitarista… mas não é pra ser um totalitarismo escancarado, não, q seria óbvio demais. Escancarada é a Coréia do Norte, onde o Kim-Jong-un abocanha 100% dos votos. Não, não. Pro PT, 51% já basta, pois ele quer é implantar um regime de exceção usando a eleição democrática de voto pleno e o congresso multipartidário como fachada.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

• Insistem em sua sanha pra instaurar uma tirania de fato no Brasil… mas viu, não se enganem, pois muito mais perniciosa q uma tirania aberta é uma tirania velada, aquela em q só PARECE q é tudo livre. Mas é pura enrolação. Vc pode votar, não é preso por discordar, pode sair do país e entrar qdo quiser, pode chamar a presidente de filha-da-puta, pode até mandar petista prä cadeia… mas na verdade, viu, é tudo disfarçado, é tudo feito na calada do dia, nos bastidor do palco democrático e nas intriga do debate livre.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

• Pois eles são uma quadrilha… mas uma quadrilha com 1,6 milhão de criminosos filiado trabalhando em perfeita sincronia, viu. Todos eles. TODOS. Recebem ordens expressa da cúpula petista e obedecem como máquinas, viu, como as máquina sem opiniões própria, sem individualidades, sem sectarismos em q a cúpula pretende transformar toda a população brasileira através de técnicas de engenharia social. Viu?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

• Eles são tão espertos q querem fazer um plebiscito pra q o povo ignorante q não sabe nada-de-nada tenha mais poder do q o próprio congresso nacional neste nosso glorioso sistema representativo… mas os opositor do PT são muito mais esperto: eles tão aventando um OUTRO plebiscito, viu, pra dividir o país em DOIS, formando um país ao sul de população 100% pura, TOTALMENTE de anti-petistas, e outro ao norte com 100% da população TOTALMENTE petista. E o norte vai ficar com jazidas de minérios, petróleo, riquezas sem fim, e o sul vai ficar com as sede dos banco, as fábrica e as plantação de tomate.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

• São umas raposa, esses petista, viu. Pois olha só. Eles fazem a maldade TÃO disfarçadamente q só alguns jornalista genial conseguem perceber, viu. Gênios. Os próprios gênios q propalam essas idéia. E os petista vêm dando o golpe TÃO paulatinamente, q qdo o Lula foi presidente (Lula, hem, com todo aquele carisma e apoio popular), o PT preferiu ir beeeem devagarzinho, quase não aprovou nada socialista, ficou só na moita maquinando, maquinando, pra poder dar o lance GE-NI-AL de só colocar na sucessão, OITO anos depois, uma presidente tecnocrata sem charme, sem carisma e sem oratória. Mas ¡que esperteza, não? Por essa, nem admirador de Fidel Castro esperava. Ô vilania. Si ninguém se opuser à essa máquina de intrigas, à esse plano macabro de sujeição paulatina total à passo de lesma do povo brasileiro de joelhos aos pé dos maléfico desígnio do totalitarismo fascista do socialismo comunista autoritário tirano da esquerdização total num regime de exceção, então não haverá outra escapatória exceto baixar abjetamente os olho e o rabo e obedecer caninamente à toda e qqer ordem q emanar dessa toda-poderosa quadrilha de mestres manipulador q controlará minuciosamente todo ato, toda palavra e todo pensamento de cada um de seus 200 milhões de escravos pra todo o sempre e mais três dia.

Ou então, vc pode apenas gargalhar.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

27 outubro 2014

Horror de política

É bem possível q todos oito leitor deste blogue saibam q nosso erásmico doutor nunca votou em ninguém em toda sua vida. Não só isso, mas desembesta à gargalhar toda vez q conversa com alguém q demonstre ideais político, gente q carrega bandeira de candidato pra cima e pra baixo, entusiastas q pavoneiam adesivos pra lá e pra cá, cidadãos q perdem toda noção de lógica e sentido ao discutir pêlos em ovo.

A perspectiva do doutor é genialmente simples: si vivêssemos todos numa selva (ou savana ou mar ou o q o valha), taríamos sujeito à ataques de víboras, onças, mosquitos, tubarões, leões, sangue-sugas, moréias, jacarés, piranhas &c. Não é? Ora, ¿já viu tribo de silvícolas fazendo passeata contra as onça? debatendo interminàvelmente as qualidade e os defeito das víbora? berrando eslôgãs e djingols sobre uma selva melhor? quebrando o pau em nome das piranha contra os mosquito? odiando histèricamente as moréia ou as onça?

Não, né? Claro q não. As praga e os predador fazem parte do ambiente. Äs vez, um leão captura e engole vossa filha. Äs vez, vc captura um leão e faz um churrasco. Em suma, qqer merda q te aconteça faz parte do ambiente, já tá previsto, tá num esquema ecológico. Não há por quê perder a calma e entrar numa histeria. Não há jeito de conseguir –através de sufrágio, aclamação popular ou revolução armada– q haja justiça na selva, q a selva deixe de ser selva.

Então é assim q o Dr Plausível vê o mundo da política e da sociedade em geral. A beleza inefável do racionalismo e do sentimentalismo dá ao tronho a impressão de q tudo deveria ser ideal. Mas não há jeito de abolir o sofrimento, as cagada, os prejuízo material, moral e emocional, a curva de Gauss. Tudo tá em constante flutuação, e o placar final é SEMPRE zero à zero. Então não há por quê se alterar, se amofinar, se melindrar, se apoquentar, se exasperar, entrar em pânico; não há por quê ter emoções em relação ä política. É até possível, sim, votar com total despaixão e frieza, sem campanha e sem gritaria, no candidato de vossa preferência.

A selva é um palco de horrores; mas todo horror tbm é uma comédia. Vc pode ficar com os nervo em frangalho ao ver um filme de terror, mas tbm pode gargalhar –tanto de vossos próprio susto qto do filme em si. E, si vc assistir de fora à esse filme de horror/comédia q é a política, verá q desempenham um grande papel aqueles q são ingênuo o bastante pra se tornar personagens , aqueles q são singelo o bastante pra, à sério, se sensibilizar, sofrer, vibrar, lutar por ideais, &c. Além da selva, essa é outra metáfora plausível pra política: é um filme de terror, desses bem barato em q todos personagem tomam sempre as decisão mais burra –pois, si não tomassem, não haveria filme. No caso, a decisão mais burra é entrar na histeria das eleição.

E agora, com o único intuito de ofender todo e qqer eleitor de todo e qqer partido brasileiro, e ajudá-lo na árdua tarefa de rir de si mesmo, aqui vai a listagem dos maior partido registrado no TSE (Tribunal da Serra Elétrica):

PT: Partido das Tumbas
PP: Partido da Possessão
PV: Partido dos Vampiros
PPL: Partido da Psicose Letal
PR: Partido dos Reencarnados
PDT: Partido dos Defuntos Tétricos
PMN: Partido Maldito de Nosferatu
PPS: Partido dos Pesadelos Suicidas
PSC: Partido Satânico da Carnificina
PTB: Partido das Trevas da Bruxaria
PCB: Partido dos Cadáveres Bizarros
PTN: Partido dos Terrores Necrófilos
PCdoB: Partido do Cemitério do Bode
PSB: Partido das Sepulturas Berrantes
PSD: Partido dos Súcubos Demoníacos
DEM: Dráculas do Extermínio Macabro
PRTB: Partido dos Rituais no Túmulo da Besta
PSOL: Partido da Sombria Obsessão de Lúcifer
PSTU: Partido Sinistro das Tarântulas Uivantes
PMDB: Partido do Massacre Diabólico de Bebês
PSDB: Partido do Sangue Derramado de Belzebu
PRONA: Partido do Retorno dos Ogros do Nefasto Abismo

12 outubro 2014

Tubo pelo social

Em novembro, ganhe quem ganhar na votação de 26out14, dada a baderna q muita gente tem na cabeça sobre o assunto, nosso elástico doutor vai explicar direitinho o q é socialismo. Mais um serviço de utilidade pública deste blogue. ¡Não deixe de perder!

11 setembro 2014

Esperancite raidzaguém

Perto de toda eleição, é sempre bom relembrar este texto de 2004:

«Aliás, ¿q história é essa de esperança? O Dr Plausível já tratou diversos caso seríssimo de esperancite –uma doença recorrente como a herpes, variante da hipoplausibilose. Perniciosíssima, ataca populações inteira do Terceiro Mundo. Nesses lugar, ‘esperança’ é a palavra q mais ressoa qdo falta lucidez, método e empenho. Enaltecer a esperança só pode ser coisa de gente mal-intencionada q, à custa de martelar a palavrinha, pretende manter o status quo: “Educação ¿pra quê? Conforto ¿pra quá? Produção ¿pra qüé? ... ¡Onde tem esperança, tem voto!”

«Dizem q “a esperança é a última q morre,” mas afirmo com toda certeza: o último q morre é o doente. Esperança é quase um atestado de óbito. E tbm é assim qdo se trata dum povo: o Brasil sofre uma epidemia de esperancite q já dura mais de um século –tanto q a expressão “a esperança do povo brasileiro” já virou piada internacional.

«Nosso exuberante enumerador tem uma receita contra a esperança: vontade e empenho. Toda vez q um político (ou algum de seus apadrinhado entre os religioso, poetas mal-informado e aspirantes a elite) vier linguarungungular sobre esperança, vc olha firme nos olho dele e diz: “Não, não tenho esperança porra nenhuma. Tenho vontade e empenho.” À seguir, vc sai correndo de perto dele o mais rápido possível, antes q, à la Göring, ele saque o revólver.»

02 setembro 2014

Aviso geopolítico

Estejam todos avisado q pode haver uma tragédia no Brasil si a Marina Silva for eleita. A gargalhada de nosso hecatômbico doutor poderá ser tão alta e prolongada q haverá o risco de ela causar mortíferas vibração sísmica, em particular ao longo das falha cenozóica ao longo da serra da Mantiqueira e da bacia do Tocantins, nos cráton da bacia do São Francisco, e em toda a bacia sedimentar do Paraná.

O Dr Plausível é uma força da natureza. Depois não me venham chorar as pitanga.

19 abril 2014

Somos todos in gauss

Talvez não seja exagero dizer q a maior parte dos paciente na sala de espera de nosso epigeu doutor sofre de exagero. É por isso q ele tá sempre mencionando a ESCALA das coisa e dos fenômeno, e aconselha q, ao opinar sobre qqer X, o possível opinante investigue as proporção daquilo sobre quê vai opinar. Aconselha, acima disso, q o opinante procure representar o fenômeno ou coisa numa curva de Gauss. O motivo pra ele aconselhar isso não é q opinião é queném cu e tanto faz uma qto a outra. O bejetivo do doutor é sempre trabalhar pra erradicar a hipoplausivirose; tanto faz si vossa opinião tende à refletir contextos complexo melhor do q a opinião do vizinho.

Vizinho. Hm.
Vejamos um caso.

Mas antes, vamos relembrar a  curva de Gauss. O doutor vai colocar duas situação pra vossa atenção. A primeira tá perto do –4, e a outra tá perto do +4:



(a) Pra lá da roça, pra lá de onde o Jeca foi pescar e não voltou, tem duas casa vizinha uma ä outra. Numa delas mora uma mulher jovem e bonita; na outra, um homem jovem e viril. Um dia, a moça vai ao quintal de biquíni pra tomar sol. Traz um suco de pitanga e se deita numa espreguiçadeira. O vizinho espreita pela janela, fica de pau duro e decide se masturbar. Nesse momento, a moça beberica o suco, se levanta e entra em casa. * O vizinho fica ali esperando q ela volte. A moça vai até a porta dele e toca a campainha. Ele abre a porta e vê a vizinha, de biquíni, gostosíssima, segurando uma xícara. Ela sorri educadamente e diz:
«¿Tem um pouco de açúcar pra me emprestar?»
«Claro» diz o vizinho, ainda de pau duro. «Entra, entra.»

Ok. Volta o filme até o asterisco.

(b) … O vizinho fica ali esperando q ela volte. Ao entrar em sua casa, a moça tira o biquíni e veste, nesta ordem: um colante de nylon de corpo inteiro, dos calcanhar aos pulso; uma calça folgada de brim grosso com um cinto de couro; uma blusa de couro preta folgada com zíper até o pescoço; um macacão completo de frentista; um par de coturnos até os joelho; um sobretudo de lona grossa abotoado de cima à baixo; um capacete de pára-quedista. Ela vai até a porta do vizinho e toca a campainha. Ele abre a porta e vê a vizinha, vestida daquele jeito, segurando uma xícara. Ela sorri educadamente e diz:
«¿Tem um pouco de açúcar pra me emprestar?»
«Claro» diz o vizinho, ainda de pau duro. «Entra, entra.»

Perguntas:
1. Em alguma das duas situação, ¿o vizinho tem direito à estuprar a moça?
2. Em alguma das duas situação, ¿é mais *provável* q o vizinho se convença à estuprá-la?
3. ¿Em qual das duas situação o vizinho, caso tente estuprá-la, terá mais facilidade pra fazer isso?
4. ¿Em qual das duas situação o estupro é justificável?

Qqer humano q conheça e compreenda o significado das expressão ‘ter direito à’, ‘ser mais provável’, ‘ter facilidade pra’ e ‘ser justificável’ responderá, sem titubear:
1. Em nenhuma das duas. Em nenhuma.
2. Sim. Na primeira.
3. Na primeira.
4. Em nenhuma das duas. Em nenhuma.

¿Todos de acordo até aqui?

Bom, já se vê então q o eixo horizontal no gráfico de Gauss acima quantifica a desejabilidade duma mulher média em função da roupa q tá usando, com o zero = quantidade considerada normal em público:




¿Querem ver que interessante agora? Em vez de –4 e +4, vamos um pouco mais longe: –5 e +5.

(a) … Ele abre a porta e vê a vizinha, nua, pois no caminho despiu-se do biquíni, gostosíssima, segurando uma xícara. …
(b) … Ele abre a porta e vê a vizinha, vestida daquele jeito, com uma mão no bolso do sobretudo e, com a outra, segurando uma xícara. …

Nesses caso, ¿as resposta äs quatro pergunta mudariam? Claro q não, continuam as mesma. Algo foi adicionado, no entanto: a suspeita duma intenção. Na primeira, por ter-se despido antes de vir, ela levanta a suspeita no vizinho de q ela talvez teja se oferecendo; na segunda, escondendo a mão no bolso, o vizinho talvez suspeite q ela tá escondendo algo –um revólver, por exemplo. Mas há milhões de variáveis. Todo aquele vestuário da mulher na situação (b) *não impede* q o vizinho tente estuprar. Ele pode fantasiar q a mulher se vestiu toda pois “ela gosta de ser descascada”, ou q ela grita e esperneia ao ser atacada pois “ela se excita com a violência”.  Em contrapartida, ela aparecer de biquíni, tal como na situação (a), pode até intimidar e brochar o vizinho, pois ele pode gostar mesmo é de sentir uma resistência. ¡Marraio! tem todo tipo de maluco! ¿Não acaba NUNCA a variedade deste mundo? Nosso esverminante doutor não vai entrar em discussão q tem 7 bilhões de variantes. Sorry.

E q ninguém se exalte: o raciocínio de todos nessa questão é apenas probabilístico. Si alguém se dispuser à registrar e analisar detalhadamente todo estupro na face da terra durante dez anos, um lado da discussão prevê q a curva resultante seguirá proporcional e rigorosamente a curva de Gauss da população (ou seja, a quantidade de roupa não é relevante) e o outro lado prevê q a curva resultante será mais ou menos como a curva verde abaixo:


em q a população é um fator importante, mas tbm é a quantidade de roupa.

Em todo caso, nunca é demais lembrar à uma pessoa q é de seu interesse manter-se sóbria e ter uma noção de perigo. A idéia de q a animalidade humana pode ser civilizada por leis e regras de convivência é uma balela ingênua. Ninguém lida com urso, leão ou tubarão sem se precaver. Si uma pessoa lidar com outros humano como potenciais agressor e, portanto, relacionar-se com calma, cuidado e discrição (q alguns chamariam de “respeito e civilidade”), provàvelmente há de levar uma vida tranqüilérrima. Basta lidar com os outro incluindo a irracionalidade alheia na equação.

Agora. ¿Vcs tão pensando q o Dr Plausível tá querendo se meter nessa discussão sobre a opinião de q a quantidade de roupa q mulher usa pode estimular estupro? Claro q não, q ele não é idiota. A questão aqui é totalmente outra. A questão é q a acachapanzante maioria dos caso, das pessoa, das opinião, das posição, das situação &c recaem perto da média. Não importa o q um lado da questão diz ou o q o outro lado afirma. O q importa é não falar do outro lado como si este fosse radical, como si não importasse o q ele diz. O contrário é hipoplausibilose. Nenhum hipoplausibilético opinante acha q a opinião oposta pode ter algum bom senso, inteligência ou racionalidade. Isso acontece em QUA-LE-QUER assunto dicotômico: time local vs time visitante, socialismo vs oligarquismo, maconha vs repressão &c &c &c &c. Mas a verdade é q, pô, basta olhar prä curva de Gauss. Bis: a acachapanzante maioria dos caso, das pessoa, das opinião, das posição, das situação &c recaem perto da média. Entretanto, a tendência hipoplausibilética é enxergar o mundo assim:



Um portador de hipoplausivírus pode ter opiniões em qqer região da curva. Digamos q tenha opiniões na região do roxo, entre 2.3 e 3.1. A hipoplausibilose o faz pensar q ele é a epítome do bom senso, q na verdade ele tá na região verde perto da média. Além disso, o faz imaginar q toda opinião contrária ä sua, no outro lado da média, tá distribuída caòticamente tal como os ponto vermelho. O portador não só imagina, mas *trata* toda opinião contrária como si fosse uma radicalização caótica do oposto.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

E aqui tá o corolário desta explanação, a Lei de Gauss Plausível: «Nenhuma discussão chegará à qqer conclusão útil e válida enquanto ambos discutinte não visualizarem uma curva de Gauss *específica* sobre o assunto em discussão, e não se enxergarem nela realìsticamente.»

30 março 2014

Atacadas com abobrinhas

Pô, assim não dá. Logo agora q as muié tavam em todo lugar do Brasil conseguindo as coisa, lá vem uma pesquisa do IPEA jogar tudo fora. Pra vcs terem uma idéia de como as muié tão hojendia, tem até muié fazendo carreira e fortuna dando palestra pra dizer q muié não deveria fazer carreira e q lugar de muié é em casa com o marido e os filho ou, qdo eles não tão olhando, com a máquina de lavar. E ainda outras muié fazendo carreira e fortuna dando palestra pra dizer q fazer carreira e fortuna é duplamente difícil präs muié pois elas querem tudo: ser mãe de quatro filhos, diretora comercial de olaria e pesquisadora do IPEA.

Era mesmo uma Era de Ouro präs muié. Era, até o IPEA publicar a pesquisa “Tolerância social ä violência contra as mulher” com 27 perguntas feita à brasileiros e, em particular, uma pergunta devassadora com uma resposta devastadora.

Mas peraí. Não entendam mal nosso evaginante doutor. Este texto é sobre a incompetência do português. (Pô, doutor, ¿mais uma chatice daquelas? Sim, mais uma.)

Duma hora pra outra, a publicação parcial da pesquisa já rendeu uma celeuma em q milhões de pessoas tão escandalizada pela constatação de q 65,1% dos brasileiro concordam q mulher vestindo roupa sensual merece ser estuprada.

Ôpa, ôpa. Peraí, não é bem assim. Na verdade, milhares de pessoas tão escandalizada pela conclusão estatística de q 65,1% duma amostragem de 3810 residentes no Brasil,  concordam com a frase “mulheres q usam roupas q mostram o corpo merecem ser atacada.”

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ué, pergunta o leitor, ¿que graça tem isso?
Ué, pergunta o doutor, ¿não é óbvio?

Pois vejam só como isso foi interpretado:

“Pra 65% dos brasileiro, mulheres q mostram o corpo merecem ser atacada” (Terra Brasil)
“65% dizem q a mulher q mostra o corpo merece ser atacada” (Globo.com)
“Pra 65% dos brasileiro, mulheres com roupas curta merecem ser estuprada” (Jornal do Commercio)
“Maioria acha q mulher com roupas curta merece estupro” (EBC)
“Mais da metade dos brasileiro acredita q mulher dá motivo pra ser estuprada” (Rede Record)
“Maioria acha q mulher com pouca roupa deve ser atacada” (blogue)
“Se liga, mané: o tamanho da minha saia não te dá direitos” (blogue)

¿Notaram? A incompetência semântica de quem formulou a frase gerou uma ambigüidade na resposta do entrevistado, q foi então interpretada com prejuízo virulento pelo leitor da pesquisa. Os pesquisador não perceberam o limbo semântico em q chafurdam as palavra ‘merecer’ e ‘atacar’. ¿Como é q o IPEA me vem com essas palavra num questionário, meudeusdocéu? Não se põe expressão dúbia em pesquisa de opinião, seus tronho; ainda menos em assunto dioreiaempé.

‘Merecer X’ quer dizer “ter direito à X”, ou seja, algo bom é devido à algo bom:
Ninguém discordaria de q “mulher q salva bebê dum incêndio merece ganhar um prêmio.” Diriam q, si uma mulher salvar um bebê, então é correto dar-lhe um prêmio; ela tem mais é q ganhar mesmo.

Por associação, algo ruim é devido à algo ruim:
Ninguém discordaria de q “mulher q esquarteja bebê do vizinho merece ser presa.”
Diriam q, si uma mulher esquartejar um bebê, então é correto prendê-la; ela tem mais é q ser presa mesmo.

Mas olha a armadilha em q os pesquisador caíram, a arapuca em q colocaram os entrevistado:
“Mulher usando roupa sensual/colante/reveladora merece ser atacada.”
Sorry, mas nem mesmo 1% dos 3810 entrevistado diriam q, si uma mulher usar roupa sensual, então é correto atacá-la; q ela tem mais é q ser atacada mesmo. Curva de Gauss, pô. Pra quem tem plausibilina nas veia, é mais do q óbvio q, si a interpretação acima fosse proposta aos mesmo 65% q concordaram com a afirmação da pesquisa, eles diriam “Não, não, tá louco? Eu não quis dizer isso.”

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Supondo boa fé nos pesquisador, ¿quê aconteceu, então, pra q 65% respondessem q sim, q ela merece?

Ora, aconteceu o português. Aconteceu q os pesquisador –provàvelmente socializado e escolarizado tendo a forma da língua acima do conteúdo– amiúde não sabem o q tão dizendo qdo tão falando; os entrevistado não sabem o q tão ouvindo qdo tão respondendo; os leitor não sabem o q tão lendo qdo tão interpretando.

Qdo o brasilês coloquial diz
si X faz Y, então merece Z
, amiúde não quer dizer
si X fizer Y, é correto q receba Z
, mas algo como
si X fez Y, então q não reclame de Z.

Uma frase sobre um futuro evitável e tratada como si fosse sobre o passado inevitado. Esse fatalismo embutido e mascarado na própria semântica do brasilês é uma das mais nefasta explicação pro motivo por quê esta língua não tem dado certo pra organizar um país de proporções continental.

Aí entra a outra palavra dúbia da frase: ‘atacar’. ¿Atacar verbalmente? em boatos? aos tapa? com um beijo roubado? com foice e martelo? num terreno baldio com quatro brutamontes de pau duro? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Parece q a palavra foi posta ali com *intenção* de dubiedade, pra q não parecesse ‘estuprar’ mas q desse margem à ser interpretada como ‘estuprar’ na leitura da pesquisa. Mas ¿será q essas feminazi tão ficando tão desprezível à ponto de enfiar uma arapuca dessas? Claro q não. A frase toda deve ter sido discutida em reuniões &c; querendo dizer muito em poucas palavra, foram desbastando-lhe a precisão e, de “mulher vestindo roupa sensual incita ao estupro”, chegaram à “mulheres q usam roupas q mostram o corpo merecem ser atacada.” E os patso nem perceberam a gafe.

Daí ao escândalo, é um passo. Claro. Pois si o próprio título da pesquisa é “Tolerância social ä violência contra as mulher”, então o saldo positivo das outra 26 resposta pode ser ignorado. E aí entra mais uma vez o brasilês, em seu funesto pendor por falar sem dizer e dizer sem falar. As leitora da notícia foram violentada com abobrinhas. (¿Por quê elas e não os homem? Ora, ¿quem é q se beneficia sentindo-se vítima?) No caso dos q reagiram histèricamente ä notícia, tbm vale lembrar q há o problema da inumerência –a incapacidade de visualizar dados numérico. Pô, 3810 entrevistados são 0,0019% da população do Brasil. Além disso, 66,5% (2534) da amostragem são mulheres. \ö/ Isso quer dizer q, mesmo supondo q 100% dos homem (1276) disseram ‘merece’, ainda sobram 47,5% das *mulher* (1204) dizendo o mesmo. Que coisa estapafúrdia. ¿É plausível crer q no mínimo 47,5% das MULHER brasileira concordam q “mulher vestindo roupa sensual/colante/reveladora merece ser atacada”? Naaah.

Mas ¿por quê não duvidar da boa fé dos pesquisador? Pq basta ler o texto publicado pra perceber q eles não têm muito traquejo com a língua. Por exemplo, os autor acham q a frase “mulheres q usam roupas q mostram o corpo merecem ser atacada” não é «nem um pouco sutil».

¿Uma frase ambígua e antrígua, mal ajambrada, toda torta e nebulosa é ¡¿NEM UM POUCO SUTIL?!?

HAHAHAHAHAHAHAHA

Ainda por cima, vejam só a metodologia: confronta-se o membro do populacho com frases e pede-se q ele diga si concorda com elas totalmente, parcialmente &c. As frase escolhida foram algumas já popularmente disseminada sobre o assunto: “o homem devem ser a cabeça do lar”, “toda mulher sonha em se casar”, “uma mulher só se sente realizada qdo tem filhos”, “tem mulher q é pra casar, tem mulher q é prä cama”, “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, “roupa suja se lava em casa”, esse tipo de coisa.

Mas… Mas… Si eles usam os dito popular pra quantificar a prevalência das própria idéia popular, si a pesquisa usa frases popular pra quantificar a prevalência dessas idéia popular, ué, ¿que mais se esperava? ¿Quê mais há de novidade no mundo?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ao perguntar algo q já tá encalacrado no cérebro do entrevistado, ele responde sem refletir sobre o q diz. O dito não prevê como o entrevistado agiria numa situação real. Então ¿quê é q tá sendo verificado? q o povaréu fala abobrinha?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

24 março 2014

Cabeça de papel

Nosso edênico doutor anda afastado de sua clínica por motivos drolástico. Atacado de hipergelastia. Não consegue parar de rir. É família marchando com Deus pra cá, é três militares pingado fazendo passeata por intervenção-não-golpe pra lá, é histeria de todo tipo pra todo lado sobre copa, comunismo, corrupção &c.

Assim não dá. O doutor tem uma missão humanitária, pô. ¿Como é q pode diagnosticar, tratar e prognosticar tanta hipoplausibilose, si não pára de gargalhar?

Hoje mesmo, viu um vídeo dum pequeno populacho em q figurava como fogoso personagem principal um total tronho vestindo boné de camuflagem e camiseta branca, brandindo um livro dum tal de Olavo de Carvalho e clamando “Eu sou inteligente, eu tenho cultura.” Vejam aqui si não é pra explodir o bafo de rir.

A parte da inteligência pode ser descartada de cara. Pq pô, né?, o fulano me sai äs rua de boné camuflado e camiseta branca. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Noutras palavra, ele não quer q sua cabeça seja avistada, mas coloca seus órgão vital em evidência. Si alguém lhe desse um sopapo na zorelha, o estapeador poderia argumentar, em sua defesa, q não viu aquele apêndice supra-torácico tão bem camuflado acima da brilhância OMO da regata de estivador.

Mas o q salta aos olho, com suas letra vermelha e cinza, é o título do livro q o rapaz empunha em vade retro. O título é (com a ortografia corrigida) «o mínino q vc precisa saber pra não ser um idiota», escrito, repito, por um tal de Olavo de Carvalho, astrólogo.

Hm.

Olha, não sei de vcs, viu, mas o Dr Plausível riu pacas disso aí.

Pois, vejam bem, pra não ser idiota ¿é preciso SABER alguma coisa? Claro q não, seu tosco. Conhecimento não tira ninguém da idiotia – e deve ser bem por isso q (tal como grande parte da escola brasileira, q ainda não entendeu Anízio Teixeira) o Carvalho confunde ‘informação’ com ‘raciocínio’. Ele acha q o *saber* aumenta a *inteligência* duma pessoa. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

A pessoa é tanto menos idiota qto melhor raciocina, não qto mais ela sabe: não há correlação entre grau de idiotia e cabedal de informações. Pelo jeito, falta à esse Carvalho o saber q há centenas de idiots savants pelo mundo, regurgitando instantaneamente milhões de informações armazenada em suas cachola. Mas há, sim, uma correlação entre grau de idiotia e tendência à correlacionar inteligência com informação: qto mais idiota, tanto mais o indivíduo pensa q capacidade de armazenar informações é sinal de inteligência.

Pra quem acha q o simulacro de pracinha na turba berrando livro hipoplausibilético é alvo fácil, digo q sim, nosso humanista compreende vossa dor. Mas pô, é tanta gargalhada ùltimamente, q ele äs vez já nem sabe mais por quê tá cuspindo as tripa.

Alguém, por favor, dê-lhe uma bicuda no joelho pra ele parar um pouquinho, q os vizinho já tão reclamando.

17 fevereiro 2014

Projeto pra livro

«O Elogio da Chatice»
A civilização avança pq há chatos.
Enquanto os exaltado de toda plumagem ficam por aí se esgoelando e regurgitando fórmulas criada por algum chato, o avanço futuro tá sendo engendrado agora por outro chato q neste momento tá enfadonhamente quieto num canto pensando, pesquisando, criando.